Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: novembro 2012

DIRETOR DA REVISTA VEJA, POLICARPO JR, NÃO FEZ MAU JORNALISMO, COMETEU CRIME E BENEFICIOU CACHOEIRA

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime

por Dr. Rosinha

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”

É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.

O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.

De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.

Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.

Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.

“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.

Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.

Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.

Leia mais em Educação Política:

QUER COISA MAIS ODIOSA DO QUE ESSA POSTURA DEMOCRÁTICA DE UM TORNEIRO MECÂNICO QUE VEM NOS DAR LIÇÃO DE CIVILIDADE E DEMOCRACIA?

Lula recebe prêmio Indira Gandhi

Recentemente em redes sociais e em blogs há várias postagens e artigos tentando explicar o ódio ao PT e ao ex-presidente Lula. Os brasileiros tentam entender porque tanto ódio ao partido e ao ex-presidente, considerado o melhor presidente desde o início da República, isso baseado em dados sociais e econômicos que seu governo produziu.

Nesse momento Lula recebe inúmeros prêmios no exterior. É reconhecido internacionalmente e isso ainda será matéria de análise: a importância do governo Lula para o mundo.

Antes já se falava no preconceito nordestino, no preconceito da linguagem, mas acredito que o preconceito tem menos influência do que o próprio conceito. Na verdade o preconceito é contra o conceito que o PT e Lula trouxeram para o Brasil. Falo do PT não como um partido político, mas como um movimento social, que agregou diversos setores da sociedade, por uma causa transformadora, na época em que o Brasil era considerado o mais desigual do mundo e sufocado por um golpe da elite civil-militar que destruiu as estruturas institucionais de civilidade, vide o que acontece com relação à segurança pública em São Paulo e nas principais cidades do país. A ditadura persiste na violência da desigualdade e nos discursos e práticas políticas de setores do poder público.

O PT chama-se Partido dos Trabalhadores não porque era um grupo exclusivo de indivíduos desse setor da sociedade. É certo que havia a forte presença já de Lula e do sindicalismo do setor automobilístico naquele momento. Mas ele recebeu esse nome porque é fruto do rompimento histórico dos partidos únicos comunistas. O nascimento do PT já fez parte e resultado de uma revisão histórica dos erros e equívocos do comunismo, que se transformou em ditaduras comuno-capitalistas, na maioria das vezes, com uma avassaladora burocracia.

A revisão das experiências reais acontecia no mundo todo desde a metade do século passado. O PT nasce no início da década de 80 e toma para si a consolidação do conceito de democracia. Quer coisa mais odiosa que uma esquerda, esclarecida, educada e democrática competindo com setores que buscam a todo custo manter o sistema atual de violência e desigualdade?

O presidente Lula, mais do que ninguém, durante todo o tempo em que esteve no poder, foi um grande democrata. Mesmo com toda a popularidade, mesmo com setores do partido propondo sua terceira reeleição, ele se recusou. Assumiu o risco, um risco pensado pela sua genialidade política, em eleger outra pessoa. Nenhuma mudança na Constituição foi realizada para aumentar os poderes ou prorrogar o poder do ex-presidente, diferentemente do que aconteceu com Fernando Henrique Cardoso, que em pelo mandato, aprovou a reeleição.

Quer coisa mais odiosa do que essa postura democrática de um torneiro mecânico que vem nos dar lição de civilidade e democracia? O preconceito esconde muitas vezes o próprio conceito.

Leia mais em Educação Política:

A OPOSIÇÃO ESQUERDA E DIREITA FICOU SIMPLISTA E A POLÍTICA MAIS COMPLEXA E DIFÍCIL DE ENTENDER EM TEMPOS DE IDEOLOGIAS IMPURAS

Que tal comer um Mc na China?

Os conceitos de direita e esquerda estão sujos, imprecisos, confusos. Há tempo que estudiosos não pensam a realidade de forma dicotômica, como se esquerda e direita fossem caixas fechadas, fáceis de compreender. No entanto, os conceitos de esquerda e direita continuam importantes para entender a realidade e compreender a atuação de um político ou de um partido político, principalmente no âmbito econômico da administração pública.

Assim, faz algum sentido falar em esquerda e direita quando se fala em privatização, participação do estado, investimentos sociais e outros. Mas já não servem mais como categorias de análise da realidade, como conceitos para explicá-la.

Hoje a afirmação de que o PT é um partido de esquerda é problemático, mas falar que o PSDB é de direita não é tão problemático. Isso porque o PT usa instrumentos e discurso da esquerda e da direita para governar. Aliás, a fundação do PT é resultado justamente da revisão histórica mundial dos rumos do comunismo. Já o PSDB usa principalmente recursos e discurso conservador da direita, vide a incapacidade de lidar com a violência em São Paulo. Problema da segurança pública, da moradia etc são exclusivamente casos de polícia.

Falar que a China é um país comunista e de esquerda é realmente desconhecer a política e a história. A China é uma das mais horrorosas hierarquias que a direita poderia construir. Um capitalismo perverso totalmente controlado e com liberdade política bastante restrita. É a velha máxima de que quando se vai muito para a esquerda se chega na direita.

