Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: outubro 2011

MERDTV ATACA NOVAMENTE REPÓRTER DA GLOBO EM FRENTE AO HOSPITAL EM QUE LULA FAZ TRATAMENTO

portuguese: logo da Rede Globo.

Globo, principal alvo da MerdTV

Veja alguns dos vídeos da MerdTV, que perturba os repórteres, principalmente da TV Globo. Dessa vez foi no jornal Hoje, de hoje. Sempre ao vivo, claro.

No velório de José Alencar:

E em cobertura esportiva:

Vi no Yahoo e no Nassif

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SITE QUE DIVULGAVA VIOLÊNCIA COMETIDA PELOS POLICIAIS É BLOQUEADO PELO GOVERNO FRANCÊS

Não é só na China que o cerceamento à liberdade de expressão na rede ocorre. A internet vem incomodando cada vez mais governos ocidentais que, teoricamente, vivem sob o regime da democracia e da liberdade de expressão. Recentemente, foi a vez do governo francês tirar do ar um site que permitia a divulgação de vídeos mostrando abusos cometidos pelos policiais. A decisão foi aplaudida pelo sindicato da política francesa para quem o site incitava a violência contra os policiais e ameaçava a integridade da classe.

Já na Arábia Saudita, outro caso semelhante aconteceu com o blogueiro Feras Bugnah que produziu uma série reveladora da pobreza urbana e da desigualdade social em seu país. A série de Bugnah, juntamente com ele e sua equipe, foram detidos pela Associação Saudita para Direitos Políticos e Civis.

De comum em ambos os casos, uma realidade que vem à tona e parece incomodar governos e seu discurso oficial e que, por isso, é simplesmente desconectada, tirada do ar. Pelo visto, a internet está cada vez mais no olho do furacão, sendo ameaçada naquilo que ela tem de mais essencial: a liberdade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Não é só na China
Por Felipe Marra Mendonça

As liberdades civis continuam a ser cerceadas na Europa. Um tribunal francês ordenou na sexta-feira 14 que os provedores de internet do país bloqueassem imediatamente o acesso ao site Copwatch Nord-Paris I-D-F (http://copwatchnord-idf.org/), criado para permitir que pessoas divulgassem vídeos de abusos cometidos por policiais.

Um texto no site, ainda acessível na quarta-feira 19, explicava que os criadores tinham se inspirado nos cidadãos americanos de Cincinnati e Los Angeles, que passaram a filmar abusos policiais durante os distúrbios ocorridos nas duas cidades nos anos 1990. O site contém dados de ocorrências em Lille, Calais e na região da capital francesa, Paris, além de guias legais e sugestões do que fazer em caso de prisão.

Um porta-voz de uma organização francesa que promove a neutralidade na internet, a La Quadrature du Net (http://www.laquadrature.net/), disse que a ordem era uma “óbvia instrução do governo francês para controlar e censurar a nova esfera pública online dos cidadãos”.

A decisão do tribunal foi aplaudida pelo sindicato da polícia francesa, a Alliance Police Nationale (http://www.alliancepn.com/), que sustentou perante o tribunal que o site incitava a violência contra policiais. Jean-Claude Delage, secretário-geral do sindicato, apoiou a decisão judicial e afirmou que o Copwatch era “uma ameaça à integridade da polícia”. (Texto completo)

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No limiar da representação. Em um instante se vê uma coisa, em outro instante, essa coisa já é outra! Não apreende-se a passagem. É esta um instante que esvanece, inefável e infinito…

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LULA É UM DOS MAIORES DEMOCRATAS QUE ESTE PAÍS JÁ TEVE NA PRESIDÊNCIA

President Luiz Inácio Lula da Silva and wife M...

Lula, o presidente que preservou a democracia

O poder seduz pelas benesses e pela crença de que se tem um destino para com uma nação,  a velha fantasia do líder messiânico.

São muitos os governantes que alçados ao poder abusam da violência ou do carisma para se manter no poder.

Os ditadores estão aos montes na história, assim como os oportunistas.

O próprio Fernando Henrique Cardoso, em pleno andamento de seu mandato, com suspeitas graves de compra de voto, alterou a Constituição para se reeleger. Deu uma banana para as regras vigentes.

Lula, teve muito mais aprovação do que FHC durante o segundo mandato, o que assustou as alas mais conservadoras, diga-se PIG.

Mesmo com aprovação e votos da base, Lula não quis alterar o jogo. Trabalhou dentro das regras, influenciou seu partido com seu poder junto ao governo e à população para lançar o nome de Dima Rousseff.

O PT sabia que o nome do substituto de Lula teria que ter o apoio intensivo dele ou perderia as eleições, visto que seria uma disputa contra os partidos da oposição, aliados à quase unanimidade da imprensa.

Lula deixou o poder dentro das regras democráticas, mesmo sendo acusado pela grande imprensa, bem nomeada como PIG (Partido da Imprensa Golpista) de tirano.

Isso mesmo, o presidente com maior aprovação popular da história, que respeitou a Constituição, foi taxado de tirano.

Talvez nunca na história deste país se viu uma imprensa tão sem caráter com relação a um presidente.

Longa vida para Lula e para a democracia brasileira!

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LIMITE, DE MÁRIO PEIXOTO, PODE SER VISTO COMO UMA GRANDE METÁFORA DO BRASIL

À deriva, cena de Limite

O cinema mudo brasileiro atinge sua expressão máxima quando, em 1931, Mario Peixoto (então um jovem com pouco mais que vinte anos) lança sua obra-prima, o longa-metragem Limite, que acabaria sendo seu único filme concluído. Sob todos os pontos que se olhe, Limite é uma obra de vanguarda, que traz à tona uma estética completamente diferenciada seja no ritmo, na fotografia ou na montagem.

O próprio nome do filme e todo o conteúdo que nele se desenrola parece dialogar com um regime das formas que operam no limite e que estão em obras capitais do cinema, das artes pláticas e da literatura nacional. Poderíamos pensar em limite como “o momento infinistesimal e inapreensível onde o mesmo passa no outro e o ser passa no não ser”. Seria o limite o instante mortal, o inefável por excelência posto que não pode ser exprimido, a evanescência infinita, o momento onde tudo se volatiza e converge para o nada, onde impera o regime do transe, do adormecimento, onde oscila-se eternamente entre o eu e o outro.

No filme de Mário tudo parece habitar esse instante mortal. A desolação das personagens impossibilitadas de possuir e encontrar a si mesmas, sempre projetadas no outro, nos seus desejos ou na própria água sobre a qual navegam. A canoa, a nau (dos loucos), o barco aparentemente sem destino, faz-nos lembrar de outras canoas como a do velho do conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa, o habitante do limite por execelência, o que se muda para uma terceira margem inexistente e ali fica sem nunca aportar.

A estética do filme se constitui por reflexos, por duplos, o que mais uma vez nos remete a esse universo do limite onde se está sempre entre uma coisa e outra, a habitar o limiar, a fronteira. Da mesma forma, a atmosfera parece quase como uma névoa, que permite a distinção, mas não permite ao mesmo tempo. Tudo oscila perpetuamente em delirante transe, em fugaz adormecimento.

Poeta Paulo em Terra em Transe

Falando em transe, não há como não lembrar do clássico Terra em Transe, de Glauber Rocha. Apesar de Glauber ter dito, em 1963, que Peixoto estava “longe da realidade e da história” e que seu filme (sem tê-lo visto) era “incapaz de compreender as contradições da sociedade burguesa”, a estética de Terra em Transe ao expor as especificidades e ambivalências de um país frustrado nas suas tentativas de mudança e revolução. Um país eternamente a oscilar entre a violência e a ternura, sem nunca alcançar a síntese de sua própria história, em um perpétuo estado de transe, aproxima-se das formas fluídas e hipnóticas de Limite.

Além disso, a morte, figura central em Terra em Transe, parece rondar os personagens deste Limite, de Peixoto, que dão sempre a impressão de precipitar-se para ela, assim como o herói trágico por influência da desmedida (Hybris) precipita-se na perdição, experenciando o limite e rompendo a fronteira entre cultura e natureza em busca de estados outros.

E pode-se ir ainda mais longe pensando que os desejos e as impossibilidades das personagens são as impossibilidades da própria história nacional, cuja ambivalência específica só pode ser traduzida sob as formas que operam no limite. Se qualquer obra de arte, seja ela um filme, um livro ou um quadro quiser de fato dizer algo sobre o Brasil, ela não o fará a partir de uma base sólida, exprimível, pois assim ela perderá totalmente a eterna precipitação nacional, daí talvez os motivos para a ironia de Machado, para a metafísica de Guimarães, para os ectoplasmas de Clarice, para a loucura de Glauber, para a ousadia de Peixoto.

Abaixo, cenas iniciais do filme:

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TENTATIVA DE ANULAÇÃO DO ENEM POR CAUSA DO VAZAMENTO NO COLÉGIO DO CEARÁ É COLOCAR O INTERESSE DE CRIMINOSOS ACIMA DOS DA SOCIEDADE

Map locator of Brazil's Ceará state

Anular a prova por causa de um único colégio de uma única cidade de um país inteiro é estultice

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das criações mais importantes do governo Lula, mas todo ano sofre um bombardeio dos grandes meios de comunicação e de setores da justiça, principalmente do Ceará.

Mesmo assim, o exame resiste e tem trazido grandes benefícios para o país e para os pais dos alunos. O fim do Enem interessa a quem quer meter a mão no bolso dos pais dos alunos, que terão de gastar com viagens, estadia e provas em vários locais do país para entrar em uma boa universidade.

O Enem é tão bom para o aluno quanto para seus pais. Com apenas uma prova, pode se passar em grandes universidades do país. E melhor, a prova é feita na própria cidade do aluno. Isso valoriza os estudantes que se preparam para as provas. Com certeza, o Enem é mais seguro do que muitos vestibulares e concursos públicos.

Neste ano, assim como no ano passado, criminosos violaram a prova para beneficiar algumas pessoas ou alguns grupos econômicos. É preciso investigar, punir quem violou e quem se beneficiou da violação, ainda que culposamente, mantendo a validade da prova para todo o país.

Por causa de um colégio,  Colégio Christus de Fortaleza, onde ocorreu o crime, anular todo o processo é um verdadeiro absurdo. Isso só pode ser defendido por interesses escusos. Aos alunos do colégio cearense, para não serem prejudicados, basta fazer nova prova. É isso! O resto é parvoíce e interesses econômicos.

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DUAS NOTÍCIAS EXPLICAM BEM A CRISE DOS ESTADOS UNIDOS: MILIONÁRIOS FICARAM MAIS RICOS E POBREZA AUMENTOU

Selo postal, Estados Unidos, 1847

Os EUA tiraram dos pobres e deram para os ricos

Os governos das últimas décadas dos Estados Unidos aprimoraram a desigualdade social e deram a sua contribuição para a crise dos EUA. Veja abaixo como os ricos ficaram mais ricos enquanto a pobreza aumentou por lá.

Mais ricos dos EUA triplicaram seu patrimônio entre 1979 e 2007

Os cidadãos mais ricos dos Estados Unidos quase triplicaram sua renda entre 1979 e 2007, enquanto as famílias mais pobres viram seu patrimônio crescer apenas 18% no mesmo período, indica um estudo divulgado nesta quarta-feira (26).

A receita líquida (depois do pagamento de impostos) dos 1% mais ricos do país aumentou 275% entre 1979 e 2007, assinala o relatório elaborado pelo Escritório de Orçamentos do Congresso.

Para 60% da população de classe média a receita cresceu 40%, enquanto para os 20% mais pobres o aumento foi de apenas 18%.

Estes números demonstram que a distribuição de renda nos EUA “era substancialmente mais desigual em 2007 do que em 1979”, ressalta o estudo, que também revela que os 1% mais ricos concentravam 17% de toda a renda há quatro anos, contra 8% de três décadas atrás.

O relatório foi publicado em meio aos protestos do movimento “Ocupem Wall Street”, que critica nos EUA os excessos do sistema financeiro e a desigualdade. (Texto integral na Folha)

Nos EUA, pobreza toma conta dos subúrbios

Desde 2000, o número de pobres aumentou em 5 milhões nos subúrbios, com aumentos grandes em áreas metropolitanas tão diferentes quanto Colorado Springs e Greensboro, na Carolina do Norte.

Ao longo da década, subúrbios do meio-oeste registraram maior aumento no número de pobres. Mais recentemente, no entanto, o aumento tem sido mais acentuado onde houve maior colapso imobiliário, como em Cape Coral, na Flórida, e Riverside, Califórnia, de acordo com a análise do Instituto Brookings.

Quase 60% dos pobres de Cleveland, por exemplo, antes se concentravam em seu núcleo urbano, mas agora vivem em seus subúrbios – em 2000, cerca de 46% viviam nos subúrbios.

Em todo o país, 55% da população pobre nas regiões metropolitanas agora vive nos subúrbios – aumento significativo dos 49% registrados anteriormente.

A pobreza é algo novo em Parma Heights, subúrbio tranquilo de pequenas vilas e gramados cortados, e pedir ajuda pode ser difícil. O Parma Heights Food Pantry, espécie de banco de alimentos comunitário com preços reduzidos, que começou a servir várias dezenas de famílias por mês em 2006, agora ajuda 260 e atrai um fluxo de vítimas da economia americana. Muitos nunca precisaram de ajuda para se alimentar antes. (Texto integral no IG)

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JUIZ CRITICA JORNAL ZERO HORA QUE OMITIU DEBATE SOBRE OS MONOPÓLIOS NA COMUNICAÇÃO EM SEMINÁRIO DA ANJ

Caso paradigmático: imprensa defende liberdade de expressão e omite informação

No dia 21 de outubro, a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de expressão e Poder Judiciário. No entanto, apesar de se mostrarem unidos para a organização do evento, na prática, a posição dos grupos sobre os temas em questão não é tão unida assim.

A ANJ engrossa o coro da grande mídia brasileira indo contra qualquer proposta de regulação das comunicações sob a alegação de que regular a mídia significa ameaçar a liberdade de expressão e comunicação. Já os juízes do Rio Grande do Sul enxergam a questão sob outro ponto de vista. Para eles, a regulação seria uma alternativa para evitar a formação dos monopólios na comunicação, por exemplo, que realmente afetam a liberdade de expressão ao uniformizarem e controlarem o teor da informação.

Esse jogo de interesses se refletiu na cobertura do jornal Zero Hora, que pertence ao grupo RBS, afiliado à ANJ, que privilegiou em matéria sobre o evento vários pontos de discussão do seminário, mas omitiu a parte sobre os monopólios de comunicação. O presidente da Ajuris não gostou da atitude do jornal e disse: “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

A fala do juiz mostra claramente como a grande mídia brasileira graça em plena contradição. Defende a liberdade de imprensa mantendo justamente as estruturas que a ameaçam, e se diz tão defensora dos direitos da imprensa livre que se dá ao luxo de dizer o que quer e como bem entende, sem suportar o outro lado, sem valorizar a diversidade, onde parece residir a autêntica liberdade de expressão.

