Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

MARILENA CHAUÍ SENSACIONAL: DE MANHÃ TEM O SOL, DE NOITE TEM A LUA E DURANTE O DIA TEM A CLASSE MÉDIA PAULISTANA

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8 Respostas para “MARILENA CHAUÍ SENSACIONAL: DE MANHÃ TEM O SOL, DE NOITE TEM A LUA E DURANTE O DIA TEM A CLASSE MÉDIA PAULISTANA

  1. Rodrigo 31 outubro, 2012 às 4:07 pm

    Mesmo tendo imenso respeito pela capacidade intelectual e bagagem filosófica da filósofa, não posso deixar de anotar que a visão dela torna-se deficiente a partir de quando torna-se difícil crer que eu tenha tido o incrível azar de ter contato com pessoas arrogantes em todos os Estados pelos quais já passei (MG, SP, RJ, BA, GO, SC, RS, SE, PR etc.) e independentemente do credo, “classe” social, quantidade de melanina na pele, orientação política, filosófica, sexual etc. A definição por ela proposta é, sim, aplicável aos seres humanos em geral.
    Por isso fico decepcionado e quero não crer ser proposital a eventual criação de um conceito: classe média protofacista que tenta impedir o projeto de poder do PT. E sigo decepcionado ao ver que eventualmente seja possível a definição compartilhada em várias páginas da rede social Facebook, quanto à eleição de ACM Neto em SSA sendo dito o seguinte: “… disse não a um partido que cria no país um clima de rivalidade entre brancos e negros, pobres e ricos, entre bairros nobres e bairros pobres. Ou como me disse uma militante na hora da votação: “A favela é 13, e o branquelo é 25”. …”
    Passo ainda a estranhar a filósofa falar em classe média, ao mesmo tempo em que fala de automóveis Mercedes Benz. Será que ela não usa um eufemismo para não falar em ricos e “elite”? E, face ao sucesso profissional da filósofa, não podemos perder de vista que ela é elite, por conseguinte dominante, tal qual FHC, Lulla, Maluf, Dirceu e toda a claque que a acompanha no vídeo em questão.
    É tão bom ser socialista quando o bolso está cheio de dinheiro e só precisamos teorizar, devanear acerca do que é a pobreza, em gabinetes e bibliotecas, julgando que basta dar dinheiro, que tudo fica bem…
    Julgando-se acima do bem e do mal, como os que acusam o STF de golpista, não aceitam a aplicação da lei e dizem que o estatuto do próprio PT não se aplica a Genoíno e Dirceu (Rui Falcão, ao responder que, apersar da previsão estaturária, a condenação por crimes não geraria a expulsão dos sentenciados por obra do mensalão)
    É como meu sócio diz: “feliz do homem que foi comunista até os 18 e que deixou de ser a partir de então”!
    P.S.: esse é o vídeo em que Chauí afirma que Maluf foi um grande administrador?

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    • pedro 3 novembro, 2012 às 10:57 am

      meu amigo o que ela diz é q tem a classe detentora dos meios de produção , tem a classe que detem a força de produçao e a classe dos profissionais liberais que seria a media. e que a classe media de sao paulo está muito agressiva só isso que ela disse no vídeo meu caro ela nao falou nada de partidos vc ta delirando

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      • Rodrigo 4 novembro, 2012 às 9:50 pm

        Prezado Pedro,
        Explicitamente, realmente, ela nada disse sobre partidos, a questão sendo o conteúdo implícito ao discurso dela. Ela apresenta um discurso que se alinha perfeitamente com a busca de impor indistintamente pechas a quem apresente uma crítica, ainda que construtiva, uma sugestão, uma contrariedade ao Petê. Discurso, mais, complementar ao seu raciocínio exposto há alguns anos na Caros Amigos (sim, sempre que possível a leio, assim como a Veja, Isto É, Carta Capital, em cada uma identificando pontos positivos e pontos outros, negativos), quando bradou que “a crise é um produto da mídia”, defendendo o governo do então Presidento Lula, do Petê.
        Por isso disse que me entristeço ao ver pessoa de tamanha capacidade e intelectualidade trilhar tal caminho.
        Sou baiano e morei em Ribeirão Preto e em Campinas. Em ambos encontrei pessoas mal-educadas, pessoas xenófobas, assim como as encontro também em Salvador, no que tange a pessoas do interior, em Sergipe, quanto aos baianos, do mesmo modo como encontro, em todos esses locais, pessoas extremamente educadas, solícitas, a minha experiência de vida, ainda que seja, eu, mais jovem que a filósofa, me levando a enxergar incorreção na particular tese dela.
        Assim, ainda que em patamar de conhecimento filosófico inferior ao de Marilena, pessoa que eu respeito e que tenho o direito de educada e racionalmente criticar (sem buscar desconstruí-la, sem buscar destruir sua imagem, posto que indevido), entendo que ela poderia usar toda a sua intelectualidade para investigar e instigar a discussão sobre a razão de tanta tentativa de formação de currais eleitorais, indistintamente, não importando o partido; de tanta busca por impor rótulos e diferenciação a seres humanos que são iguais, não apenas perante a lei; sobre a tentativa indiscriminada de imposição de uma tese de inimputabilidade, de salvo-conduto geral.
        Estamos precisando repensar nossas responsabilidades (não restrinjo ao Petê e aos petistas, fique tranquilo), nossos deveres, em prol de um país de iguais, mas não de petistas e tucanos, de ricos e pobres, de negros e brancos, de comunas comedores de criancinhas e reaças exploradores e escravagistas.