O perigo na China não é para o capitalismo, mas para a liberdade individual. EUA e China disputam o globo como impérios capitalistas. O discurso do medo e o discurso do terror proferido por direitistas contra o comunismo nas últimas décadas foi o fantasma que construiu a sociedade da violência e da desigualdade sem fim, como a brasileira. No entanto, qualquer crítica ou avanço contra a desigualdade social e econômica é associado ao risco de um possível comuno-capitalismo, como o Chinês ou outros países semelhantes. A categoria de análise da esquerda e direita parou na década de 60 século passado e não avançou mais, agora virou ideologia.

Hoje a realidade está bastante complexa, ainda que esquerda e direita sejam referências de políticas importantes. Falar em perigo do comunismo hoje em dia soa a delírio esquizofrênico de quem tem muito a esconder por debaixo do pano capitalista da desigualdade. Transferir o discurso para a personificação dos políticos, dizendo que não importa o partido, mas a pessoa, também é uma análise tacanha, udenista. Existem informações importantes e inegáveis na associação partidária,histórica e ideológica, principalmente quando ela se disfarça de não-ideológica.

Leia mais em Educação Política:

DIFÍCIL DE ENXERGAR: A JUSTIÇA, O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E A PRIVATARIA TUCANA, SEGUNDO BESSINHA

O IMPLACÁVEL ÁLVARO DIAS, DO PSDB, E AS APOSENTADORIAS INCONSTITUCIONAIS E ILEGAIS, SEGUNDO O PRÓPRIO SUPREMO

FOTOS DE KLEINER KAVERNA, NO ENSAIO DA PEÇA ‘O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO’, BASEADA NO CONTO HOMÔNIMO DE JOÃO DO RIO

SEM MONOPÓLIO: 10 MOTIVOS PARA DIZER NÃO À EMENDA CONSTITUCIONAL 37, QUE TIRA PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A INCRÍVEL FOTOGRAFIA DE THOMAS HOEPKER EM NOVA IORQUE NO DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO, CONTO DE JOÃO DO RIO, É UMA DENÚNCIA DA MECANIZAÇÃO DA VIDA E DAS MÁSCARAS SOCIAIS

Nesta segunda parte da entrevista, Orna Levin fala sobre um conto tardio de João do Rio, O homem da cabeça de papelão, e sobre dois temas principais que são retratados no conto: a mecanização da vida cotidiana e as máscaras sociais. O conto foi livremente adaptado pelo Curso Livre de Teatro, que acontece no Barracão Teatro, em Campinas, com estreia marcada para os dias 29, 30 de novembro e 01 de dezembro.

Ambos os temas do conto, como Orna explica, refletem o momento histórico da sociedade carioca da época. O Rio de Janeiro na passagem do século vivia transformações de ordem urbana e tecnológica, o que afetava o modo de vida, a percepção do tempo e também as relações sociais.

É nesse contexto que João do Rio escreve um conto que pode ser visto sob uma estética futurista, imaginando um mundo onde podemos trocar de cabeça, um mundo onde as máscaras sociais e os papéis sociais se multiplicam, e onde características como honestidade, por exemplo, já não encontram espaço. A narrativa literária, neste caso, esboça uma denúncia tanto de uma realidade onde o homem é tomado pelos objetos, quanto da falsidade das relações sociais.

E veja também a primeira parte da entrevista.

Veja mais em Educação Política:

ENFIM UMA BOA UTILIDADE PARA ELAS: OS INSTRUMENTOS MUSICAIS FEITOS COM ARMAS DE FOGO DO ARTISTA MEXICANO PEDRO REYES
A ARTE E A VIDA EM CÍRCULOS NAS ESCULTURAS DO MINEIRO GERALDO TELES DE OLIVEIRA, O GTO
A INTRIGANTE COMPANHIA PHILIPPE GENTY, EM VOYAGEURS IMMOBILES, COM TEATRO, DANÇA, MÚSICA E BONECOS
O REISADO E A BANDA DE PÍFANO NA ARTE EM MADEIRA DO CEARENSE MESTRE MANOEL GRACIANO

CRONISTA MUNDANO E JORNALISTA DE RUA: JOÃO DO RIO RETRATOU EM CRÔNICA, CONTO E ROMANCE A REALIDADE SOCIAL DE SUA ÉPOCA

Orna Levin, autora de “As figurações do dandi”

Paulo Barreto, mais conhecido como João do Rio, foi jornalista, cronista, escreveu contos, peças de teatro, romances, andou pelos salões elegantes da sociedade carioca, retratando seus costumes, e também pelas ruas do Rio de Janeiro, mostrando a realidade que pulsava nas periferias e regiões mais pobres.

Marcado por essa atividade múltipla e pela atuação como jornalista, a realidade social, seja das ruas, seja dos costumes da aristocracia da época, nunca abandonou suas produções literárias e João do Rio fez história nas letras nacionais como o “cronista mundano” que frequentava as festas e escrevia sobre a sociedade elegante do Rio de Janeiro, mas também como o jornalista de rua, atento às transformações de sua época e que mantinha uma postura excêntrica diante de um mundo em mudança.

João de Rio, de certa forma, incorporava a figura do dandi, como diz a professora doutora ( e não “doutorna”! veja vídeo) da Unicamp Orna Messer Levin, estudiosa da obra do escritor e autora de livros sobre ele como As figurações do dandi e Teatro de João do Rio.

Em entrevista à TV Educação Política (abaixo), Orna fala sobre o dandi como aquele que adota uma postura excêntrica, seja na maneira de se vestir, seja no comportamento, com o objetivo de fazer uma crítica à ascensão da burguesia e ao processo de massificação da cultura e da arte que esta ascensão representa. O dandi se pautaria, antes de tudo, por uma filosofia da arte, buscando, na sua forma de se diferenciar da uniformidade restante, guardar o lugar da nobreza do conhecimento estético.

Como dandi, João do Rio seria essa voz excêntrica, evitando ser arrastada pela massificação burguesa e fazendo-se presente  no território das ruas, presença que reverbera em toda sua obra.

Veja a segunda parte da entrevista

Veja mais em Educação Política:

CELSO BODSTEIN DIZ QUE CINEMA É A FORMA DE SINTETIZAR REFLEXÕES DE ORDEM FILOSÓFICA, SOCIOLÓGICA E ESTÉTICA
“É HORA DE O ESTADO ASSUMIR SUAS RESPONSABILIDADES”, DIZ FRANCISCO FOOT HARDMAN SOBRE A COMISSÃO DA VERDADE
PARA HISTORIADORA, CENTRO DE CULTURA POPULAR (CPC) DA UNE FOI UM EXPRESSIVO PERÍODO DE EDUCAÇÃO ESTÉTICA, POLÍTICA E SENTIMENTAL INICIADO COM PEÇA DE VIANINHA
A TERCEIRA MARGEM DO CORAÇÃO SELVAGEM – PENSANDO CLARICE LISPECTOR E GUIMARÃES ROSA

BRASIL PRECISA ADOTAR O PRINCÍPIO DE PROPORCIONALIDADE DE MULTA E CONDENAÇÃO COMO EXISTE NA FINLÂNDIA

O Brasil e qualquer país capitalista deveriam adotar  o princípio da proporcionalidade no castigo, seguindo o modelo da Finlândia, considerado o país menos corrupto do mundo. Esse princípio ajudaria muito no combate à corrupção e outros problemas das democracias contemporâneas.

Nada mais justo do que quem tem mais pagar mais. Veja, uma multa de R$ 500 é um absurdo para alguém que ganha R$ 1.000 por mês, mas é irrisória para quem ganha R$ 50 mil por mês.  Ou seja, a infração para o sujeito rico é menos grave do que para o indivíduo mais pobre. A mesma infração faz com que o indivíduo mais pobre seja severamente punido e o indivíduo rico fique praticamente impune.

Assim, a multa ou a condenação econômica de um indivíduo muito rico deve ser proporcional ao seu patrimônio. Quanto mais rico é o sujeito, maior tem de ser a multa por descumprir uma regra social, seja multa de trânsito, ambiental ou fiança. Aliás, no capitalismo degenerado como o nosso, o sistema é capitalista, mas a justiça é comunista.

O pilar finlandês contra a corrupção

A Finlândia tem sido reconhecida internacionalmente como o país menos corrupto do mundo, uma parte desse sucesso está na moralidade que impera no país, apesar disso, e para facilitar a transparência, tem também um conjunto de princípios com vista a evitar abuso de poder que são raros na cultura brasileira.
Modelo de luta que a Finlândia usa contra a corrupção:
1º) Em qualquer compra feita na Finlândia, o governo quer compre uma caneta ou um edifício, devem ser adquiridos a preços de mercado e, forçosamente, incluir três ofertas de fornecedores diferentes para escolher o mais competitivo. Não é legal, permitido ou justificável pagar fortunas por obras ou serviços que ultrapassam o razoável, e que mesmo depois de se tornar publicamente conhecido os preços descabidos, não acontece nada aos envolvidos.
2º) O princípio da transparência total da administração pública
Qualquer decisão de um funcionário público no exercício da sua profissão (excepto as relacionados com a segurança) pode ser conhecido pelos cidadãos. Não pode recusar-se a satisfazer as necessidades de informação não só dos jornalistas, como dos eleitores.
3º) O princípio da transparência total nas contas dos cidadãos
Os finlandeses podem saber quais são os rendimentos declarados de todos os residentes no país, seja de  uma pessoa que recebe o subsidio de  desemprego, ou do artista de maior sucesso da nação ou mesmo o CEO da Nokia.
4º) Não existem presidentes de Câmara
O governo dos municípios na Finlândia encontra-se nas mãos de  “gestores da cidade”, ou seja, funcionários públicos com experiência na administração de tais entidades. Assim, o público pode distinguir claramente o responsável e que até podem ser despedidos ou substituídos, pela Câmara Municipal ( órgão eleito nas urnas pelo povo e que possui a representatividade da soberania popular). Helsínquia é a exceção a este modelo.
5º) Ausência de cargos de designação política
Na Finlândia, os secretários de estado  fazem carreira sendo sujeitos e superando avaliações e provas objectivas, em vez de designação partitocrática como em Portugal . Em 2005 fez-se uma reformulação do sistema para permitir que organizações políticas pudessem escolher os secretários de Estado novamente , mas muitos deles ainda são funcionários públicos, actualmente continuam a ser  promovidos por mérito.
6º) A estrutura do poder é de coligação
Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas um indivíduo, é por isso que na Finlândia se promove a tomada de decisão através do debate e consenso. O Conselho de Ministros tem mais poder que o Presidente da República.
7º) O princípio do livre acesso ao poder
A possibilidade de se tornar um membro do poder politico ou de ministérios, finlandês não está circunscrito numa elite intelectual formada em instituições educacionais concretas (como na França), nem em  pessoas que tem  a capacidade de atrair investidores de diferentes empresas para financiar suas campanhas ( EUA ; Brasil. exemplo) ou membros de partidos e organizações políticas públicas cujo único mérito foi alcançado internamente e apenas no seu partido (caso espanhol)
Na Finlândia, as posições no poder, são ocupadas  por funcionários públicos (seguindo uma escala de mérito) e cuja escalada na carreira está aberta ao conhecimento de todos os finlandeses.
8º) O princípio da proporcionalidade no castigo
As multas ou sanções  por violar as regras é geralmente proporcional ao rendimento dos indivíduos e empresas. Em 2001, Anssi Vanjoki, executivo sênior da Nokia, foi multado ao passar o limite de velocidade, na sua mota  Harley Davidson e a multa foi cerca de 104.000 dólares na época. Este princípio da proporcionalidade no castigo, leva os politicos  tentados a participar num caso de corrupção,  a pensar duas vezes antes de serem tentados a cruzar o limite da legalidade. ( Vi no Teia Politica)
Leia mais em Educação Política:

UM POUCO DO ESCURO E DA COR DA OBRA DO ARTISTA MODERNISTA OSWALDO GOELDI ESTÁ NA COLEÇÃO DA PINACOTECA DE SÃO PAULO

ESTA IMAGEM OU ARTE DE BANKSY, O ARTISTA DE RUA BRITÂNICO, VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS

JOSÉ MUJICA, O PRESIDENTE MAIS POBRE DO MUNDO, E VIZINHO DO BRASIL, É NOTÍCIA POR UMA TV ESTATAL INGLESA

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO, DE JOÃO DO RIO, EM ADAPTAÇÃO MUITO LOUCA E FUTURISTA DO DIRETOR CARLOS CANELA

NÚMERO DE ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA CAI 24% ESTE ANO

Reforma agrária: número de assentados cai 24% em 2012

Hermano Freitas/ Portal Terra, sugerido por Igor Felippe

Assentamento no Pará

A reforma agrária teve forte desaceleração em 2012 no País. Até o início de outubro, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou pouco mais de 4 mil famílias, número cerca de 24% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do órgão. A greve de servidores públicos federais e a troca de presidente podem explicar o resultado, considerado ruim pelos movimentos sociais ligados ao campo.
O número de famílias beneficiadas pela reforma agrária cai desde 2008. Naquele ano, o Incra assentou 62.683 famílias, recuando para 51 mil em 2009 e 37.352 em 2010. Em 2011 o resultado foi de 21.933 famílias acomodadas em fazendas que passaram por desapropriação – o pior resultado desde 1994. Em 2012, até agora, o governo assentou 1,3 mil famílias a menos que no ano passado.
Cada família é uma unidade de aproximadamente quatro pessoas. De acordo com o Incra, o último trimestre é o período com maior número de assentamentos na série histórica, portanto o resultado pode melhorar até o final do ano. O Ministério do Desenvolvimento Agrário não coloca metas, mas a expectativa no início do ano, antes do contingenciamento de 70% do orçamento, era atingir até 40 mil famílias assentadas até o final de 2012. A criação de novos assentamentos, no entanto, ainda exige disponibilidade de crédito e acesso aos serviços básicos. (texto completo)

Leia mais em Educação Política:

COLLOR: PROCURADOR ROBERTO GURGEL E OS CHUMBETAS, MANUS LONGA, POLICARPINHOS, FACTÓTUM, CHEFETE, CAFUA E ASSECLAS

Collor sobre Gurgel: o Senado finge que escuta, a imprensa finge que não escuta

O discurso do senador Fernando Collor de Mello, realizado no último dia 12 de junho no Senado Federal, acusando o procurador geral da República, Roberto Gurgel Santos, de prevaricação e outros crimes, é uma coleção de adjetivos que já são característicos em seus pronunciamentos.

Chumbetas, asseclas, manus longa, policarpinhos e etc

O mais grave é que o Senado finge que escuta e a imprensa finge que não escuta. Para Collor, Gurgel cometeu crime ao revelar documento em segredo de justiça para a revista Veja. Ele se refere a falsa entrevista da revista com Marcos Valério.

Veja mais em Educação Política:

TERCEIRO MUNDO DO PODER JUDICIÁRIO: A DIFERENÇA ENTRE A JUSTIÇA DO BRASIL E DA INGLATERRA NUM BELO TEXTO DE PAULO NOGUEIRA