Veja trecho de texto sobre o assunto com entrevista concedida por João Ricardo dos Santos à Carta Maior:

Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS
Por Marco Aurélio Weissheimer

No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal (Ver artigo de Venício Lima, Direito à comunicação: o “Fórum” e a “Ciranda”). Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo (Ver matéria: Tarso rechaça editorial da RBS e diz que empresa manipulou conteúdo de conferência). No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.

Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.

“Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que “o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação”. A “credibilidade” reivindicada pela RBS no editorial citado não suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. “O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo”, destaca o magistrado. (Texto completo)

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Nas algemas da mesma história…

A modernização convervadora, termo utilizado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, cai como uma luva para a realidade brasileira. Cada vez mais, fica claro que a superação de uma ordem anterior definitivamente não acontece no Brasil. Há mudança, mas não há ao mesmo tempo, pois as mesmas estruturas coloniais continuam sendo mantidas há séculos.

Assim foi com a Independência que mudou a realidade aparente do Brasil, mas manteve todo o aparato colonial, aliás, só aconteceu para que ele pudesse ser mantido. O mesmo aconteceu com a República, com a Abolição da Escravidão, com o Golpe Militar e depois com o neoliberalismo dos anos FHC. Mudanças que vêm para não mudar nada!

Recente pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), confirma essa tese ao fazer uma espécie de radiografia do trabalho escravo nos dias de hoje. O perfil dos escravistas não poderia ser outro. Como lembramos aqui no Educação Política, a maioria tem boa escolaridade, é a da região sudeste e é filiada a partidos políticos como PMDB, PSDB e PR.

Os estados e as atividades econômicas que mais concentram o trabalho escravo são aqueles que historicamente sempre o fizeram. Os estados que mais exportam mão de obra escrava são Maranhão, Paraíba e Piauí; e o setor onde ele mais ocorre é o agropecuário, sobretudo em fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool.

Já os trabalhadores vítimas de escravidão são em sua maioria negros, de baixa formação e renda média de 1,3 salário mínimo. Depois ainda dizem que no Brasil não há racismo e que a pátria é alegre, quase sem problemas, berço do futebol e do carnaval!

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Libertação

Quem são os escravocratas do século 21?

A melhor maneira de conhecer o partido que você vai votar nas próximas eleições pode ser com uma notícia bem banal. Veja o perfil dos empresários agrícolas que mantêm trabalho escravo.

Segundo pesquisa, eles são filiados ao PSDB, PMDB e PR.

Barbaridade tchê, literalmente. Ôpa!

Fazendeiros acusados de trabalho escravo são do Sudeste, com boa formação e ligados a partidos políticos

Do Globo.com

BRASÍLIA -A pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que pela primeira vez traçou o perfil das vítimas de trabalho escravo no Brasil, mostra quem são os fazendeiros acusados de explorar os trabalhadores nessas condições. Com base na Lista Suja do Ministério do Trabalho, entrevistas com 12 dos 66 contactados pelo organismo permitiram concluir que a maioria deles nasceu no Sudeste, mas mora nas regiões próximas às lavouras (Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Eles têm curso superior e declararam como profissões pecuarista, agricultor, veterinário, comerciante, gerente, consultor e parlamentar. São filiados ao PMDB, PSDB e PR.

Os aliciadores (gatos) têm baixa escolaridade, idade média de 45,8 anos, são na maior parte nordestinos e vivem nas regiões Norte e Centro-Oeste.

A pesquisa, chamada “Perfil dos principais atores envolvidos no trabalho escravo rural no Brasil”, mostra ainda que Maranhão, Paraíba e Piauí são exportadores desse tipo de mão-de-obra. Segundo o levantamento, realizado a partir de depoimentos de 121 pessoas libertadas pela fiscalização do governo, entre 2006 e 2007, esses três estados foram as principais origens dos trabalhadores resgatados em Goiás (88%) e Pará (47%). No Mato Grosso e na Bahia, 95% deles eram procedentes da região.

Segundo a OIT, a agropecuária continua sendo o setor de maior concentração de trabalho escravo, sobretudo nas fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool, como é o caso do Pará; plantações de arroz (Mato Grosso); culturas de café, algodão e soja (Bahia); lavoura de tomate e cana (Tocantins e Maranhão). (Texto integral no Nassif)

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Enquanto a demarcação não vem, índios acampam em MS

A região de Mato Grosso do Sul tem assistido a delicados conflitos entre os índios que moram na região e os colonos que migraram para o local a convite do governo federal entre os anos 40 e 50. Um dos pontos de origem dos conflitos está na demora na demarcação de terras indígenas, o que tem esgotado a paciência dos índios, já que muitos colonos ocupam terras que foram declaradas indígenas há décadas. Além disso, a demora na demarcação gera um clima de insegurança e violência que tem aumentado o número de acampamentos montados pelos índios em fazendas da região como forma de protesto, reivindicando seus direitos sobre suas terras.

Nos acampamentos, os indígenas estão em constante situação de vulnerabilidade, sem acesso a serviços básicos como saúde, educação, documentação civil, isso quando não estão diretamente envolvidos em conflitos com os colonos, como o que provavelmente levou à morte um índio de 56 anos que estava residindo em um dos acampamentos da região e foi encontrado enforcado no terreno onde costumava buscar lenha. O fato é que os serviços de proteção ao índio não chegam até às fazendas, em sua maioria, eles ficam sem comida, atendimento médico e sem alternativa econômica de trabalho.

O governo estadual, entretanto, alega que a demanda indígena não é por terra e sim por assistência social. No entanto, nas reservas já demarcadas essa assitência social tem sido de péssima qualidade, ou seja, seja qual for a demanda, por terra ou assistência social, ela se faz justa já que nenhuma das duas coisas tem sido garantida.

Os conflitos no campo persistem enquanto persistem as estruturas coloniais

A crônica nacional vai assim se desenhando nas especificidades de um país que não consegue resolver os conflitos do campo porque lá parece viver, de forma bruta e ainda selvagem, as estruturas de um Brasil colonial que aparecem maquiadas e oportunamente controladas no espaço urbano, na outra metade do Brasil.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Demora em demarcações impulsiona ocupações
Por Joana Moncau e Spensy Pimentel

É a convite das próprias lideranças indígenas que chegamos ao local onde estão montadas as barracas de lona preta das quase 70 famílias guarani-kaiowá. No fim do mês de maio, elas deixaram suas casas na reserva de Panambi para criar o acampamento de Guyra Kambi’y, a apenas algumas centenas de metros de outro deles, o Yta’y Ka’aguyrusu, formado em setembro do ano passado, em meio a conflitos com os colonos que vieram para a região a convite do governo federal, entre os anos 40 e 50 do século passado.

Poucas semanas antes da visita, um índio de 56 anos que estava residindo no local foi encontrado enforcado no terreno onde costumava buscar lenha. “Não entendemos bem o que aconteceu, ele estava ajudando a preparar uma casa de reza, inclusive. Essa demora toda, às vezes, deixa as pessoas tristes”, comenta um dos indígenas.

A demora nas demarcações de terras indígenas em Mato Grosso do Sul tem impulsionado a formação de mais e mais acampamentos. A paciência de muitos grupos se esgotou, porque até mesmo áreas já declaradas indígenas há décadas estão ocupadas por colonos – é o que ocorre em Panambi, onde, de 2000 hectares demarcados nos anos 70, os indígenas só ocupam efetivamente 300. Só em Dourados, onde está a reserva cuja situação é mais crítica – fala-se em até 15 mil indígenas em 3,5 mil hectares –, surgiram dois acampamentos este ano.

