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O JORNALISMO

GLOBO E GRANDE MÍDIA QUEREM VER SANGUE NO MENSALÃO, MAS NÃO MOVEM UMA PALHA PELO FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA

Há um certo desespero nas organizações Globo e na grande mídia que está aliada ao projeto político representado pelo PSDB/DEM.

A forma como transforma um julgamento do Supremo demonstra que a grande mídia não consegue enxergar outra alternativa a não ser uma festa para ter um trunfo contra Lula e o PT, partido que ainda hoje representa certa esperança de avanços sociais dentro do país mais desigual do mundo.

Há outros escândalos políticos que, em termos financeiros, foram maiores do que este em relação ao possível desfalque dos cofres públicos, há outros escândalos que são mais antigos e não foram a julgamento e há outros escândalos com personalidades até mais influentes do que essas que estão sendo julgadas agora. Portanto, é uma cobertura jornalística totalmente partidarizada.

Mas a elevação do julgamento do Supremo ao máximo da espetacularização é uma forma de se agarrar aos interesses econômico-políticos de grupos inconformados com as transformações econômicas do país e principalmente com a possibilidade de democratização dos meios de comunicação. Para o jornalista Jânio de Freitas, da Folha de S.Paulo, o julgamento já aconteceu pela exposição midiática de veículos alinhados ao que ele próprio trabalha.

Veja que até o momento não há qualquer discussão na mídia sobre os motivos que levaram a esse processo e que é de conhecimento de todo mundo: o financiamento privado de campanha, ou seja, a compra explícita e legal de políticos por empresários e grupos econômicos durante o processo eleitoral. A mídia quer ver o sangue no mensalão, mas não move uma palha para o financiamento público de campanha. Ou melhor, é contra. Defende esse sistema que gerou o mensalão do PT, o mensalão do PSDB, o mensalão do DEM. E mais, se investigar de uma forma ampla, vai chegar a todos os partidos.  Ninguém dá dinheiro de graça. Ou você conhece alguém que distribui dinheiro?

Para as organizações Globo, o circo armado para a cobertura do mensalão, o exagero de colocar 19 minutos no Jornal Nacional em apenas dois dias, por exemplo, serve também para outros motivos. Primeiro, deixar de lado a cobertura da CPMI do Cachoeira e, segundo, esquecer um pouco das Olimpíadas, que está sendo veiculada pela sua principal concorrente, a Record.

O problema é que essa exposição excessiva tende a enfastiar o telespectador depois de algum tempo. E a pressão da grande mídia pode ficar ainda mais dramática caso esse julgamento se arraste por meses. Isso porque é muito improvável que o cronograma seja devidamente cumprido.

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