Sobre o juiz inglês e os nossos juízes

Depois de ver Leveson comandar as discussões sobre a mídia inglesa, dói ver nosso STF
O juiz Levenson, questiona a mídia na Inglaterra, sem pedantismo
Por Paulo Nogueira
Acompanho, em Londres, o trabalho sereno, lúcido, inteligente do juiz Brian Leveson, incumbido de comandar as discussões sobre a mídia britânica.
Leveson, para lembrar, é chefe de um comitê independente montado a pedido do premiê David Cameron depois que a opinião pública disse basta, exclamação, às práticas da mídia. Já havia um mal estar, parecido aliás com o que existe no Brasil, mas a situação ficou insustentável depois que se soube que um jornal de Murdoch invadira criminosamente a caixa postal do celular de uma garota de 12 anos sequestrada e morta. O objetivo era conseguir furos.
Leveson e um auxiliar interrogaram, sempre sob as câmaras de televisão, personagens como o próprio Cameron, Murdoch (duas vezes), editores de grande destaque, políticos e pessoas vítimas de invasão telefônica, entre as quais um número expressivo de celebridades.
Em breve, espera-se um relatório de Leveson com suas recomendações. A maior expectativa gira em torno da fiscalização à mídia. A opinião pública espera que algo de efetivo seja feito aí. Mais especificamente, a criação de um órgão independente que fiscalize as atividades jornalísticas.
Os britânicos, em sua maioria, entendem que a auto-regulação fracassou. O “interesse público” tem sido usado para encobrir interesses privados, e a “liberdade de expressão” invocada para a prática de barbaridades editoriais.
Um grupo de políticos conservadores publicou uma carta aberta que reflete o sentimento geral. “Ninguém deseja que nossa mídia seja controlada pelo governo, mas, para que ela tenha credibilidade, qualquer órgão regulador tem que ser independente da imprensa, tanto quanto dos políticos”, diz a carta. “Achamos que a proposta da indústria jornalística (auto-regulação, em essência) é falha na questão da independência do órgão regulador e corre o risco de ser um modelo instável destinado a fracassar, como outras iniciativas nos últimos sessenta anos.”
Você vê Leveson e depois vê nossos juízes do STF e o sentimento que resulta disso é alguma coisa entre a desolação e a indignação. Por que os nossos são tão piores?
Leveson, para começo de conversa, fala um inglês simples, claro, sem afetação e sem pompa. Não se paramenta ridiculamente para entrevistar sequer o premiê: paletó e gravata bastam. Ninguém merece a visão das capas que fizeram Joaquim Barbosa ser chamado, risos, de Batman.
Leveson guarda compostura, também. Se ele fosse a uma festa de um jornalista com um interesse tão claro nos debates que ele comanda, seria fatalmente substituído antes que a bagunça fosse removida pelas faxineiras.
Nosso ministro Gilmar Mendes foi, alegremente, ao lançamento do livro do colunista Reinaldo Azevedo, em aberta campanha para crucificar os réus julgados por Gilmar, e de lá saiu com um livro autografado que provavelmente jamais abrirá e com a sensação de que nada fez de errado.
Leveson também mede palavras. Há pouco tempo, nosso Marco Aurélio Mello disse que a ditadura militar foi um “mal necessário”. Mello defendeu uma ditadura, simplesmente – e ei-lo borboleteando no STF sem ser cobrado para explicar direito isso.
Necessário para quem? O Brasil tinha, em 1964, um presidente eleito democraticamente, João Goulart. Os americanos entendiam, então, que para cuidar melhor de seus interesses em várias partes convinha patrocinar golpes militares e apoiar ditadores que seriam fantoches de Washington.
Foi assim no Irã e na Guatemala, na década de 1950, e em países como o Brasil e o Chile, poucos anos depois. O pretexto era o “risco da bolchevização”.
Recapitulemos o legado do golpe: a destruição do ensino público, a mais eficiente escada para a mobilidade social. A pilhagem dos trabalhadores: foram proibidas greves, uma arma sagrada dos empregados em qualquer democracia. Direitos trabalhistas foram surrupiados, como a estabilidade.
De tudo isso nasceu uma sociedade monstruosamente injusta e desigual, com milhões de brasileiros condenados a uma miséria sem limites. Quem dava sustentação ideológica ao horror que se criava era o poderoso ministro da economia Delfim Netto. Ele dizia que era preciso primeiro deixar crescer o bolo para depois distribuir.
São Paulo, a minha São Paulo onde nasci e onde pretendo morrer, era antes da ditadura uma cidade dinâmica, empreendedora, rica – e bonita. Menos de 1% de sua população vivia em favelas. Com vinte anos de ditadura, já havia um enxame de favelas na cidade, ocupadas por quase 20% dos residentes.
Este o mundo que adveio do “mal necessário” defendido por Marco Aurélio Mello. Não tenho condições de avaliar se ele entende de justiça. Mas de justiça social ele, evidentemente, não sabe nada. (Diário do Centro do Mundo)

Leia mais em Educação Política:

DESEJO OU ANÁLISE: HISTORIADOR MARCO ANTONIO VILLA É “EXEMPLO DA QUALIDADE” DO COMENTÁRIO POLÍTICO NA GRANDE MÍDIA

Villa: a confusão entre desejo e análise

Uma das coisas mais importantes para pesquisadores e analistas é entender os próprios desejos. Claro que toda análise e pesquisa tem um elemento pessoal inevitável. E isso é até salutar quando o pesquisador é capaz de reconhecer e tecer sua própria autocrítica, reconhecer que pode prejudicar toda a crítica ou análise diante do descontrole do desejo.

Quando o desejo toma conta da análise no jornalismo, o analista torna-se um editorialista de ocasião. É a fonte que a grande mídia busca para falar em nome dos seus próprios interesses. Marco Antonio Villa é figura conhecida em várias mídias: da TV Cultura, passando pela Globo News, Bandeirantes, Veja, etc. Virou celebridade e a crítica lhe escapou. O desejo falou mais alto.

