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O JORNALISMO

SERÁ QUE O SENADOR DEMÓSTENES TORRES FALAVA EM NOME DE CARLINHOS CACHOEIRA NESTE TÍTULO DA REVISTA VEJA?

Essa notícia da revista Veja, páginas amarelas para Demóstenes Torres (Ex-DEM), mostra duas possíveis situações da  revista:
1. Jornalismo de péssima qualidade é não ter faro para saber com quem se está falando
2. Jornalismo mau caráter (talvez bandido) é saber com quem se está falando e mesmo assim tentar enganar o leitor e beneficiar o crime organizado.

O mais interessante é o título, visto que pode ter um duplo sentido proposital, se foi feito em nome da quadrilha.

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AGÊNCIA EP

OS MERVAIS, DORAS E MIRIANS DA VIDA E O QUE CONSTITUI A OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL

Opinião pública nem sempre é um conceito fácil de exprimir, visualizar e localizar precisamente. Isso porque há nele algo de abstrato, afinal, qual é de fato a opinião pública brasileira, por exemplo, a opinião que traduz o que pensa a maioria dos brasileiros sobre diversos assuntos?

Sobre isso, um interessante texto de Mino Carta, publicado pela Carta Capital, expõe que nossa opinião pública certamente não seria aquela dos Mervais, Doras e Mirians da vida, referindo-se a Merval Pereira, Dora Kramer e Miriam Leitão. No máximo, eles representam os seus leitores ou aqueles que concordam com o que eles dizem, mas a opinião pública brasileira, para Mino, nem seria aquela que de fato tem contato com a mídia nativa e que, na ocasião de uma eleição, por exemplo, vota sem necessariamente sofrer influência desta última.

Poderíamos discurtir alguns pontos, pensando que a influência dessa mídia é sim expressiva em diversas camadas sociais, no entanto, muitos continuam dedidindo seus destinos políticos quase que por instinto, por uma preferência ou outra, não abalada pelos discursos de Mervais e Mirians…

Mino é preciso ao afirmar o tipo de opinião pública que tais discursos de Mervais e Mirians querem personificar. Justamente o discurso que foi e vai contra as mudanças importantes para o país, quem é adepto da democracia sem povo e de um país de 20 milhões de brasileiros, o discurso mais egocêntrico possível.

Radiografar a opinião pública brasileira é sem dúvida um desafio, mas não é difícil identificar qual é o perfil da opinião pública que responde à mídia nativa e seu “jornalismo onírico” (que faz dos seus sonhos verdade). Sobre este, restam poucas ou nenhuma dúvida.

Veja trecho do texto:

Opinião pública, o que é?
Por Mino Carta

Pergunto aos meus reflexivos botões qual seria no Brasil o significado de opinião pública. Logo garantem que não se chama Merval Pereira, ou Dora Kramer, ou Miriam Leitão. Etc. etc. São inúmeros os jornalistas nativos que falam em nome dela, a qual, no entanto, não deixa de ser misteriosa entidade, ou nem tão misteriosa, segundo os botões.

A questão se reveste de extraordinária complexidade. Até que ponto é pública a opinião de quem lê os editorialões, ou confia nas elucubrações de Veja? Digo, algo representativo do pensamento médio da nação em peso? Ocorre-me recordar Edmar Bacha, quando definia o País -como Belíndia, pouco de Bélgica, muito de Índia. À época, houve quem louvasse a inteligência do economista. Ao revisitá-la hoje, sinto a definição equivocada.

Os nossos privilegiados não se parecem com a maioria dos cidadãos belgas. A Bélgica vale-se da presença de uma burguesia autêntica, culta e naturalmente refinada. Trata-se de tetranetos da Revolução Francesa. Só para ser entendido pelos frequentadores do Shopping Cidade Jardim em São Paulo: não costumam levar garrafas de vinho célebre aos restaurantes, acondicionadas em bolsas de couro relampejante, para ter certeza de uma noite feliz. Até ontem, antes do jantar encharcavam-se em uísque.

Em contrapartida, a minoria indiana, sabe das coisas e leu os livros. Já a maioria, só se parece com a nossa apenas em certos índices de pobreza, relativa ou absoluta. No mais, é infelicitada por conflitos, até hoje insanáveis, étnicos e religiosos. Nada de Bélgica, tampouco de Índia. Nem por isso, a diferença, ainda brutal, existe entre brasileiros ricos e pobres, embora desde o governo Lula tenha aumentado o número de remediados. (Texto completo)

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DEMÓSTENES TORRES DIZ EM CONVERSA GRAVADA QUE GILMAR MENDES ATUOU EM FAVOR DA QUADRILHA DE CARLINHOS CACHOEIRA
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O JORNALISMO

AULA DE JORNALISMO: ESTADÃO MANIPULA REPORTAGEM PARA LIVRAR A CARA DO MINISTRO DO SUPREMO, GILMAR MENDES

Gilmar Mendes e Roberto Irineu Marinho, boas relações com a mídia

Ontem o Estadão online estampou na capa o comprometimento de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

O blog Educação Política deu um post sobre o tema. Mas prevendo que o Estadão poderia retirar o texto ou mudá-lo, visto que era jornalismo demais para aquele jornal, reproduzimos o início da matéria no blog. Foi uma forma de garantir que a informação não fosse manipulada de forma a prejudicar o entendimento do post. Pensamos até em não reproduzir, mas só o fizemos por precaução de ofício. E bingo!!! O jornal aliviou o texto para Gilmar Mendes.

Hoje pela manhã comprei o jornal na banca e lá estava uma matéria ridícula de tão pequena sobre esse episódio. Um ministro da mais alta corte do país com um possível envolvimento com o crime organizado transformou-se em um texto bastante favorável a Gilmar Mendes.

No mesmo caderno do jornal impresso de hoje há também uma página inteira sobre o enriquecimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), o que não tem a menor importância jornalística. Afinal, toda corrupção política é para isso mesmo, enriquecimento. Para que serve divulgar o patrimônio de Demóstenes em uma página inteira? Isso é fazer uma página inteira sobre o óbvio.

Já um ministro do Supremo favorecendo o crime organizado….. Vai vê que o editor pensou assim: “dá uma notinha sobre o ministro do Supremo porque isso tem todo dia….”

Enfim, é incrível essa autocensura. O repórter do Estadão provavelmente fez o melhor jornalismo, colocou no texto a bomba que tinha na mão. Depois provavelmente veio a ordem de cima e a desativou. O texto anterior era totalmente comprometedor para o ministro do Supremo. Veja como ficou o texto depois da alteração:

Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal, o parlamentar comemora uma decisão do ministro do STF Gilmar Mendes em uma ação bilionária envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg).

“Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar”, afirmou o senador, que avaliou que Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor da dívida da Celg com uma decisão judicial. “Dependendo da decisão dele, pode ser que essa Celg se salva (sic), viu? Ele que consegue tirar uns dois… três bilhões das costas da Celg.” Cachoeira responde: “Nossa senhora! Bom pra caceta, hein?”. (texto censurado completo)

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AGÊNCIA EP

DEPOIS DA ARMADILHA DA VOTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL NA CÂMARA, AUMENTA PRESSÃO PARA QUE DILMA VETE OS TERMOS QUE BENEFICIAM A BANCADA RURALISTA

Desenho de Henfil, de 1970. Mais atual impossível...

Desde que as discussões do novo código florestal se iniciaram, um verdadeiro jogo político tem se desenhado em torno da questão, revelando não só a fragilidade da base governista diante dos interesses do grupo que representa a chamada bancada ruralista no Congresso, como também a força e influência desta última.

Os fatos que envolveram a última votação do código na Câmara merecem sem dúvida um adjetivo: peculiares. Isso porque, de início, a situação do governo era confortável, podendo contar com o fiel apoio de 351 deputados dos partidos da base governista. No entanto, o que se viu foi essa fidelidade simplesmente desaparecer. O governo foi derrotado por 274 votos a favor dos ruralistas contra 184 dos ambientalistas, além de duas abstenções.

Notícia publicada pela Carta Capital explica um pouco o que está por trás desse desaparecimento nem um pouco mágico ou imprevisível que terminou com a vitória dos ruralistas. Como diz a notícia, o grupo que quer continuar desmatando impunemente, impetrou um jogo frio fazendo com que o projeto do código voltasse à Câmara depois da versão aprovada em acordo no Senado.

Como diz a notícia, “há fortes evidências de que o acordo construído no Senado era apenas uma trapaça política da força parlamentar ruralista. Ao seguir para a Câmara não valia mais o que foi escrito no Senado”. Se no Senado o governo tinha cedido os anéis, porque a pressão eleitoral não era tão forte, na Câmara, os ruralistas exigiram os dedos.

