Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 10 novembro, 2011

TORTURADOR DA DITADURA É ANISTIADO E ESTUDANTES DA USP SÃO ENQUADRADOS

Faixas e cartazes colocados na entrada da Reit...

Será que não há diferença entre protesto estudantes e ação do crime organizado?

Os alunos da USP que ocuparam a reitoria em protesto contra ações da PM no campus não tiveram uma atitude muito racional, mas deveriam ser anistiados.

Claro que não se deve quebrar patrimônio público nem privado, mas é preciso uma legislação para distinguir as ações de bandidos de ações políticas.

Além disso, é preciso verificar se foram os estudantes ou os policiais que quebraram  a reitoria. Há relatos de que os policiais chegaram no estilo capitão Nascimento, detonando.

Para se ter uma ideia das prioridades de segurança, o governo de São Paulo mandou centenas de policiais para retirar estudantes e não consegue esclarecer 10% dos homicídios. É uma coisa estupenda.

Não é possível uma democracia que criminalize movimentos sociais e políticos da mesma forma que trata o crime organizado.

O que nossos deputados estão fazendo? Há a necessidade urgente de separar ações políticas de ações criminais, ainda que haja reparação quando há excessos, que sejam identificados os depredadores.

Não é possível continuar como no tempo da ditadura em que ações políticas eram enquadradas como criminais. As motivações são diferentes e devem ter tratamento legal diferenciado.

Soa até estranho dizer tamanha a diferença entre dois atos, mas há uma diferença abissal entre os ataques do PCC em São Paulo e a ocupação da reitoria por estudantes em protesto.

Não é possível termos as mesmas leis para uma quadrilha de criminosos e para os jovens que ocupam uma reitoria em protesto?

Não é possível torturadores ficarem livres, que atuaram covardemente resguardados pelo Estado, enquanto estudantes são enquadrados como criminosos.

O que nossos deputados estão fazendo? É preciso uma legislação que impeça a criminalização de movimentos sociais, que impeça que agentes do Estado ajam sobre movimentos políticos da mesma forma como agem contra o crime organizado.

Aliás, o crime organizado vai muito bem no Estado de direita. Tem um banqueiro condenado que teve dois habeas corpus em 48 horas no Supremo Tribunal Federal.

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McDonald’s explora trabalho escravo

Por fora, bela viola....Por dentro...

Por Altamiro Borges

A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo promoveu nesta quarta-feira (9) uma audiência pública para analisar as denúncias do uso de trabalho análogo à escravidão pela poderosa multinacional estadunidense McDonald’s. O evento foi aberto com a apresentação de um vídeo com depoimentos de jovens trabalhadores vítimas da brutal exploração.No vídeo, que gerou comoção e revolta entre os deputados e sindicalistas presentes à audiência, os funcionários relatam como são arregimentados pela rede de fast-food, que se apresenta como “campeã na oferta do primeiro emprego”. Eles também dão detalhes sobre as péssimas condições de trabalho, os salários aviltantes e a jornadas extenuantes.

“Jornadas criminosas”

Segundo denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes, Lanchonetes e Similares, a multinacional usa a jornada móvel e flexível como mecanismo para explorar os jovens. “É uma jornada criminosa”. Adotada desde 1995, ela obriga o trabalhador a ficar totalmente disponível no interior das lojas do McDonald’s, sem que receba pelas horas não trabalhadas.

“Esta situação faz com que muitos dos trabalhadores recebam ao final de um mês valores em torno de R$ 230,00”, relata o sítio da assessoria do PT na Assembléia Legislativa. Questionado sobre o desrespeito à Constituição, que fixa o salário mínimo em R$ 545,00, o diretor da empresa, Pedro Parisi, “teve uma postura evasiva e afirmou que iria apurar as denúncias apresentadas”.

“Fui chamada de burra e pobre”

Além do vídeo, vários adolescentes presentes à audiência também denunciaram a situação degradante na McDonald’s. “Ângela Carla, que trabalhou na empresa de 2007 a 2011, falou com a voz embargada sobre seu primeiro dia de trabalho que, segundo ela, foi o mais humilhante de sua vida. ‘Fui chamada de burra e de pobre porque nunca havia comido um lanche do McDonald’s’”.

Caio César relatou que foi humilhado e até mesmo agredido fisicamente pela gerente, que insistia em dizer que ele não era capaz de servir lanches. O rapaz, que ainda sofreu um acidente de trabalho (caiu na chapa) e não foi socorrido, revelou que a rede paga para que os funcionários falem bem da empresa em questionários que são usados para formar o ranking das melhores empresas.

Intoxicação alimentar e humilhações

Segundo o sítio do PT, “outro grande problema enfrentado pelos jovens é a alimentação. Comem o mesmo lanche todos os dias. Kênia Costa disse que sofreu intoxicação alimentar provocada pela comida oferecida e revelou que o Mc Donald’s comercializa alimento vencido”. Os relatos comprovam a jornada escravizantes e as humilhações constantes da multinacional.