Veja vídeo abaixo.

vi no MidiaCrucis

Veja mais em Educação Política:

RUA GONÇALO DE CARVALHO, A MAIS BONITA DO MUNDO, ESTÁ DE BEM COM O MEIO AMBIENTE E RESISTIU À ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

ENFIM UMA BOA UTILIDADE PARA ELAS: OS INSTRUMENTOS MUSICAIS FEITOS COM ARMAS DE FOGO DO ARTISTA MEXICANO PEDRO REYES

A RESSACA DO MENSALÃO: DEPOIS DA ORGIA MIDIÁTICA PARA PUNIR PETISTAS, MÍDIA TENTARÁ CONTER JOAQUIM BARBOSA E SE GARANTIR

Do site 247

O estilo é o homem

O estilo Joaquim Barbosa só serve para petista e outros pês.

Imortalizada pelo conde de Buffon, a frase deveria servir de alerta para aqueles, como Merval Pereira, Dora Kramer e Francisco Mesquita Neto, que demonstram certa preocupação apenas com o “estilo” de Joaquim Barbosa. Como ensinava o pensador francês, a forma não está dissociada do conteúdo e o estilo é parte indissociável do ser humano. A tradução do próprio caráter que, em breve, comandará o STF e o Poder Judiciário no Brasil
“Fier de son Français”, ou orgulhoso do seu próprio francês, o ministro Joaquim Barbosa certamente já ouviu a frase de George-Louis Leclerc, o conde de Buffon.  “Le style, c’est l’homme même”. Ou seja: o estilo é o homem.
Pronunciada em 1753, num discurso na Academia Francesa, a frase até hoje é repetida, mas nem sempre compreendida. Segundo Leclerc, o estilo é a expressão máxima do indivíduo, a tradução do seu próprio caráter.
Relembrá-la, portanto, é útil para alguns personagens que vinham tratando Joaquim Barbosa como herói, mas que começam a demonstrar preocupação apenas com seu “estilo”. Ou com seu temperamento tido como irascível. Repetindo: o estilo é o homem.
Ontem, Merval Pereira e Dora Kramer, colunistas do Globo e do Estadão acenderam a luz amarela em relação a esse temperamento — sempre perdoado pela suposta santa indignação dos justos e pelo desassombro com que enfrenta mensaleiros.
Hoje, em editorial, o jornal Estado de S. Paulo, dirigido por Francisco de Mesquita Neto, foi mais contundente, ao afirmar que, para presidir o STF, Barbosa terá antes de vigiar o próprio comportamento.
Será essa apenas uma questão de estilo? Ou, dito de outra maneira, o estilo está dissociado do homem, que tem a missão de julgar?
Até agora, Barbosa desfilou diversas qualidades reprováveis num juiz, num julgamento transmitido ao vivo para todo o País: arrogância, desrespeito com os próprios colegas, deboche em relação aos réus e prepotência. Em breve, essas qualidades estarão encarnadas também no comando do Poder Judiciário.

Veja mais em Educação Política:

O PT MERECE A MÍDIA QUE O BRASIL TEM: REPRESSÃO A RÁDIOS COMUNITÁRIAS É PIOR DO QUE NO PERÍODO DE FHC

Bruno Marinoni
Do Observatório do Direito à Comunicação
Agência age como órgão repressor em defesa da grande mídia
Basta uma rápida busca na internet sobre a relação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com as rádios comunitárias para perceber o tamanho do problema. São recorrentes reclamações de que a agência tem “reprimido”, “atacado”, “multado” e “fechado” emissoras ao redor do país. O uso da força contra iniciativas de grupos que buscam um espaço no espectro eletrônico, que acreditam poder pôr em prática o seu direito de exercer a liberdade de expressão, mas que não se enquadram no sistema comercial das médias e grandes empresas de comunicação parece ser comum.
De acordo com Arthur William, representante da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) no Brasil, “a Anatel incorporou a funcionalidade do antigo Dentel e absorveu, em certa medida, também sua mentalidade, agindo muitas vezes como capataz do Ministério das Comunicações, estando mais preocupado em fechar e perseguir as rádios comunitárias”.
Arthur ainda afirma que houve um processo de recrudescimento da repressão por parte da Anatel, com maior número de fechamentos durante o governo Lula do que na vigências dos governos de FHC.
Atualmente, a Amarc Brasil tem orientado que os radialistas comunitários comuniquem a defensoria pública para impedir que a Anatel leve ilegalmente equipamentos da emissora. Há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 1668) contra o artigo 19 da lei 9.472/97, questionando o direito da agência de realizar buscas de transmissores em rádios livre e comunitárias, o que confere à apreensão dos equipamentos também uma prática irregular.
Além disso, os comunicadores populares reclamam do fato de que a Anatel não têm se dedicado com o mesmo empenho à fiscalização das emissoras privadas e das operadoras de telecomunicações. A própria inexistência de uma legislação específica e atualizada, assim como de uma agência reguladora que dê conta da radiodifusão comercial expressa esse tipo de tratamento privilegiado.
“Existem outros temas mais urgentes para cuidar, como esses das telecomunicações, do que apreender rádio que presta serviço à comunidade. Espera-se que a Anatel atenda os anseios da sociedade por fiscalização dos serviços comerciais, como a telefonia e as emissoras privadas, e ajude no processo de legalização das rádios comunitárias, oferecendo formação, capacitação e parcerias, como previsto, em vez de implementar uma política proibitiva de perseguição”, afirma William.