Uma armadilha foi assim sendo construída para que Dilma beneficiasse os desmatadores e, em contrapartida, ganhasse o julgamento negativo da sociedade. Agora, boa parte da sociedade pede que Dilma vete os termos do código aprovados na Câmara que beneficiam a bancada ruralista e prejudicam pequenos agricultores e o meio-ambiente em geral.

O veto seria, de fato, a única forma de Dilma virar o jogo diante da armadilha armada na Câmara, no entanto, ela precisa ter coragem para tal já que terá que enfrentar a bancada ruralista e seus interesses que, como ficou evidente, são bastante expressivos junto à cena política nacional. Mas esse, sem dúvida, parece ser um dos momentos em que o poder executivo tem que se afirmar no jogo democrático, refletindo a vontade de diversos setores da sociedade e atuando por causas realmente legítimas.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Veta Dilma, veta
Por Mauricio Dias

Comemoração e ironia marcam a atitude dos vencedores após a derrota do governo na votação do Código Florestal. O resultado foi expressivo: 274 votos a favor dos ruralistas contra 184 dos ambientalistas, além de duas abstenções. Ausentes 53 deputados. Esse resultado exige uma adjetivação. Surpreendente. A se considerar o teórico “apoio sólido”, composto por 351 deputados dos partidos da base governista.

Por que essa solidez se desmanchou no ar? Por que o governo perdeu? “Perdeu como? Eu sou governo e ganhei”, declarou o líder do PMDB, Henrique Alves.

Ironia a parte e, embora ainda se viva sob o calor da hora, já é possível fazer a dissecação inicial da vitória dos ruralistas impetuosos ou, mais propriamente, do agronegócio selvagem.

Os ruralistas, nesse retorno do projeto à Câmara após a versão aprovada em acordo no Senado, fizeram um jogo frio abusando da sensibilidade de Dilma, testemunhada por interlocutores dela, com possíveis reflexos danosos aos agricultores pobres pela obrigação de re-cuperações das áreas de proteção ambiental. (Aviso aos navegantes machistas: sensibilidade social não é um fruto da alma feminina supostamente inadaptável ao mundo político.)

Jogaram com isso para fazê-la atender a interesses dos grandes desmatadores e, por consequência, forçá-la ao julgamento negativo da sociedade. De qualquer forma, ela tornou-se refém dos parlamentares pro-ruralistas fortemente enraizados no PMDB e no DEM.

Dilma abortou qualquer negociação em seu nome. Perder no plenário, mas, “não perder a cara”, segundo a expressão usada por ela. Houve falhas de articuladores governistas. Não se prepararam o suficiente para debater com os negociadores do PMDB: Michel Temer, Henrique Alves e Paulo Piau. (Texto completo)

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JUSTIÇA, A CÍNICA

DEMÓSTENES TORRES DIZ EM CONVERSA GRAVADA QUE GILMAR MENDES ATUOU EM FAVOR DA QUADRILHA DE CARLINHOS CACHOEIRA

Os domínios de Gilmar: o Supremo no fundo do poço

Será Gilmar Mendes (“bom pra caceta”) o anel que o PIG vai entregar?

O Estadão online não poupou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O jornal estampa um diálogo de conversa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) com o presidiário e acusado de bicheiro, Carlinhos Cachoeira. Nela, Demóstenes deixa claro que Gilmar Mendes atuou a favor da quadrilha ao puxar uma ação milionária que envolvia a Companhia Energética de Goiás (Celg) e que Gilmar Teria garantido que reduziria a dívida em cerca de R$ 3 bilhões.

Ao que Cachoeira responde: “Nossa Senhora! Bom pra caceta, heim?”

Veja trecho da reportagem:

Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira que ter trabalhado junto com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para levar à máxima corte do país uma ação bilionária envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). No diálogo, que durou pouco menos de quatro minutos e ocorreu no dia 16 de agosto de 2011, Demóstenes demonstra intimidade com o ministro ao tratá-lo apenas como “Gilmar”.

“Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí”, contou o senador, referindo-se a um instrumento processual que permite aos ministros escolherem os recursos que vão julgar de acordo com a relevância jurídica, política, econômica ou social.

Considerada por muitos políticos goianos má “caixa preta” do governo do Estado, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Demóstenes avaliou a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial. “Dependendo da decisão dele, pode ser que essa Celg… essa Celg se salva (sic), viu?”, disse. “Eu acho que esse trem pode dar certo, viu?ele que consegue tirar uns dois… três bilhões das costas da Celg. Aí dá uma levantada, viu?” (texto integral)

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AGÊNCIA EP

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TRAZ MOSTRA SOBRE JORGE AMADO

Imagem da exposição sobre Jorge Amado no Museu da Língua Portuguesa

Um dos escritores mais amados do Brasil ganha mostra no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

Autor de Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela, Tocaia Grande e criador de mais de 5 mil personagens, Jorge Amado contou as histórias de um Brasil popular e místico, refletindo a terra que tanto amou, a Bahia, e imortalizando-a em suas narrativas.

A mostra JORGE AMADO E UNIVERSAL: UM OLHAR INUSITADO SOBRE O HOMEM E A OBRA conta um pouco da vida do escritor, fala de sua obra e da Bahia por ele reinventada.

Veja trecho de notícia sobre a exposição publicada pela Carta Capital:

Caminhos de Jorge Amado
Por Ana Ferraz

JORGE AMADO E UNIVERSAL: UM OLHAR INUSITADO SOBRE O HOMEM E A OBRA
Até 22 de julho
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo

Em seu processo de criação, Jorge Amado assumia o papel de executor das vontades de seus personagens. Em Dona Flor e seus Dois Maridos (1966), o escritor queria que a protagonista fosse embora com Vadinho, mas ela quis ficar com os dois maridos. Zélia Gattai, a mulher, e Paloma, a filha, contam em depoimento gravado os caminhos criativos do autor baiano, cujo centenário de nascimento ganha a exposição Jorge Amado e Universal, parceria entre a Grapiúna, Fundação Casa de Jorge Amado, Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo e Museu da Língua Portuguesa.

“A mostra aproximará do grande público um dos autores que melhor retrataram nosso povo através de seus cerca de 5 mil personagens cheios de grandezas, fraquezas, sabedoria popular, sensualidade encantadora, malícia, fé e esperança”, diz Antônio Carlos de Moraes Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa. (Texto completo)

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AGÊNCIA EP

MOMENTO DE LIVRE EXPRESSÃO E DESABAFO, O ESCRACHO GANHA AS RUAS PARA IMPEDIR QUE OS ANOS DE CHUMBO SEJAM ESQUECIDOS E GARANTIR JUSTIÇA

Sem violência, pela Verdade

Enquanto as discussões sobre a instalação da Comissão da Verdade acontecem em âmbito oficial, um movimento de caráter extra-oficial, que utiliza a internet como meio de organização, se faz cada vez mais presente nas ruas por meio de frases pintadas no asfalto, cartazes, faixas e pichações.

São centenas de jovens e representantes de familiares de desaparecidos da ditadura que se espalharam em manifestações políticas em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém e Fortaleza. Pessoas que não viveram os anos de Ditadura Militar no Brasil, mas que estão ligadas a eles por meio de sua história particular ou mesmo ideologia e se opõem ao estado autoritário que se instalou em 1964.

O escracho, que já se mostrou legítimo em países como Argentina, Chile e Uruguai, também atravessados por ditaduras, encontra sua força na espontaneidade, na liberdade, neste tom próprio do escracho que é o de “fazer de qualquer jeito”, “algo meio relaxado, sem pudor”. Porque eles não têm vergonha nenhuma de dizer quem foram os torturadores, os “homens sinistros” que precisam ser punidos e apontados nas ruas, nas suas casas e, em contrapartida, lembrar quem foram as vítimas desses mesmos torturadores.

Eles gritam e pintam frases, empunham cartazes, de forma natural, para não deixar que a memória se perca, ou melhor, para garantir o direito à Memória e à Justiça. Não só porque a história brasileira mereça ser realmente contada, como também porque todas as vidas que se perderam lutando pela liberdade durante os anos de chumbo também merecem ser agora honradas e reconhecidas pela via da mesma liberdade que um dia lhes foi tão cara!

O poder do escracho
Apontar os torturadores é legítimo. E eficaz, como comprovam Argentina, Chile e Uruguai
Por FRANCISCO FOOT HARDMAN

Escracho ou esculacho? Você decide. Porque, de repente, eles estavam por toda parte. Cartazes, pichações, faixas, imagens desenhadas ou pintadas no asfalto da rua. Pois é das ruas que se trata, de uma nova significação do espaço público normalizado pela “boa vizinhança” e pela operação sistemática de produzir o esquecimento para apagar, das memórias individuais e coletivas, os últimos traços de medo que teimavam em sombrear a alma vazia desses homens sinistros. Pouco importa, nesse caso, a privacidade do “lar, doce lar”, a solenidade do local de trabalho. É preciso botar a boca no trombone e assinalar essa geografia do “antilugar”, do “não lugar”, desvelar esse inconsciente de uma história que teima em reaparecer quando muitos a imaginavam sepulta.

