Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 27 dezembro, 2011

BRASIL JÁ É A SEXTA ECONOMIA MUNDIAL, NO ENTANTO, PADRÃO DE VIDA EUROPEU SÓ SERÁ ALCANÇADO ENTRE 10 E 20 ANOS

No jogo das cifras mundiais, as jogadas são favoráveis ao Brasil

Notícia divulgada pelo jornal The Guardian já coloca o Brasil como a 6a maior economia do mundo.  Esta semana, a Agência Brasil já trazia as projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR – sigla em inglês) que apontam o Brasil como a provável sexta maior economia do mundo até o fim do ano, superando a Grã-Bretanha, que vinha caindo no ranking das maiores economias do mundo em razão do crescimento da Rússia e da Índia.

A crise financeira de 2008 e a atual crise econômica são apontadas como fatores que contribuíram para a perda de posição da Grã-Bretanha em contraste com o boom vivido pelo Brasil que também se beneficiou com o aquecimento do mercado chinês.

Os tablóides britânicos enfatizaram aspectos positivos do Brasil que estaria deixando de ser reconhecido apenas pelo futebol e pelas favelas e passando a ser visto como locomotiva da economia global com vastas reservas de recursos
naturais e uma classe média em ascensão.

No entanto, o fato do Brasil conquistar posições no ranking das maiores economias mundiais parece traduzir apenas um momento positivo causado por uma combinação de fatores que contribuem para o aumento das exportações brasileiras direcionadas, em sua maioria, ao aquecido mercado chinês.

A desigualdade social e os aspectos conservadores de nosso crescimento continuam marcando presença na cena nacional e esses são problemas bem mais difíceis de resolver, para os quais um conjunto de fatores positivos não basta. É por isso que ao lado da notícia de que o Brasil pode se tornar a sexta economia mundial, o ministro Guido Mantega disse que serão necessários entre 10 e 20 anos para o país atingir o padrão de vida europeu.

Ou seja, o caminho é ainda longo.

Veja trecho de duas notícias sobre o assunto, ambas da Agência Brasil:

Brasil supera Grã-Bretanha e deve se tornar a sexta maior economia mundial
Da BBC Brasil

Brasília – O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (cuja sigla em inglês é CEBR) publicadas na imprensa britânica hoje (26).

De acordo com a consultoria britânica, especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise financeira de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto hoje (26), informa que a Grã-Bretanha foi “deposta” pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao “futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global” com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão. (Texto completo)

Mantega diz que Brasil tende a consolidar posição de sexta maior economia do mundo
Por Danilo Macedo

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil tende a consolidar a posição de sexta maior economia do mundo, mas que o país deve demorar entre 10 e 20 anos para que seus cidadãos tenham um padrão de vida europeu, e que precisa investir mais nas áreas social e econômica. Mantega deu a declaração ao comentar o estudo do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (cuja sigla em inglês é CEBR), publicado hoje (26) na imprensa do Reino Unido que mostra que os britânicos foram superados pelo Brasil que assumiu a sexta posição.

“Os países que mais vão crescer são os emergentes como o Brasil, a China, Índia e Rússia. Dessa maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos”, disse o ministro em nota. À frente do Brasil estão os Estados Unidos, a China, o Japão, a Alemanha e França. (Texto completo)

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