Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

PRIVATARIA TUCANA, LIVRO DE AMAURY RIBEIRO JR, PODE SER CABO ELEITORAL DE FERNANDO HADDAD NO SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO

Pouco explorado pela mídia, pode ser uma cabo eleitoral arrasador

A Privataria Tucana é um livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr, ex-repórter especial da revista Isto É e do cotidiano O Globo e ganhador de diversos prêmios Esso de jornalismo. O título do livro (“privataria”) é um neologismo que combina privatização a pirataria, criado pelo jornalista Elio Gaspari, e “Tucano” é um apelido comum dado a membros do PSDB, a partir de um dos símbolos do partido, o pássaro tucano.

O livro, resultado de 12 anos de investigação sobre as “privatizações no Brasil”, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra. Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003, movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores – empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais – no Caribe.

Privataria Tucana contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então Ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil. (wikipedia)

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8 Respostas para “PRIVATARIA TUCANA, LIVRO DE AMAURY RIBEIRO JR, PODE SER CABO ELEITORAL DE FERNANDO HADDAD NO SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO

  1. Rodrigo 8 outubro, 2012 às 5:41 pm

    Mas o ex-Presidento já demonstrou conhecer muito bem seu eleitor, dizendo seu eleitor como um tipo que não se importa com o noticiário político, não se importando mesmo com condenações impostas mesmo por Ministros que o próprio Lulla nomeou.
    Se é um tipo tal, que prefere importar-se com o noticiário futebolístico, creio que infelizmente dará à Privataria atenção ainda menor que ao Mensalão, haja vista a necessidade de debruçar-se sobre leitura política.

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    • Bento Monteiro 10 outubro, 2012 às 12:27 pm

      É a sabedoria popular. Melhor não se importar com um noticiário politico, do que sofrer com uma mídia degenerada e golpista. Para pensar, uma frase de Pulitzer (espero que saiba quem é) “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”

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      • Rodrigo 10 outubro, 2012 às 2:17 pm

        Bento, quem não lê, não se informa, torna-se alienado, desprovido de fatos e argumentos, pobre de análise crítica.
        Não quer ler a Folha, a Veja, a Época, assistir a Globo? Quer afirmá-las, todas, enquanto golpistas?
        Ao menos dê-se ao trabalho de ler o que ainda não é uma nova mídia, posto que eivada ainda de paixões político-partidárias e particulares interesses econômicos opostos aos que norteiam aquelas: Carta Capital, Caros Amigos e demais.
        O próprio autor do blog demonstra beber de várias fontes, haja vista recente postagem de matéria da Época, sobre a absurda situação vivia por reporter da Folha.
        O importante, pois, é informar-se, com sendo crítico, buscando as fontes opostas e assim formando seu livre convencimento.
        Minha crítica, pois, é ao pensamento ora em voga, no sentido de prontamente desqualificar um veículo de informação ou interlocutor, aceitando cegamente tudo o que um líder, seja ele Lulla, Sarney, FHC, diz.
        No caso, é de suma importância que o povo entenda e comente, de forma coerente, o Mensalão, da mesma forma que a Privataria, o Mensalão de outros partidos.
        Senão teremos uma população pobre de argumentos, de conhecimento, que sempre retrucará com uma agressão, fácil de ser enganada por quem apenas queria enriquecer seu grupo político, independentemente de qual ele seja.

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  2. Fernando 9 outubro, 2012 às 11:09 am

    Este livro foi publicado ?? Porque o livro “O Chefe” que explica tim tim por tim tim o mensalão e a participação de ula só pode ser acessado pela internet ?

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  3. Bento Monteiro 10 outubro, 2012 às 4:10 pm

    Caro Rodrigo, compare sua postagem inicial seu comentário, este sim merece todo o respeito. Agora que a grande mídia está agindo de forma irresponsável isto é inegável. Acredita que Carta Capital e afins tem volume para atingir a população que é atingida pela Globo e outras… Essa é uma situação totalmente desigual, onde a maioria da população jamais saberá o que acontece. Acredita que darão a mesma cobertura para a Privataria, o Mensalão de outros partidos, com o objetivo de elucidar a população, se o fizerem desde já peço desculpas, senão…..

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    • Rodrigo 11 outubro, 2012 às 7:02 pm

      Quanto à crítica à forma como escrevi o primeiro post, Bento, muito me indignei por ter, eu, votado em Lulla na primeira eleição em que sagrou-se, ele, vencedor.
      Mesmo naquela época, em tempos de Faculdade de Direito, não me via enquanto um politicamente alienado. Mesmo que à época mais jovem, não me concebia como alguém que mais dá valor a um time de futebol que aos movimentos da política.
      E todo aquele que persiste petista ou que, por qualquer razão, votando em razão da pessoa ou grupo (como hoje concebo a política), mas não única e cegamente do partido, vota em candidatos do PT, deveria ter se indignado com tal despropósito.
      Chamar o eleitor de idiota e imbecil (não estou escandalizando, mas apenas demonstrando a gravidade da fala de Lulla) é grave ofensa, especialmente pelo fato de boa parte dos votos do PT ser de pessoas carentes. Se parte delas não possui a devida informação, deve ser estimulada a busca por tanto, nos mais diversos veículos de informação disponíveis, mas não ser feita troça da situação.
      Por fim, quanto à amplitude de alcance de quem se diz “nova mídia”, mas ainda é, infelizmente, mera “nova velha mídia”, creio que o tempo se encarregará de equilibrar as forças.
      Posso estar errado, ser sonhador e me valer de um exemplo quiçá inaplicável, mas creio que, a exemplo das forças opostas exercidas pelas placas tectônicas, chocando-se umas contras as outras, por vezes uma sobrepondo-se à outra, por vezes ficando em equilíbrio, tal se dará com os veículos de comunicação e forças políticas – antes tínhamos PSDB, hoje temos PT, sendo que nenhum dos dois modelos políticos é o ideal, mas o choque de forças acabará por trazer um equilíbrio final, ainda que possa demorar muito tempo.

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