Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 20 outubro, 2011

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CENAS DE VIOLÊNCIA PROTAGONIZADAS POR ALGUNS JOVENS NO CHILE PREOCUPAM A LIDERANÇA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Violência recíproca

Os protestos no Chile por melhorias no sistema educacional do país e mudanças no atual modelo econômico vigente continuam pelas ruas de Santiago. O movimento estudantil chileno tem reivindicações claras e as manifestações já protagonizadas por eles revelaram-se integralmente democráticas, tanto na forma como aconteceram, quanto pelo motivo em si que as motivaram: uma educação pública de qualidade para todos, o que não existe no Chile.

No entanto, quando um movimento vai aumentando em visibilidade e proporção perde-se um pouco o controle e cenas de violência começam a aparecer, rachando um pouco a base sólida inicial e embaçando as reais demandas do movimento. É isso o que vem acontecendo no Chile. Na última terça-feira, diversos grupos de jovens encapuzados saíram às ruas erguendo barricadas e acendendo fogueiras em onze pontos da capital chilena, até um ônibus foi incendiado, como mostra reportagem publicada pela Carta Maior.

A luta estudantil teme a repercussão desses protestos de cunho mais violento por dois motivos: o primeiro seria a própria apreensão da população em relação à escalada de violência envolvendo os jovens e a polícia, o segundo, e mais perigoso, seria o aproveitamento que a mídia, majoritariamente de direita no país, pode fazer dessas cenas visando deslegitimar o movimento junto à opinião pública, mascarando os motivos reais e autênticos de sua luta.

O discurso oficial que vem sendo propagado é: “o movimento foi sequestrado pelos grupos mais radicalizados”, entretanto, há algumas suspeitas em relação às cenas de violência que têm sido produzidas. Entre o movimento estudantil, há dúvidas de que os episódios de violência tenham vindo exclusivamente de seu setor.

Os jovens encapuzados, como são conhecidos, reagem da única forma como sempre foram tratados pelo estado, com violência. E, haja vista a última decisão do governo em invocar a Lei de Segurança do Estado para punir os responsáveis pelo ataque ao ônibus que foi incendiado, a possibilidade de diálogo já é quase uma miragem no país.

Veja texto com mais detalhes sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Governo chileno invoca lei de segurança do Estado contra protestos
Por Christian Palma – Correspondente da Carta Maior em Santiago do Chile

Santiago viveu uma nova manhã incandescente, terça-feira (19), na primeira das duas jornadas de mobilizações convocadas pelo movimento estudantil e pelos trabalhadores para exigir uma educação gratuita e de qualidade. Desde cedo, diversos grupos de jovens encapuzados saíram às ruas erguendo barricadas e acendendo fogueiras em onze pontos da capital chilena, em protesto contra o modelo educacional e o modelo político-econômico vigente no país. O fogo foi alimentado com pneus, placas de trânsito e lixo nas esquinas próximas às universidades e escolas públicas. Mas o fato mais quente ocorreu perto das 8 horas na Avenida Grécia, perto da sede da Universidade do Chile e a duas quadras do Estádio Nacional, onde um grupo de 20 jovens fez os passageiros descerem de um ônibus para, logo em seguida, colocar fogo no veículo de 22 metros de comprimento.

Os carabineiros finalmente entraram na Faculdade de Filosofia da principal universidade do país. Em outra região, na zona periférica de Maipú, outro grupo incendiou uma casa piloto de um conjunto habitacional, evidenciando dois aspectos que preocupam a luta estudantil: o temor de alguns setores da população pela escalada de violência urbana envolvendo jovens encapuzados e a política, e o aproveitamento midiático que o governo de Sebastian Piñera faz disso para tentar deslegitimar as demandas do movimento estudantil.

A imprensa, majoritariamente de direita no chile, destacou as fotografias de carabineiros lesionados, ônibus queimados e barricadas de fogo, deixando de lado o tema de fundo das demandas estudantis. O discurso oficial é: “o movimento foi sequestrado pelos grupos mais radicalizados”. No entanto, há dúvidas. A primeira diz respeito às suspeitas levantadas após reportagens de televisão que mostraram carabineiros infiltrados entre civis nas marchas anteriores. No movimento estudantil, duvida-se que a origem de alguns episódios de violência venha exclusivamente de seu setor, sobretudo após um ataque de encapuzados à sede da UDI, o partido de ultra-direita mais forte do governo.

Mas junto a isso há algo indesmentível e inevitável nos movimentos sociais latino-americanos: jovens que reagem com violência ao Estado em função da marginalização, não só em relação às demandas educacionais, mas pelo cansaço por outros abusos do mercado na saúde, na previdência social e por parte dos bancos, entre outras questões.(Texto completo)

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