Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 5 setembro, 2012

VOTE EM OSWALD: GRANDES INTELECTUAIS NÃO NEGLIGENCIAM A IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA PARA A ARTE E PARA A VIDA

Campanha de 1950

“(Oswald de Andrade) Casou-se muitas vezes. Dentre suas esposas figuram Tarsila do Amaral, com quem lança em 1926 o movimento “Antropofagia”. Também Pagu e Maria Antonieta D’Alkimin Bastos.

Participou da criação e da redação de vários jornais ao longo de sua vida. Em 1918 começa a compor “O perfeito cozinheiro das almas desse mundo…”, um diário escrito coletivamente em colaboração com vários amigos, dentre eles, Guilherme de Almeida e Monteiro Lobato.

O que não se pode deixar de realçar é que Oswald foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna, ocorrida em 1922 em São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro. Foi considerado como o elemento mais rebelde do grupo, sendo o mais inovador entre estes. Como demanda particular, em seu “Pau-Brasil” (1925), junta o nacionalismo às idéias estéticas da Semana de 22. Em 1928 radicaliza o movimento nativista e o seu “Manifesto Antropofágico” propõe que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria. É nessa época que rompe com Mário de Andrade.

Desde 1931 milita no Partido Comunista Brasileiro (PCB), afastando-se em 1945. Candidata-se a deputado federal pelo PRT, em 1950, com o seguinte slogan: “Pão – Teto – Roupa – Saúde – Instrução” (Texto Integral)

Veja mais em Educação Política:

BARTLEBY, UM ESCRITURÁRIO QUE PREFERE NÃO FAZER, EM UM BELO TEXTO DO ESCRITOR NORTE-AMERICANO HERMAN MELVILLE
DA SÉRIE OBRA-PRIMA: EU SEI, DE RENATO GODÁ, EM QUE A VIDA INTEIRA É CURTA, PASSADO NÃO TEM CURVA E O TEMPO AINDA É PIOR
TRABALHADOR DA EMPRESA ULTRASERV PEGA COMIDA NO LIXO NO CENTRO DE PESQUISA DA PETROBRÁS E VAI PARA A CADEIA
FISCALIZAÇÃO RESGATA 56 PESSOAS EM TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO EM FAZENDA DE IRMÃO DA SENADORA KÁTIA ABREU

 

 

NOTÍCIA RUIM PARA O POVO BRASILEIRO: MINISTRA ELIANA CALMON DEIXA HOJE O CARGO DE CORREGEDORA-GERAL DE JUSTIÇA DO CNJ

Com a saída do ministro Cesar Peluso, Dilma Rousseff tem um nome forte para ocupar uma cadeira no STF, que é a ministra Eliana Calmon.

Eliana Calmon lavou a honra do Brasil e da Justiça no CNJ

DA EBC

Brasília – Depois de dois anos de um mandato intenso, a ministra Eliana Calmon deixa hoje (4) o cargo de corregedora-geral de Justiça. O término de sua gestão foi lembrado nesta terça-feira à noite, no final da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Eliana Calmon ganhou projeção nacional quando disse que era preciso ter cuidado com os “bandidos de toga”. A declaração foi divulgada em entrevista no ano passado, pouco antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir até onde o CNJ poderia ir na investigação de magistrados. Na época, a corregedora foi criticada por grande parcela da magistratura nacional e, em especial, pelo então presidente do CNJ e do STF, Cezar Peluso, que classificou as declarações da corregedora de “levianas”.

Outro episódio polêmico relacionado à Eliana Calmon foi a decisão de investigar indícios de irregularidades no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Maior corte do país, por onde circulam cerca de 60% dos processos, o tribunal é conhecido pelo perfil conservador e avesso a interferências externas.

“Entendi que era preciso calçar as botas de soldado alemão e fazer inspeção, mesmo que eles não quisessem. E todos viram o que aconteceu”, disse, ao relembrar o episódio. Na época, Eliana Calmon foi acusada de quebrar ilegalmente o sigilo de milhares de pessoas ligadas ao tribunal, o que não ficou provado.

A corregedora disse que foi muito rigorosa com a corrupção porque os juízes não têm direito de transigir eticamente e admitiu que seu estilo “verdadeiro” e “sem limites” causou problemas. “Minha vida nesses anos foi extremamente incômoda, mas eu me dispus a ser assim para ser inteira, para fazer o que estava ao meu alcance”, observou Eliana Calmon, garantindo não guardar mágoas.

Ela tentou concluir hoje o julgamento de quase 30 processos que estavam sob sua responsabilidade, mas houve pedidos de vista na maioria dos casos, como o que apura se houve negligência na direção do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no episódio que culminou com o assassinato da juíza Patrícia Acioli. Com a saída da corregedora, a conclusão desses processos deve demorar ainda mais porque eles serão distribuídos a um novo relator.

Eliana Calmon voltará a dar expediente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e só deve deixar a magistratura daqui a três anos, quando se aposenta compulsoriamente. O cargo de corregedor-geral será assumido pelo ministro Francisco Falcão, também do STJ.  Edição: Lana Cristina

Veja mais em Educação Política:

%d blogueiros gostam disto: