Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 27 outubro, 2011

O SALÁRIO CONTINUA O MESMO, MAS A SITUAÇÃO DO PROFESSOR MUDOU NO SÉCULO 21

PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA

Nas algemas da mesma história…

A modernização convervadora, termo utilizado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, cai como uma luva para a realidade brasileira. Cada vez mais, fica claro que a superação de uma ordem anterior definitivamente não acontece no Brasil. Há mudança, mas não há ao mesmo tempo, pois as mesmas estruturas coloniais continuam sendo mantidas há séculos.

Assim foi com a Independência que mudou a realidade aparente do Brasil, mas manteve todo o aparato colonial, aliás, só aconteceu para que ele pudesse ser mantido. O mesmo aconteceu com a República, com a Abolição da Escravidão, com o Golpe Militar e depois com o neoliberalismo dos anos FHC. Mudanças que vêm para não mudar nada!

Recente pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), confirma essa tese ao fazer uma espécie de radiografia do trabalho escravo nos dias de hoje. O perfil dos escravistas não poderia ser outro. Como lembramos aqui no Educação Política, a maioria tem boa escolaridade, é a da região sudeste e é filiada a partidos políticos como PMDB, PSDB e PR.

Os estados e as atividades econômicas que mais concentram o trabalho escravo são aqueles que historicamente sempre o fizeram. Os estados que mais exportam mão de obra escrava são Maranhão, Paraíba e Piauí; e o setor onde ele mais ocorre é o agropecuário, sobretudo em fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool.

Já os trabalhadores vítimas de escravidão são em sua maioria negros, de baixa formação e renda média de 1,3 salário mínimo. Depois ainda dizem que no Brasil não há racismo e que a pátria é alegre, quase sem problemas, berço do futebol e do carnaval!

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