Um levantamento do Conselho Indigenista Missionário atualizado este mês encontrou 31 acampamentos guarani-kaiowá na região sul de Mato Grosso do Sul. Nem sempre eles estão em situação de conflito como acontece em casos como os de Ypo’i, Pyelito e Kurusu Amba (ver matéria anterior), mas a vulnerabilidade é uma constante – alguns grupos vivem na miséria, à beira das estradas, há décadas, com acesso precário aos direitos mais básicos, como saúde, educação e documentação civil.

A partir do momento em que os grupos deixam as reservas superlotadas para realizar ocupações nas fazendas a fim de reivindicar seu direito sobre suas terras, expõem-se ainda mais. A única assistência que passam a ter é federal e vem da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Benefícios sociais como cestas básicas dadas pelo estado são automaticamente cortados. “O estado e os municípios não dão absolutamente nenhuma assistência a esses grupos”, afirma Maria Aparecida Mendes de Oliveira, coordenadora regional da Funai, em Dourados. (Texto completo)

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NO BRASIL, BOLSA FAMÍLIA É UMA COMPENSAÇÃO PORQUE POBRE PAGA IMPOSTO E RICO NADA DE BRAÇADA
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NO BRASIL, BOLSA FAMÍLIA É UMA COMPENSAÇÃO PORQUE POBRE PAGA IMPOSTO E RICO NADA DE BRAÇADA

Como no Brasil os mais pobres pagam mais impostos que o mais ricos, o bolsa família do governo federal pode ser entendido como uma política compensatória e não como algo assistencialistas. Ele faz a compensação de um sistema tributário injusto e perverso: retira dinheiro do pobre e dá para o rico: por exemplo, com juros subsidiados do BNDES. Veja abaixo artigo do Paulinho sobre o os impostos no Brasil.

Do blog do Paulinho/ Paulo Cavalcanti

Pobre paga mais imposto que rico

A maior prova que no Brasil, rico paga muito pouco, ou nada de impostos, é que o Imposto Territorial Rural – ITR arrecadado em todo o ano de 2007 e em todo território nacional, foi menor do que dois meses de arrecadação do IPTU da cidade de São Paulo. Falando somente deste tributo, fica aqui claramente constatado, o que não acontece com relação aos demais impostos.

Nesta semana, o IPEA, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, através de declarações de seu presidente, o economista e professor Márcio Pochmann, declarou que, a arrecadação tributária no Brasil, que em 2010 representou 33,56% do PIB (segundo dados da Secretaria da Receita Federal), é concentrada no consumo. Assim, um cidadão que tem renda de um salário mínimo por mês, embora não tenha Imposto de Renda descontado no holerite, sofre no preço do pãozinho e do leite a mesma tributação que o bilionário Eike Batista.

Os tributos sobre bens e serviços representaram 16,3% do PIB, enquanto os tributos sobre folha de pagamentos corresponderam a 8,78% e sobre a renda, a 6,18% (sobre transações financeiras, a 0,72%).

Ainda segundo o IPEA, pesquisas demonstram claramente a situação de discrepância tributária, entre ricos e pobres, comprovando com números que um trabalhador que recebia até dois salários mínimos precisava trabalhar 197 dias (seis meses e dezessete dias), para pagar tributos, enquanto outro que ganhava mais de 30 precisava de três meses a menos de trabalho, ou exatos 106 dias.

Já o consultor Amir Khair, mestre em Finanças Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), lembra em artigo na Revista do Brasil, que o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) está previsto na Constituição de 1988, mas depende de lei complementar nunca aprovada. “O IGF poderia ser cobrado de forma progressiva, arbitrando-se um nível mínimo de isenção”, sugere. “O imposto sobre o patrimônio é cobrado com sucesso há vários anos na França, Espanha, Grécia, Suíça e Noruega. Não deu certo em alguns países, como Áustria, Dinamarca, Alemanha, Finlândia e Luxemburgo, mas pode dar certo no Brasil. Só saberemos se o testarmos.”

Essa transfusão de sangue, do doente para médico, acontece porque, cerca de 50% da nossa carga de impostos é indireta, isto é, incide sobre o consumo, atingindo indiscriminadamente toda a população, independentemente da renda e da riqueza de cada um. A cobrança da maioria dos tributos vem embutida no preço final das mercadorias. Vejamos um exemplo significativo, publicado no jornal Valor Econômico de hoje: Um cidadão que ganha R$ 1 mil por mês e coloca R$ 100 de gasolina no tanque do seu carro está pagando R$ 53 de impostos. Enquanto outro que ganha R$ 30 mil e abastece o tanque pelo mesmo valor também paga os mesmos R$ 53, levando isso à injustiça apontada.

Esses dados confirmam que nos países desenvolvidos há muito mais justiça tributária que no Brasil. Ainda nessa matéria do Valor Econômico, eles citam exemplos ilustram as diferenças entre aqueles países e o Brasil. Na Inglaterra, o imposto sobre a herança é cobrado há mais de 300 anos. Quando da morte da princesa Diana, em 1997, os jornais noticiaram que o fisco inglês cobrou de sua herança o imposto de US$ 15 milhões, metade dos US$ 30 milhões deixados para seus filhos. Naquele país, a taxação é apoiada até mesmo pelos conservadores.

Enquanto em Pindorama, há mais de uma década, esse assunto apodrece nas gavetas do Congresso, afinal, eles entendem que 500 anos de vassalagem, com 400 de colônia, foram pouco, ainda querem mais um pouquinho.

Afinal, “elite” atrasada como aqui, não deve haver paradigma no mundo todo.

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FALA DE DILMA SOBRE ORLANDO SILVA DEVERIA SERVIR DE INSPIRAÇÃO PARA MÍDIA QUE FAZ JORNALISMO SEM APURAÇÃO

Será que a mídia ainda se lembra do "princípio civilizatório da presunção da inocência"

A presidente Dilma Rousseff disse, após reunião com o ministro do Esporte, Orlando Silva, na última sexta-feira, que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”. Uma frase que, no mínimo, deveria servir de inspiração ou provocar reflexão na mídia brasileira.

As denúncias contra Orlando Silva vieram de uma reportagem da revista Veja, cujos métodos de investigação e “apuração jornalística” já se mostraram bastante duvidosos. Aliás, falar em apuração soa até um pouco forçado para o histórico bastante criativo e ousado de Veja.

Como bem disse Dilma, não se trata de defender o ministro dos esportes e já isentá-lo de qualquer culpa, no entanto, não há provas e, se não há provas, nada pode ser feito contra ele. É por isso que o bom jornalismo, quando denuncia, sabe muito bem o que está denunciando, pode provar a denúncia e responder a qualquer crítica que diga respeito à sua apuração. Mas, não é esse o caso da revista em questão.

Veja trecho de notícia sobre o assunto republicada pela Rede Brasil Atual:

Dilma diz que não aceitará condenação sumária de Orlando Silva
Por Luciana Lima da Agência Brasil

Brasília – Após a reunião na noite da sexta-feira (21) com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”. A informação está na nota divulgada pelo Palácio do Planalto. “Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”, disse a presidenta.

De acordo com a nota, na reunião, o ministro informou à presidenta que tomou todas as medidas para corrigir e punir malfeitos, ressarcir os cofres públicos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do Ministério do Esporte.

A reunião de Dilma com Orlando Silva durou cerca de uma hora e meia. O ministro disse que apresentou um relatório contestando ponto a ponto as denúncias feitas pelo policial militar João Dias Ferreira em reportagem da revista Veja.

