Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

CERCA DE 70.000 PESSOAS VIVEM NA ROCINHA, A MAIOR FAVELA DO PAÍS, SEGUNDO DADOS DO IBGE

Os diferentes andares de um mesmo país

Vistas de longe, elas parecem uma maquete ampliada. Quadradinhos com portas, janelas e roupas coloridas penduradas. Todos empilhados, um sobre o outro, formando um único bloco. À noite, são como luzes a enfeitar o morro, onde elas geralmente estão localizadas, e dão à natureza uma decoração sutil e peculiar, um toque humano.

As favelas são hoje realidade urbana em boa parte do país e deixaram de ser monopólio das grandes metrópoles, embora nestas últimas sua presença seja bem mais ostensiva. Reflexo da desigualdade social brasileira, as casas penduradas nos morros são alternativas para quem não tem onde morar e legítimos espaços onde o estado custa a chegar.

Em um mapeamento deste cenário urbano, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou, por meio do levantamento “Aglomerados Subnormais – Primeiros Resultados”, que a comunidade da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, é a favela mais populosa do país. Nela viviam 69.161 em 2010, ocupando 23.352 domicílios, com uma média de três habitantes cada.

Em seguida, aparecem o Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia, cidade do Distrito Federal, com 56.483 moradores; e Rio das Pedras, na capital fluminense, com 54.793, como mostra notícia da Agência Brasil. A pesquisa contabilizou as comunidades separadamente, neste caso, o Complexo do Alemão, também no Rio de Janeiro, aparece com apenas 4.322 domicílios, mas, somando-se as dez áreas aglomeradas que formam o Complexo, o número chega aos 16.359.

Os dados reafirmam o fato de que as favelas não são apenas um mero detalhe no perfil urbano, mas um espaço que se ainda não foi corretamente visto pelo poder público, está cada vez mais presente na face social brasileira, demarcando-a em suas desigualdades e ineficiências. Longe, portanto, de serem meras maquetes ou luzes desprendidas dos morros, as favelas são de verdade, assim como os problemas nacionais.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Rocinha é a maior favela do Brasil, mostra IBGE
Por Thais Leitão

Rio de Janeiro – Na comunidade da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, viviam 69.161 pessoas em 2010, o que garantiu ao local o posto de maior favela do país. Os moradores ocupam 23.352 domicílios, que têm em média três habitantes cada.

Segundo dados do levantamento Aglomerados Subnormais – Primeiros Resultados, divulgado hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na lista das favelas mais populosas do Brasil, aparecem, em seguida, o Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia, cidade do Distrito Federal, com 56.483 moradores; e Rio das Pedras, na capital fluminense, com 54.793.

O estudo destaca, no entanto, que algumas comunidades podem ser maiores do que os números indicam, pois, para realizar a pesquisa, foram considerados critérios técnicos como divisão legal segundo cadastros das prefeituras. Dessa forma, o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que engloba dez áreas aglomeradas, teve as comunidades contabilizadas separadamente. Somente o Morro de Alemão, aparece com 4.322 domicílios. Somando-se todas as favelas que compõem o complexo, no entanto, o número total de unidades habitacionais pula para 16.359.

O levantamento também destaca que no Rio de Janeiro as ocupações mais antigas estão localizadas na área central e nos bairros das zonas sul e norte, mais próximos ao centro, que é onde se concentra a maior oferta de trabalho. Já na zona oeste da cidade, as ocupações são mais recentes e de menor porte, entre o tecido urbano formal. (Texto completo)

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