Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 6 fevereiro, 2012

O DINHEIRO DO SUS (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE) ESTÁ INDO PARA O RALO DA FOLHA DE PAGAMENTO DO PODER JUDICIÁRIO

A folha de pagamento do poder judiciário chega a ter funcionários que recebem até R$ 400 mil em um mês, além de auxílio-tablets, como no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A folha de pagamento do poder judiciário abaixo somados chega a estratosférica quantia de R$ 23 bilhões, segundo levantamento do Estadão.  Isso mesmo, R$ 23 bilhões!!!

Se a justiça fizesse um pouquinho de economia e, de quebra, um pouquinho de justiça, mesmo pagando altos salários, poderia economizar com folga R$ 10 bilhões. Esse seria um dinheiro importante para melhorar o SUS (Sistema Único de Saúde) e pagar melhores salários para os médicos dos serviços públicos.

Veja o escândalo do gasto com pessoal da justiça em uma gráfico:

O dinheiro do SUS vira auxílio injustiça

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Carinho heim!?

Os tribunais milionários se multiplicam pelo país. Depois das notícias denunciando os abusos cometidos nos tribunais de São Paulo e do Rio de Janeiro, agora é a vez do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que é considerado a corte mais cara do país com um custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos previsto para este ano.

O gasto é cinco vezes maior do que o do Supremo Tribunal Federal e o pior, é custeado pelo Orçamento da União. As tais “vantagens eventuais”, que ocorrem também no Rio e em São Paulo, fazem com que a folha de pagamento do TJ-DF aumente mais do que o normal, tornando possível a um único desembargador receber de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil de salário, como mostra notícia publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

É uma verdadeira “farra” com o dinheiro público. São benefícios e mais benefícios que não acabam mais e que tampouco se restringem apenas aos magistrados. O TJ-DF, mais caro dentre todos os estaduais, entra assim na lista dos tribunais com remunerações fora do normal, para dizer o mínimo, que estão sob investigação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Felizmente, dada a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira, o CNJ vai poder continuar investigando esses juízes e desembargadores que se julgam acima da lei e que, definitivamente, viraram as costas para o interesse público.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Corte mais cara do País, TJ-DF gasta com pessoal 5 vezes mais que Supremo
Folha de pagamento será de R$ 1,4 bi neste ano; contracheque supera R$ 400 mi no caso de um desembargador
Por Alana Rizzo, de O Estado de S. Paulo

A folha de pagamento do tribunal estadual mais caro do País vai custar R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos este ano. Custeado pela União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) vai gastar cinco vezes mais que o Supremo Tribunal Federal (STF)com a folha de pagamento e o dobro das despesas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pessoal. Essas cortes também são custeados pelo Orçamento da União.

Assim como nos tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, a folha de subsídios da corte do DF (o mais caro entre todos os estaduais) é engordada com as chamadas “vantagens eventuais”. Em dezembro passado, os cofres federais pagaram salários milionários aos magistrados e servidores do tribunal na capital federal.

Naquele mês, um dos desembargadores recebeu de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios, que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil. No mesmo mês, um juiz substituto ganhou R$ 240,5 mil só em vantagens.

O relatório de pagamentos, publicado em cumprimento à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que os benefícios não são exclusividade dos magistrados.

Um analista judiciário, cujo salário é de R$ 11 mil, recebeu R$ 205 mil em vantagens. Também em dezembro, um técnico ganhou R$ 145,9 mil, ou seja, 22 vezes mais do que o salário que recebe mensalmente pelo cargo que ocupa – R$ 6,5 mil.

Na soma de exemplos como esses, a folha atingiu R$ 205 milhões, sendo mais da metade – R$ 132 milhões – só com as vantagens. O valor retido pelo teto foi de R$ 160 mil.

Em janeiro, 280 juízes receberam vencimentos brutos acima do teto. Os valores variaram de R$ 32 mil a R$ 150 mil. Nos outros meses, analistas receberam somas entre R$ 12 mil e R$ 35 mil. Técnicos tiveram pagamentos que variaram de R$ 4 mil a R$ 17,9 mil. No total, são 10.087 servidores do TJ-DF. (Texto completo)

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