Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 8 fevereiro, 2012

CLIMA DE GUERRA: POLICIAIS MILITARES SEGUEM OCUPAÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA E FAZEM EXIGÊNCIAS AO GOVERNO PARA DAR FIM À PARALISAÇÃO

Exército faz a proteção de crianças liberadas pelos grevistas

A Assembleia Legislativa da Bahia está ocupada por policiais militares em greve desde o último dia 31 de janeiro, terça-feira, em Salvador. A estimativa é de que cerca de 800 pessoas estejam no prédio, segundo notícia divulgada pela Agência Brasil, incluindo mulheres e crianças que seriam parentes dos amotinados.

O local segue cercado por homens do Exército, da Força Nacional e PMs de batalhões que não aderiram ao movimento. Aos poucos, o desenho que se vê é o de uma verdadeira arena de guerra, onde a falta de diálogo é gritante. Os capítulos do episódio só revelam que a tensão entre os grupos aumenta cada vez mais, os interesses intensificam o conflito e no meio do tiroteio estão cerca de 150 crianças que acabam servindo de escudo, amortecendo o choque entre os grupos.

Os militares já tentaram invadir o prédio, depois optaram por isolar o local e agora mantêm o cerco enquanto as difíceis negociações entre governo e grevistas acontecem. A rotina dos moradores de Salvador foi bastante alterada diante do cenário de instabilidade em que mergulhou a cidade e é lamentável, para dizer o mínimo, que tal situação esteja se estendendo por tantos dias.

Agora, a possibilidade de um acordo entre o governo e os grevistas é a expectativa para o fim da paralisação. A principal exigência dos policiais é que os líderes do movimento não sejam punidos, além do pagamento de gratificações aos policiais militares acordadas em 2001, ainda no governo de Paulo Souto.

Mais uma vez, vemos, na história nacional, repetir-se a mesma cena de um exército cercando um grupo de “revoltosos”, mulheres e crianças. Mais uma vez,  a deficiência brasileira em lidar com o social e sua incrível inclinação para a violência ficam evidentes. Mais do que um lado certo e outro errado, toda a situação em Salvador nos revela lados impossíveis, afastados pela falta de um verdadeiro entendimento de si e do outro.

Veja trecho de um dos últimos textos sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Reunião entre grevistas e governo da Bahia pode pôr fim à paralisação dos policiais militares
Por Luciana Lima

Salvador – Um acordo para encerrar a paralisação dos policiais militares na Bahia deve sair da reunião entre associações que representam os grevistas e o governo estadual, que está sendo realizada nesta tarde com a presença do arcebispo de Salvador, Murilo Krieger. A expectativa é da assessoria do governo da Bahia.

O principal ponto da negociação refere-se à punição dos policiais grevistas. Em entrevistas às emissoras de rádio e de televisão locais, o governador Jaques Wagner tem garantido que não irá punir quem participou da greve de forma pacífica, mas os policiais envolvidos em atos de vandalismo serão processados. O governador não deixou claro, no entanto, se os líderes do movimento serão anistiados, já que a greve foi considerada ilegal pela Justiça.

Ontem, após o Exército cercar um grupo de policiais amotinados na Assembleia Legislativa da Bahia, os líderes da greve disseram aos políticos que entraram no prédio que o principal ponto de resistência ao acordo seriam os mandados de prisão expedidos pela Justiça para 12 líderes do movimento. No entanto, a suspensão desses mandados cabe apenas à Justiça, e não ao governador. Mesmo assim, o governo da Bahia adotou hoje a postura de amenizar o clima de tensão que tomou conta da cidade nos últimos dias.

Dos 12 mandados de prisão, foi cumprido apenas o do soldado Alvir dos Santos, do Batalhão de Policiamento Ambiental. O líder do movimento, Marco Prisco, que estaria dentro do prédio da Assembleia, também está com a prisão determinada pela Justiça. (Texto completo)

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