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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 8 outubro, 2011

NOBEL DA PAZ DE 2011 VAI PARA TRÊS MULHERES AFRICANAS QUE LUTAM PELA PAZ, DEMOCRACIA E PELOS DIREITOS DAS MULHERES EM SEUS PAÍSES

Três mulheres pela igualdade, paz e democracia

Depois de decisões polêmicas como a premiação de Barack Obama em 2009, o Nobel da Paz deste ano decidiu premiar três mulheres e mais, africanas, apostando não só na bandeira da luta pela igualdade dos gêneros, como também na da luta por direitos sociais, paz e democracia, os principais anseios dos países africanos na atualidade. 

Como mostra notícia publicada pela Agência Brasil, ao anunciar as premiadas, o Comitê Norueguês do Nobel disse que a esperança é que a escolha de Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria,  da ativista Leymah Gbowee e da jornalista e ativista iemenita  Karman Tawakkul faça com que elas “ajudem a pôr um fim à repressão às mulheres existente em muitos países e a perceber o grande potencial para a democracia e a paz que as mulheres representam”.

Veja trecho da notícia publicada pela Agência Brasil com mais detalhes sobre a escolha:

Prêmio Nobel da Paz de 2011 será compartilhado por três mulheres
Por Renata Giraldi

Brasília –  O Prêmio Nobel da Paz deste ano será compartilhado por três mulheres africanas. A decisão foi anunciada na manhã de hoje (7) pelo Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, na Suécia. As vencedoras são a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a ativista Leymah Gbowee e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

A escolha deste ano deve ser vista como um forte sinal do comitê do Nobel em favor da luta pela igualdade de direitos entre os gêneros, especialmente no mundo em desenvolvimento. As escolhas do Nobel da Paz nos últimos anos foram cercadas de polêmica.

Johnson-Sirleaf e Gbowee foram escolhidas pela atuação para mobilizar as mulheres liberianas contra a guerra civil no país, enquanto Karman foi premiada por sua luta pelos direitos das mulheres e pela democracia no Iêmen.

Ao anunciar as premiadas, o Comitê Norueguês do Nobel disse que a esperança é que a escolha de Ellen Johnson Sirleaf, Gbowee Leymah e Karman Tawakkul faça com que elas “ajudem a pôr um fim à repressão às mulheres existente em muitos países e a perceber o grande potencial para a democracia e a paz que as mulheres representam”.

O comitê que escolheu as vencedoras deste ano é formado por cinco membros. As três premiadas  receberão uma medalha de ouro, um diploma e dividirão 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,7 milhões), em uma cerimônia em Oslo no dia 10 de dezembro. O Nobel da Paz deste ano teve um número recorde de indicações – entre pessoas e instituições foram 241 indicações.

Havia a expectativa de indicações de pessoas relacionadas aos movimento da Primavera Árabe, como os ativistas egípcios Esraa Abdel Fattah e Ahmed Maher – fundadores do Movimento Jovem 6 de Abril. (Texto completo)

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