Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 13 outubro, 2011

SÓ A DEMOCRACIA PERMITE MANIFESTAÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO

Democracia é antídoto contra corrupção

As marchas contra a corrupção só podem acontecer em uma democracia. Só a democracia expõe a corrupção, só a democracia expõe o poder judiciário.

Democracia é antídoto contra corrupção e é por isso que as falcatruas podem ser expostas como estão atualmente. Isso é sinal de que a democracia brasileira está dando certo.

Manifestantes contra a corrupção que são simpatizantes de regimes autoritários são na verdade a favor da corrupção. O autoritarismo e as ditaduras são as formas mais eficazes de  se praticar a corrupção.

Os regimes ditatoriais só são implantados porque grupos poderosos não estão conseguindo corromper o Estado. Então, usam armas para se apropriarem dos recursos públicos. Chile, Argentina, Brasil, Líbia, Egito, todos os regimes autoritários nesses países significaram e significam a instalação da corrupção.

Somente na democracia é possível tirar a corrupção que está debaixo do tapete.

Atualmente há muito menos corrupção no Brasil e se ela aparece é porque a nossa democracia está conseguindo combatê-la, expô-la, ainda que o poder judiciário não se dê conta que vivemos uma democracia.

O poder judiciário age como se estivéssemos sobre um regime autoritário, visto que não dá satisfação à nenhuma instituição democrática. Falta à democracia brasileira uma prestação de conta do poder judiciário.  O  CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que está combatendo a corrupção no judiciário,  é uma criação da democracia. A liberdade de expressão e de imprensa é uma criação da democracia, então não há combate à corrupção sem democracia.

No atual estado da sociedade brasileira e mundial, essas marchas de leitores da Veja e da Folha, como anotou Eduardo Guimarães, só tendem a ter um efeito inverso ao que teve nos anos que precederam a ditadura militar.  Essas manifestações tendem, mesmo que eles não tenham esse interesse, em fortalecer ainda mais a democracia. A ferida da ditadura ainda está aberta no Brasil.

Não podemos ter receio da marcha contra a corrupção, mas é preciso evitar que o discurso autoritário e reacionário tome para si o discurso moralista de combate a corrupção. Só a democracia combate a corrupção.

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A MENOS DE DUAS SEMANAS DO ENEM, MINISTRO DA EDUCAÇÃO VOLTA A DEFENDER O EXAME COMO SUBSTITUTO DO VESTIBULAR

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o vestibular é um mal que se fez à educação brasileira

Da Agência Brasil

Haddad volta a defender Enem como substituto do vestibular
Por Thais Leitão

Rio de Janeiro – A menos de duas semanas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender o teste como a forma mais moderna de avaliação do desempenho dos alunos. Segundo ele, registros de problemas são comuns em diversos lugares do mundo, já que se trata de uma prova com “escala monumental”.

Haddad destacou que a substituição do vestibular pelo Enem é fundamental para garantir a implementação prática da reforma do ensino médio no país. “É preciso acabar com o vestibular, que é um grande mal que se fez à educação brasileira, porque você não organiza o ensino médio com cada instituição fazendo um programa de vestibular diferente. O Exame Nacional [do Ensino Médio] é o que há de mais moderno no mundo e tem problemas em diversos países, mas temos que aprender a enfrentar esse negócio”, disse.

O ministro da Educação participou hoje (10), no Rio, de seminário sobre os desafios da educação básica no país, promovido pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele citou a China e a Inglaterra como países que também tiveram problemas na aplicação de exames equivalentes ao Enem. Na China, 62 pessoas foram presas por cola eletrônica e na Inglaterra foi registrado número recorde de itens cancelados porque não tinham resposta correta. “Não estou dizendo que vai acontecer alguma coisa [no Enem deste ano], mas é um grande problema fazer uma prova em um fim de semana para 5 milhões de pessoas”, ressaltou, destacando que o ministério está “somando inteligência ao processo, a cada edição”.

Haddad também voltou a garantir que a greve dos funcionários dos Correios não vai afetar a realização das provas. “Estamos em contato permanente com a direção dos Correios desde o início do movimento. A garantia que se tem é que está tendo uma operação especializada e dedicada à distribuição das provas e cartões”, enfatizou. (Texto completo)

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