Os espectros dos desaparecidos são o GPS real que guia essas alegres levas do Levante. Boa parte das centenas de jovens e representantes de familiares de desaparecidos da ditadura que se espalharam em manifestações políticas contra o esquecimento e a impunidade de torturadores e outros responsáveis pelas ações do aparato de terrorismo do Estado durante a ditadura militar em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, não viveu aqueles anos. Isso é tanto mais notável quanto virou ideia fixa repetir que o Brasil é o país da desmemória. Quantos Harry Shibatas precisarão ser ainda desmascarados? Porque é certo que esse médico-legista coqueluche da “legalização” dos extermínios praticados por agentes da Oban e do Deops não foi caso único no amplo aparato do terror instalado pelos serviços da inteligência do regime militar. Quantos mais foram cúmplices dos perpetradores, administrando a ciência médica a serviço da “otimização” das dosagens de tortura? Quantos juramentos de Hipócrates rasgados sem nenhuma punição dos conselhos regionais ou nacional de medicina?

O escracho é uma manifestação legítima e eficaz. Comprovou-se isso na Argentina, no Chile e no Uruguai. Não deve pretender a violência física da invasão de domicílios ou ataques diretos aos homens sinistros. Apenas desmascará-los em praça pública, in absentia. Não pode, de modo nenhum, ser um movimento a substituir ou a se sobrepor à Comissão da Verdade, que certamente em breve iniciará seus tão relevantes trabalhos. É, na verdade, um livre momento de expressão e desabafo da sociedade civil organizada. A informação precisa e atualizada, a rapidez e leveza de sua estrutura de mobilização, em que a internet joga, como em outros exemplos recentes de democracia direta, um papel decisivo, bem como a imaginação criadora de suas variadas formas, esses são seus ingredientes de sucesso.

Pode-se dizer que, defronte à decrépita sessão nostalgia do Clube Militar, no dia 29 de março, ensaiou-se igualmente um escracho. Evitar o confronto e a violência física, no entanto, deve ser sempre um objetivo no sentido de ampliar seu entendimento e simpatia pela opinião pública. Os homens sinistros sempre foram mestres na arte da provocação: não é o caso de entrar no seu jogo, nem de lhes oferecer pretextos banais. Os matadores dos porões da ditadura não merecem nenhum pedestal da fama, mesmo que perversa. Mereceriam, sim, a imputação nos crimes contra a humanidade em que estão diretamente envolvidos, conforme o entendimento assentado pelo direito humano internacional e pelos tratados e acordos da ONU e da OEA dos quais o Brasil é signatário. Mas tal questão é objeto de outras instâncias, e a Comissão da Verdade é passo significativo no sentido de sua desejável revisão. Jamais o escracho deve se impor tarefas que lhe são de todo impróprias ou inalcançáveis. Sua força maior reside, justamente, em sua completa extraoficialidade. É um ato político. É uma prática pedagógica. E isso por si só é muito. (Texto completo)

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O JORNALISMO

PARA ALÉM DE CACHOEIRA, É PRECISO DE UMA CPI DO PÉSSIMO JORNALISMO OU DO JORNALISMO SEM CARÁTER

Impressionante o comentário no blog do Nassif sobre o péssimo jornalismo praticado pela revista Veja. Para além de uma CPI que apure as relações da Veja com o crime organizado, no caso da CPI do Carlinhos Cachoeira, é necessário uma CPI sobre a ética no jornalismo.

Mais que isso: o jornalismo pode até atentar contra a inteligência, mas não pode atentar contra a saúde pública. Uma coisa é errar, e todos nós estamos sujeitos. Outra é colocar a vida das pessoas em risco de forma possivelmente deliberada e travestida de jornalismo.

O comentário abaixo poderia ser um bom motivo para uma séria investigação da Polícia Federal.

As capas médicas de Veja e os laboratórios

Enviado por luisnassif, qui, 26/04/2012 – 14:22

Por Pedro Saraiva

Comentário do post “ A pseudociencia de Veja

Concordo com tudo que foi escrito no texto, porém como médico, tenho uma visão um pouco diferente sobre a matéria. Também compartilho da opinião de que a Veja seja um veículo conservador ao extremo e, como tal, elitista, preconceituoso e com discurso que beira o fascismo. Todavia, não consigo ter a visão inocente de que matérias como esta da última edição sejam apenas fruto de mentes burguesas reacionárias. Acho que o buraco é mais embaixo. Acho que podem existir outras forças por trás desta reportagem.

Para explicar meu ponto de vista é preciso retornar a Setembro de 2011. Todos devem se lembrar de outra polêmica matéria, também sobre aparência e aceitação social, onde a revista faz uma descarada propaganda para a droga Liraglutida, comercializada pela empresa farmacêutica Novo Nordisk, sob o nome comercial Victoza® (http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/3287/486D/0132/8CF7/A977/57AB/veja…). Esta medicação aprovada mundialmente apenas para uso no diabetes foi tratada como milagrosa no combate à obesidade, em uma das reportagens mais irresponsáveis que já vi a nossa imprensa publicar. Na época, houve grande repercussão no meio médico e inúmeros especialistas e entidades médicas criticaram abertamente a revista. Até a ANVISA solicitou uma nota de esclarecimento à Veja.

p>Tenho um colega endocrinologista que, incomodado com a matéria, questionou um dos representates da Novo Nordisk que costuma fazer visitas ao seu consultório. A resposta do rapaz foi a esperada, que a empresa nada tinha a ver com a matéria, que a mesma era de responsabilidade total do jornalista que a escreveu. O próprio representante reforçou que o uso do Victoza® para tratar o excesso de peso não está aprovado e não é encorajado oficialmente pela Novo Nordisk. Bom, o fato é que os pacientes foram pressionar seus médicos e as vendas da droga explodiram. Até faltou remédio para os diabéticos, aqueles que realmente tinham indicação de tomar o medicamento.

O problema é que uma semana depois, apesar de todas as críticas, a Revista Mdemulher, também da Editora Abril, trouxe uma outra reportagem, assinada por outra jornalista, com a mesma falsa propaganda sobre a droga (http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/victoza-remedio-em…). Para completar ao circo, em Novembro, outra publicação da Abril, a Revista Claudia, em nova reportagem, assinada por uma terceira jornalista, faz novamente irresponsável apologia ao uso do Victoza® como remédio para emagrecer (http://claudia.abril.com.br/materia/o-efeito-victoza/?p=/beleza/corpo). Tudo muito estranho.

Mas o que a reportagem desta semana tem a ver com estes fatos? Bom, a empresa farmacêutica Novo Nordisk atua basicamente em apenas 3 áreas da saúde: diabetes, distúrbios da coagulação e… distúrbios do crescimento.

Quem leu a matéria da Veja pode notar como é enfatizado a importância do crescimento na infância. Agora, pensem nas mães de crianças baixinhas lendo esta matéria, imaginando que seus filhos não serão tão bem sucedidos se não atingirem o “padrão de qualidade” citado pela revista. A revista quase que avisa: a hora de intervir é agora, este é o momento mais importante do crescimento. Como médico acostumado a lidar com modismos de saúde impostos pela grande imprensa, imagino quantas mães não estão questionando os pediatras sobre o que pode ser feito para o filho crescer mais.

Me desculpem, mas do mesmo modo que o atual padrão de magreza imposto pelos meios de comunicação social é um incentivo ao uso desregrado de moderadores do apetite e drogas emagrecedoras, este tipo de reportagem é, indiretamente, um estímulo ao uso sem indicação de GH (hormônio do crescimento) em crianças baixinhas.

Obviamente que baseado apenas nestas reportagens convenientes não se pode acusar a empresa Novo Nordisk de ter comprado espaço nas publicações da Editora Abril para fazer propaganda travestida de jornalismo. A gente sabe que a qualidade das apurações da Veja é lastimável e isso tudo pode ser somente mau jornalismo. Mas que é estranho, isso é.

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VÍDEO FAZ PENSAR SOBRE REPRESENTAÇÃO DAS MULHERES NA INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA DE HOLLYWOOD

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AGÊNCIA EP

PROJETO QUE PROÍBE LIVROS QUE CONTRARIEM A NORMA CULTA DO PORTUGUÊS NAS REDES DE ENSINO PÚBLICA E PRIVADA ESTÁ EM DISCUSSÃO EM MINAS GERAIS

Na terra da norma culta, qual é o lugar de Guimarães Rosa?

Regras existem para serem conhecidas. Mas regras não existem sozinhas, tampouco são absolutas. No português, como em boa parte das línguas, há uma forma correta de escrever organizada por regras que devem ser respeitadas, é a norma culta. Ninguém discute que a norma culta da língua não seja importante e que não se deve ensiná-la aos estudantes nas escolas e até universidades. Também não se discute o quanto é importante saber escrever corretamente.

No entanto, a língua não é apenas norma culta e não se conhede de fato uma moeda sem olhar seus dois lados. Do movimento da linguagem nasce tanto a norma culta, como as outras formas orais, populares e artísticas. Não se domina a língua conhecendo-a pela metade, e não se saberá a norma culta, se a oral também não tiver, ao menos, sido apresentada.

Nunca se escreve bem pela metade e escrever bem, conhecer o português, passa pelo espírito da totalidade sem exclusão ou ierarquização. Por isso, talvez seja mesmo “bobice”, como diz Fernando Filgueiras em texto publicado pela Carta Capital, o projeto de lei 1983/2011 que está sendo discutido pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, de autoria do deputado Bruno Siqueira, que proíbe a distribuição, na rede de ensino pública e privada do Estado de Minas Gerais, de qualquer livro que contrarie a norma culta da língua portuguesa.

Isso porque se está na terra de Guimarães Rosa!

Veja trecho do texto:

A bobice paira entre nóis!
Por Fernando Filgueiras

Bobice é uma palavra bastante mineira. Designa as tolices que só os mineiros são capazes de identificar. Aliás, coisa que mineiro mais faz é declarar a bobice alheia. Seja de paulistas, cariocas, pernambucanos, gaúchos, ou qualquer outro cidadão que não seja do mundo. Alías, pó pô pó no coador, pois a acusação da bobice alheia é o esporte preferido dos mineiros.

“Mas onde é bobice a qualquer resposta, é aí que a pergunta se pergunta.” A mãe de Riobaldo, em Grande Sertões Veredas, sabia das coisas. Guimarães Rosa, sempre ele, está certo nessa pequena questão filosófica da bobice. A bobice não está nas perguntas, mas nas respostas fáceis. Especialmente quando se trata de instituições que têm o papel de dar respostas à sociedade. O problema é que ultimamente a bobice tem imperado em Minas Gerais.

Autocríticas à parte, a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais está discutindo o projeto de lei 1983/2011, de autoria do deputado Bruno Siqueira. O projeto de lei “proíbe a distribuição, na rede de ensino pública e privada do Estado de Minas Gerais, de qualquer livro que contrarie a norma culta da língua portuguesa”. Eita! Não é que a bobice chegou?

Num país com déficit de leitura como o Brasil, projeto como esse deixaria corado Guy Montag, de Fahrenheit 451. Queimemos os livros de Guimarães Rosa! Afinal, precisamos estabelecer enquadramentos, nas quais opiniões próprias devem ser proibidas e todos devem seguir o caminho da norma culta, porque sem ela não há cultura. Me dá um cigarro. Diria o bom negro e o bom branco de Oswald de Andrade. Mas é culto o indivíduo que diz: “Dê-me um cigarro”. Sou fumante. E só quem é fumante sabe a solidariedade que existe quando o seu maço acaba e você encontra outro fumante. Mas se alguém me disser isso eu nego. Pois não há bobice e frescura maiores do que alguém dizer “dê-me um cigarro”. (Texto completo)

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EDUCAÇÃO POLÍTICA

POR ONDE ANDARÁ GILMAR MENDES, O MINISTRO DO SUPREMO QUE CONDENOU O ‘ESTADO POLICIAL’ JUNTO COM DEMÓSTENES TORRES?

Seria Gilmar Mendes um amigo do "estado policial" que denunciou?

A nação brasileira aguarda há dias um pronunciamento, uma entrevista, uma grande fala do ministro do Supremo Gilmar Mendes sobre o “estado policial” em que vivemos e proporcionado, ao que tudo indica, pelo seu amigo, o senador Demóstenes Torres (funcionário de Carlinhos Cachoeira).

No entanto, fiz uma pequena busca na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, jornais que sempre noticiaram em primeira mão as entrevistas exaltadas do excelentíssimo ministro. Mas nada. Nenhuma palavra sobre essa situação criminosa, esses grampos, esse “estado policial”.

O ministro Gilmar Mendes foi quem denunciou o “estado policial” quando a Justiça e a Polícia tentavam prender corruptos na ocasião da operação Satiagraha. Como diz Janio de Freitas sobre o episódio:

” Protógenes e o então juiz Fausto De Sanctis eram os alvos imediatos da exaltada acusação do ministro Gilmar Mendes, à época da Satiagraha, de que vivíamos “um Estado policial”. Como provava, dizia ele, a gravação grampeada de um telefonema seu, no próprio Supremo Tribunal Federal. Com quem era o telefonema? Com o senador Demóstenes Torres, que confirmou: “Sim, eu conversei por telefone com o ministro Gilmar”. E nada mais disse nem lhe foi perguntado, por ninguém. Nem ao menos para saber se tinha ideia de como fora feita a gravação. Sobre a qual também Gilmar Mendes não teve ou não pode dar qualquer esclarecimento” (link).

Esse grampo do “estado policial” de Gilmar Mendes nunca foi encontrado.  E pior, o interlocutor do ministro é o grande agente do “estado policial” dentro do Congresso Nacional, segundo investigações da Monte Carlo.  Mais que isso, o ministro Gilmar Mendes também havia empregado sua afilhada no gabinete de Demóstenes Torres.

Seria Gilmar Mendes um grande inocente útil em sua amizade com Demóstenes? Ou será que a CPMI (Comissão parlamentar mista de investigação) do Carlinhos Cachoeira pode revelar mais coisas sobre o poder judiciário e os grampeadores do “estado policial’? Por que Gilmar Mendes ficou tão exaltado naquele momento com o “estado policial” e agora se cala?

Com a palavra, o ministro Gilmar Mendes.

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AGÊNCIA EP

EM PROPRIEDADE CONTROLADA POR UM DEPUTADO ESTADUAL, CRIANÇAS BEBEM A MESMA ÁGUA QUE O GADO E TRABALHADORES SÃO SUBMETIDOS A CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO

Para deputado, isso de trabalho escravo é novidade!

Denúncias de condições de trabalho análogas à escravidão em fazendas, cujo controle está ligado a deputados e a outras personalidades públicas, têm se tornado cada vez mais comuns. Esse é o caso, por exemplo, de uma fazenda no Pará, da Agropecuária Santa Bárbara, com a qual parentes do banqueiro Daniel Dantas possuem comprovadas ligações, que matinha os trabalhadores em condições análogas à de escravo.

Além deste episódio, engrossando a lista está a  fazenda Bonfim, localizada na zona rural de Codó, estado do Maranhão, que teve sete pessoas resgatadas depois de denúncias de alguns trabalhadores sobre as condições degradantes a que eram submetidas as famílias instaladas no local.

As crianças bebiam da mesma água que o gado, retirada de uma lagoa suja sem qualquer espécie de tratamento prévio. A mesma lagoa também servia de local de banho para os trabalhadores. O mato servia como banheiro. A propriedade da fazenda, cuja atividade principal é a criação de gado de corte, foi atribuída à empresa Líder Agropecuária Ltda, da família Figueiredo, que tem como sócio o deputado estadual Camilo de Lellis Carneiro Figueiredo (PSD/MA).

O deputado disse que a fazenda é administrada por seu pai, o ex-prefeito de Codó (MA), Biné Figueiredo que, por sua vez, disse não ser responsável pela administração do local, além de alegar que na fazenda não haveria trabalhadores e sim “moradores”. Moradores permanentes ou não, as condições de moradia das famílias eram bastante precárias segundo relatos dos trabalhadores resgatados em março por ação conjunta de Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.

Os abrigos não tinham sequer proteção lateral e os trabalhadores ficavam expostos à chuva e ao frio. Quando soube da libertação na fazenda Bonfim, o deputado se disse surpreso alegando que “isso de trabalho escravo é novidade para mim”. Tal declaração, no entanto, não é novidade nenhuma. Os problemas da senzala nunca interessaram à casa grande e continuam a não interessar.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada no blog do Sakamoto que também traz alguns trechos de uma reportagem de Bianca Pyl, da Repórter Brasil, sobre o assunto:

Crianças bebiam água do gado em fazenda de deputado flagrada com escravos
Por Leonardo Sakamoto

Crianças bebiam a mesma água que o gado na fazenda Bonfim, zona rural de Codó, Estado do Maranhão, de onde foram resgatadas sete pessoas de condições análogas às de escravo após denúncia de trabalhadores. Retirada de uma lagoa suja, ela era acondicionada em pequenos potes de barro e consumida sem qualquer tratamento ou filtragem, a não ser a retirada dos girinos que infestavam o lugar. Os empregados também tomavam banho nesta lagoa, e, como não havia instalações sanitárias, utilizavam o mato como banheiro.

Entre os controladores da propriedade, aparece um deputado estadual. Não é a primeira que um político é envolvido em casos desse tipo no Brasil. O Ministério do Trabalho e Emprego já realizou operações semelhantes em fazendas pertencentes aos deputados federais Inocêncio Oliveira (PR-PE), Beto Mansur (PP-SP), entre outros. Neste ano, o Supremo Tribunal Federal já aceitou a denúncia contra dois parlamentares por trabalho análogo ao de escravo: o senador João Ribeiro (PR-TO) e o deputado federal João Lyra (PSD-AL).

A libertação aconteceu em março e foi realizada por ação conjunta de Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal. Abaixo, trechos da reportagem de Bianca Pyl, da Repórter Brasil:

A propriedade de criação de gado de corte em que foram flagradas condições degradantes foi atribuída à empresa Líder Agropecuária Ltda, da família Figueiredo, que tem como sócios o deputado estadual Camilo de Lellis Carneiro Figueiredo (PSD/MA). Ele afirmou desconhecer as denúncias e disse que a fazenda é administrada por seu pai, Benedito Francisco da Silveira Figueiredo, ex-prefeito de Codó, que – por sua vez – nega que seja administrador e alega que não há trabalhadores na propriedade, “apenas moradores”. (Texto completo)

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MANUAL DO TRABALHO ESCRAVO, OBRA EDITADA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, PROMETE AJUDAR NA LUTA CONTRA A EXPLORAÇÃO DE MÃO DE OBRA NOS DIAS ATUAIS
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PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA
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AGÊNCIA EP

CHEIA DE PUBLICIDADE, VAZIA DE BOM JORNALISMO, ASSIM A REVISTA VEJA REFLETE A MÍDIA NATIVA, DIZ MINO CARTA

E assim funciona boa parte da imprensa nacional...

Quando o fato explode, foge-se do assunto com amenidades. Quando o fato se comprova e o cerco começa a se fechar, o melhor é desviar a atenção para o outro lado. Assim é que parece agir a revista Veja, reflexo perfeito da mídia nativa, de seus valores, de como e em que ela se funda, para o jornalista Mino Carta.

Já era de se esperar que o escândalo  envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira fosse atingir muita gente, revelando coisas escusas, que, para alguns, melhor seria que nunca viessem à tona. O fato é que o escândalo está revelando muito mais do que se pensava sobre o patronato midiático nacional, como diz Mino.

Quando estourou o caso, a revista Veja recorreu ao santo sudário. Agora que a CPI do Cachoeira está instalada, ela recupera o mensalão e decide a todo custo dar como certo um escândalo que está longe de ser totalmente esclarecido com a clara intenção de confundir a população.

Como lembra Mino, o mensalão e o caso Cachoeira não têm nada a ver um com o outro. Mas faz parte da receita da casa grande aproximar coisas arbitrárias, é assim que se fundam seus discursos. O mensalão como diz Mino, reafirmando a postura de Carta Capital, ainda não foi provado, já as evidências de corrupção no caso Cachoeira, bem como o envolvimento da revista Veja são praticamente indiscutíveis. O julgamento a respeito do mensalão cabe ao Supremo Tribunal Federal não à revista Veja.

Jornalista não julga. Noticia. Preceito básico. E se afirma tem que ter provas. Estas ainda não são suficientes para confirmar o mensalão, como aliás reconheceu o próprio presidente do Supremo ministro Ayres Brito. Já a CPI do Cachoeira, independente de seus resultados, é tida por Mino como dotada de expressivo potencial para tornar-se o inquérito da mídia nativa!

Veja trecho de seu editorial à Carta Capital:

CPI da mídia?
Por Mino Carta

Recheada de anúncios, a última edição da Veja esmera-se em representar à perfeição a mídia nativa. A publicidade premia o mau jornalismo. Mais do que qualquer órgão da imprensa, a semanal da Editora Abril exprime os humores do patronato midiático em relação à CPI do Cachoeira e se entrega à sumária condenação de um réu ainda não julgado, o chamado mensalão, apresentado como “o maior escândalo de corrupção da história do País”.

A ligação entre o inquérito parlamentar e o julgamento no Supremo Tribunal Federal é arbitrária, a partir das sedes diferentes dos dois eventos. Mas a arbitrariedade é hábito tão arraigado dos herdeiros da casa-grande a ponto de formar tradição. Segundo a mídia, a CPI destina-se a desviar a atenção da opinião pública do derradeiro e decisivo capítulo do processo chamado mensalão. Com isso, a CPI pretenderia esconder a gravidade do escândalo a ser julgado pelo Supremo.

O caso revelado pelo vazamento dos inquéritos policiais que levaram à prisão do bicheiro Cachoeira existe. Pode-se questionar o fato de que o vazamento se tenha dado neste exato instante, mas nada ali é invenção. Inclusive, a peculiar, profunda ligação do jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal de Veja em Brasília, com o infrator enfim preso. Não é o que se espera de um qualificado integrante do expediente de uma revista pronta a se apresentar como filiada ao clube das mais importantes do mundo. Pois é, o Brasil ainda é capaz de dar guarida a grandes humoristas.

Não faltam, nesta área, os alquimistas, treinados com requinte para cumprir a vontade do patrão. Jograis inventores. Um deles sustenta impávido que a presidenta Dilma despenca em São Paulo para recomendar a Lula toda a cautela em apoiar a CPI do Cachoeira, caldeirão ao fogo, do qual respingos candentes poderão atingir o PT. É possível. E daí? Certo é que a recomendação não houve. E que o Partido dos Trabalhadores escala, no topo da pirâmide, um presidente, Rui Falcão, tão pateticamente desastrado ao rolar a bola na boca da pequena área para o chute midiático. Disse ele que a CPI vinha para “expor a farsa do mensalão”. De graça, ofertou a deixa preciosa aos inimigos. Só faltava essa… (Texto completo)

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ESTADO DA ARTE

ESQUEÇAM OS PIRATAS: O DIREITO AUTORAL, COMO EXISTE HOJE, VAI ACABAR E NÃO SERÁ A PIRATARIA QUE VAI DESTRUÍ-LO

A indústria do direito autoral tenta se manter dentro do modelo agressivo se agarrando ao Poder Judiciário e à polícia. Não é para menos. O advento da internet e a construção de novas plataformas….(Continue lendo)

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RENATO ROCHA, DO LEGIÃO URBANA, MOSTRA COMO O DIREITO AUTORAL É UM DIREITO DA INDÚSTRIA E QUASE NADA DO ARTISTA
AI SE EU TE PEGO: PIRATARIA É SE APROPRIAR DE BENS CULTURAIS DA HUMANIDADE E COBRAR DIREITO AUTORAL
A LÓGICA DO LUCRO E DO AMOR NO DIREITO AUTORAL
DIREITO AUTORAL – QUAL A PARTE QUE LHE CABE NESSE LATIFÚNDIO CULTURAL?
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AGÊNCIA EP

A ARTE DE STEPHEN PAN: ROSTOS E CORPOS FEMININOS EM CORES, MOVIMENTO E SILÊNCIO

Stephen Pan
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NOS TRAÇOS DE MILO MANARA DESENHAM-SE FORMAS FEMININAS COM UMA SENSUALIDADE NATURAL E PECULIAR EXPRESSIVIDADE
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ESTADO DA ARTE

PINA, DE WIN WENDERS, EXPÕE NA ARTE DA DANÇA UMA ALEMANHA AFETIVA E HETEROGÊNEA EM CORES E RAÇAS

Pina: uma Alemanha do amor e da tolerância

O filme Pina, de Win Wenders, sobre a bailarina e coreógrafa Pina Bausch, é de um amor intenso que se constrói a arte da dança.

É o cinema de um alemão (Wenders) sobre uma coreógrafa e bailarina alemã (Pina) que exulta sentimentos de afeto e beleza estética. A heterogeneidade dos bailarinos, que parecem representar um mundo inteiro em cores, fisionomia e olhares, expõe de forma avassaladora uma Alemanha fora dos padrões esterotipados.
Ao fazer, de forma muito feliz uma adaptação da dança ao cinema, Win Wenders permitiu que a companhia, que foi montada por Pina e seus bailarinos mais próximos, fizesse explodir uma Alemanha da tolerância, da integração, da heterogeneidade, da igualdade e da liberdade poética.

Isso não é dito em nenhum momento do filme, nem a Alemanha tem qualquer relação, exceto tomadas urbanas de Wuppertal. Mas é justamente nessa arte afetiva e miscigenada que está a beleza e a força do filme.

No corpo de Pina e no olhar de Win Wenders tem-se uma multiplicidade de bailarinos com força estética de alto padrão. Negros, brancos, asiáticos, ameríndios estão iguais, homens e mulheres, em um sonho de dança e vida.

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O FILME ENTRE OS MUROS DA ESCOLA MOSTRA QUE A ESCOLA ESTÁ ISOLADA E INCAPAZ DE RESOLVER OS PROBLEMAS CRIADOS PELA SOCIEDADE
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AGÊNCIA EP

PAULO FREIRE É DECLARADO PATRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Patrono da educação brasileira

No último dia 16/04, o Diário Oficial da União publicou uma lei que declara o educador e filósofo Paulo Freire como patrono da educação brasileira. Paulo Freire se tornou conhecido por sua pedagogia que acredita, dentre outras coisas, na capacidade do aluno, ou educando, como ele diz, de alcançar o conhecimento traçando para isso o seu próprio caminho, sem necessariaente seguir um já previamente concebido.

Além de uma prática de autonomia, Freire acredita em uma educação do mundo e no mundo, onde homem e mundo, professor, aluno, estão todos conectados em uma relação onde não há superioridade ou inferioridade e sim potencialidades iguais, tanto para quem ensina, quanto para quem aprende, ou melhor, para aqueles que ensinam e aprendem no mesmo espaço de construção.

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Publicada lei que declara Paulo Freire patrono da educação brasileira
Por Christina Machado

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (16) a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade.

Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia. (Texto completo)

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BLOGOSFERA

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Português do Brasil: O governador de São Paulo...
Geraldo Alckmin, solicito com Naji Nahas

A CPI do Cachoeira pode se transformar na CPI da Imprensa. A liberdade de imprensa no Brasil se tornou tão grande que parece que alguns jornalistas e órgãos de imprensa se sentiram a cima da lei.

Nessa gravação, divulgada pelo blog Quid Novi, do JB, o jornalista Leonardo Attuch, da Isto É, pede a Naji Nahas que processe colegas (ou inimigos) de profissão, por terem feito matérias sobre corrupção que o envolviam.

Naji Nahas é o homem que conseguiu com que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) mobilizasse dois mil policiais, em associação com o poder judiciário do estado (usando dinheiro público) para expulsar cerca de duas mil famílias do bairro Pinheirinho em São José dos Campos. Veja que pérola para a história do jornalismo:

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REPORTAGENS COM DENÚNCIAS SOMEM DAS CAPAS DA REVISTA VEJA APÓS PRISÃO DE QUADRILHA NA OPERAÇÃO MONTE CARLO DA PF
JORNALISTAS DA GRANDE MÍDIA COLABORARAM COM O CRIME ORGANIZADO, DIZ DECISÃO JUDICIAL
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AGÊNCIA EP

NOMES DA COMISSÃO DA VERDADE COMEÇAM A SER ESCOLHIDOS PELA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Comissão da Verdade deve começar a funcionar no fim de maio

Cinco meses depois da aprovação da lei que criou a Comissão da Verdade, a presidente Dilma Rousseff começa a a escolher os nomes que a integrarão e promete que os trabalhos da Comissão começarão o mais breve possível, no final de maior ou, no mais tardar, início de junho.

A presidente recebeu uma lista com dezenas de indicações de possíveis nomes. Todos, de certa forma ligados à militância política ou aos direitos humanos, alguns inclusive, tendo sido perseguidos durante a Ditadura Militar, como Nilmário Miranda, ex-ministro dos Direitos Humanos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e um militante histórico, que foi perseguido e preso pela ditadura.

Também estão na relação Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, e Vera Paiva, filha de Rubens Paiva. Depois de instalada, a Comissão terá o prazo de dois anos para funcionar e concluir seus trabalhos. De tal conclusão dependem a reparação histórica que o Brasil deve a si e aos brasileiros e também o resgate da memória, do direito de lembrar, conhecer e distinguir os diferentes agentes de nosso passado!

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo jornal O Globo:

Dilma Rousseff escolhe nomes da Comissão da Verdade

BRASÍLIA – Cinco meses depois da sanção da lei que criou a Comissão da Verdade, a presidente Dilma Rousseff iniciou o processo de escolha dos sete integrantes desse colegiado. O propósito é fechar esses nomes até o final deste mês, como informou neste domingo a coluna “Panorama Político”, do GLOBO, e iniciar os trabalhos até o final de maio. No mais tardar, em junho. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou, semana passada, que a instalação da comissão será ainda neste primeiro semestre.

Dezenas de indicações estão sobre a mesa da presidente Dilma, que já teria iniciado essas consultas. Um dos nomes cotados para integrar a comissão é o de Nilmário Miranda, ex-ministro dos Direitos Humanos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e um militante histórico, que foi perseguido e preso pela ditadura. Nilmário preside até outubro a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e também é um dos primeiros suplentes de deputado federal por Minas Gerais. Mas o petista diz que não foi oficialmente sondado pelo governo.

— Não tenho notícia. Não fui consultado — disse neste domingo Nilmário, que também integra a Comissão de Anistia, onde vai cuidar da criação do Memorial da Anistia, que ficará em Belo Horizonte.

Chegaram várias listas com indicações às mãos da presidente. Uma relação de 50 nomes elaborada por comitês da Memória e da Verdade e Justiça de todo o país foi protocolada na Presidência da República. A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, tentou agendar encontro desses grupos com Dilma, mas a reunião não aconteceu. (Texto completo)

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JUSTIÇA, A CÍNICA

CORONÉIS DO JUDICIÁRIO: JUIZ QUE ASSEDIAVA FUNCIONÁRIOS É CONDENADO A RECEBER CERCA DE R$15 MIL POR MÊS SEM TRABALHAR PARA O RESTO DA VIDA

Justiça
Justiça (Photo credit: Fernando Tatagiba)

Justiça, a cínica

Mais um capítulo sobre a infâmia e os privilégios do poder judiciário.

Juízes que cometem crimes ou outro ato reprovável são condenados a receber o salário sem trabalhar. É certo que juízes devem ganhar altos salários, assim como ter férias de 60 dias, mas em compensação, qualquer ato de corrupção deveria ser punido de forma dez vezes mais rigorosa do que o cidadão comum, além do pagamento em dinheiro por não ter cumprido honrosamente a função. Mas ao contrário, o juiz condenado é premiado.

Um juiz de Pernambuco foi condenado à aposentadoria compulsória acusado de praticar assédio moral contra seus subordinados na 7ª Vara Criminal de Recife.

A decisão da Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco é inédita no Estado. Adeildo de Sá Cruz, que nega as acusações, foi condenado por 11 votos a três.

O relator do processo enumerou diversos atos de humilhação que teriam sido praticados pelo magistrado contra servidores. Mais de 50 trabalhadores teriam deixado o setor em razão das pressões.

De acordo com relatório do desembargador Sílvio Leitão, o magistrado intimidava servidores com uma arma sobre a mesa e os obrigava a lhe fazer companhia até as 22h, quando saía para buscar o filho na faculdade.

O relator diz que um prestador de serviço era obrigado a lavar o carro do juiz diariamente. Um dos funcionários, segundo o processo, tinha que comprar leite para o magistrado com o próprio dinheiro sob a justificativa de exercer cargo de confiança.

O juiz também teria impedido uma funcionária de ir ao banheiro. Ela acabou urinando na calça e foi obrigada a limpar o local depois.

A punição foi publicada nesta quarta-feira (11). A pena prevê que o juiz continue recebendo proporcionalmente ao tempo de serviço. O valor ainda não foi calculado pela Justiça, mas deve ficar acima de R$ 15 mil, pois ele atua há 22 anos e tem salário base de R$ 21,7 mil. (Folha)

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AGÊNCIA EP

DEPUTADO PROTÓGENES DENUNCIA POSSÍVEL BANDITISMO DA REVISTA VEJA E DIZ: NÃO EXISTE JORNALISTA BANDIDO, OU É JORNALISTA, OU É BANDIDO

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TEMAS CAPITAIS

BANCOS PRIVADOS REDUZEM JUROS PORQUE GOVERNO USOU ARMAS CAPITALISTAS CONTRA O OLIGOPÓLIO DOS BANQUEIROS

BB e CEF decidiram competir com os bancos privados

A campanha publicitária intensiva das últimas semanas da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB), uma usando a atriz Camila Pitanga e a outra o ator Reynaldo Gianecchini, foi um choque de capitalismo no feudo da banca. Pela primeira vez o governo reduziu os juros dos bancos públicos e foi pra cima para conquistar mercado. Não adianta fazer discurso contra banqueiro sem atuar no mercado.

Quem vê as propagandas da Camila Pitanga e do Gianecchini, junto com o governo sinalizando que quer redução dos juros, sente vontade de sair dos bancos privados e correr para a CEF e o BB.  Bancos públicos decidiram competir com os privados e é isso que fez com que os banqueiros reduzissem os juros.  E não as reclamações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Competição é uma linguagem que o capitalista entende.