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  3. pedro 3 novembro, 2012 às 10:54 am

    rodrigo deixe de falar bobagem.. a marilena tem o direito de falar e fazer as teorias dela esse é o trabalho dela deixa de ser reacionario
    vc pode achar que o socialismo nao e um sistema perfeito porem nenhum sitema é perfeito muito menos o sistema em que vivemos.. deixa de ser animal cara

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    • Rodrigo 4 novembro, 2012 às 10:35 pm

      Pedro, deixe eu te explicar o porquê da minha crítica.
      Tenho 30 anos, sou moreno (mistura de raças, graças a Deus, assim como graças a Deus o outro é branco, o outro é negro, o outro índio, etc., cada ser humano com mais ou menos melanina na pele, o que não tem influencia em seu caráter, nem em sua capacidade), baiano, Advogado, filho de dois funcionários públicos.
      Cresci vendo meus pais, funcionários públicos (Petrobrás e Banco do Brasil), lutando pela eleição de Lulla. Pedindo votos, confiantes que este seria diferente de tudo e todos os que representariam a direita detentora de meios de produção e exploradora do proletariado. E eu fui na onda, sempre empolgado com essas mesmas posições postas em minhas aulas de história e geografia.
      Transferi meu título para votar em Lulla, em 2002. Confiante que tudo mudaria quanto a ACM, Sarney, Maluf, Collor, FHC e tantos outros. Então, eleito e vendo o pedido de linho egípcio de quem viria do povo e que deveria lutar por ele, vi que algo estava errado.
      Meu sorriso foi amarelando… Fui ficando constrangido com tantas desculpas esfarrapadas e tentativa de criar um salvo conduto universal para o Petê – “eles saqueiam há 500 anos, então assim justifico minha conduta, que não há de ser reparada”.
      Vi que, assim como FHC pediu que esquecêssemos do que ele escreveu, Lulla não mais queria que o bolsa família fosse visto como ele mesmo dizia: um meio de formação de currais eleitorais e de manutenção da dependência dos mais pobres (antes da reformulação e união dos programas de distribuição de renda de antes); fico sem saber o porquê de não haver efetiva contrapartida, possibilitando que a pessoa melhore sua condição de vida e deixe de necessitar do benefício, eleição após eleição o adversário sendo acusado de tentar acabar com o bolsa família (uma modalidade de terrorismo com os mais pobres?).
      Fui vendo escândalos diversos: dólares na cueca, passaportes diplomáticos, dossiês aloprados, o descaso com assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, Lulinha Fenômeno empresarial, alinhamento com países nos quais vige ditaduras e extremas violações dos direitos humanos. Fui vendo políticos do Petê abraçando Sarney, Maluf e outras figuras por eles tão criticadas.
      Então parei de votar indistintamente no Petê. Eleição após eleição, passei a buscar um nome que pudesse fazer a diferença, para mim não sendo Serra, Alckmin, nem mesmo Dilma.
      E, por lidar com o Poder Judiciário, fico estupefato ao ver a tentativa de destruição do mesmo, a agressão a Joaquim Barbosa, querendo colocá-lo enquanto um vendido, um dominado pela mídia, como se a ele não sobrasse capacidade e competência, provada e aprovada nas mais diversas bancas.
      Vi, por fim, que o PT não é uma entidade. É uma pessoa jurídica inanimada, composto por seres humanos tão falíveis e sedentos de poder quanto os demais partidos e exerço meu direito de criticar, haja vista eu querer vê-lo tornar ao que era pré assunção do poder.
      Então, se ser reacionário é isso, se criticar e instigar a uma melhora, a uma busca pela ética, ao retorno aos valores anteriormente preferidos, eu aceito ser assim chamado com orgulho. Se falar besteira for cobrar de integrantes de um partido a auto-crítica necessária, a assunção dos próprios erros por parte de políticos, então quero seguir falando essas besteiras.
      Se eu critico é porque me importo e quero ver um Petê que realmente seja diferente e que novamente seja digno de meu voto. Isso os membros, seja da militância, sejam os políticos, têm plena condição de fazer e espero que isso aconteça.

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