Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 12 outubro, 2011

EM PALESTRA PARA ESTUDANTES DE JORNALISMO, MINO CARTA AFIRMA QUE O JORNALISMO REFLETE OS ATRASOS DO PAÍS E QUE MÍDIA É OMISSA

Na opinião de Mino, para uma mídia que não respeita a verdade factual, omite fatos quando lhe convém e às vezes até mente, a regulação é indispensável

A necessidade de regulamentar o funcionamento da mídia no Brasil foi um dos assuntos discutidos pelo diretor de redação da revista Carta Capital, Mino Carta, em palestra na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

Mino falou para uma plateia onde a maioria das pessoas era formada por estudantes de jornalismo e voltou a manifestar, como tem feito em entrevistas recentes, seu descontentamento em relação ao jornalismo que vem sendo feito atualmente no país.

O jornalista que fundou revistas como a Veja e a Quatro Rodas, disse que os donos de jornais em sua maioria carregam a herança da Casa Grande e mostram a realidade como eles gostariam que ela fosse, não como ela realmente é, daí pode-se concluir que se tem feito de tudo nas redações brasileiras, menos jornalismo.

Veja trecho de notícia publicada pela Carta Capital sobre o assunto:

‘A regulação é indispensável’
Por Gabriel Bonis

Em uma palestra sobre o atual jornalismo brasileiro na Faculdade Cásper Líbero, na segunda-feira 3, o jornalista Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, defendeu a regulamentação da mídia como forma de controlar os interesses dos proprietários de veículos do setor. “Quando se toca neste assunto, a mídia se apressa em dizer que está sendo tolhida. Porém, trabalhei fora do país em um lugar onde patrão não poderia ser diretor de redação por lei. É indispensável estabelecer esse limite”, disse Carta.

Aos 77 anos, o jornalista, criador das revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital e do Jornal da Tarde, afirmou a uma platéia lotada, principalmente por estudantes de jornalismo, que a profissão reflete os atrasos políticos e sociais do País. “Não tenho uma boa opinião do jornalismo brasileiro e isso não deve mudar a curto ou médio prazo”, alfinetou.

Porém, essa visão não desanima a estudante de jornalismo Helena Lima. “É uma análise bem realista, mas não chega a assustar”, observou. “Creio que essa análise pessimista é até comum entre os jornalistas de uma forma geral”, concordou a também estudante Carolina Salomão, de 21 anos.

Segundo Carta, “alguns senhores, donos de veículos de mídia, carregam a herança da Casa Grande. Mostram um país que eles gostariam de ver”. Como exemplo deste posicionamento, cita o episódio ocorrido com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, na França, na última semana. (Texto completo)

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