Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 4 dezembro, 2012

DILMA ROUSSEF ENQUADRA TUCANOS: ELÉTRICAS CEMIG E CESP, CONTROLADAS PELO PSDB, BOICOTAM A REDUÇÃO NA CONTA DE LUZ

Tucanos podem ficar no escuro
Tucanos podem ficar no escuro

Seria de caso pensado ou será que a presidenta Dilma Rousseff armou sem saber uma armadilha para os tucanos?  Ao anunciar a redução da conta de luz, em setembro passado, será que o governo não calculou o risco de que a Cesp e a Cemig, controladas por tucanos,  recusariam participar da redução da conta de luz?

É possível que sim. Apesar de um certo problema para o governo, o PSDB ficou com uma batata quente na mão. E vai ser difícil  se livrar. Como explicar para a população que eles boicotaram a redução na conta de luz?  Sim, porque os grandes empresários e acionistas podem ficar mais pobres? difícil. Há risco de apagão?… difícil. Será que a população vai esquecer disso também? Difícil.

O mercado de energia não tem risco. É lucro certo. O governo ofereceu pagamento do investimento e 30 anos de administração de um negócio sem risco em troca de uma redução na lucratividade. Isso é uma mamata! Mas há uma turma que quer sugar a população até o osso, representada por essa associação entre mídia e mercado de capitais, que levou a Europa à falência.

Os tucanos pensaram e não enxergaram alternativa a não ser boicotar a redução da conta de luz. Pelo menos, a direita está ficando mais sincera. Antes eles fariam diferente, diriam que essa redução é pequena, que deveria reduzir mais. Agora, com o PIG a tiracolo, pouco se importam.

Talvez a campanha tucana para 2014 ficasse inviável sem um lucro alto das companhias elétricas, vide a lista de Furnas, que foi comprovada como caixa 2. Dilma pode ter colocado os tucanos num beco sem saída.

Veja trecho de matéria abaixo:

Uma decisão da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) colocou nesta segunda-feira (3) o primeiro obstáculo nos planos do governo federal de reduzir em 20% na média o custo da energia elétrica no país.

Para baratear a luz, a presidente Dilma tem dois instrumentos. O primeiro, já usado, foi retirar encargos federais da conta de luz.

O segundo não depende dela: convencer as empresas do setor a baixar seus custos, em troca de renovar as concessões que terminariam nos próximos anos. Ou seja, elas faturariam menos, mas ganhariam o direito de explorar a companhia por mais tempo.

O prazo para que as empresas aceitem termina nesta terça-feira (4). No entanto, a Cesp considerou economicamente inviável aceitar a proposta no caso de três usinas que, juntas, somam 25% da energia em questão. Sem elas, a previsão de analistas é que a redução de tarifa não passe de 18%. (integral na Folha)

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Tem gente jogando contra

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A FIESP (Federação da Indústrias de São Paulo) finalmente iniciou uma campanha publicitária na imprensa para cobrar de senadores e deputados a aprovação da Medida Provisória da presidenta Dilma para diminuir a conta de luz.

Apesar de não citar nomes, o alvo principal do anúncio tem nome e endereço: o senador Aécio Neves (PSDB/MG). Lançado esta semana como candidato do partido à presidência da República em 2014.

O tucano é o principal lobista contra a redução na conta de luz, porque diminui os lucros distribuídos pela CEMIG aos acionistas privados com quem ele tem o rabo preso por compromissos.

A campanha publicitária iniciou após a presidenta Dilma chamar as falas a FIESP. Os empresários reclamavam que o custo da energia elétrica no Brasil estava prejudicando a competitividade da indústria nacional. Dilma montou o marco regulatório da renovação antecipada da concessão das usinas hidrelétricas que estão vencendo, de forma a reduzir a tarifa. Passou a enfrentar resistência de parlamentares ligados as empresas geradoras de eletricidade, a maioria estatais sob controle de governadores tucanos. Os empresários da indústria, os maiores beneficiados, estavam quietos, diferente do que fizeram na época da CPMF. Com a pressão da Presidenta, se mexeram. (Vi no Amigos do Presidente)

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