O ministro relatou ainda para a presidenta que ofereceu a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico, segundo ele, “porque quer a transparência máxima”. De acordo com Orlando Silva, Dilma sugeriu serenidade e paciência e reafirmou “confiança e solidariedade”. A parte final da reunião, segundo o ministro, foi dedicada a assuntos do ministério. A reunião foi o primeiro encontro de Dilma com o ministro após a publicação das denúncias da revista. (Texto completo)

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Plantaciones de caña

Falha na tecnologia flex pressiona preço

O preço do etanol continua alto porque os carros bicombustíveis, tecnologia flex, estão batendo o pino quando usam somente gasolina.

Segundo mecânicos, isso está sendo muito comum, mesmo com carros novos. O sensor flex não reconhece a gasolina e o carro começa a fazer barulho, principalmente em momentos em que exige mais torque (uma mudança de marcha para mais lenta)

O motorista que pensou ter a opção entre os dois combustíveis, em alguns casos só pode optar pelo etanol.

Com isso, o preço do combustível tende a ficar mais alto. E pior, o carro bicombustível (flex) consome mais do que os carros que são só movidos a etanol.

O projeto bicombustível precisa de uma tecnologia mais eficiente e também consumir a mesma quantidade de etanol e gasolina.

Há muitos carros bicombustíveis pelas ruas com barulho estranho porque o dono resolveu só usar gasolina.  Para evitar esse barulho, basta abastecer somente com o etanol.

Se não resolver, vá ao mecânico da sua confiança! O problema é outro..rsrs.

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Alguns candidatos foram desclassificados por usarem twitter durante a prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já disse que quer o Enem como substituto do vestibular, por considerar que este último faz um mal à educação brasileira. O Enem, sempre bombardeado pela mídia e até hoje não levado muito a sério pelos estudantes, procura assim ganhar cada vez mais credibilidade e se constituir de fato como um exame capaz de mostrar como anda a educação brasileira e o desempenho dos alunos, sendo uma porta de acesso democrática para o ensino superior.

Antes de criticar o Enem ou não levá-lo muito em conta, cabe lembrar as proporções do exame. Ele é aplicado em nível nacional, para milhares de estudantes. Em uma escala assim tão ampla, erros como os que aconteceram no ano passado não são justificados, mas também não são o fim do mundo. Eles podem acontecer devido à amplitude da prova e servem para que os seus métodos sejam aperfeiçoados.

Esse ano, muitos estudantes foram barrados por não chegar ao horário estabelecido para fazer a prova. Alguns alegaram desorganização e falta de informação por parte dos organizadores, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil. No entanto, há pelo menos um mês, propagandas na televisão e em outros veículos de comunicação esclareciam muito bem as regras quanto ao horário da prova, documentos que deveriam ser levados e davam dicas como: conhecer um dia antes o local da prova, sair bem mais cedo de casa, etc…

Muitos estudantes não ficaram atentos para essas questões básicas e chegaram faltando cinco minutos para a prova, por exemplo. Aí fica difícil se localizar. Outros estudantes consideraram a prova longa, porém fácil, e admitiram não ter estudado muito para o exame. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil” ou “Muito texto, dava até sono”, são algumas declarações dos estudantes.

Cumprir as regras e elaborar bem as provas pode ser, neste sentido, uma boa receita para que o Enem conquiste credibilidade e espaço junto à sociedade brasileira e, quem sabe, seja digno de mais horas de estudo pelos candidatos, dando menos sono e mais disposição em aprender, afinal, uma prova pública e unificada parece mais interessante e mais justa para o ingresso no ensino superior.

Veja trechos de notícias sobre o assunto:

Candidatos reclamam de textos longos na prova do Enem
Por Daniel Mello

São Paulo – O tamanho dos textos e enunciados das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a principal reclamação dos candidatos que fizeram a prova na Universidade Nove de Julho (Uninove), na zona oeste paulistana, neste sábado. A estudante Daniela Andrade, 18 anos, diz que não achou a prova difícil, mas cansativa. “É muito texto, são muito grandes as perguntas”, disse a jovem que admitiu ter estudado somente “um pouco”.

Avaliação semelhante teve Camila Feliciano, estudante da mesma idade. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil”. Apesar do baixo nível de dificuldade, ela acha que foi mal devido ao pouco empenho no último ano no cursinho. Camila também reclamou dos enunciados. “Muito texto, dava até sono.” (Texto completo)

Atrasados, candidatos são barrados no primeiro dia do Enem em São Paulo
Por Daniel Mello

São Paulo – Pelo menos 20 candidatos que fariam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) na Universidade Nove de Julho (Uninove), na Barra Funda, zona oeste da capital paulistana, chegaram atrasados e não puderam fazer as provas. Muitos ainda apelaram, por entre as grades, para que os responsáveis pela segurança dessem uma chance de fazer a prova.

Alguns deles, como Renata Nascimento, culpavam a falta de informações da organização do exame. Ela chegou faltando cinco minutos para as 13h, hora limite para entrada, mas se dirigiu ao edifício errado. Ainda tentou correr para a entrada certa, mas, mesmo assim, não conseguiu entrar. Segundo Renata, a indicação confundiu muita gente. “Tanto é que tem um monte de gente que foi lá [no prédio errado]. Aí falaram para a gente vir correndo que o portão estava fechando”, contou, visivelmente nervosa, a candidata de 27 anos que veio de Pirituba, zona norte da capital.(Texto completo)

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INDISCIPLINA É PROBLEMA DO ESTADO E NÃO DO PROFESSOR
MUNICÍPIOS MUITO RICOS INVESTEM EM TIMES DE FUTEBOL E CLUBES NA LIGA DE VÔLEI ENQUANTO A EDUCAÇÃO PERMANECE COM ÍNDICES BAIXOS

NA HISTÓRIA DE UMA CANÇÃO, O AMOR ADIADO, MAS NÃO DESPERDIÇADO, À ESPERA DE QUE ALGUÉM COMPLETE A SUA FUNÇÃO DE AMOR

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Suecia

Mirem-se na Suécia

Vale a pena ver esses dois vídeos, que mostram a situação da sociedade mais desigual do mundo, o Brasil…

E também um pouco da Suécia, quarto país do mundo com menor desigualdade social e econômica.

No Brasil rico não paga imposto e o judiciário quer mais dinheiro.

O povo, como deixa claro o vereador Robson Silva (PP), é otário.

Veja, o problema não é o Robson.  Ele é apenas um “bon vivant”. O problema é mais em cima.

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MUNICÍPIOS SÓ RECEBERÃO VERBAS PARA IMPLEMENTAR PLANO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, SE CATADORES ESTIVEREM INCLUÍDOS EM SEUS PROJETOS

Separando e incluindo

A Política Nacional de Resíduos Sólidos define que o governo federal estabeleça um plano nacional para resíduos sólidos com horizonte de 20 anos e atualização a cada quatro. Cada município tem a responsabilidade de administrar a separação entre lixo orgânico e reciclável e, até agosto de 2012, implantar o plano municipal de resíduos sólidos que tem como principais objetivos eliminar os lixões e viabilizar a coletiva seletiva nas cidades até no máximo 2014.

Além dos benefícios ambientais e socias que a política de resíduos sólidos traz, ela permitirá a inclusão de uma categoria que sobrevive justamente por meio do lixo reciclável: os catadores. Isso porque os municípios só receberão auxílio para implementação do Plano caso incluam em seus projetos os catadores de recicláveis.

A condição foi lembrada por Sérgio Luiz da Silva Cotrim, diretor da Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, durante seminário sobre o tema, realizado na segunda-feira (17), em São Paulo, conta reportagem publicada pela Rde Brasil Atual. O Plano, neste sentido, abre uma possibilidade de diálogo com o grupo dos catadores e ajuda as administrações municipais a enxergar que, sem o auxílio desse grupo, o sucesso na implantação do plano tende a ser um pouco mais complicado.

Mas é importante que os catadores estejam organizados em associações ou cooperativas para que tenham condição de participar do plano municipal de resíduos sólidos.

Veja trecho com mais detalhes da notícia publicada pela Rede Brasil Atual:

Municípios terão de incluir catadores em plano de resíduos sólidos para obter recursos federais
Por Suzana Vier

São Paulo – As prefeituras só poderão solicitar auxílio financeiro federal para implantação do plano municipal de resíduos sólidos se incluírem associações de catadores em seus projetos. A condição foi lembrada por Sérgio Luiz da Silva Cotrim, diretor da Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, durante seminário sobre o tema, realizado na segunda-feira (17), em São Paulo. “Só vai ter prioridade (na concessão de auxílio financeiro) a prefeitura que trabalhar com inclusão de catadores”, afirma.

A Lei 12.305, de 2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos define que o governo federal estabeleça um plano nacional para resíduos sólidos com horizonte de 20 anos e atualização a cada quatro. Cabe a cada município administrar a separação e a destinação adequada ao lixo orgânico e a materiais recicláveis. Até agosto de 2012, as Prefeituras devem implantar o plano municipal de resíduos sólidos. O prazo para eliminar os lixões e implantar a coleta seletiva nas cidades vai até 2014.

Durante seminário realizado pelo Instituto Nova Ágora de Cidadania (Inac), Cotrim admitiu, em entrevista à Rede Brasil Atual, que as as administrações municipais têm dificuldade em compreender o papel das associações de catadores, mas não poderão se omitir, porque os trabalhadores fazem parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Havendo catadores nos municípios, as prefeituras não vão poder se omitir. Vão ter de buscar solução com a participação deles”, afirma. “O preconceito terá de ser combatido de frente.” (Texto completo)

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GRANDE MÍDIA DORME EM BERÇO ESPLÊNDIDO ENQUANTO A CORRUPÇÃO ROLA SOLTA NO QUARTEL E NO JUDICIÁRIO

Com essa mídia, democracia afunda rápido

mídia, a covarde

É mais fácil entender os meios de comunicação pelo que eles omitem do que pelo que eles dizem. Esse é o grande poder dos espaços de comunicação (jornais, revistas, redes de tv e rádio).

A corrupção está afogando o Brasil no judiciário e no quartel, mas isso raramente aparece nos grandes meios de comunicação, principalmente de São Paulo. Se aparecerem, soam como registros, sempre devidamente enquadrados e apenas para não jogar ainda mais para o ralo a capacidade de comunicação dessas empresas.

Salvo Carta Capital, eles não apuram, não investigam, não levantam qualquer informação sobre a corrupção no poder judiciário, assim como nos quartéis.  Como disse o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), a mídia está acovardada. Essa covardia se traduz no pior do jornalismo. Temem o poder judiciário e os quartéis, seus aliados de 64.

Outro dia o Estadão deu manchete do “El País” no seu próprio site para atacar o Executivo. É o complexo de vira-lata da grande mídia. Dá a manchete de um outro jornal, europeu.  Pode!? Os jornais ultimamente disponibilizaram repórteres e editorias para investigar o ministro dos Esportes,  Orlando Silva (PC do B), a partir da denúncia de um policial que é processado pelo próprio Ministério dos Esportes. Isso é bastante salutar.

A grande mídia tem todo o direito de investigar o Executivo e que o faça a cada dia mais, mas é sempre um sistema orquestrado, agem em conjunto, como um matilha, como se fossem um partido da oposição. E são, como bem anotou a presidente da ANJ, Judith Brito, durante a última campanha presidencial. Ao mesmo tempo se “esquecem” propositamente de problemas muito mais graves e profundos da nossa democracia; problemas esses que facilitam a corrupção no Legislativo e Executivo, que são os “bandidos de toga”, como bem anotou Eliana Calmon, corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a bandalheira nos quartéis.

Isso demonstra que a grande mídia brasileira, como historicamente tem sido demonstrado, não tem qualquer apreço pela democracia, mas sim pelos seus próprios interesses econômicos, facilitados por partidos como o PSDB, vide o contrato de Geraldo Alckmin, com os jornais Folha, Estadão e Veja.

Falta um pouco mais de dignidade e valores democráticos para as empresas de mídia do Brasil.

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MORTE DE KADDAFI ALERTA PARA O MOMENTO DELICADO DE TRANSIÇÃO NA LÍBIA E INTERROGA O PAÍS QUANTO AO FUTURO

Como dizem os árabes: maktub (estava escrito)

Durante todo o período de conflito atravessado pela Líbia nos últimos meses, o ditador Muammar Kaddafi sempre afirmou que só sairia de seu governo morto. E, realmente, é só assim que ele deixa sua ditadura de mais de 40 anos e entrega o país aos seus próprios conflitos internos e aos interesses internacionais.

Mais do que nunca, a realidade na Líbia é de uma delicada transição, esperemos que democrática. O país pede a ajuda da comunidade internacional, inclusive do Brasil, para retirar as minas terrestres espalhadas em vários locais por ordem de Kaddafi, e que continuam fazendo estragos em diversas cidades.

Mas as minas são apenas mais um indício da instabilidade em que se encontra o país. A celebração da morte do ditador acontece na Líbia, mas, ao mesmo tempo, essa mesma morte, por alguns festejada, interroga o país em relação ao seu futuro.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Kaddafi está morto, diz cônsul líbio
Redação Carta Capital

O Conselho Nacional de Transição (CNT) e a emissora de televisão Líbia Livre afirmaram nesta quinta-feira 20 que o ditador do país, Muammar Kaddafi, foi capturado esta manhã junto com seu filho Mouatassim, antigo chefe dos serviços de segurança Mansour Daou e o ex-chefe dos serviços secretos Abdallah Senoussi. Segundo informações iniciais, ele estaria com as duas pernas feridas por tiros. Uma televisão pró-Kaddafi desmentiu no seu site a informação de que o ex-líder teria sido capturado.

No Brasil, cônsul-geral da Líbia, Mohammed Ninfat, disse à Agência Brasil que obteve informações confirmando a morte do presidente líbio, Muammar Khadafi. Mas ele disse que está com dificuldades de falar com integrantes do Conselho Nacional de Transição (CNT). Ninfat é o chefe da Embaixada da Líbia em Brasília, pois a representação está sem embaixador. O clima na representação diplomática é de comemoração e festa. A bandeira da oposição a Khadafi está hasteada no local.

“O momento é de celebração. Mas precisaremos da ajuda da comunidade internacional. O Brasil, por exemplo, pode nos ajudar para a retirada de minas terrestres, colocadas por ordem de Khadafi em vários locais da Líbia”, disse o cônsul, lembrando que as cidades que mais sofrem por causa das minas são Brega e Zliten.

Nem Estados Unidos nem a OTAN confirmam ou negam a captura do coronel. Mas em conversa ao telefone com a agência de notícias Reuters, o líder do CNT Mustafa Abdel Jalil teria confirmado a captura.

Kaddafi estava desaparecido desde que o CNT assumiu o comando da capital, Trípoli, e das principais cidades líbias. (Texto completo)

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HUMOR: QUE SITUAÇÃO, A MARVADA DETONA, MAS A BAILARINA TERMINA COM ESPACATO

CENAS DE VIOLÊNCIA PROTAGONIZADAS POR ALGUNS JOVENS NO CHILE PREOCUPAM A LIDERANÇA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Violência recíproca

Os protestos no Chile por melhorias no sistema educacional do país e mudanças no atual modelo econômico vigente continuam pelas ruas de Santiago. O movimento estudantil chileno tem reivindicações claras e as manifestações já protagonizadas por eles revelaram-se integralmente democráticas, tanto na forma como aconteceram, quanto pelo motivo em si que as motivaram: uma educação pública de qualidade para todos, o que não existe no Chile.

No entanto, quando um movimento vai aumentando em visibilidade e proporção perde-se um pouco o controle e cenas de violência começam a aparecer, rachando um pouco a base sólida inicial e embaçando as reais demandas do movimento. É isso o que vem acontecendo no Chile. Na última terça-feira, diversos grupos de jovens encapuzados saíram às ruas erguendo barricadas e acendendo fogueiras em onze pontos da capital chilena, até um ônibus foi incendiado, como mostra reportagem publicada pela Carta Maior.

A luta estudantil teme a repercussão desses protestos de cunho mais violento por dois motivos: o primeiro seria a própria apreensão da população em relação à escalada de violência envolvendo os jovens e a polícia, o segundo, e mais perigoso, seria o aproveitamento que a mídia, majoritariamente de direita no país, pode fazer dessas cenas visando deslegitimar o movimento junto à opinião pública, mascarando os motivos reais e autênticos de sua luta.

O discurso oficial que vem sendo propagado é: “o movimento foi sequestrado pelos grupos mais radicalizados”, entretanto, há algumas suspeitas em relação às cenas de violência que têm sido produzidas. Entre o movimento estudantil, há dúvidas de que os episódios de violência tenham vindo exclusivamente de seu setor.

Os jovens encapuzados, como são conhecidos, reagem da única forma como sempre foram tratados pelo estado, com violência. E, haja vista a última decisão do governo em invocar a Lei de Segurança do Estado para punir os responsáveis pelo ataque ao ônibus que foi incendiado, a possibilidade de diálogo já é quase uma miragem no país.

Veja texto com mais detalhes sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Governo chileno invoca lei de segurança do Estado contra protestos
Por Christian Palma – Correspondente da Carta Maior em Santiago do Chile

Santiago viveu uma nova manhã incandescente, terça-feira (19), na primeira das duas jornadas de mobilizações convocadas pelo movimento estudantil e pelos trabalhadores para exigir uma educação gratuita e de qualidade. Desde cedo, diversos grupos de jovens encapuzados saíram às ruas erguendo barricadas e acendendo fogueiras em onze pontos da capital chilena, em protesto contra o modelo educacional e o modelo político-econômico vigente no país. O fogo foi alimentado com pneus, placas de trânsito e lixo nas esquinas próximas às universidades e escolas públicas. Mas o fato mais quente ocorreu perto das 8 horas na Avenida Grécia, perto da sede da Universidade do Chile e a duas quadras do Estádio Nacional, onde um grupo de 20 jovens fez os passageiros descerem de um ônibus para, logo em seguida, colocar fogo no veículo de 22 metros de comprimento.

Os carabineiros finalmente entraram na Faculdade de Filosofia da principal universidade do país. Em outra região, na zona periférica de Maipú, outro grupo incendiou uma casa piloto de um conjunto habitacional, evidenciando dois aspectos que preocupam a luta estudantil: o temor de alguns setores da população pela escalada de violência urbana envolvendo jovens encapuzados e a política, e o aproveitamento midiático que o governo de Sebastian Piñera faz disso para tentar deslegitimar as demandas do movimento estudantil.

A imprensa, majoritariamente de direita no chile, destacou as fotografias de carabineiros lesionados, ônibus queimados e barricadas de fogo, deixando de lado o tema de fundo das demandas estudantis. O discurso oficial é: “o movimento foi sequestrado pelos grupos mais radicalizados”. No entanto, há dúvidas. A primeira diz respeito às suspeitas levantadas após reportagens de televisão que mostraram carabineiros infiltrados entre civis nas marchas anteriores. No movimento estudantil, duvida-se que a origem de alguns episódios de violência venha exclusivamente de seu setor, sobretudo após um ataque de encapuzados à sede da UDI, o partido de ultra-direita mais forte do governo.

Mas junto a isso há algo indesmentível e inevitável nos movimentos sociais latino-americanos: jovens que reagem com violência ao Estado em função da marginalização, não só em relação às demandas educacionais, mas pelo cansaço por outros abusos do mercado na saúde, na previdência social e por parte dos bancos, entre outras questões.(Texto completo)

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RODA VIVA VIROU UMA SALA DA HEBE APARELHADA PELO PSDB; AGORA É RODA MORTA

Roda Viva ou Ressuscita-me?

O Roda Viva, programa da TV Cultura,  já foi muito importante para o Brasil.  Num período de renascimento da democracia, era praticamente o único espaço de debate político, econômico e cultural da tv brasileira. Na versão original, a quantidade de entrevistadores, ainda que dentro de um espectro ideológico limitado, dava ao programa certa legitimidade.

Recentemente, o programa havia se transformado numa espécie de sala da Hebe aparelhada pelo PSDB.  O programa perdeu importância e perdeu espaço de mediação.  Tornou-se um bate papo de comadres sempre dentro da perspectiva estilística da sala São Paulo, que fica ao lado da cracolândia (quer coisa mais tucana?).  O Roda Viva se transformou num programa a serviço do nada. Vale pouco jornalisticamente.

Esta semana o programa tentou se recuperar com a saída de Marília Gabriela. Aliás, o  programa De frente com Gabi, do sbt, é mais jornalístico que o Roda Viva apresentado por ela, porque é mais verdadeiro e cumpria o que se propunha a fazer. Já o Roda Viva viveu uma faze de controle ideológico agonizante.

O programa da semana, que entrevistou o Cabo Anselmo, conhecido como delator (traidor) dos seus próprios companheiros  que foram mortos e torturados pela ditadura militar, é uma tentativa de reabilitar o programa. Cabo Anselmo foi uma espécie de jogada de marketing de péssimo gosto para a memória da democracia brasileira.

Quem comanda o programa  agora é Mário Sérgio Conti;  basta ler  Notícias do Planalto para conhecê-lo. O livro é um primor de bajulação aos empresários da mídia brasileira, dos Marinhos aos Civitas, sem escapar um.

Ultimamente o Roda Viva se tornou uma Roda Morta, mas quem sabe melhore ao voltar ao formato original. Mas começou da pior maneira possível.

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MUITA IMAGINAÇÃO, POUCA EFICIÊNCIA: LEGISLATIVO CARIOCA ENCHEU O ANO DE HOMENAGENS, MAS TRABALHAR QUE É BOM…

Pelo dia da Integridade, para legislativo, executivo e judiciário!

O legislativo carioca anda com toda criatividade. Os 365 dias do ano já não comportam tantas homenagens definidas pela Casa. Tem-se o dia do contínuo, do office-boy, do urologista, da atenção à saúde sexual do homem, dia do surdo, dia do ascensorista, da babá, da esposa, do folclorista luso-brasileiro, do dançarino de dança de salão e até o dia do nascituro, 25 de março, que comemora o dia dos que ainda nem nasceram.

Com essa imaginação toda, o legislativo parece que tem se esquecido de sua principal função, a de fiscalizar o poder executivo que, no caso do Rio de Janeiro, anda com os cofres abarrotados prestes a se esvaziarem nas próximas eleições municipais.

