Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 19 dezembro, 2011

PRESENTE DE NATAL PARA A CORRUPÇÃO: O GOLPE CONTRA O BRASIL VEM DA MAIS ALTA CORTE DO PAÍS, O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A imprensa vê corrupção só de um lado e a Justiça não vê nada

Justiça, a Cínica

O Brasil tem avançado bastante no combate à corrupção, mas há um longo caminho pela frente.

De um lado, temos uma imprensa que se cala diante do maior escândalo de corrupção do país, o que faz a população levantar suspeita sobre as reais relações de alguns grupos de mídia com a corrupção durante a privatização do governo Fernando Henrique Cardoso.

Agora é o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que dá liminar, no acender das luzes do final do ano, contra o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e contra a corregedora do órgão, ministra Eliana Calmon, que de forma corajosa tenta enfrentar a corrupção dentro da própria justiça.

O poder judiciário é, na realidade, o grande centro de permissividade da corrupção no Brasil. Podem criticar os políticos, os deputados, os senadores e os governadores, mas é a leniência do poder judiciário que irradia a corrupção. O poder judiciário no Brasil é a certeza da impunidade. Quantos políticos foram punidos até hoje? Nenhum…. E juízes….

Se ninguém foi punido, então não existe corrupção. Certo? É isso que o judiciário nos diz com a ditadura da presunção de inocência ou um supremo que sufoca o povo brasileiro com dois habeas corpus em 48 horas para um banqueiro envolto a vários processos de corrupção.

O poder judiciário é o fermento da corrupção no Brasil. Nele, há excesso de presunção de inocência e ineficiência crônica. E ele só consegue ser assim porque temos uma grande mídia subserviente e muda, em busca de seus próprios interesses econômicos e sem relativizá-los com os do próprio país.

O poder judiciário brasileiro ainda não chegou à república.  É por isso que os cargos no STF são vitalícios.

Em decisão liminar nesta segunda-feira (19), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello suspendeu o poder “originário” de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais. (texto completo)

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ASSIM COMO O YOUTUBE, REDES SOCIAIS TAMBÉM ESTÃO REVOLUCIONANDO A MANEIRA DE ASSISTIR TELEVISÃO NO BRASIL

TV Social: um mundo que vê, faz e lê o tempo todo

Quando o canal de vídeos YouTube começou a se popularizar na rede, a maioria das pessoas já tinha percebido que a maneira de assistir televisão já não era mais a mesma. Grande parte do conteúdo das emissoras estava no YouTbe em poucos segundos, compartilhado e visto por milhares de pessoas com uma qualidade muitas vezes melhor do que na tela das televisões.

Agora, é a vez das Redes Sociais alterar nossa forma de assistir TV. Isto porque elas estão repercutindo em tempo real o conteúdo visto nas telas. Segundo pesquisa da Motorola Mobility, que investigou os hábitos de consumo de mídia em 16 países, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem. No Brasil, especificamente, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos, ou seja, a integração entre TV e redes sociais tem se mostrado bastante expressiva.

Ainda segundo a pesquisa, o Brasil é o maior usuário de mobile TV da América Latina e o segundo do mundo. No país, 19% dos entrevistados afirmam assistir vídeos no celular diariamente. Como mostra notícia publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, “o usuário da América Latina passa por semana, em média, 3 horas jogando games, 6 horas em redes sociais, 11 horas assistindo TV ou filmes e 12 horas na Internet (web). São cinco horas semanais a menos de TV que na pesquisa do ano anterior”.

Estudos como esse mostram que as plataformas de acesso a informação estão mudando rapidamente. O mundo é cada vez mais móvel e a televisão precisa estar atenta para as novidades, adequando-se ao esquema das redes sociais para que uma alimente a outra ao invés de excluir. Se essa sociedade móvel e repleta de informações é boa ou ruim ainda não se sabe, o fato é que ela está aí e já faz parte da realidade de boa parte da população mundial.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Pesquisa aponta integração entre TV e redes sociais
Por André Mermelstein*
PAY-TV

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem
No Brasil, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos

São Paulo – A Motorola Mobility apresentou nesta terça, 6, em primeira mão, uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de mídia em 16 países, a “Media Engagement Barometer – How do people consume media and the Internet”. Pela primeira vez, a América Latina fez parte do painel, que entrevistou 9 mil pessoas, na América do Norte, Europa, Brasil, México e Argentina.

Segundo a diretora sênior para o mercado doméstico nas Américas da empresa, Liz Davidoff, os dados levantados mostram as tendências-chave às quais as operadoras devem atentar para gerar aumento de receita e base de assinantes. O estudo foi apresentado durante o Moto4you, evento que a fabricante realiza esta semana com operadores na Flórida.

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas entrevistadas discutem o conteúdo da TV com seus amigos enquanto assistem, pelas redes sociais. Em 2010, este número era 38%. Recomendações de filmes e séries são desejadas por 62% dos entrevistados. E 50% apontaram que desejam formas de conectar o serviço de TV às suas redes sociais. “Percebemos que a conectividade entre devices tem que ser inteligente, os dispositivos têm que conversar” diz Liz. (Texto completo)

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