Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 18 março, 2013

A CONTAMINAÇÃO DO SUCO DE SOJA ADES E OS PERIGOS DA CONCENTRAÇÃO NO MERCADO DA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA

foto: divulgação ades-campanha-fotoA contaminação do Ades expõe mais uma vez o perigo dos grandes conglomerados da indústria alimentícia. Quanto mais concentrada a indústria, mais perigoso e arriscado fica preservar a saúde pública.  Se uma única empresa ou se poucas empresas controlam a produção de alimentos, uma contaminação mais séria pode gerar uma grande catástrofe.

Na Europa, há pouco tempo crianças foram internadas por contaminação da merenda e, no mês passado, descobriu-se que a população estava comendo carne de cavalo no lugar da carne de vaca. No Brasil, há pouco tempo também o achocolatado Toddyinho provocou queimaduras em crianças.  Por uma questão de saúde pública, seria prudente evitar grandes produtores no mercado.

Atualmente no Brasil, apesar de marcas diferentes nas prateleiras, são poucas as empresas da indústria alimentícia que controlam todo o mercado.  Basta ir a um supermercado e olhar os rótulos. Alguns produtos estão praticamente monopolizados.

O governo deveria incentivar a diversificação e a competição entre as empresas alimentícias, punindo grandes empresas por práticas predatórias e anti-concorrenciais. Ou ainda, aumentando impostos de empresas que detêm grande fatia do mercado.

Além disso, é uma temeridade usar financiamento público e permitir que empresas se tornem grandes operadoras num mercado que coloca em risco a economia e a saúde pública. O mais correto seria fortalecer com financiamento as pequenas e médias empresas.

Veja reportagem sobre tema:

Anvisa suspende fabricação e venda de diversos lotes de produtos Ades

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspende a fabricação, a distribuição, a comercialização e o consumo, em todo o território nacional, de lotes de produtos da marca Ades de uma linha de produção da fábrica da Unilever, em Pouso Alegre (MG).

De acordo com a Anvisa, a medida foi tomada por suspeita de que os lotes não atendam a exigências legais e regulamentares do órgão. A resolução foi publicada hoje (18) no Diário Oficial da União.

Na última quinta-feira (14), a agência informou que estava acompanhando o recall de um lote da bebida Ades Maçã 1,5 litro que foi envasado com solução de limpeza.

De acordo com a fabricante Unilever Brasil, houve falha no processo de higienização das máquinas, o que resultou no envasamento de embalagens com a solução de limpeza. Cerca de 96 embalagens foram distribuídas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná com o produto impróprio para consumo.

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PESQUISA ESTUDA PROTEÍNA QUE ATUA NA ADESÃO E MIGRAÇÃO CELULAR PARA ENTENDER COMO CÉLULAS SE ESPALHAM NO ORGANISMO

imagem ilustrativa: creative commons/ D William Provance Jr et al.Nova proteína é chave para entender mecanismo do câncer

Edimilson Montalti/ Jornal da Unicamp

Pesquisa realizada no Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro da Unicamp mostra pela primeira vez a participação de uma proteína específica na adesão e migração celular. O estudo, inédito, feito com células humanas saudáveis e cancerígenas, abre novas perspectivas para entender o mecanismo por meio do qual uma célula se adere ou não à outra e como se espalha pelo organismo.

A pesquisa foi conduzida pela biomédica Karin Barcellos. A orientação foi da médica hematologista Sara Olalla Saad, responsável pelo sequenciamento e descrição da proteína denominada ARHGAP21 dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer. O trabalho foi capa da edição de janeiro da Revista de Biologia Química da Sociedade Americana de Biologia Química e Molecular. “Todas as células do corpo, para formar os tecidos e órgãos, precisam se aderir. Nos tumores, quando a adesão se desfaz, a célula pode sair e invadir outros tecidos, gerando o que chamamos de metástase. Nesse processo de migração, a adesão é essencial. Se adesão é forte, a célula não se solta”, explica Karin.

A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue (INCT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou com a colaboração de pesquisadores do Departamento de Fisiologia e Desenvolvimento Biológico da Universidade Brigham Young, Estados Unidos.

Para entender como acontece a adesão célula-célula é necessário entender um pouco de biologia celular. As imagens dos livros escolares que descrevem a estrutura da célula e os processos da divisão celular ajudam nessa compreensão. Os mais conhecidos e ensinados são mitose e meiose. Além disso, termos como Complexo de Golgi, membrana celular, citoplasma, citoesqueleto – responsável por manter a forma da célula – e microtúbulos – aquelas linhas bonitas dos desenhos da divisão celular que parecem fios puxando os cromossomos – merecem atenção.

Segundo Karin, desde a década passada a equipe do Hemocentro vem estudando as funções da proteína ARHGAP21. Eles descobriram que a ARHGAP21 regula o citoesqueleto agindo nas proteínas Rho-GTPases. Essas proteínas, por sua vez, regulam o movimento celular, migração, adesão celular e diferenciação. A ARHGAP21 regula negativamente as Rho-GTPases e defeitos nesta regulação podem deixar as Rho-GTPases hiperativadas, causando crescimento celular descontrolado, inibição da morte da célula ou alterações na migração e diferenciação celular, resultando no desenvolvimento tumoral e metástases. O desafio de Karin foi descobrir em qual das diversas funções celulares das Rho-GTPases a ARHGAP21 agia. (Texto Integral)

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