Aproveitando as manifestações contra a corrupção que aconteceram no último dia 12 de outubro, o dia de Nossa Senhora Aparecida, em muitas cidades brasileiras, seria bom definir uma data também como o dia da Integridade, como sugere a reportagem de Carta Capital, ou simplesmente o dia da democracia, da faxina, que cairia muito bem no 7 de outubro de 2012, data das eleições municipais do ano que vem.

Afinal, cá entre nós, é muita folga!!

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Carta Capital:

Dia de fiscalizar o executivo
Por Edgard Catoira

No feriado da última quarta-feira, dia 12 de outubro, dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, em muitas cidades do país aconteceram as marchas contra a corrupção.

O dia foi escolhido por organizações apolíticas para conscientizar os cidadãos no descanso do feriado.

No Rio, o sucesso foi positivo. Provocou boa movimentação e muita visualização na tarde da Avenida Atlântica, em Copacabana, inclusive ganhando o apoio do pessoal que bebia nos quiosques da orla.

Estas marchas, porém, não marcaram uma data para ser, todo ano, o Dia Contra a Corrupção, o que é uma pena.

A começar pelo Legislativo Municipal, pelo menos do Rio de Janeiro, principalmente se observarmos o que está disposto na Lei municipal nº 5.146/2010 e o número de projetos que tramitam na Câmara Municipal, selecionando datas para homenagear determinada categoria profissional, bairro, religião ou personalidade. Pelo andar da carruagem, a próxima providência do Legislativo carioca seguramente será a de revogar o calendário gregoriano e ganhar mais espaço no ano para tantos merecidos reconhecimentos que os vereadores descolam. (Texto completo)

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MINISTROS DO STJ NÃO QUEREM SE EXPOR EM TEMAS POLÊMICOS E RESISTEM À TRANSMISSÃO DAS SESSÕES AO VIVO PELA INTERNET

A sete chaves...

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) que já não anda com a melhor das imagens junto à população, parece ter consciência dessa imagem negativa, haja vista o fato de ele não querer divulgá-la aos brasileiros em hipótese nenhuma, o que também leva a crer que, mesmo sabendo de sua impopularidade, os “bandido de toga”, como chamou a corregedora Eliana Calmon, parecem não estar dispostos a abandoná-la, continuando a agir de portas fechadas.

A transmissão ao vivo dos julgamentos dos tribunais superiores pela internet, TV ou rádio, começou a entrar na pauta de discussões dessas cortes na última década, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a transmitir ao vivo suas sessões em 2003. No entanto, apenas o STJ parece continuar resistindo à questão. Atualmente, as sessões do Tribunal de Justiça são transmitidas na íntegra, mas apenas pelo sistema fechado da intranet para os funcionários do STJ.

A resistência em tornar o sinal público é grande por parte dos ministros que não querem se expor, especialmente em temas polêmicos, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil. Quando muito, alguns dos ministros admitem uma edição das transmissões para que as discussões não sejam conhecidas, outros já consideram que se houver divulgação ela deve acontecer sem cortes.

Diante de toda essa resistência, é no mínimo estranho que uma instituição pública tenha tanto a esconder. Se bem que, se pensarmos nas últimas decisões do STJ, como anular operações da Polícia Federal para proteger uns e outros, veremos que a instituição de pública não tem nada, o que justifica seu temor diante da opinião pública.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

STJ resiste em transmitir sessões ao vivo pela internet
Por Débora Zampier

Brasília – A maioria dos tribunais superiores brasileiros começou, na última década, a investir na transmissão ao vivo de julgamentos pela internet, TV ou rádio. A ideia era seguir o mesmo padrão de transparência alcançado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começou a transmitir suas sessões ao vivo em 2003. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), no entanto, resiste em avançar além da exibição de matérias jornalísticas, embora esteja apto a transmitir em tempo real tudo o que ocorre lá dentro.

No total, 41 câmeras registram os órgãos julgadores, auditório e salas de conferências e de audiências do STJ. Hoje, esse material é transmitido ao vivo, na íntegra, mas apenas para os funcionários do STJ, no sistema fechado da intranet. De acordo com assessoria do tribunal, os ministros nunca deliberaram sobre a possibilidade de tornar o sinal público. No entanto, cinco ministros ouvidos pela Agência Brasil admitem que o assunto já foi debatido informalmente e que o projeto foi deixado de lado devido à resistência de alguns ministros de se expor, especialmente em temas polêmicos.

Uma das alternativas citadas pelos ministros para contornar essa situação é a edição das transmissões para evitar a divulgação de discussões ao vivo, uma das principais críticas ao modelo atual do STF. Outra ala, porém, defende a divulgação sem cortes, já que os julgamentos são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso aos debates das turmas e seções se comparecer ao STJ.

Um dos ministros diz que a impopularidade de algumas decisões, como as recentes anulações de operações da Polícia Federal, pode ser uma barreira para as transmissões ao vivo. A influência de políticos e empresários que respondem a ações na corte, a maioria tratada em sigilo, também colaboraria para que os assuntos ficassem restritos ao tribunal. (Texto completo)

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Se, como diz Eduardo Galeano, o sentido da utopia está justamente no caminhar, os jovens estudantes e demais setores da sociedade ocidental que protestam dentro da esfera do próprio capitalismo contra o modo capitalista de ser e são simplesmente rotulados como violentos pela grande mídia, caminham.

Não se sabe ao certo aonde esse caminho vai dar e tampouco importa. O importante é o caminhar, é o meio, é o espaço onde as coisas se dão e desenham a possibilidade de estar sendo e ser.

Se não fosse a utopia de um capitalismo melhor, mais justo, de uma economia mais responsável e menos gananciosa, os indignados hoje sequer existiriam e, se eles não existissem, o mundo ocidental seria menos democrático, sem dúvida alguma, e os homens se fundiriam ao mercado, tal como fez a grande mídia, fazendo e, ao mesmo tempo, não fazendo parte dele.

Mas não, não é isso que eles querem! Os 99% querem caminhar…

Vi no Blog do Nassif

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Sistema financeiro: o alvo

Há uma grande novidade no movimento dos indignados da Europa e do Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, manifestações que se espalharam pelo mundo.

Pela primeira vez, não é contra um governo que os protestos surgiram. Diferente da Primavera árabe,  os protestos pelo mundo são contra o sistema,  o sistema capitalista mundial, mas especificamente contra um dos setores desse sistema que está sugando o sangue e o suor das populações pelo mundo.

O alvo está bem definido:  o sistema financeiro mundial. Há uma espécie de consciência de renda que opõe os multimilionários  (1%) contra o resto da população mundial (99%).

Os protestas são contra o que os comentaristas da grande mídia chamam de mercado.

O tal mercado, que é considerado um deus propalado pelos quatro cantos do mundo, é um deus raivoso, que o tempo todo ameça punir  os países que não cumprem suas profecias.

Esse chamado mercado vem ditando as regras e passando por cima das democracias  com o discurso do medo e com o financiamento de partidos políticos.  Pelos meios de comunicação, os jornalistas anunciam as chantagens do mercado: “o país pode quebrar”,  “o banco central não é independente” e outras bobagens.

O sistema financeiro nas últimas décadas tem dominado o sistema econômico como um tirano ideológico, sustentado pela grande mídia que recebe seus recursos publicitários.

Mas agora parece que as pessoas estão perdendo o medo do mercado.  Na Europa e no coração da principal economia do mundo, os EUA, surgem também as novas utopias.

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Pelas veias abertas de nossa alma…

“Seremos imperfeitos, porque a perfeição seguirá sendo o aborrecido privilégio dos deuses, mas neste mundo, neste mundo trapalhão e fodido, seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última”.

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