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MINISTRO CARLOS LUPI CAI E GRANDE MÍDIA VAI TORNANDO O GOVERNO DILMA ROUSSEFF MAIS EFICIENTE A CADA MINISTRO

Lupi deixa o governo Dilma

A presença de um governo trabalhista (Lula-Dilma Rousseff) com o poder de governar o Brasil e uma imprensa neoliberal fazendo o papel de oposição é o melhor dos mundos para os brasileiros. Com certeza, não é o melhor dos mundos para Dilma, assim como não foi para Lula.

A saída do ministro do Trabalho Carlos Lupi é mais uma contribuição da imprensa ao governo Dilma. Apesar de trazer certa dificuldade ao governo, que fica nesse demite-não demite, a grande imprensa em coro tem feito uma limpeza a partir de denúncias, muitas vezes contundentes, contra a atuação dos ministros. Isso tende a melhorar o governo de Dilma Rousseff. Espera-se, sempre, que um substituto vá tomar mais cuidados com o uso do dinheiro público e, obviamente, isso pode tornar o governo Dilma mais eficiente.

É claro que a grande mídia faz o papel de oposição e seu alvo é atingir Dilma Rousseff, no limite, levar a um impeachment, mas essa possibilidade é mais difícil. As análises dos colunistas da oposição (quero dizer, da mídia) tentam relacionar os problemas dos ministros à presidenta.  É uma tarefa ingrata, visto que Dilma tem demitido os ministros e, com isso, fortalecido a sua posição de governo.

O verdadeiro poder da mídia não está nas denúncias que faz contra os ministros governo, visto que esse é seu papel e isso pode ser até bom para a presidenta no final das contas. O poder da mídia está na sua omissão. Assim, as investigações e cobranças sobre a Controlar de Kassab/Serra/PSDB, a corrupção no metrô de São Paulo, etc etc ficam negligenciadas, o que torna os governos aliados da mídia menos fiscalizados e, consequentemente, mais acomodados.

O resultado dessa disputa pode ser semelhante ao que aconteceu com o governo de Lula. Dilma pode sair com mais de 80%  de aprovação. Aí a grande mídia vai criar o termo Dilmismo. O mito Dilma.

É um remédio amargo para o governo ter toda a grande imprensa no calcanhar, mas talvez seja bom para o país……. (se for possível evitar um golpe)

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AGÊNCIA EP NOTÍCIA

GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

Investimentos por região na ponta do giz: sudeste (46,7%), nordeste (26,1%), sul (13,5%), norte (7,9%) e centro-oeste (5,8%)

Notícia da Agência Brasil revela que gastos municipais com a educação cresceram 10,7% entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Um série de fatores fez com que o investimento municipal em educação aumentasse, dentre eles, o arrefecimento da crise econômica que, em 2009, impactou de forma negativa a arrecadação, o aumento nos investimento,s e a diminuição da população em idade escolar.

No entanto, apesar do crescimento no gasto anual médio por aluno, persistem grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. A maior disparidade está entre a região sudeste e nordeste. Enquanto no sudeste um aluno recebe um investimento de R$ 4.722,46, no nordeste, os estudantes recebem praticamente a metade: R$ 2.309,60.

Não é por acaso que os professores do nordeste ganham bem menos do que os da região sudeste e que políticas de educação em tempo integral, por exemplo, sequer são pensadas por lá. Mesmo assim, a notícia aponta que todas as regiões aumentaram os investimentos em educação.

O que falta agora é o país enfrentar seu grande e secular desafio: suas desigualdades.

Veja trecho da notícia:

Gasto de prefeituras por aluno é desigual entre regiões apesar do crescimento do investimento municipal na área
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educação cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhões. Os dados foram divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da União e dos estados aplicados na área, pelas prefeituras. O aumento dos recursos é consideravelmente superior ao verificado em 2009, quando a crise econômica impactou negativamente na arrecadação fiscal. Naquele ano, os investimentos na área cresceram apenas 2,8%.

Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação. O aumento nos investimentos, combinado a uma diminuição da população em idade escolar e, consequentemente da matrícula nas redes municipais, fez crescer o gasto médio anual por aluno – que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

Apesar do aumento, há grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. Um aluno de uma escola pública do Sudeste, por exemplo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Norte, o gasto por aluno é R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

Para Maria do Carmo Lara, prefeita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educação da FNP, as diferenças salariais dos professores de cada região têm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os professores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste. “Também tem a questão do investimento em educação de tempo integral. No Sudeste, tem muito mais escolas que já oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos é grande”, explica. A FNP defende uma maior participação da União nos gastos com educação, especialmente nos estados que têm menor arrecadação. (Texto Completo)

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