Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

SERÁ QUE O PT SE TORNOU MAIS COMPLEXO DO QUE PODERIA TER IMAGINADO A VÃ FILOSOFIA DA DIREITA CONSERVADORA?

Qual a língua do PT?
Qual a língua do PT?

Há muito entre a oposição há um questionamento que não encontra resposta. Por que não há oposição? O que aconteceu com a oposição ao governo Lula-Dilma (PT)?  É claro que fatores históricos e políticos podem explicar um pouco essa situação, como a crise capitalista da Europa e EUA. Mas não é só isso e uma das questões que parecem insolúveis para a oposição é a ambiguidade petista.

O PT é um partido, mas é também um movimento histórico, um dos mais importantes na América Latina, assim como o Bolivarianismo. São histórias diferentes, mas que buscam soluções para a desigualdade e a injustiça social, ainda que usando os métodos próprios da estrutura política, ainda que se adaptando e tendo problemas típicos da Realpolitik. 

O PT é um movimento tão importante que o senso comum atribui a ele toda a crítica ao sistema. Para a ala mais conservadora da direita, todos os que mostram e condenam as contradições do sistema são petistas, de  esquerda, petralhas, etc etc. Não há um mínimo de discernimento sobre as diferenças históricas entre as construções políticas de esquerda, são, sem distinção, stalinistas, burocratas etc. Essa limitação de entendimento se reflete na incapacidade também da oposição de compreender o processo atual.

Talvez a criação de um novo partido possa dar um pouco mais de fôlego para a Direita, ao reunir PPS, PSB e outros, mas é uma situação bastante difícil. A complexidade do PT está justamente no mosaico ideológico dessa construção histórica. Antigamente, criticava-se os militantes petistas, chamando-os de radicais. Depois que assumiu algum poder, O PT tornou-se um “partido igual aos outros” etc. Mas isso são rótulos e a realidade parece mais complexa.

Uma das hipóteses para a força petista, mesmo com toda a oposição partidária, oposição midiática e má vontade de boa parte do empresariado é justamente um paradoxo, uma ambiguidade que o PT levou consigo ao chegar ao poder. Hoje o PT é governo e oposição ao mesmo tempo.

Há um governo petista mais à direita, liberal, de associação e incentivo ao empresariado, formação equivocada de grandes empresas, e com maior atenção a questões sociais. Mas há também uma oposição petista, que critica o governo e que pretende maior avanço político e social na área econômica, distribuição de renda, democratização da comunicação e outros.

Esse panorama, resultado de um processo histórico do próprio Brasil, não deixou espaço para outros partidos, a não ser na extrema-direita, papel que cabe ao PSDB, e à esquerda mais programática, que também ficou sem espaço; daí a dificuldade eleitoral da oposição mesmo com todo incentivo midiático.

Sem um evento muito estrondoso, o PT deve continuar no governo pelos próximos anos. E também na oposição.

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