Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 4 novembro, 2011

FAÇA JUS, TODO POLÍTICO DEVERIA IR PARA O SUS

SUS official symbol

Querem Lula no SUS (Sistema Único de Saúde)

Façamos jus

Fernando Henrique (privatização para melhorar a Saúde) no SUS.

José Serra (o “grande” ministro da Saúde!!!) no SUS (Por que não melhorou?).

Geraldo Alckmin (“Excelente atendimento”) no SUS.

Roberto Jefferson (mensalão) no SUS.

Tasso Jereissati (tenho jatinho porque posso) no SUS (Esse não, esse pode, né?)

Aécio Neves (Saúde prioridade) SUS.

José Sarney (não larga o osso) SUS.

Aerotrem no SUS.

Gilmar Mendes (dois habeas corpus em 48 horas) no SUS (todo político, sem exceção)

Marina Silva SUS.

Faça Jus

Todo político no Sus.

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FILME E ESTUDO REVELAM QUE MAIORIA DA POPULAÇÃO NÃO TEM BENEFÍCIO SOCIAL E SE ILUDE COM AS “EXCEÇÕES” DA SOCIEDADE BURGUESA

Cena do filme "Trabalhar Cansa"

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dois terços da população mundial, ou seja, 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem de benefícios sociais trabalhistas. A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile. O estudo ainda afirma que se os benefícios sociais fossem concedidos à população, as tensões sociais seriam aliviadas e o avanço econômico aconteceria de fato.

Essas considerações têm sua pertinência. Para constatá-la nem precisamos ir muito longe. Basta olhar para os recentes protestos que tomam conta de muitos países da Europa e que se levantam contra um sistema financeiro que oprime a maioria dos cidadãos apoiado por governos e que, por essas e outras, também enfrenta crise profunda e expressiva. Os direitos, a que 99% da sociedade têm direito, estão nas mãos de apenas 1% e era contra essa desigualdade e contra o abandono a que estão submetidos que jovens e trabalhadores se revoltam.

A atual situação da classe média brasileira não é diferente da situação de boa parte da população mundial. Ela está tão abandonada quanto eles e foi isso que o primeiro longa-metragem da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, com o sugestivo título de “Trabalhar Cansa”, se propõe a mostrar.

Como mostra reportagem publicada pela Carta Capital, o filme é “um exemplo raro de como boas ideias não precisam de grandes frufrus para serem originais” e mostrarem uma realidade que está bem em frente aos nossos olhos, mas que fingimos ou insistimos em não ver, iludidos pelas férias de final de ano, pelos curtos dias de feriado ou idiotizados mesmo pela cultura burguesa que anula o indivíduo, sem que ele sequer perceba.

Ainda bem que, como diz o texto da revista, de vez em quando alguém se dispõe a nos revelar um pouco de nós mesmos e gritar por meio das formas primitivas e essenciais da arte o que a sociedade tem feito de cada um de nós, ou, o que ela sequer precisa fazer!

Veja trecho de duas reportagens sobre o assunto e logo abaixo o trailler do filme:

2/3 da população não têm benefícios
Da Agência Brasil

rasília – A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dois terços da população mundial, ou seja 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem de benefícios sociais trabalhistas. Apenas 15% dos desempregados no mundo recebem seguro-desemprego. A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex- presidenta do Chile.

Bachelet pretende apresentar o estudo completo durante as discussões da cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias mundiais), em Cannes, na França, nos dias 3 e 4. O relatório Uma Proteção Social por uma Globalização Justa e Inclusiva destaca que, por meio da garantia dos benefícios sociais, é possível avançar economicamente e atenuar as tensões sociais. (Texto completo)

A classe média sofre
Por Matheus Pichonelli

Não se sabe quando teve início nem quando se banalizou. Mas o processo de idiotização da classe trabalhadora está de tal maneira incorporado nas ruas das nossas cidades que, de vez em quando, alguém precisa falar sobre o assunto e lembrar que a coisa está feia. No cinema, as duas principais tragicomédias que conheço sobre a crise – não só da economia, mas de ideias para se encarar a crise – são “O Grande Chefe”, de Lars Von Trier, e “A Era da Inocência”, de Denys Arcand. Dois filmaços sobre como fingir estar tudo certo mesmo quando tudo desmorona, e um prato cheio para quem já se tocou que, diferentemente dos guias de auto-ajuda, ninguém vai mudar nada no mundo pensando positivo, criando métodos de motivação ou repetindo mantras sobre como podemos ser felizes trabalhando cada vez mais por menos. Ou disfarçando nossa vida de vassalo, de quem come lama e agradece, buscando distração com as viagens no fim de ano.

Mais ou menos na mesma linha vão os também ótimos “Amor sem Escalas” (apesar do título) e “Ilusões Óticas”. Pois no meio da entressafra de filmes brasileiros, que pareciam picados pela mosca da preguiça com títulos insossos (de “Salve Geral” a “Meu País”, passando pelos longas inspirados no espírito de André Luiz) acaba de sair uma pérola. “Trabalhar Cansa”, o primeiro longa-metragem da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, é um exemplo raro de como boas ideias não precisam de grandes frufrus para serem originais. O filme, que transita o tempo todo entre a comédia, o drama e o terror, parece beber no realismo fantástico que fez da literatura latina referência na ficção. Só parece: porque tudo ali é idiotamente real. (Texto completo)

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