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MOVIMENTOS SOCIAIS ESPERAVAM MAIS DO PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DILMA

Sem pressão, eles não esperam mudanças

Acostumados ao estilo Lula, os principais movimentos sociais do país, entre eles, MST, UNE e CUT, se dizem frustrados com o primeiro ano do governo Dilma. As principais queixas são de perda de influência nas decisões do governo, política econômica contraditória e falta de reforma agrária. Para 2012, os movimentos sociais acreditam que sem exercer pressão constante, a situação tampouco vai mudar.

Os movimentos dizem que o governo Dilma tomou decisões contraditórias, beneficiando muitas vezes o empresariado e demorando para atender às suas reivindicações. Ao contrário de Lula, a presidente Dilma teria se mantido mais distante, o que é próprio de seu estilo de governar.

Uma das decisões contraditórias do governo seria a de adotar medidas conservadoras como o arrocho fiscal para conter a inflação, no início de 2011, e depois, apoiar a queda dos juros do Banco Central em um momento que não era considerado propício pelo mercado.

As insatisfações vão desde o movimento estudantil, que viu o orçamento destinado à educação ser reduzido, até os movimentos do campo, que não viram muitos avanços em relação à reforma agrária, e os trabalhadores, que sofreram com a dificuldade de diálogo e debate com o governo, o que fez com que as greves se espalhassem pelo país.

Na opinião dos líderes dos movimentos sociais, o governo Dilma ainda não definiu exatamente que rumo seguir, por isso, a pressão desses grupos para o ano que começa tende a ser tão forte quanto a já exercida pelo capital. O tempo se encarregará de mostrar pra que lado a balança se inclinará.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Movimentos sociais frustram-se com início de Dilma e reclamam
Para CUT, UNE e MST, presidenta Dilma Rousseff manteve-se distante em seu primeiro ano de mandato. Mais identificadas com estilo Lula, entidades queixam-se de perda de influência em decisões do governo, política econômica contraditória e falta de reforma agrária. Secretario Geral da Presidência evitou mal maior. Sem pressão constante, acham que situação não muda.

Por Najla Passos

BRASÍLIA – O primeiro ano da presidenta Dilma Rousseff foi contraditório, para três dos principais movimentos sociais brasileiros. Embora problemas de relacionamento com Dilma, que tem um estilo bem diferente do “companheiro” Lula, tenham sido contornados pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o tempo de resposta às reivindicações deixou muito a desejar. Compromissos assumidos não teriam saído do papel, enquanto o empresariado arrancava concessões. Se não houver pressão, 2012 corre os mesmos riscos.

“O debate sobre a situação macroeconômica permeou todas as discussões. E, para nosso espanto, o governo adotou uma postura mais conservadora perante a crise, pautada pelos grandes veículos de comunicação”, avalia o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu.

No início de 2011, por exemplo, para conter a inflação, o governo anunciou um enorme arrocho fiscal de R$ 50 billhões, dos quais R$ 13 bilhões saíram do orçamento destinado à educação. Para o líder estudantil, durante todo o ano, Dilma foi contraditória, ao adotar medidas conservadoras, como no arrocho, e ao mesmo tempo respaldar a queda dos juros do Banco Central quando todo o “mercado” achava que não era hora.

“O governo Dilma ainda não tomou a decisão de que rumo seguir. A única maneira de ajudar este governo a dar certo é pressioná-lo o tempo todo. Até porque o capital esta fazendo pressão constante”, afirma Iliescu.

Para os trabalhadores do campo, o início do mandato de Dilma não foi nada promissor. “O ano foi muito ruim para a reforma agrária. Só foram assinados decretos de desapropriação depois do Natal e com potencial de assentar apenas duas mil famílias”, afirma José Batista Oliveira, da coordenação geral do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Atualmente, segundo o MST, haveria 180 mil famílias acampadas no Brasil aguardando assentamento. A entidade esperava que o governo assentasse 20 mil famílias nesse primeiro ano, mas só efetivou a destinação de terras para seis mil. E, ao contrário do que prometera em agosto, após uma marcha camponesa em Brasília, o governo ainda não tem um plano de assentamentos para até o fim do mandato de Dilma. (Texto completo)

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