Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 7 novembro, 2011

OS ESTADOS UNIDOS POR ELES MESMOS: ASSASSINOS ECONÔMICOS E FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO

Dois interessantes vídeos sobre a política externa dos Estados Unidos.

No primeiro, uma linha da política econômica internacional

 

Agora, o Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

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PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS

Campus da USP em São Paulo: por mais harmonia na universidade

Os recentes confrontos e protestos envolvendo estudantes da USP e a polícia militar situam-se em uma tênue linha de interesses e divergências. Por um lado, sente-se a falta de segurança no campus, principalmente, quando acontecem casos como o do recente estudante que foi assassinado depois de um assalto dentro do campus da universidade.

Por outro, há certa liberdade e convívio próprios dos ambientes universitários que os estudantes temem perder para viverem vigiados, assim como já vive boa parte da sociedade brasileira. É entre essas duas questões que se encontram muitos estudantes da USP, da Unicamp, e de muitas universidades onde aproveita-se a liberdade, mas também se sente medo ao ouvir casos de violência que ora acontecem aqui e ali.

Partindo da especificidade da questão, a violência e a falta de diálogo com que a reitoria da USP e a própria polícia militar têm recebido os estudantes que protestam à sua maneira no espaço da universidade, não parece, nem de longe, ser a melhor saída para o problema.

Como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual, o presidente do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia, José Henrique Rodrigues Torres, afirmou recentemente que “a USP erra ao não dialogar com os estudantes e perde a oportunidade de dar uma resposta um pouco diferente a essa questão de enfrentamento da violência e da criminalidade”.

O ideal mesmo seria pensar em uma política de segurança sim, mas uma política que não reprimisse ou interfirisse na própria dinâmica da vida universitária. O estudante de Geografia João Vitor Pavezi de Oliveira, do Diretório Central de Estudantes (DCE), afirma que a “militarização” do campus poderia ser evitada com melhor iluminação, treinamento da guarda e presença de guarda feminina.

A proposta parece coincidir mais com a lógica da universidade que é, acima de tudo, um espaço democrático de troca e conhecimento, duas coisas que pressupõe diálogo e liberdade. Se na universidade, o local onde amadurecemos nossa percepção sobre o mundo, formos apresentados a uma realidade repressora e autoritária, conclui-se que também veremos o mundo de forma repressora e autoritária, reproduzindo um modelo dominante de exclusão e desigualdade!

Veja texto sobre o assunto:

Juiz critica USP por investir em ações repressivas no campus

Ações consideradas truculentas por parte da Polícia Militar e falta de diálogo com a comunidade são as principais críticas de magistrado, trabalhadores e alunos da USP
Por Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O presidente do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia, José Henrique Rodrigues Torres, afirmou nesta terça-feira (1) à Rádio Brasil Atual que a Universidade de São Paulo (USP) erra ao não dialogar com estudantes que ocupam um prédio no campus e por investir em um sistema repressivo para combater a criminalidade. Ele analisa que a reitoria da USP deveria buscar soluções democráticas e pedagógicas para aumentar a segurança no interior da unidade na capital paulista. “A USP perde a oportunidade de dar uma resposta um pouco diferente a essa questão de enfrentamento da violência e da criminalidade”, alerta o magistrado. “Lamento profundamente que seja assim.”

Na noite da última quinta-feira (27), estudantes contrários à permanência da Polícia Militar (PM) no campus ocuparam o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), depois que três alunos foram presos por suposto porte de maconha. Em nota, a reitoria lembrou que firmou convênio com a PM em maio deste ano, após o assassinato de um estudante no interior da universidade.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP Anibal Ribeiro, abordagens repressivas da PM têm sido cada vez mais frequentes. Policiais estariam andando nos corredores das faculdades e abordando estudantes por olhar “feio” para eles. Ribeiro também citou episódios de abordagens de ônibus circulares com policiais com “arma em punho”, questionando quem é ou não estudante da USP e quem é a favor ou contra a presença deles no campus. Os estudantes abordados na quinta-feira, estopim da tensão já existente entre alunos, reitoria e PM, foram pegos pela Rocam, “a tropa de choque de moto”, interpreta. (Texto completo)

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