Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 16 abril, 2013

SEDUÇÃO DA BARBÁRIE: FELICIANO E BOLSONARO ESTÃO AÍ PARA TIRAR O ÓDIO DO ARMÁRIO E DESPERTAR A IRA IGNARA

E se os nazistas acharem os evangélicos amaldiçoados?As falas dos deputados Pastor Feliciano (PSC) e Jair Bolsonaro parecem saídas de um programa de humor, tamanha falta de senso com a realidade. Mas a realidade se transforma e a função de Bolsonaro e Feliciano é transformar a comédia em tragédia. Eles estão ocupando espaço público e despertando a intolerância como forma de se fazer a política e se conviver socialmente.

Conviver socialmente na verdade é uma aberração. Eles basicamente atuam no mesmo campo, o da extrema direita neoliberal, gostam da desigualdade e têm na violência a forma mais eficaz de manter a ordem social. Atuam no mesmo campo de Margareth Thatcher, para a qual não existe sociedade, mas indivíduos.

Se Platão na Grécia Antiga pensou em uma república de iluminados filósofos a conduzir o povo,  Bolsonaro e Feliciano reinauguram a república dos ignorantes e intolerantes, como existiu na Alemanha nazista.

E o trabalho desses dois deputados tem dado resultados. Nos últimos anos tem sido comum as notícias de crimes de racismo e agressões homofóbicas.  O ódio está saindo do armário, depois de anos em que ficou sufocado no processo de redemocratização do país.

Ultimamente, militares comemoram golpe de estado, neonazistas produzem sites e postam fotos em redes sociais como o facebook, tolos expressam racismo pelo twitter, uma revista semanal de grande circulação se associa a bandidos e professa a intolerância nas capas semanais com a benção da publicidade governamental e do empresariado e assim vai se criando a base de sustentação da república da intolerância. Há inúmeros projetos de leis com o objetivo de retroceder conquistas da sociedade, seja na área da saúde, drogas, direitos sociais, indígenas etc.

Existe também um pensamento mais sofisticado dando sustentação a essas perspectivas obscurantistas. Teóricos, sociólogos e filósofos ganham espaço na mídia e nos cafés filosóficos da vida para apresentar o ódio e a raiva como manifestações inexoráveis do humano. O sujeito que não professa o ódio e o egoísmo contra o semelhante é um mentiroso, um falso. Todo o sentimento solidário se torna hipócrita. É a sofisticação do pensamento de um Feliciano muito presente nas falas de um Pondé.

Mas Bolsonaro e Feliciano são mais rústicos. Eles professam cá e lá a “teoria sociológica da safadeza”, o bem contra o mal, o bandido mal e a classe média boazinha, o gay safado e o hetero bonzinho, o negro amaldiçoado etc. A diferença é a lei, não a igualdade.

Eles explicam a homossexualidade e a violência provocada pela desigualdade social, individualismo e neoliberalismo pela via psicológica mais rasteira. São os safados. É uma cultura da mente rasa e do baixo QI que emerge com Feliciano e Bolsonaro. E, por isso, é a cultura da resposta social também pela violência, intempestiva, raivosa e, claro, não pela razão. Eles estão com a verdade, então, pra que razão?

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CANDIDATO DERROTADO DA VENEZUELA, HENRIQUE CAPRILES, TENTA POR FOGO NAS RUAS E DEIXAR O PAÍS EM GUERRA CIVIL

Capriles tenta levar no grito a eleição

Capriles tenta levar no grito a eleição

Direita venezuelana promove ataques violentos na noite desta segunda-feira.

Renata Mielli, de Caracas/ agências

Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade.

 Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.
 
Durante o dia, o principal canal de televisão do país convocava aos venezuelanos a não reconhecerem as eleições e o “presidente ilegítimo”.
 
Os chavistas também ocuparam as ruas para comemorar a vitória de Nicolás Maduro, a sua proclamação como presidente eleito constitucionalmente e defender o resultado da eleição.
 
Maduro em seu discurso de proclamação e na coletiva de imprensa que concedeu à noite denunciou a tentativa da direita em golpear, mais uma vez, a democracia da Venezuela e disse que o governo e o povo estão preparados e sabem como se defender destas tentativas.
 
Com estas manifestações, a direita quer desestabilizar o governo e gerar fatos para serem trabalhados pela imprensa internacional, visando colocar a opinião pública contra a Venezuela. “As manifestações e atos violentos são uma forma de alimentar os meios de comunicação, porque isso é o que será a primeira página de muitos periódicos em todo o mundo, que querem transmitir a ideia de que a Venezuela vive uma situação de instabilidade”, avaliou Ignácio Ramonet em entrevista à TeleSur. (Texto Integral)
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