Veja mais em Educação Política:

GERALDO ALCKMIN EM VÍDEO DE 2006 (!!) SE MOSTRA IRRITADO COM PERGUNTA SOBRE A VIOLÊNCIA DO PCC NO ESTADO DE SÃO PAULO

Geraldo: Pinheirinho e PCC: tudo a ver.

O governador Geraldo Alckmin não tem desculpa. Ele ocupou e influenciou o poder executivo de São Paulo por pelo menos 13 anos nos últimos 18 anos em que o PSDB está no governo. Foi vice-governador de 95 a 2001 e governador de 2001 a 2006. Este ano, para quem já se esqueceu, é 2012. Ele está há dois anos novamente como governador. Não fez nada.

A crise da violência com o governo do PSDB não tem solução.  O governo do PSDB em São Paulo é perverso com a população mais pobre, acentuando a desigualdade brasileira, vide Pinheirinho, o que fortalece ainda mais os grupos criminosos. Assista vídeo em inglês, com legenda, de 2006, em que o governador se irrita com perguntas sobre a violência do PCC.

Veja mais em Educação Política:

CONFLITO DE GERAÇÕES: O DIÁLOGO IMPERTINENTE E REVELADOR ENTRE PAI E FILHO SOBRE POLÍTICA E MÍDIA NO BRASIL

DEPUTADO ROGÉRIO CORREIA: AVISA A REVISTA VEJA (DE FOFOCA) QUE ACABOU ESSE TEMPO DE TUDO PARA OS RICOS E NADA PARA OS POBRES

Aviso à revista Veja: o tempo do golpe acabou

Deputado Rogério Correia diz, em Comissão da Assembleia Legislativa, que é proibido de sair ou dar entrevista para o jornal Estado de Minas, em Minas Gerais, por censura empresarial.

Ele também afirma que acabou o tempo dos golpes, promovidos e incentivados pelos meios de comunicação. “Lula não é Getúlio Vargas, a Dilma não é Jânio Quadros”, ressalta.

Para o deputado não existe liberdade de imprensa, mas liberdade de difamação. “São quatro ou cinco famílias que mandam”, destaca.

Veja mais em Educação Política:

O SAMBISTA ADONIRAN BARBOSA ANTECIPOU GERALDO ALCKMIN E EXPLICA A VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO COM SAMBA DA DÉCADA DE 60

Adoniram eternizou Pinheirinho meio século antes de acontecer

A genialidade do sambista Adoniran Barbosa é capaz de explicar com meio século de antecedência porque São Paulo vive uma guerra civil entre policiais militares e o PCC.

Ele nos mostra que a raiz está no Pinheirinho (expulsão de moradores em bairro de São José dos Campos a mando da Justiça e com a força policial do Estado de São Paulo, comandado por Geraldo Alckmin). Pinheirinho é um exemplo e não é novidade. Esse é o cerne da violência em São Paulo. A violência começa com os poderes do Estado (Justiça e Executivo) contra sua própria população.

Adoniran fez a música na década de 60 do século passado e nada mudou. O oficial de justiça e o poder do Estado, que deveriam garantir condições dignas de moradia para o seu povo, em primeiro lugar, são aparelhos da violência e da desigualdade. A política da elite brasileira não muda.”É ordem superior”, diz Adoniran.

E Adoniran perguntou a Geraldo Alckmin meio século antes de Pinheirinho: “e essa a gente aí hein,  como é que faz?”

Despejo na Favela

“Quando o oficial de justiça chegou
Lá na favela
E contra seu desejo
entregou pra seu narciso
um aviso pra uma ordem de despejo
Assinada seu doutor, assim dizia a petição,
dentro de dez dias quero a favela vazia
e os barracos todos no chão
É uma ordem superior,
Ôôôôôôôô Ô meu senhor, é uma ordem superior
Não tem nada não seu doutor, não tem nada não
Amanhã mesmo vou deixar meu barracão
Não tem nada não seu doutor
vou sair daqui pra não ouvir o ronco do trator
Pra mim não tem problema
em qualquer canto me arrumo, de qualquer jeito me ajeito
Depois o que eu tenho é tão pouco minha mudança é tão pequena que cabe no bolso de trás,
Mas essa gente ai hein como é que faz????

Veja mais em Educação Política:

LEÃO DE OURO EM CANNES: PUBLICIDADE DA REVISTA VEJA ASSUME (IN)CONSCIENTEMENTE QUE MANIPULA PESSOAS E É ANTIÉTICA

Imagem bem humorada do jornalismo da Veja

Já vi muita propaganda genial, mas essa é fora de série. A revista Veja tenta mostrar que suas informações podem ou devem ser usadas para manipular empresas e pessoas.

No vídeo, jovem fala um monte de clichês de economia como um robô, reproduzindo o discurso da Veja. Não há melhor metáfora para definir seus leitores, chamados no comercial de vazios e idiotas por não serem capazes de ter um discurso próprio.

Em alguns segundos, a publicidade definiu a filosofia da revista da editora Abril: os leitores são manipulados e usam a informação para enganar pessoas e empresas. Genial!  O Leão de Ouro em Cannes já está garantido.

