Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 15 novembro, 2011

NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, NADA MELHOR DO QUE A FALA CORAJOSA E HONESTA DA CORREGEDORA DO CNJ, ELIANA CALMON, NO RODA VIVA DA TV CULTURA

O poder Judiciário, deixando de ser cínico

Serão as mulheres que vão trazer a verdadeira República para o Brasil? Será esse o destino do país que teve a Lei Área assinada por uma mulher, em 1888, princesa Isabel, do Brasil Imperial?

É certo que falta republicanismo ao judiciário, principalmente masculino, mas a ministra do CNJ parece ser uma luz para a própria justiça e para o Brasil. Veja abaixo a entrevista de Eliana Calmon, que honra o poder judiciário.

Leia mais em Educação Política:

OS ESTADOS UNIDOS POR ELES MESMOS: ASSASSINOS ECONÔMICOS E FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO
FAÇA JUS, TODO POLÍTICO DEVERIA IR PARA O SUS
BARBARIDADE TCHÊ: FAZENDEIROS QUE SE UTILIZAM DO TRABALHO ESCRAVO TÊM CURSO SUPERIOR, SÃO DO SUDESTE E FILIADOS AO PSDB, PMDB E PR
VEJA A DIFERENÇA ENTRE BRASIL E SUÉCIA: VIDA DE PRÍNCIPE DE VEREADOR NESTA TERRA E VIDA DO PRIMEIRO MINISTRO DA SUÉCIA

NA COMEMORAÇÃO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL, O LEGADO DE UM PAÍS SEM SUPERAÇÃO DIANTE DE UM MUNDO QUE BUSCA POR ELA

Onde está o povo?

No dia em que comemoramos a Proclamação da República no Brasil, mais uma dessas mudanças que vêm sem trazer superação de nossas estruturas coloniais, é interessante olhar e refletir sobre a situação econômica mundial.

Os protestos, as manifestações recentes de jovens e trabalhadores na Europa e até no centro do capitalismo mundial, estas sim feitas pelo povo, ao contrário de nossa República, tinham é claro seus interesses e motivações pessoais, mas queriam mudar um sistema financeiro mundial, mesmo sem saber, porque era este sistema que lhes roubava os empregos e a dignidade.

E foi esse mesmo sistema financeiro que transformou o mundo, concentrando ainda mais a renda e diluindo os já escassos benefícios sociais de uma economia que quer existir sem estado, sem guia. Agora, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelados por reportagem da Carta Maior, serão necessário, no mínimo, 80 milhões de empregos para retornar aos níveis pré-crise.

Estima-se que a recuperação econômica, se vier, só aconteça por volta de 2016, isso se esses 80 milhões de empregos forem gerados. As contas deixadas por essa economia jogada ao vento são 16 milhões de desempregados na Europa, diluição do Estado do Bem-Estar-Social e rendição da social-democracia ao neoliberalismo.

Indignados na Espanha

Saídas para a atual crise são justamente aquelas que o Brasil nunca encontrou: formação e fortalecimento de um legítimo e consciente movimento de protesto popular que se torne alternativa para a regressividade em marcha, não só dos governos e sistemas econômicos democráticos e sociais, como também da mídia, cada vez mais dependente dos donos do poder e distante da população.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

OIT: faltam 80 milhões de empregos para o mundo retornar aos níveis pré-crise
Por Saul Leblon

A recuperação da economia mundial está mais distante do que se imaginava. Do ponto de vista do emprego, pelo menos, a superação da crise só ocorrerá por volta de 2016. Isso, desde que se cumpra o requisito da geração de 80 milhões de vagas para que os níveis de ocupação retornem ao patamar anterior ao colapso neoliberal. É o que diz o informe da OIT divulgado nesta 2ª feira.

Os sumidouros do crescimento e das vagas estão claros; as responsabilidades são inequívocas. A grande façanha dos 30 anos de finanças desreguladas foi, grosso modo, aviltar a oferta e a qualidade do emprego pela sua flexibilização e deslocamento a zonas de ‘baixo custo’; reduzir a participação do trabalho na renda e isentar o capital rebaixando receitas fiscais dos governos.

Promoveu-se em troca a grande era do endividamento. Famílias, governos e Estados soberanos tornaram-se mais e mais dependentes do capital a juro, cuja liberdade foi lubrificada pela eliminação das salvaguardas regulatórias instituídas após a crise de 29. Embora o diagnóstico seja reconhecido até por segmentos dos ‘mercados’, ele carece ainda de consequências políticas coerentes.

A mídia tem cumprido seu papel de guarda-sol a sombrear o debate das alternativas à superação desse modelo, em meio a uma crise de insolvência das dívidas públicas e privadas. Na Europa, corroída por 16 milhões de desempregados, em meio ao assalto final aos pilares do Estado do Bem-Estar Social, essa película protetora é reforçado pela opacidade de um quadro ideológico feito de rendição social-democrata ao neoliberalismo. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

DUAS NOTÍCIAS EXPLICAM BEM A CRISE DOS ESTADOS UNIDOS: MILIONÁRIOS FICARAM MAIS RICOS E POBREZA AUMENTOU
A REVOLUÇÃO MUNDIAL ESTÁ VINDO: INDIGNADOS SE ESPALHAM PELO MUNDO E DIZEM NÃO A TODO UM MODELO DE FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA MUNDIAL
VÍDEO: JOVENS ACORDAM DO PESADELO REPUBLICANO DO MEDO E PROTESTAM NOS EUA
PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA
%d blogueiros gostam disto: