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ENTREVISTA

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO, CONTO DE JOÃO DO RIO, É UMA DENÚNCIA DA MECANIZAÇÃO DA VIDA E DAS MÁSCARAS SOCIAIS

Nesta segunda parte da entrevista, Orna Levin fala sobre um conto tardio de João do Rio, O homem da cabeça de papelão, e sobre dois temas principais que são retratados no conto: a mecanização da vida cotidiana e as máscaras sociais. O conto foi livremente adaptado pelo Curso Livre de Teatro, que acontece no Barracão Teatro, em Campinas, com estreia marcada para os dias 29, 30 de novembro e 01 de dezembro.

Ambos os temas do conto, como Orna explica, refletem o momento histórico da sociedade carioca da época. O Rio de Janeiro na passagem do século vivia transformações de ordem urbana e tecnológica, o que afetava o modo de vida, a percepção do tempo e também as relações sociais.

É nesse contexto que João do Rio escreve um conto que pode ser visto sob uma estética futurista, imaginando um mundo onde podemos trocar de cabeça, um mundo onde as máscaras sociais e os papéis sociais se multiplicam, e onde características como honestidade, por exemplo, já não encontram espaço. A narrativa literária, neste caso, esboça uma denúncia tanto de uma realidade onde o homem é tomado pelos objetos, quanto da falsidade das relações sociais.

E veja também a primeira parte da entrevista.

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