Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 4 maio, 2012

CAPA HISTÓRICA: PELA PRIMEIRA VEZ NESTE PAÍS, UMA PUBLICAÇÃO NACIONAL DESAFIA O CARTEL DA MÍDIA PARA INFORMAR O LEITOR

A Veja virou notícia

As revistas semanais Época (da Globo) e IstoÉ (Editora Três) e Carta Capital são as principais concorrentes da revista Veja, mas as três juntas não dão a tiragem da revista Veja.  A Época tem cerca de 400 mil; Istoé, 300 mil e Carta Capital, 100 mil (Blog do Tarso).

Apesar de atuarem livremente no mercado, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso Carlinhos Cachoeira parece provar que no Brasil não existe capitalismo, mas capitalismo de cumpadre.

Época e IstoÉ se calam sobre o  envolvimento da revista Veja com o crime organizado, diante de tantas evidências e provas vazadas da Polícia Federal há pelo menos uma semana. É o momento de mostar que a concorrência (Veja) se utilizou de métodos no mínimo anti-éticos dentro do mercado para conseguir informações. No entanto, os concorrentes se protegem: as revistas Época e IstoÉ praticamente se calam diante de tão importante fato jornalístico, visto que envolve senadores, empresários, governadores etc.

O capitalismo na área de comunicação é tão tacanho no Brasil que os concorrentes mais se protegem do que competem. É um cartel e, justamente  por isso, alguns meios de comunicação foram denominados de PIG (Partido da Imprensa Golpista).  Eles atuam de forma conjunta defendendo os seus próprios interesses e contra os interesses da sociedade.

É com grande entusiasmo que se pode ver a capa da Carta Capital, que parecer buscar o melhor do jornalismo para os leitores e não faz parte deste conluio da grande mídia.

Carta Capital parece ser a única a acreditar no capitalismo brasileiro e poderá se transformar na maior revista do país nos próximos anos. As outras se sentem à vontade em seu feudo-capitalismo e querem que continuemos assim por mais 500 anos.

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PIB JÁ É COISA DO PASSADO, AGORA A ONDA É MEDIR A FELICIDADE COM O FIB – FELICIDADE INTERNA BRUTA

No contexto das recentes crises do capitalismo, o tradicional índice do PIB (Produto Interno Bruto), que mede a quantidade de riqueza produzida por um país, já parece não responder mais aos anseios da humanidade. No caso do Brasil, o PIB sempre esteve em descompasso com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Enquanto este último coloca o Brasil em posições que deixam a desejar no ranking mundial, o PIB vem crescendo, tanto que o Brasil já é a sexta maior economia do mundo.

No entanto, se o Brasil tem o sexto maior PIB, amarga um IDH não tão bem colocado assim graças, entre outras coisas, à sua expressiva desigualdade social. Mas, para além de PIB e IDH, agora tem ganhado popularidade um certo FIB, que se traduz por Felicidade Interna Bruta. O FIB começou a existir no Butão, um pequeno país do Himalaia, e a partir daí foi se espalhando pelo mundo.

Não se trata de ago simples: medir a felicidade. É possível quantificar algo tão subjetivo como a felicidade? É possível convertê-la para o mundo abstrato, impessoal, empírico das estatísticas? Aonde vamos parar com a pretensão de medir tudo e, ao mesmo tempo, quais condições históricas, sociais e econômicas levaram as pessoas e os países a não se sentirem mais representados pelos índices costumeiros de exportação, importação, e buscarem traduzir-se ou se ver refletidas em valores de felicidade?

Questões para se pensar que anunciamos aqui. Questões que não deixam de nos remeter ao mundo moderno que atribui um valor material, quantificado, a coisas que essencialmente, em sua natureza primeira, não poderiam ser quantificadas. Mas aí nos resta mais uma pergunta: nesta sociedade em crise, profundamente capitalista, o que ainda não adquiriu um valor de troca? Por quanto tempo os antigos modelos resistirão e o que ainda nos promete a crise permanente em que vivemos?

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