Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA

Nas algemas da mesma história…

A modernização convervadora, termo utilizado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, cai como uma luva para a realidade brasileira. Cada vez mais, fica claro que a superação de uma ordem anterior definitivamente não acontece no Brasil. Há mudança, mas não há ao mesmo tempo, pois as mesmas estruturas coloniais continuam sendo mantidas há séculos.

Assim foi com a Independência que mudou a realidade aparente do Brasil, mas manteve todo o aparato colonial, aliás, só aconteceu para que ele pudesse ser mantido. O mesmo aconteceu com a República, com a Abolição da Escravidão, com o Golpe Militar e depois com o neoliberalismo dos anos FHC. Mudanças que vêm para não mudar nada!

Recente pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), confirma essa tese ao fazer uma espécie de radiografia do trabalho escravo nos dias de hoje. O perfil dos escravistas não poderia ser outro. Como lembramos aqui no Educação Política, a maioria tem boa escolaridade, é a da região sudeste e é filiada a partidos políticos como PMDB, PSDB e PR.

Os estados e as atividades econômicas que mais concentram o trabalho escravo são aqueles que historicamente sempre o fizeram. Os estados que mais exportam mão de obra escrava são Maranhão, Paraíba e Piauí; e o setor onde ele mais ocorre é o agropecuário, sobretudo em fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool.

Já os trabalhadores vítimas de escravidão são em sua maioria negros, de baixa formação e renda média de 1,3 salário mínimo. Depois ainda dizem que no Brasil não há racismo e que a pátria é alegre, quase sem problemas, berço do futebol e do carnaval!

Leia mais em Educação Política:

ENTRE A INTUIÇÃO IMEDIATA E A PACIENTE PESQUISA CULTURAL E HISTÓRICA: OS DILEMAS DE UM DOS PRINCIPAIS DESCOBRIDORES DAS RAÍZES DO BRASIL
EQUIPE DE FISCALIZAÇÃO LIBERTA 15 PESSOAS QUE PRODUZIAM ROUPAS PARA A ESPANHOLA ZARA EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO
LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO SOMA 251 NOMES, A MAIORIA DOS INGRESSANTES ESTÁ NAS REGIÕES SUL E CENTRO-OESTE
JUÍZA BARRA AÇÃO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO EM FAZENDA NO MATO GROSSO DO SUL

9 Respostas para “PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA

  1. Pingback: NA COMEMORAÇÃO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL, O LEGADO DE UM PAÍS SEM SUPERAÇÃO DIANTE DE UM MUNDO QUE BUSCA POR ELA « Educação Política

  2. Pingback: ALGEMAS NO BRASIL SÃO SÓ PARA NEGROS, POBRES… E VOCÊ SABE…. ESTÃO RINDO DA JUSTIÇA BRASILEIRA « Educação Política

  3. Pingback: 52 NOMES FORAM INCLUÍDOS NA “LISTA SUJA” DO TRABALHO ESCRAVO EM 2011, QUE BATEU RECORDE DE 294 INFRATORES « Educação Política

  4. Pingback: MANUAL DO TRABALHO ESCRAVO, OBRA EDITADA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, PROMETE AJUDAR NA LUTA CONTRA A EXPLORAÇÃO DE MÃO DE OBRA NOS DIAS ATUAIS « Educação Política

  5. Pingback: EM PROPRIEDADE CONTROLADA POR UM DEPUTADO ESTADUAL, CRIANÇAS BEBEM A MESMA ÁGUA QUE O GADO E TRABALHADORES SÃO SUBMETIDOS A CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO « Educação Política

  6. Pingback: TRÁFICO DE PESSOAS: TRÊS MODELOS BRASILEIRAS ENVIADAS PARA O EXTERIOR VIRARAM ESCRAVAS NA ÍNDIA « Educação Política

  7. Pingback: NO PAÍS DOS RURALISTAS, A ESCRAVIDÃO É SEM FIM: FAZENDEIROS SÃO ACUSADOS PELA TERCEIRA VEZ POR USO DE TRABALHO ESCRAVO « Educação Política

  8. Vicente Jeromo (sdv) (@vicientejo) 13 novembro, 2013 às 10:12 pm

    Parabéns Glauco. Expelente trabalho, quanto ao tema acima: Perfil Escravocrata…, desculpa-me se, embora te elogie, também te critique. Pois, se está correto nos argumentos, mas peca na delimitação do problema. Haja vista que o mesmo não concentra-se apenas no fazendeiro, Penso que, a palavra-chave para solução do problema esta concentrada principalmente no judiciário brasileiro que por não receber sangue novo via eleições democráticas, como ocorre nos outros poderes, é ainda o mesmo do período escravocrata (1530 – 1888) e se mantem ainda com todo o geno-fenótipo do perfil social da “nobreza”, daquele período imperial e escravocrata. Também penso que o Sr poderia apontar ou apoiar uma proposta visando a solução do problema, Pois, penso ser essa a função máxima do conhecimento: “Solucionar problemas”.

    Curtir

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: