Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 28 setembro, 2011

O MERCADO ESTÁ NU: ENTREVISTA BOMBÁSTICA DE INVESTIDOR ALESSIO RASTANI NA BBC MOSTRA COMO AGE O MERCADO FINANCEIRO

Os governos não mandam

A entrevista de Alessio Rastani à BBC é esclarecedora sobre a situação mundial. O sistema financeiro vai destruir as economias para ficar mais rico ainda. Ele avisa: protejam-se. Legendada.

Ah, esse é o pessoal do relatório focus do Banco Central do Brasil.

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MINISTRO DEFENDE ANISTIA PARA DESMATADORES E ACENDE MAIS UM FOCO DE TENSÃO NO AMBIENTE POLÍTICO

Depois de anistiar os torturadores, agora é a vez dos desmatadores

O fogo cruzado entre ruralistas e ambientalistas continua, ainda que muitos queiram disfarçar a crescente polêmica envolvendo as questões ambientais. O novo Código Florestal desde que foi proposto tem desestabilizado e muito a base aliada do governo que vez ou outra “racha”, não raro cedendo às pressões dos ruralistas.

A mais recente fratura na base aliada se deu com a aprovação da emenda 164, de autoria de deputados do PMDB e defendida pelo ministro da Agricultura e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, que prevê uma espécie de anistia para desmatadores de áreas de proteção permanente (APP’s) que o fizeram antes de 2008. E o mais incrível talvez nem seja a aprovação da emenda e sim a justificativa dada para a aprovação: “tornar possível o amanhã”.

Resta a pergunta: será que concedendo perdão aos desmatadores, os deputados realmente tornarão o amanhã mais possível ou o que se tornará realmente possível será a falência da credibilidade das leis que protegem o meio ambiente e a transformação das áreas ambientais numa terra de poucos (explorada e concentrada) e, ao mesmo tempo, de ninguém?

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pela Rede Brasil Atual:

Para ministro, desmatadores devem ser anistiados para ‘tornar possível o amanhã’
Mendes Ribeiro Filho, da Agricultura, defende emenda 164, aprovada na Câmara, que anistia derrubada de mata nativa em APPs antes de 2008. Governo posicionou-se contra a medida

Por Virginia Toledo

ão Paulo – O ministro da Agricultura e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, defendeu a aprovação do novo Código Florestal, em tramitação no Senado após ter passado pela primeira comissão, a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Após encontro com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, nesta segunda-feira (26), em São Paulo, o ministro afirmou que os brasileiros desejam que seja aprovada uma peça que possa “legalizar o que aconteceu e tornar possível o amanhã”.

As mudanças no Código Florestal brasileiro envolvem polêmicas e dividem setores da sociedade e do Congressso Nacional. O ponto do Código Florestal citado por Mendes Ribeiro refere-se à emenda 164 de autoria de deputados do PMDB ao texto que tramitava na Câmara Federal. Ela trata de desmatamentos irregulares antes de 2008 em áreas de preservação permanente (APP), como encostas de morro e margens de rios, autorizando uma espécie de anistia.

Os agricultores que tiverem avançado na derrubada de mata nativa para além do estabelecido na lei há mais de três anos estariam livres de sanção. A aprovação da emenda foi a primeira derrota do governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso Nacional, por ter rachado a base aliada. A posição da liderança governista foi de rejeitar a emenda.

Mendes Ribeiro, que exercia mandato de deputado pelo Rio Grande do Sul antes de assumir o ministério defendeu que o texto então em votação na Câmara tinha erros. Para corrigi-los, foi necessário que os ruralistas e alguns deputados do PMDB utilizassem de outro instrumento, que resultou na emenda 164. “A única ferramenta que tínhamos naquele momento era a emenda que acabou sendo aprovada. Agora o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) e os demais relatores corrigirão o que for necessário para se chegar ao entendimento”, pontuou. (Texto completo)

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