“Uma menina de 14 anos, com o rosto coberto e que se identificou como Mônica, afirmou que os aprendizes cumprem jornada à noite e são responsáveis por todas as tarefas das lojas, o que é ilegal. O estudante de Direito Christian contou que presenciou um gerente chamando um funcionário de ‘preto, gordo e incompetente’ porque este havia derrubado três hambúrgueres no chão”.

Governistas impedem a CPI

Apesar dos relatos dramáticos e revoltantes, os representantes do Mc Donald’s presentes à audiência não se pronunciaram. “Eles se limitaram a dizer que apurariam as denúncias. O presidente da Comissão, deputado Adriano Diogo, foi enfático: ‘Se fosse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), os senhores não estariam nos enrolando com tanta desfaçatez’”.

Um pedido de CPI para investigar o trabalho escravo já foi protocolado. A proposta do deputado Carlos Bezerra tem o apoio de 42 parlamentares, mas atualmente o regimento da Assembléia paulista estabelece que só pode haver cinco CPIs em atividade e o pedido está em 16º da fila. O pedido da sexta CPI está previsto no regimento, em caso de urgência, mas os deputados governistas não querem abrir precedente. (Do blog do Miro)

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APESAR DE QUEDA COM RELAÇÃO A SETEMBRO PASSADO, ÁREA DESMATADA DA AMAZÔNIA AUMENTA NA COMPARAÇÃO COM AGOSTO

A grande vilã

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, na última semana, que o desmate de 253,8 quilômetros quadrados (km²) na área da Amazônia Legal registrado no mês de setembro foi o menor para o mês desde 2004 e registrou que a atividade que mais contribui para o desmatamento da região é a agropecuária.

No entanto, em relação ao mês de agosto desse ano, o desmatamento em setembro aumentou, como mostra notícia da Agência Brasil. Passou de 164 km² para 253,8 km² de área derrubada em setembro. Agora, com a entrada do mês das chuvas, o desmatamento tende a diminuir, mas a ministra enfatiza que a fiscalização do Ibama deve continuar.

Sobre a votação do Código Florestal, a ministra disse que há alguns avanços no texto, como a definição dos manguezais como áreas de preservação ambiental.

No entanto, o novo código sinaliza que a fiscalização e o cuidado com as áreas de vegetação deve ser ainda maior, já que os grandes beneficiados com o novo código até agora são os ruralistas que, como a ministra mesmo disse, são os grandes vilões do desmatamento já que coordenam a atividade agropecuária, definida por ela como a principal contribuinte da diminuição das áreas florestais.

Veja textos sobre o assunto da Agência Brasil:

Desmatamento na Amazônia aumenta e chega a 253,8 km² em setembro
Por Roberta Lopes

Brasília – A Amazônia perdeu uma área de 253,8 quilômetros quadrados (km²) de floresta em setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 448 km² de desmate, houve queda de 43%. Na comparação com o mês de agosto, entretanto, quando foram contabilizados 164 km² de derrubadas, houve aumento da área desmatada.

O estado onde foram registrados mais desmatamentos, em setembro, foi Mato Grosso, com 110 km². Em seguida está o estado de Rondônia, com 49,88 km² e em terceiro, o Pará, com 46,94 km². O estado onde houve o menor registro de desmatamento foi Tocantins, com 2,24 km². No estado do Amapá não foi detectado desmate.

Segundo o Inpe, apenas 5% da região não foram monitoradas por causa das nuvens. (Texto completo)

Desmatamento é o menor para setembro desde 2004, diz ministra
Por Roberta Lopes

Brasília – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (31) que o desmate de 253,8 quilômetros quadrados (km²) na área da Amazônia Legal registrado no mês de setembro foi o menor para o mês desde 2004, quando o levantamento do sistema de detecção do desmatamento em tempo real começou a ser feito. A redução, na comparação com o mês de setembro do ano passado, foi de 43%. Segundo ela, a agropecuária ainda é a maior vilã do desmatamento.

“Há uma forte pressão da agropecuária, chama a atenção que esses dados estão associados muitas vezes à supressão autorizada de vegetação. Isso nós só poderemos verificar no final do ano.”

A ministra disse ainda que a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) não vai parar por causa do período de chuvas. “Agora, estamos entrando no período de chuvas, que usualmente tende a reduzir o desmatamento, mas vamos manter a força do Ibama em campo. O Ibama e os órgãos federais vão manter a fiscalização. Temos 25 frentes de homens trabalhando na Amazônia monitorando as áreas críticas”.

Ela comentou ainda sobre a votação do Código Florestal, que teve o relatório apresentado nas comissões de Agricultura e de Ciência e Tecnologia do Senado Federal. Segundo Izabella, o ministério está fazendo uma avaliação do relatório e identificou avanços, principalmente no que diz respeito às áreas de manguezais. (Texto completo)

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