Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 4 junho, 2012

MAURICIO DIAS: A REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS PARA NÍVEIS HISTÓRICOS CONSOLIDA A IDENTIDADE DE DILMA ROUSSEFF

Agora só falta a implantação de um novo código para o setor de comunicações

Em recente texto publicado pela Carta Capital, Mauricio Dias fala de duas características principais que marcaram os primeiros 18 meses do governo Dilma: coragem e determinação política. Ambas as características, raras por sinal, foram demonstradas por Dilma em diversos momentos de tensão política já atravessados durante seu governo, segundo Dias.

Depois da difícil fase de denúncias de corrupção envolvendo assessores e ministros, enfrentada pela presidente que afastou nome por nome, deixando o Congresso bastante insatisfeito, Dilma não se intimidou diante dos agentes financeiros e “mostrou a força do braço estatal – Banco do Brasil e Caixa Econômica”, fazendo com que os agentes privados cedessem.

Também quando o assunto foi o Código Florestal, Dilma desagradou a muitos ruralistas ao vetar boa parte do texto que deixava impune o desmatamento e agora, após embate com o poderoso capital financeiro, a presidente baixou a taxa de juros a um patamar histórico, 8,5% ao ano.

São acontecimentos que, como lembra Dias, ajudam a consolidar a identidade de Dilma e sua postura enquanto dirigente do país. Ela não é mais um simples apêndice de Lula, também não faz as coisas por ser mulher, os seguidos avanços e a coragem de simplesmente não ceder aos apelos da bancada governista e governar sem abandonar as suas convicções, mas, ao mesmo tempo, sem desestabilizar em grande medida o cenário político, fazem com que todos os rótulos associados a Dilma Rousseff, a presidente que enfim vai dar ao país a sua Comissão da Verdade, soem simplesmente como desnecessários.

Dilma vai à guerra
Por Mauricio Dias

Após embate com o poderoso capital financeiro, a presidenta Dilma forçou e conseguiu a redução dos juros para um patamar histórico. A taxa de 8,5% ao ano, anunciada nos últimos dias, não só marca o aniversário dos primeiros 18 meses de administração dela como também consolida, para decepção dos céticos, a identidade de Dilma.

Ela não é mais tão somente uma invenção de Lula. E, com o perdão das feministas e para fazer escárnio dos machistas, o feito não é alcançado pelo fato de uma mulher ser responsável pelo sucesso nem por ela ser “durona como um homem”, como insistiria o frustrado.

O gênero não define nada. O que vem ocorrendo é resultado de coragem e determinação política.

Após superar a difícil fase de denúncias sobre assessores suspeitos de corrupção, ou malfeitos, como diz ela, Dilma foi em frente. Afastou ministros indicados pela base governista e deixou o Congresso baratinado, soltando grunhidos de insatisfação.

Chegou-se a pensar que ela faria uma faxina capaz de desestabilizar o governo, ou cederia. Não fez a faxina e não cedeu. Assim começou a imprimir suas digitais na administração. O Congresso cedeu.

Posteriormente, pressionada pela crise internacional, partiu resoluta para a queda de braço com os agentes do mundo financeiro. Eles esboçaram uma reação.

Esperavam o recuo e se surpreenderam com o avanço.

A presidenta exibiu a musculatura do braço estatal – Banco do Brasil e Caixa Econômica – e os agentes privados cederam.

Poucos, além de fanáticos torcedores partidários, acreditavam que a presidenta pudesse, sem o tutor político dela, ganhar identidade própria. Pensavam assim os próprios militantes, os órfãos de Lula e, naturalmente, a oposição, por elementar dever de ofício.

Dilma, neste curto período de ano e meio, contrariou os mais importantes atores políticos do País ou, quando menos, grupos influentes como os ambientalistas. (Texto completo)

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