Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 9 outubro, 2011

DA SÉRIE OBRA-PRIMA: CRIOLO DOIDO COM NÃO EXISTE AMOR EM SP, ONDE A GANÂNCIA VIBRA E A VAIDADE EXCITA

Uma bela canção do Criolo Doido, com melodia em êxtase.

Criolo Doido e uma viagem por SP

Não Existe Amor Em SP

(Criolo Doido)

Não existe amor em SP
Um labirinto mistico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você

Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu

Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus

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“O DIA EM QUE EU NÃO NASCI”, FILME DO DIRETOR FLORIAN COSSEN, MOSTRA COMO A DITADURA APAGA PARTE DA MEMÓRIA DAS PESSOAS AFETADAS POR ELA

A quase inexistência de um período da vida daqueles que são vítimas das ditaduras, aumenta ainda mais a importância de um projeto como a Comissão da Verdade, em discussão no Brasil

Da Carta Capital

Eles têm o direito de saber
Por Matheus Pichonelli

Há uma pergunta recorrente ouvida por Maria durante sua estadia forçada em Buenos Aires em “O Dia Em Que Eu Não Nasci”, filme do diretor Florian Cossen que acaba de entrar em cartaz em São Paulo. “Lembra-se?”, perguntam tia, tio e amigos sobre episódios da infância da personagem interpretada por Jéssica Schwarz. Um passado que ela nem sonhava que existia.

Maria se esforça, mas não se lembra. Nadadora alemã, ela faz uma conexão na capital argentina durante uma viagem rumo a Santiago, no Chile, quando perde o voo e se vê obrigada a estender sua passagem pela cidade. Ainda no aeroporto, ela ouve uma mulher ao seu lado ninar o filho com uma canção em espanhol. Pode parecer um detalhe. Mas o som do que acontece ao lado só é captado após retirar os fones do iPod dos ouvidos. Quase no mesmo instante, a música transporta Maria a algum canto da primeira infância que a leva a uma crise de choro que, a princípio, não entende – como era possível saber de cor a letra de uma música numa linguagem que ela não domina?

Essa é apenas uma das muitas perguntas que a levam a permanecer na cidade até começar a desvendar o mistério: Maria, na verdade, não é alemã, mas uma argentina cujos pais desapareceram durante a mais sangrenta ditadura da história do País.

A partir de então, uma série de questionamentos passa a ser levantada: quem são seus verdadeiros pais? Como viviam? Quem é sua verdadeira família? Como foi parar na Alemanha? Como os pais adotivos entraram na história?

A passagem por Buenos Aires, que mudaria pra sempre sua vida (ou a antiga projeção de vida) a leva a conhecer a família dos verdadeiros pais, e parte de uma infância que desconhece. Numa casa simples de subúrbio, caixas com pertences, áudios e fotos são guardadas em memória de uma sobrinha que desaparecera nos anos 1970, na mesma época em que os pais foram sequestrados, e de quem nunca mais se teve notícias. Os tios que sobreviveram à ditadura contam a ela detalhes sobre sua vida anterior: os brinquedos, músicas e lugares favoritos. A cada episódio, Maria é perguntada: “Lembra-se?”. (Texto completo)

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