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JUSTIÇA, A CÍNICA

MARCO AURÉLIO MELLO LEVOU O ASSESSOR DO JUIZ LAULAU, QUE PROTAGONIZOU O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DO JUDICIÁRIO, PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Português: O presidente do Tribunal Superior E...
Mello: de olho nos currículos

O ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello, que tentou junto com o ministro Cezar Peluso destruir o poder de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), deu uma contribuição inestimável para justiça brasileira.

Além de ser derrotado em mais de 70% dos temas constitucionais, ele levou para o Supremo, Renato Parente,  o assessor do ex-juiz Laulau (Nicolau dos Santos Neto), responsável por talvez o maior escândalo do judiciário do nosso país.  A informação foi publicada por matéria de Leandro Fortes, na Carta Capital. É de assustar o currículo de Parente, que vai de diploma falso a pisão no pé de jornalista.

A reportagem é um verdadeiro escândalo em termos de ligações indecorosas, para dizer o mínimo, entre o PSDB e o poder judiciário. O governo tucano via Minas Gerais e São Paulo estreitou os laços entre o judiciário e o partido. Veja abaixo trecho da reportagem:

O protagonismo de Parente (Rentato) nesse processo revelou-se apenas no ano passado, graças a dois eventos distintos. Primeiro, quando a burocracia interna do TST descobriu que, desde 1992, ele ocupa cargos comissionados de nível superior dentro do Poder Judiciário sem nunca ter-se formado em nada, apesar de se apresentar como “jornalista e publicitário”. Mesmo sem diploma, ele disponibilizou currículos fraudulentos nos quais constava a seguinte informação: “Graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)”, de São Paulo. Há seis meses, uma ligação do TST para a direção da famosa escola paulista bastou para desmontar a farsa.

Técnico judiciário de nível médio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, Parente foi assessor de imprensa do juiz Nicolau dos Santos Neto, o “Lalau”, responsável por desvio de dinheiro das obras do tribunal em 1998. Em 2001, sempre montado na história do falso diploma, foi levado pelo ministro Marco Aurélio Mello para o STF, para assumir a Secretaria de Comunicação Social. Em 2006, ainda pelas mãos de Mello, passou a ocupar o mesmo cargo no TSE. Nas duas oportunidades, contratou, sem licitação, a Fundação Padre Anchieta, subordinada ao tucanato paulista.

Em 2008, Parente tornou-se o braço midiático do então presidente do STF, Gilmar Mendes, de quem passou a zelar como se fosse um capataz. A um repórter, no Acre, que ousou perguntar se Mendes era pecuarista, Parente ofereceu um pisão no pé. Em 2009, a pedido do chefe, conseguiu censurar temporariamente um programa da TV Câmara, no qual o autor desta matéria fazia críticas ao seu padrinho e patrão. (texto integral).

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AGÊNCIA EP NOTÍCIA

CRIAÇÃO DA “TV FOLHA” EVIDENCIA O APARELHAMENTO DA TV CULTURA QUE ESTÁ CADA VEZ MENOS PÚBLICA E MAIS TUCANA

Parceria oficial

Uma televisão pública, por definição, é sustentada pelo contribuinte e deve responder a ele antes de qualquer outra pessoa, respeitando, portanto, o interesse público que é, por sua vez, um interesse plural e democrático. Essa lógica simples e fácil de demonstrar vem sendo totalmente invertida na esteira da confusão do público e do privado e, o que parece ser ainda pior, na mistura já quase inseparável entre comunicação e política.

Não é novidade a associação entre o tucanato e os principais grupos de mídia nacionais. A grande imprensa está praticamente toda aparelhada pelos tucanos e, não satisfeitos, eles agora dão cada vez mais forma ao projeto que já se iniciou há algum tempo de aparelhamento da TV Cultura.

O resultado de todo esse processo não pode ser bom. Passa por produção de pensamento único, parcialidade total nas informações e evidente manipulação destas últimas para atender aos interesses de quem hoje controla a sua produção. O público fica neste sentido cada vez mais sem opções. Não que um dia elas foram múltiplas e capazes de deixar o leitor ou telespectador com dor no coração caso deixasse de ler ou ver algo na televisão, no entanto, agora, sequer se tem vontade de ligar a televisão, tal a “pobreza” e visível  direcionamento ideológico do que é dito, escrito, mostrado.

Como escreve Mino Carta na Carta Capital, “estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala”. A última do tucanato foi a criação de uma certa TV Folha, uma nova opção para as noites de domingo na TV. O canal? Não poderia ser outro: a TV Cultura. Atrás da Folha, o canal também abre espaço para Estadão, Valor e Veja.

E a tv pública para onde foi? Neste caso de desaparecimento, é melhor desligar a tv, mesmo porque, agora sim é que não há opções.

Veja trecho do texto sobre o assunto escrito por Mino Carta e publicado na Carta Capital:

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana
Por Mino Carta

Uma tevê pública é uma tevê pública, é uma tevê pública e é uma tevê pública, diria a senhora Stein. Pública. Um bem de todos, sustentado pelo dinheiro dos contribuintes. Uma instituição permanente, acima das contingências políticas, dos interesses de grupos, facções, partidos. A Cultura de São Paulo já cumpriu honrosamente a tarefa. Nas atuais mãos tucanas descumpre-a com rara desfaçatez.

A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre nossos peculiares social-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos. A sugestão justifica-se, mas, a seu modo, é generosa demais. Indicaria a existência de ideias e ideais curtidos em uníssono, ao sabor de escolhas de vida orientadas no sentido do bem-comum. De fato, estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala.

E no domingo 11 sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê, com a jactanciosa certeza de que no momento não há opções. E qual seria o canal do novo programa? Ora, ora, o da Cultura. Ocorre que a tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. Por enquanto, que eu saiba, só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade, com pífios resultados, aliás, em termos de audiência na noite de estreia.

Até o mundo mineral está em condições de perceber o alcance da jogada. Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública. Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões destinados a iluminar o professorado paulista. (Texto completo)

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