Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 6 junho, 2012

NO PAÍS DOS RURALISTAS, A ESCRAVIDÃO É SEM FIM: FAZENDEIROS SÃO ACUSADOS PELA TERCEIRA VEZ POR USO DE TRABALHO ESCRAVO

No país dos ruralistas: desmatar e escravizar são a mesma moeda

A escravidão no Brasil parece não ter fim. A única solução plausível para esse e inúmeros outros problemas do país é um investimento pesado, uma cruzada pela educação e pela distribuição de renda.  Sem educação e distribuição de renda, os crimes contra a base mais fragilizada da sociedade continuarão indefinidamente.

Pecuaristas são flagrados com escravos pela terceira vez

São Paulo – O gado tinha instalações melhores do que as dos trabalhadores. Isolados há 43 km em área só acessível por meio de estradas em péssimo estado de conservação, os empregados viviam em barracos de lona e palha, não tinham registro em carteira e eram obrigados a comprar itens básicos a preços mais caros, com descontos nos salários. A água consumida era a mesma que servia aos bois, contaminada pelas fezes e urina dos animais. Por vezes, era armazenada em embalagens de agrotóxico recicladas. Não havia banheiro. Nem papel higiênico.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), eram estas as condições a que estavam submetidos 46 pessoas resgatadas na Fazenda Renascer, ou Guapó, como era mais conhecida a área isolada próxima de Pacajá, no interior do Pará. Eles trabalhavam para Leoni Lavagnoli, proprietário dos bois, e José Carlos Tardin do Carmo Júnior, administrador da fazenda. Foi a terceira vez que os dois pecuaristas foram apontados como responsáveis por submeter trabalhadores em condições análogas às de escravidão, crime previsto no artigo 149 do Código Penal brasileiro.

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HOSNI MUBARAK, SEGUNDO LÍDER ÁRABE DERRUBADO PELOS PROTESTOS POPULARES, É CONDENADO A PRISÃO PERPÉTUA PELOS CRIMES QUE COMETEU NO PODER

O Egito que vai às ruas

O segundo líder árabe derrubado por protestos populares em toda a história do Oriente Médio, também é o primeiro ex-ditador da região a ser condenado pelos crimes que cometeu no poder.

“O ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e seu ex-ministro do Interior, Habib al-Adly, foram condenados no último sábado, dia 2, a 25 anos de prisão (equivalente à prisão perpétua no Egito) por conta de sua participação no massacre de civis durante os 18 dias de protestos que, entre janeiro e fevereiro de 2011, colocaram fim à ditadura comandada por Mubarak durante 30 anos”, diz notícia publicada pela Carta Capital.

A sentença foi considerada histórica, assim como os protestos de 2011 vivivos pelo Egito que, como lembrou o próprio juiz responsável pelo destino do ex-ditador, Ahmed Refaat, significaram um “novo amanhecer” para o Egito, que surgiu para encerrar “30 anos de escuridão” sob o governo Mubarak”.

A defesa disse que vai recorrer à decisão, já os familiares das vítimas estão divididos. Alguns achavam que o ex-ditador merecia a morte e que a justiça não foi feita da forma como deveria. O fato de Ahmed Refaat ter absolvido Mubarak e seus dois filhos de crimes de corrupção cometidos durante a ditadura também causou revolta e, no mesmo instante, milhares saíram às ruas para protestar contra o que chamaram de “sobrevida do antigo regime”.

30 anos de ditadura não desaparecem do dia para noite e ainda há muito o que ser esclarecido principalmente às famílias, como lembra a notícia da Carta Capital, que ainda não sabem de toda a verdade. No entanto, os protestos e a condenação, que não acontecem em muitos países, parecem configurar um avanço na rota da democracia.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Mubarak, ex-ditador do Egito, é condenado à prisão perpétua
Por redação Carta Capital

O ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e seu ex-ministro do Interior, Habib al-Adly, foram condenados neste sábado 2 a 25 anos de prisão (equivalente à prisão perpétua no Egito) por conta de sua participação no massacre de civis durante os 18 dias de protestos que, entre janeiro e fevereiro de 2011, colocaram fim à ditadura comandada por Mubarak por 30 anos. A sentença é histórica. Mubarak, o segundo líder árabe derrubado por protestos populares em toda a história do Oriente Médio, é o primeiro ex-ditador da região condenado pelos crimes que cometeu no poder. Sua defesa anunciou que vai recorrer.

A sentença de Mubarak e Al-Adly foi lida na manhã deste sábado pelo juiz Ahmed Refaat, que presidia o caso. Refaat afirmou que os protestos de 2011 significaram um “novo amanhecer” para o Egito, que surgiu para encerrar “30 anos de escuridão” sob o governo Mubarak. O magistrado, então, leu as sentenças condenando Mubarak e Al-Adly a penas de 25 anos, o máximo previsto na legislação atual do Egito.

O chefe da defesa de Mubarak, Farid al-Deeb, afirmou que havia “erros” na justificação da sentença e prometeu recorrer. De acordo com o jornal egípcio Egypt Independent, a reação das famílias das vítimas foi dividida. Enquanto alguns comemoravam, outros criticavam o que foi considerado a falta de severidade da pena. “Mubarak tem que morrer como aconteceu com meu filho. Precisamos da execução. Vão deixar que ele escapem. Não há justiça neste país”, disse Sanaa Saeed, cujo filho, Moez al-Sayed, foi morto a tiros na praça Tahrir, no centro do Cairo, a capital do Egito. (Texto completo)

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