Vi no Com Texto Livre

Leia mais em Educação Política:

PRODUTORA DE PINGA YPIÓCA PROCESSA JORNALISTA E TAMBÉM MOVEU AÇÃO CONTRA PROFESSOR QUE FEZ PESQUISA SOBRE POLUIÇÃO

Intervozes publica nota de solidariedade ao jornalista Daniel Fonsêca

Do Barão de Itararé
Produção de cana-de-açúcar teria contaminado lençol freático
O Coletivo Intervozes, que integra o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), publicou nesta segunda-feira (5) uma nota de solidariedade ao jornalista Daniel Fônseca. Membro do coletivo, Fônseca está sendo acusado de injúria, calúnia e difamação pela empresa Ypióca; em um seminário e em um artigo que sequer chegou a ser publicado, ele denuncia que a empresa utiliza água da Lagoa Encantanda (sagrada para o povo Jenipapo-Kanindé) para alimentar a monocultura da cana-de-açúcar, além de poluir o lençol freático com dejetos industriais.
O professor da Universidade Federal do Ceará, Jeovah Meireles, é co-autor do artigo e também está sendo processado pela empresa. A audiência do julgamento do processo ocorre no dia 6 de novembro. Em nota, o Intervozes afirma que, ao judicializar o conflito social e tentar calar manifestos, artigos e produções jornalísticas, a Ypióca age contra a democracia, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão da população brasileira.
Confira a íntegra do texto:
O Intervozes se manifesta contra a criminalização que a empresa de bebidas Ypióca está promovendo com o jornalista e militante do coletivo Daniel Fonsêca
O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social se solidariza com o jornalista e militante do coletivo Daniel Fonsêca no processo de criminalização que está sofrendo pela empresa de bebidas Ypióca.
No dia 6 de novembro de 2012, ocorre a audiência de julgamento do processo que a empresa move contra Daniel Fonsêca desde 2007, acusando-o de injúria, calúnia e difamação por se manifestar em defesa dos direitos dos índios Jenipapo-Kanindé e da preservação da região da Lagoa da Encantada, em Aquiraz (CE).
A Ypióca processou Daniel e o professor da Universidade Federal do Ceará Jeovah Meireles, em processos distintos – após declarações feitas em um seminário e pela produção de um artigo que sequer chegou a ser publicado – por eles terem relatado que a empresa utiliza água da Lagoa Encantada (sagrada para o povo Jenipapo-Kanindé) para alimentar seus 4.000 hectares de monocultura de cana para a produção de cachaça, além de poluir o lençol freático com os descartes do processo industrial de fabricação. O processo contra o professor foi finalizado em 2010. 
Ações com esse caráter representam a judicialização de conflitos sociais na tentativa de intimidar a divulgação de manifestos, pesquisas e produções jornalísticas que defendam direitos fundamentais violados pela ação de empresas ou de governos. A Ypióca tenta, assim, impedir a produção acadêmica e jornalística sobre sua atuação no país, agindo contra a democracia, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão da população brasileira.
O Intervozes reafirma seu compromisso com a defesa das liberdades de expressão, de organização e de manifestação e do livre exercício dos profissionais de comunicação.
Brasília, 5 de novembro de 2012.
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Veja mais em Educação Política:

 

IMPERDÍVEL MESMO: EDUARDO MARINHO E A FORMA MASCULINA DA DOMINAÇÃO E MANUTENÇÃO DA DESIGUALDADE

PIG 10 X 0 PT: VITORIOSO NAS URNAS, PT PERDE DE LAVADA PARA O OLIGOPÓGIO DA MÍDIA NO CONGRESSO NACIONAL

Cristina enfrentou o monopólio da mídia e venceu eleições

O Partido dos Trabalhadores saiu-se bem nas recentes eleições para prefeitura e câmara de vereadores, mesmo diante da atuação canina do PIG em cima do Mensalão. Talvez a maior cobertura jornalística de todos os tempos.

Mas é no Congresso Nacional que o PT está apanhando feio. O PIG fez um circo com o Mensalão e deve mandar o José Dirceu para a cadeia.  De sobra, atacar e tentar anular Lula, mesmo fora do governo. E está conseguindo. Talvez a luz acenda quando mandarem o José Dirceu para atrás das grades e abrirem uma ação contra Lula. O PIG já entendeu que precisa destruir Lula mesmo fora do governo, senão não chega ao pote de outro do povo brasileiro.

Mesmo com todo masoquismo petista, como alertou o deputado Fernando Ferro, a insatisfação da elite é grande. O PT ainda é um partido que deixa a elite insegura. A democracia da elite brasileira só existe se ela ou seus representantes estiverem no comando. Os outros, mesmo seguindo a cartilha, não são confiáveis. Palocci que o diga. Bateu continência e foi defenestrado.

Enquanto o Jornal Nacional dava 10 horas de Mensalão em horário nobre, o PT não conseguia nem sequer ouvir um editor de revista, o Policarpo Jr, da Veja, na CPI do Cachoeira. Quiçá ouvir o procurador-geral, Roberto Gurgel, que precisa explicar porque não investigou a quadrilha do Carlinhos Cachoeira. No Congresso Nacional, o PT leva de 10 a 0.

Leia mais em Educação Política:

%d blogueiros gostam disto: