Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 7 outubro, 2012

JOAQUIM BARBOSA ESTÁ SENDO USADO PELA MÍDIA, MAS PODERÁ SURPREENDER A ELITE BRANCA E CONSERVADORA

Joaquim Barbosa: é acompanhado no STF só contra o PT

Veja esse pequeno trecho da entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem tido uma postura dura e condenatória na Ação Penal 470, batizada pelo PIG de “mensalão do PT”.

Joaquim tentou levar outros políticos para o banco dos réus, mas parece ter sido sempre voto vencido.  O placar das votações diz muito. O magistrado parece nos dizer que o Supremo tem dois pesos e duas medidas. Enquanto outros se livraram no Supremo, o PT paga o pato.

E o Partido dos Trabalhadores paga o pato por acreditar  na política e economia como solução dos problemas sociais e de seus problemas eleitorais. Mas o buraco é mais embaixo: é necessária uma mudança cultural e comunicacional  do país para diminuir os desmandos conservadores e elitistas.

 Veja abaixo.

Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.

No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.

Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.

Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.

A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.

“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.” (texto integral)

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