Mas isso é muito pouco e frágil. Com o tempo, esse modelo tende a se deteriorar. O governo precisa criar mecanismos e mais competição no setor, assim como nas telecomunicações (dois setores oligopolizados e cheios de reclamações e problemas). É preciso pensar a longo prazo numa estrutura que não dependa da vontade do governo de plantão.

É preciso impedir a fusão de bancos e incentivar a operação de créditos por outras empresas, entidades etc. É preciso gerar mecanismos pulverizados de financiamento, com controle rigoroso.  Na verdade, esse oligopólio de poucos grandes bancos foi criado pelo próprio governo e sociedade que permitiram nas últimas década essa absurda concentração bancária. Claro que com o apoio dos analistas econômicos da mídia que urram como cães a qualquer redução de juros. É inacreditável.

Aliás, quando mais concentrado um setor da economia, mais poder e influência sobre a mídia e o governo. Por que  o governo precisa conversar com banqueiros? Porque não tem nem capitalismo no setor. Veja se o governo chama os donos de padaria para que baixem o preço do pãozinho.

É preciso criar um pouco de capitalismo no setor, com maior concorrência e com bancos públicos atuando de forma pró-ativa.

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AGÊNCIA EP

ÍNDIOS PATAXÓS OCUPAM TERRAS REIVINDICADAS HÁ 28 ANOS NO LITORAL SUL DA BAHIA

Decisão depende do STF

Índios da etnia Pataxó Hã Hã Hãe ocuparam cinco propriedades rurais na madrugada deste domingo (15), que estão sob a posse de fazendeiros e empresas agropecuárias no litoral sul da Bahia. Os índios reclamam a posse das terras há 28 anos alegando que a área foi demarcada como reserva indígena em 1936, mas o governo estadual concedeu títulos de posse a fazendeiros da região em anos posteriores, gerando o atual conflito.

Conflito que por sinal tende a se agravar, como diz notícia publicada pela Agência Brasil, caso a definição sobre a propriedade das terras não aconteça. O destino da questão depende agora menos das polícias Civil e Militar do estado que “pouco ou nada podem fazer”, uma vez que as terras são consideradas como área de reserva federal e as forças auxiliares não têm acesso ao local, e mais do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar a Ação Cível Originária (ACO) 312, protocolada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), assegurando aos pataxós a posse e o usufruto da terra indígena Caramuru-Paraguaçu.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Índios pataxós invadem cinco fazendas no sul da Bahia
Por Stênio Ribeiro

Brasília – Índios da etnia Pataxó Hã Hã Hãe ocuparam cinco propriedades rurais na madrugada deste domingo (15), em terras que são disputadas com fazendeiros e com empresas agropecuárias no litoral sul da Bahia, de acordo com o agente da Polícia Civil no município de Pau Brasil, Sagro Bonfim.

Ele disse à Agência Brasil que índios da Aldeia Caramuru-Paraguaçu invadiram as fazendas antes de o dia amanhecer, segundo relatos de fazendeiros que procuraram a delegacia local para registrar as ocorrências e notificaram que mais de 30 pessoas estão reféns dos índios.

O policial informou que as invasões têm se tornado corriqueiras na disputa pela posse de 54 mil hectares de terras nos municípios de Pau Brasil, Camacan e Itaju da Colônia, e ele teme que haja “derramamento de sangue” na região enquanto não houver definição sobre a propriedade das terras.

Até porque, segundo Bonfim, as polícias Civil e Militar do estado “pouco ou nada podem fazer”, uma vez que as terras são consideradas como área de reserva federal e as forças auxiliares não têm acesso ao local, a não ser que a Polícia Federal (PF) solicite nosso apoio, acrescentou.

Sagro Bonfim disse que a unidade da PF mais próxima fica em Ilhéus, a mais de 150 quilômetros do local, e foi avisada do ocorrido no início desta manhã, mas adiantou que os federais só irão à reserva amanhã (16), ocasião em que as autoridades dos municípios afetados terão uma visão mais exata a respeito das invasões e de seus efeitos.

Ele acrescentou que não há, por enquanto, nenhuma informação sobre a existência de feridos nas invasões deste domingo, mas revelou que o clima é de tensão na região, a ponto de os habitantes de Pau Brasil terem feito barricadas nos acessos à cidade para evitar a circulação dos índios, que reclamam a posse das terras há 28 anos. (Texto completo)

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O JORNALISMO

CPI DO CACHOEIRA PÕE PT NUMA ENCRUZILHADA: ENFRENTA A CONCENTRAÇÃO MIDIÁTICA OU COMPACTUA COM A BARBÁRIE DA ELITE CONTRA O POVO

Dilma sabe que o problema é o tamanho da encrenca que é enfrentar o PIG

O PT está em uma encruzilhada provocada pela CPI do Carlinhos Cachoeira. Ou enfrenta os barões da mídia e sua concentração econômica e financeira ou compactua com os coronéis e joga o povo brasileiro ao Deus dará.

Pode parecer que Agnelo Queiroz ou construtora Delta sejam problemas. Não são. O problema é a coragem para enfrentar uma imprensa partidarizada, medíocre ideologicamente e coronelista.

A CPI parece o ápice de um processo de politização conservadora da mídia, que acabou nos últimos anos substituindo uma oposição incompetente da parceria DEM/PPS/PSDB.

Para fazer oposição ao governo progressista de Lula, os grandes veículos de comunicação usaram todos os recursos ideológicos, financeiros e jornalísticos. Por quê? Por temer a perda de poder econômico e político.

Com a internet, Record e Carta Capital, além de outros veículos e jornalistas não totalmente alinhados, a oposição e a grande mídia conservadora viu muito dos seus esforços ideológicos de convencimento virarem água diante de uma realidade em transformação econômica, política e tecnológica.

A transformação ocorria a olhos vistos na sociedade brasileira e, com a incapacidade de virar o jogo político, a grande mídia, especialmente a revista Veja como líder, parece ter se valido de associação criminosa para tentar mudar a situação. O pior e mais problemático é que essa mídia só chegou onde chegou com a leniência do judiciário, se não com a associação a ele.

Isso tudo precisa ser esclarecido na CPI do Carlinhos Cachoeira. O problema é que isso implica enfrentamento de uma ala covarde do judiciário e, principalmente, da concentração da comunicação e da informação. E aí, meu amigo, talvez o executivo tenha de agir em algum momento.

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AGÊNCIA EP

AMEAÇAS CONTRA ALUNOS PUBLICADAS NA INTERNET GERAM CLIMA DE TENSÃO E INSEGURANÇA NA UNB

Intolerância nas redes sociais

Ameaças de intolerância racial, religiosa e de gênero contra alunos de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB) começaram a ser postadas na internet durante as férias de janeiro. Na ocasião, uma investigação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal prendeu dois suspeitos após terem postado mensagens que convocavam seguidores para a sua causa.

Na última sexta-feira, (13/04), os corredores do prédio onde acontecem grande parte das aulas do curso de Ciências Sociais amanheceram vazios. Alunos e professores decidiram não ir à Universidade depois que novas mensagens foram publicadas na internet com ameaças contra os estudantes. Os textos diziam que a Universidade sofreria um atentado no referido dia 13 de abril, como mostra notícia publicada pelo Correio Braziliense.

Como não poderia deixar de ser, as mensagens espalharam medo e insegurança entre alunos e funcionários e cada departamento passou a decidir individualmente como tratar da questão, abonando faltas e suspendendo aulas. A situação é quase de terror e revela como a internet pode ser usada tanto como ferramenta de mobilização construtiva, quanto destrutiva.

Além do dilema da atuação na rede, o episódio da UnB, assim como outros episódios de violência e intolerância em escolas e universidades do mundo, também revela como o próprio espaço da universidade, um lugar de troca, aprendizado e convivência democrática, algumas vezes termina por se tornar um palco para externar sentimentos de intolerância e preconceito que são justamente o oposto do que realmente constitui o espírito de universidade e de educação, em última instância.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

UnB suspende aulas em alguns cursos após ameaças contra alunos
Por Saulo Araújo

Os corredores do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte na Universidade de Brasília (UnB) amanheceram mais vazios nesta sexta-feira (13/4). Grande parte dos alunos não apareceu para as aulas nesta manhã, depois que mensagens foram publicadas na internet com ameaças contra os estudantes. Os textos diziam que a universidade sofreria um atentado hoje, dia 13 de abril. O ICC fica no prédio central do câmpus do Plano Piloto e abriga grande parte das aulas dos cursos de Ciências Sociais.

Diante das ameaças e do medo que ronda estudantes e funcionários, cada Departamento está lidando com o problema da maneira que considera mais adequada. A Faculdade de Comunicação está abonando as faltas dos alunos que decidiram ficar em casa por questão de segurança, e os professores que estão se sentindo inseguros estão optando por não dar aula. Algumas turmas estão vazias, com apenas cinco alunos em sala.

Os cursos de Sociologia e Antropologia suspenderam as aulas durante todo o dia de hoje. Os professores do Instituto de Psicologia estão reunidos para decidir se suspendem ou não as aulas e na faculdade de Comunicação seis professores dispensaram os alunos em virtude dessas ameaças.

A assessoria de comunicação social da UnB informou que as três polícias foram acionadas, a Polícia Civil, Militar e também a Polícia Federal. Ainda segundo a assessoria, vários agentes estão rondando o campus à paisana a procura de suspeitos. Os agentes já fizeram uma varredura em vários pontos da instituição, principalmente nesses cursos onde as ameaças são mais constantes, para ver se encontravam vestígios de possíveis ataques. (Texto completo)

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AGÊNCIA EP

SALÁRIO MÍNIMO DEVE CHEGAR A 800 REAIS EM 2015, PREVÊ PROJETO DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO)

Aumento do mínimo reflete crescimento da economia

Em 2013, o valor do piso salarial terá um aumento de R$ 622 para R$ 667,75. O reajuste foi divulgado pelo Ministério do Planejamento, que detalhou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado ao Congresso Nacional. O projeto também prevê que o mínimo chegará a R$ 729,20 em 2014 e a R$ 803,93 em 2015.

Notícia divulgada pela Agência Brasil lembra, no entanto, que os reajustes do mínimo pressionam as despesas públicas que, em 2013, sofrerão um impacto de R$ 17,3 bilhões. Isso porque boa parte dos benefícios previdenciários e sociais é atrelada ao piso.

O valor do reajuste é definido pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores somado à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Veja notícia sobre o assunto:

Aumento do mínimo para R$ 667,75 vai custar R$ 17,3 bilhões ao governo no ano que vem
Por Luciene Cruz e Wellton Máximo

Brasília – O reajuste de 7,3% no salário mínimo terá impacto de R$ 17,3 bilhões no Orçamento Geral da União em 2013, informou o Ministério do Planejamento. Essa é a quantia que o governo federal estima gastar para elevar o piso salarial de R$ 622 para R$ 667,75. O valor foi divulgado hoje (13) pelo Ministério do Planejamento, que detalhou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado ao Congresso Nacional. O projeto prevê ainda que o mínimo chegará a R$ 729,20 em 2014 e a R$ 803,93 em 2015.

Definida por lei própria, a fórmula de reajuste do salário mínimo corresponde ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores somado à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Para 2013, o aumento leva em conta o crescimento da economia de 2,73% em 2011 mais a estimativa, divulgada na LDO, de inflação de 4,5% pelo INPC em 2012.

O reajuste do mínimo pressiona as despesas públicas porque boa parte dos benefícios previdenciários e sociais é atrelada ao piso. Além disso, grande parte de aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social equivale a um salário mínimo. (Texto original)

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CRIADOS EM 2004 PELA GESTÃO DE GILBERTO GIL, OS PONTOS DE CULTURA SÃO UMA REVOLUÇÃO NAS POLÍTICAS CULTURAIS E AGORA ESTÃO AMEAÇADOS
EM UMA DEMOCRACIA, A POPULAÇÃO DEVE SEMPRE SE LEMBRAR DO PODER QUE TEM…
VIVA O CHACRINHA!! O JORNAL ESTADÃO VEIO PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR A OPERAÇÃO MONTE CARLO DA POLÍCIA FEDERAL
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BLOGOSFERA

AZENHA: A ASSOCIAÇÃO DA REVISTA VEJA COM O CRIME ORGANIZADO TRABALHA COM A LÓGICA DO MAIS BANDIDO E DO MENOS BANDIDO

Português: Charge sobre a guerra fria.
Português: Charge sobre a guerra fria. (Photo credit: Wikipedia)

A Veja desta semana trouxe um texto opinativo travestido de reportagem de capa. Fora as bobagens que demonstram que os redatores estão passando por um problema doentio: a revista tem certeza que estamos em 1963, em plena Guerra Fria e véspera do golpe de 64.

Mas ao final do texto, o grande problema da veja: a internet. A internet destruiu o monopólio da informação e isso parece inaceitável.

 E esse problema da revista, ou seja, a internet,  está exposto de forma clara no texto do blog de Luiz Carlos Azenha, que derruba de forma lógica e clara os argumentos fantásticos da revista.

Por Luiz Carlos Azenha/ Vi o Mundo

Por dever de ofício, li o texto de capa de revista que tenta provar que investigar os crimes do Carlinhos Cachoeira, no Congresso, é um atentado à liberdade de expressão.

O que chamou minha atenção foi a frase abaixo, que interpretei como defesa do uso de fontes-bandidas:

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Registre-se, inicialmente, a tentativa dos autores de usar os promotores de Justiça como escada. Tentam sugerir ao leitor que o esforço da revista, ao dar espaço em suas páginas a fontes-bandidas, equivale ao dos promotores de Justiça.

Sonegam que existe uma diferença brutal: os promotores de Justiça usam a delação premiada para combater o crime. Os criminosos que optam pela delação premiada têm as penas reduzidas, mas não são perdoados. E a ação ajuda a combater um mal maior. Um resultado que pode ser quantificado. O peixe pequeno entregou o peixe grande. Ambos serão punidos.

O mesmo não se pode dizer da relação de um jornalista com uma fonte-bandida. Se um jornalista sabe que sua fonte é bandida, divulgar informações obtidas dela não significa, necessariamente, que algum crime maior será evitado. Parece-me justamente o contrário.

O raciocínio que qualquer jornalista faria, ao divulgar informações obtidas de uma fonte que ele sabe ser bandida, é: será que não estou ajudando este sujeito a aumentar seu poder, a ser um bandido ainda maior, a corromper muito mais?

Leiam de novo esta frase: As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

Não necessariamente. Ele não tem qualquer garantia de que as informações são verdadeiras se vieram de um corrupto. Que lógica é esta?

O policial que não estava lá mas gravou a conversa que se deu durante um ato de corrupção provavelmente vai fornecer uma versão muito mais honesta sobre a conversa do que os corruptos envolvidos nela.

O repórter que lida com alguém envolvido em um ato de corrupção sabe, antecipadamente e sem qualquer dúvida, que a informação passada por alguém que cometeu um ato de corrupção atende aos interesses de quem cometeu o ato de corrupção. Isso, sim, é claro, não que as informações sejam necessariamente verdadeiras.

O repórter sabe também que, se os leitores souberem que a informação vem de alguém que cometeu um ato de corrupção, imediatamente perde parte de sua credibilidade. Não é por acaso que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro, se transformou em “empresário do ramo de jogos”.

É por saber que ele era um “mau cidadão” que a revista escondeu de seus leitores que usava informações vindas dele. Era uma fonte inconfessável.

Não foi por acaso que Rubnei Quicoli, o ex-presidiário, foi apresentado como “empresário” pela mídia corporativa quando atendia a determinados interesses políticos em plena campanha eleitoral. A mídia corporativa pode torturar a lógica, mas jamais vai confessar que atende a determinados interesses políticos.

Carlinhos Cachoeira não é, convenhamos, nenhum desconhecido no submundo do crime. Vamos admitir que um repórter seja usado por ele uma vez. Mas o que dizer de um repórter usado durante dez anos, por uma fonte que ele sabe ser bandida? (texto integral)

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AGÊNCIA EP ESTADO DA ARTE

A SOFISTICAÇÃO SIMPLES DE MARINA WISNIK ESTÁ PRESENTE NO PRIMEIRO ÁLBUM DA CANTORA “NA RUA AGORA”

As melodias são doces e agradáveis, de temática urbana servem também a qualquer gosto regional, concentram certa delicadeza e poesia que parecem vir também da cantora e compositora que as interpreta e cria: Marina Wisnik. Filha do músico e compositor José Miguel Wisnik, Marina cresceu em meio aos discos do pai, mas não seguiu o caminho da música logo de cara. Optou primeiro pelo teatro e aos 16 anos fez sua estreia no palco de Zé Celso Martinêz, mais tarde se formou em letras pela USP. Hoje, aos 31 anos, é professora, arte-educadora e sim, cantora e compositora.

O primeiro disco de Marina “Na Rua Agora” foi produzido por Marcelo Jeneci e Yuri Kalil e conta com a participação de Wisnik na música “Miragem”. O disco nasceu de composições espontâneas, de momentos vividos pela própria cantora que ela recriou e transformou em música e poesia. O disco, neste sentido, parece bastante familiar, as letras e melodias falam diretamente a quem as ouve e deixam transparecer uma simplicidade realmente sofisticada.

Abaixo, vídeo com o clip da música “Na Rua Agora”, também simples, mas bastante expressivo, colocando a música na boca das pessoas, de quem simplesmente queira cantar os novos sons e ritmos que, felizmente, surgem na cena musical brasileira!

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