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BANCO DE CÉLULAS TRONCO VAI SER DESENVOLVIDO PELA USP E, NO FUTURO, PODE SERVIR COMO UMA POPULAÇÃO BRASILEIRA “IN VITRO”

Uma equipe de 17 pesquisadores vai desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) um banco de células-tronco de pluripotência induzida. É o que mostra notícia divulgada pela Agência Brasil. Segundo a coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, Lygia Vieira Pereira, as primeiras pesquisas com o banco poderão começar a ser desenvolvidas em dois ou três anos.

O banco será formado a partir de amostras de sangue e a saúde de 15 mil pessoas será monitorada ao longo de 30 anos para avaliar os fatores de risco de doenças crônicas. Com as células de uma parcela significativa da população, a expectativa é que elas possam servir, no futuro, como uma população brasileira in vitro onde uma nova droga, por exemplo, poderia ser testada antes de ser lançada, avaliando previamente seus riscos.

Além disso, de posse das células, os pesquisadores também trabalham com a possibilidade de estudar como se desenvolvem as doenças crônicas. A partir da observação do material celular, por exemplo, seria possível prever que as pessoas teriam uma certa doença?

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

USP vai desenvolver banco de células tronco para pesquisar doenças crônicas e novas drogas
Por Daniel Mello

São Paulo – Uma equipe de 17 pesquisadores vai desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) um banco de células-tronco de pluripotência induzida. São células adultas que são induzidas artificialmente para reproduzir a capacidade de formar qualquer tecido do corpo. Segundo a coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, Lygia Vieira Pereira, as primeiras pesquisas com o banco poderão começar a ser desenvolvidas em dois ou três anos. O sistema só deverá funcionar plenamente em aproximadamente cinco anos.

O banco será formado a partir de amostras de sangue coletadas pelo Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa). A iniciativa do Ministério da Saúde vai monitorar, com entrevistas e exames clínicos, a saúde de 15 mil pessoas ao longo de 30 anos para avaliar os fatores de risco de doenças crônicas.

Com isso, além das células de uma amostra significativa da população, estarão disponíveis dados clínicos relativos ao material. “Isso vai acabar servindo, em um futuro bem próximo, como uma população brasileira in vitro”, diz Lygia. “Então, no caso de uma nova droga, antes dela ser lançada, tem que ser testada na população brasileira para ver se ela é tóxica. A gente poderia antes de ir para as pessoas, testar nas células, na população brasileira in vitro”, exemplifica a pesquisadora.

Outra utilização, prevista por Lygia, diz respeito ao próprio estudo de como se desenvolvem as doenças crônicas. “A gente pega os dados clínicos dessas pessoas e vemos quantas têm depressão. Será que a gente consegue enxergar isso nas células delas? A gente conseguiria prever que essas pessoas teriam depressão?”diz. (Texto completo)

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