Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: maio 2013

MODELO NEOLIBERAL DE MILTON FRIEDMAN PODE TER CHEGADO AO FIM NO BNDES DE LUCIANO COUTINHO

Será o fim do neoliberalismo no BNDES?

Será o fim do neoliberalismo no BNDES?

Inflação resistente, concentração de capital, aumento dos juros e piora na balança comercial. Esse é o cenário que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ajudou a construir no Brasil nos últimos anos com sua política que parece ter saído do neoliberalismo do consenso de Washington. Enquanto os governos Lula/Dilma avançavam na distribuição de renda, o BNDES comandado por Luciano Coutinho, concentrava empresas e capital.

Nos últimos anos, o banco torrou dinheiro público para financiar a concentração do mercado, ao formar grandes grupos como os frigoríficos JBS e Marfrig, Fibria (papel), OI (telecomunicação), Brasil Foods (Sadia/Perdigão) e LBR (laticínios). A aposta, como já era de se esperar, foi um fiasco para o banco e para o Brasil. Apenas esses seis conglomerados pegaram do banco R$ 13 bilhões para concentrar renda e capital. E nesse valor não está computado o juro abaixo do mercado, conforme informação de Samantha Maia, em reportagem da Carta Capital.

A ilusão do banco era incentivar as exportações, mas obviamente deu tudo errado. O número de empresas exportadoras diminuiu com essa concentração e com problemas externos. O banco que teve um lucro via BNDESpar de R$ 4,3 bilhões em 2011 caiu para R$ 298 milhões no ano passado. Além disso, esses grandes conglomerados cresceram demais, se endividaram e o banco está correndo o risco de tomar enormes prejuízos junto com o povo brasileiro, que vai pagar a conta. Sem contar o número de demitidos que acontecem quando há concentração de capital. Se o BNDES fosse uma empresa, Luciano Coutinho, já teria sido demitido. Não é, e isso explica um pouco as dificuldades do governo Dilma Rousseff com a inflação, os juros e a balança comercial.

A reportagem de Samantha Maia diz que o banco decidiu mudar de rumo depois de tantos erros e pretende investir em empresas com potencial tecnológico. Essa ideia é um grande acerto, mas não deveria ser só isso. O BNDES deveria ser o cérebro da ação prática da política econômica do governo federal, atuando junto com o Banco Central no combate à inflação, na redução dos juros e dinamização da economia brasileira.

Com todo o arsenal de dados e informações disponíveis no governo, é possível fomentar investimentos em áreas de inflação resistente, multiplicando o número de empresas que produzem itens inflacionados ou itens de dependência tecnológica (e não o contrário, concentrando o mercado com o financiamento de fusões e aquisições).

Outra aposta de combate à inflação é a multiplicação de médias empresas que utilizam matéria-prima agrícola de consumo das famílias brasileiras ou financiando empresas e cooperativas de agricultores. Há uma infinidade de atuações que o banco poderia desenvolver com os dados presentes no próprio governo a fim de contribuir com o desenvolvimento não só econômico, mas também social do país.

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GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA: JOHN PILGER MOSTRA O ESTRAGO QUE OS EUA FIZERAM NAS DEMOCRACIAS DA AMÉRICA

John Pilger

John Pilger

O australiano John Pilger, experiente jornalista radicado em Londres, mostra a tragédia da política externa dos Estados Unidos nos últimos 50 anos na América Latina. É interessante que um jornalista australiano precisa vir a América para mostrar a nossa própria tragédia política.

Pilger, que já ganhou prêmios como jornalista na Inglaterra, ganha credibilidade porque entrevista os próprios autores da guerra contra a democracia. Ele vai aos EUA e entrevista um ex-agente da CIA que justifica as torturas e as mortes provocadas pela derrubada de regimes democráticos. São inúmeros golpes de Estado financiados pelos Estados Unidos nas últimas décadas, sustentados por torturas e morte, inclusive no Brasil.

Um dos momentos mais interessantes é quando Pilger entrevista um empresário venezuelano que reclama do chavismo, comparando o governo Chaves à revolução comunista da Rússia de 1917.  Pilger não se contém e dá risada do discurso do empresário. Vale a pena para entender a ação dos Estados Unidos do México ao Chile. Vídeo abaixo:

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O HORROR INDESCRITÍVEL DA DITADURA BRASILEIRA: TORTURADORES COLOCARAM BARATA NA VAGINA DE CINEASTA

Comissão da Verdade do Rio ouve historiadora que teve corpo usado em ‘aula de tortura’

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil*

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

Rio de Janeiro – A historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat emocionaram os integrantes da Comissão Estadual da Verdade e as pessoas que acompanharam seus depoimentos hoje (28) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante cerca de uma hora, elas relataram as agressões sofridas em quartéis e prisões no período da ditadura militar (1964-1985) e foram aplaudidas de pé pelos ouvintes. Dulce contou, inclusive, que seu corpo foi usado em uma aula de interrogatório que teve demonstração de choques elétricos e simulação de fuzilamento.

Primeira a falar, Dulce Pandolfi emocionou-se em diversos momentos e precisou fazer pausas. Atualmente pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, Dulce tinha 21 anos e era membro da Aliança Nacional Libertadora (ANL) quando foi presa em 20 de agosto de 1970. Ela passou um ano e quatro meses em poder dos militares e disse que foi torturada psicológica e fisicamente durante três meses no quartel da Polícia do Exército, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). “Quando entrei, ouvi uma frase que até hoje ecoa nos meus ouvidos: ‘Aqui não existe Deus, nem pátria, nem família'”.

No quarto mês de prisão, Dulce ficou no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio, e, nos seis meses seguintes, foi mantida no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, até ser transferida para o presídio Bom Pastor, em Recife, sua terra natal.

A historiadora lembrou que o período mais severo foi o início, na primeira sessão de tortura, quando os militares tentaram obter o maior número possível de informações antes que seu desaparecimento fosse constatado pela ANL e por familiares. O método mais usado foi o choque elétrico, com o corpo molhado e preso ao pau de arara, contou Dulce, que foi também espancada e teve um jacaré colocado sobre seu corpo nu. A “aula de tortura”, para demonstrar a eficácia dos choques elétricos em cada parte do corpo, foi quando ela completou dois meses de prisão. Ela não resistiu, precisou ser socorrida, mas a “aula” continuou momentos depois, com respaldo médico, no pátio do quartel. Foi aí que houve a simulação de fuzilamento, com militares apontando para ela um revólver com apenas uma bala.

“Essas coisas não podem ser naturalizadas. É como a miséria, é como ver uma pessoa caída no chão e achar normal. Esse é o grande ponto”, disse Dulce Pandolfi após o depoimento.

A cineasta Lúcia Murat também foi espancada e sofreu choques elétricos e até abuso sexual por parte dos militares. Ela foi presa pela primeira vez em outubro de 1968, em um congresso estudantil, mas ficou apenas uma semana detida. Com a publicação do Ato Institucional 5 (AI-5), em dezembro daquele ano, com medo da prisão, Lúcia passou a viver na clandestinidade, mas foi encontrada e levada em 1971 para o mesmo quartel em que Dulce foi presa, e ficou detida três anos e meio.

Lúcia contou que as primeiras horas de tortura foram as mais intensas e que chegou a perder os movimentos das pernas por algum tempo. Na tentativa de se suicidar, ela chegou a enganar os militares para ser levada a uma varanda, fazendo-os acreditar que daria sinal para militantes, mas uma substituta encenou no lugar dela: “Foi a pior sensação da minha vida. A de não poder morrer”. Lúcia chegou a ser levada para Salvador, onde foi apenas interrogada, e trazida de volta ao Rio de Janeiro. Em outra ocasião, ao participar de uma auditoria na Marinha, denunciou a tortura perante juízes militares, que a mandaram de volta para o DOI-Codi, onde sofreu deboche e mais sessões de tortura. 

 Além das agressões e dos choques elétricos no pau de arara, Lucia também teve baratas espalhadas sobre seu corpo nu. Os torturadores chegaram a colocar uma delas em sua vagina.

Tanto Dulce Pandolfi quanto Lúcia Murat destacaram o sadismo dos militares durante as sessões de tortura, embora lembrassem que foram tratadas de forma “mais humana” por outros. As duas contaram que um soldado se ofereceu para levar bilhetes para seus parentes e que as mensagens chegaram aos destinatários.

O coordenador da comissão e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que o objetivo das sessões é sensibilizar a população: “É preciso mostrar, sobretudo aos mais jovens, que a tortura foi uma política de Estado e que pessoas corriam risco de vida por pensar [de maneira] diferente”. Ele informou que estão previstos outros depoimentos, inclusive de agentes civis e militares da época.

Diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque considerou fortes os depoimentos e disse que eles são uma forma de olhar para problemas atuais: “Foi o relato de um momento histórico em que o governo foi carrasco, foi algoz. Esses trabalhos são também para convidar a sociedade e os jovens a refletir sobre essa história e a enfrentar os problemas que ainda persistem hoje. No momento em que estamos ouvindo esses relatos, há pessoas sendo torturadas nas prisões.”  *(com trecho da AE)

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TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS: MONSANTO TENTA CRIMINALIZAR MOVIMENTOS SOCIAIS, MAS PERDE NA JUSTIÇA

Esse é o típico caso em que a empresa Monsanto deveria pagar uma indenização ao Estado brasileiro e aos movimentos sociais acusados, caso seja derrotada em todos os recursos.

Todo mundo tem o direito de entrar na Justiça, mas grandes empresas e empresários montam um aparato jurídico com inúmeros advogados e atolam a justiça com processos inúteis, muitas vezes para intimidar e calar a outra parte com indenizações. Isso tem acontecido com blogueiros e movimentos sociais.

Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais

Do Terra de Direitos

A transnacional entrou com processo criminal contra integrantes de organizações e movimentos sociais em 2005. A decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos em meio ao processo de democratização da sociedade brasileira.Monsanto_Por Latuff

A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. Em diferentes continentes, a empresa acumula acusações por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties, e imposição de um modelo de agricultura baseada na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos.

No Brasil, a invasão das sementes geneticamente modificadas teve início há uma década, com muita resistência de movimentos sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil. No Paraná, a empresa Monsanto usou a via da criminalização de militantes como forma de responder aos que se opunham aos transgênicos.

Na última quinta-feira (23), desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) absolveram por unanimidade cinco militantes acusados injustamente pela Monsanto de serem mentores e autores de supostos crimes ocorridos em 2003. A transnacional entrou como assistente de acusação na ação criminal em resposta à manifestação de 600 participantes da 2ª Jornada de Agroecologia, na estação experimental da empresa, em Ponta Grossa, para denunciar e protestar contra a entrada das sementes transgênicas no estado e as pesquisas ilegais e outros crimes ambientais praticados pela empresa.

Foram acusados Célio Leandro Rodrigues e Roberto Baggio, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, José Maria Tardim, à época integrante da AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, Darci Frigo, da Terra de Direitos, e Joaquim Eduardo Madruga (Joka), fotógrafo ligado aos movimentos sociais. Em claro sinal de criminalização, a transnacional atribuiu à manifestação, feita por mais de 600 pessoas, como responsabilidade de apenas cinco pessoas, usando como argumento a relação genérica dos acusados com os movimentos sociais.

Em sentido contrário, a decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos na sociedade brasileira. Segundo José Maria Tardim, coordenador da Escola Latina Americana de Agroecologia e da Jornada de Agroecologia do Paraná, o ato na sede da Monsanto em 2003 e posterior ocupação permanente da área chamaram a atenção em âmbito nacional e internacional para a ilegalidade das pesquisas com transgênicos.

Nos anos seguintes às denúncias, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e equipe técnica ligada ao governo do estado realizaram vistorias detalhadas nos procedimentos da transnacional. Foram confirmadas ilegalidades que violavam a legislação de biossegurança vigente.

A área ficou ocupada por trabalhadores sem terra durante aproximadamente um ano. Neste período, os camponeses organizaram o Centro Chico Mendes de Agroecologia e cultivaram sementes crioulas. Para Tardim, a agroecologia é o “caminho da reconstrução ecológica da agricultura, combatendo politicamente o modelo do agronegócio e do latifúndio”.

Criminalização

A denúncia da Monsanto se fundamentou apenas em matérias jornalísticas, sem qualquer outra prova. Assim com outras ações judiciais que utilizam a mesma lógica, o processo está baseado na criminalização de integrantes de movimentos sociais em situações de manifestação.

A empresa participou como assistente privada no processo, o que ocorre excepcionalmente em processos criminais, já que o Ministério Público entrou como titular. “Esse caso apresenta um sério risco com as grandes empresas começaram a tomar o papel do Estado. Elas desequilibram a situação pelo peso econômico e político que exercem sobre os agentes públicos”, avalia Darci Frigo, coordenador da Terra de Direitos, considerando também a influência da Monsanto sobre o parlamento para a aprovação de legislações no Brasil.

Os trabalhadores foram defendidos pela Terra de Direitos, com apoio do professor Juarez Cirino dos Santos. O Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos se pronunciou ao longo do processo contra a criminalização dos militantes. Do outro lado, a Monsanto contratou o escritório do Professor René Dotti para fazer a acusação. (Texto Integral)

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A HERANÇA DA VEJA: O PENSAMENTO BINÁRIO NA POLÍTICA E A IMBECILIZAÇÃO DA CLASSE MÉDIA NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo em seguida

Nas últimas duas décadas, a revista Veja manteve um ataque constante à inteligência da classe média brasileira. Nos primeiros anos de democracia, esse ataque não foi tão intenso, visto que o governo de FHC representava a presença de um aliado civil na presidência da República e havia também, ainda hoje, o controle do governo paulista com o PSDB, que mantém a compra desse panfleto para as escolas públicas.

No entanto, em 2002, com a vitória de Lula, a situação começou a mudar e o poder das famílias oligárquicas tornou-se não tão seguro. Essa insegurança é própria do capitalismo e das democracias representativas, quando funcionam razoavelmente. Os avanços políticos de partidos mais progressistas foram jogando a revista Veja e os outros grupos de mídia em situações extremadas de deslealdade jornalística, a ponto de fazerem parceria com criminosos para obter informações, chantagear e achincalhar a vida de políticos.

O mote ideológico, que se tornou redundante na revista Veja, comandada por Roberto Civita, morto no último domingo, é o do pensamento binário que sustentou o golpe militar de 64 e também todos os golpes nos últimos 50 anos na América Latina, como bem mostra o jornalista australiano John Pilger em Guerra contra a Democracia. Dos anos 90 para cá, a revista Veja se tornou a porta bandeira da imbecilização da classe média, aterrorizando os leitores com o fantasma do comunismo, do petismo, etc.

Assim, toda a crítica à selvageria do capitalismo, toda violência perpetrada por leis e manobras jurídicas, toda a violência policial ou midiática passou a ser interpretada como uma crítica comunista, petista, petralha etc. Qualquer pessoa que questione a desigualdade, a desonestidade e as práticas violentas do cruel sistema tornou-se necessariamente um norte-coreano infiltrado na sociedade brasileira.

Para a revista Veja e seus controladores e realizadores, que são os grandes conglomerados capitalistas, a democracia é sempre um risco. Assim, o medo de quem tem bilhões de dólares em paraísos fiscais ou milhões de hectares, imóveis e empresas deve ser transferido para a classe média, que tem alguns imóveis, uma fazenda, uma indústria média etc. E isso é um trabalho constante tanto aqui como na Venezuela.

Nesses últimos 20 anos, a revista Veja fez esse serviço sujo. Transferir o medo dos privilegiados e bilionários para a classe média, alimentando a repetição da trágica história golpista de 64 e do período pós-segunda guerra. E teve certo sucesso. Tem-se hoje uma parte da classe média imbecilizada e amedrontada com os avanços da democracia brasileira.

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O MASSACRE BRASILEIRO CONTRA AS MULHERES: 40 MIL HOMICÍDIOS EM DEZ ANOS

Violência contra a mulher: mais de 40.000 homicídios femininos em uma década

Luiz Flávio Gomes/Carta Maior

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Mulheres sem representação: estupros e homicídios epidêmicos

Apesar dos avanços dos últimos anos, no que tange à violência contra a mulher, levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.

Consoante o Instituto Avante Brasil, em 2010, uma mulher foi vítima de homicídio a cada 1 hora, 57 minutos e 43 segundos. Em 2001, a média era de 2 horas, 15 minutos e 29 segundos. O crescimento de mortes anual, entre 2001 e 2010, foi de 1,85% ao ano.

A mesma projeção aponta que em 2013 deverão ocorrer 4.717 homicídios entre as mulheres brasileiras.

Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 70% das mulheres sofrerão algum tipo de violência no decorrer de sua vida. E, de acordo com o Banco Mundial, as mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária.

Na América do Sul, o Brasil só perde em homicídios de mulheres para a Colômbia, que registrou, em 2007, uma taxa de 6,2 mortes para cada 100.000 mulheres. Atrás do Brasil vem a Venezuela, com 3,6 mortes para cada 100.000 mulheres em 2007, Paraguai que registrou em 2008 1,3 mortes para cada 100.000 mulheres e o Chile com 1 homicídio feminino para cada 100.000 mulheres em 2007.

Pesquisa da Organização Mundial da Saúde que traz informações de 2006 a 2010 mostra que, se comparado com alguns países com dados homogêneos, a diferença é ainda maior: o Brasil ganha da Rússia, que registrou, em 2009, 7,1 homicídios femininos, mas atrás de países como Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido.

A Organização Mundial da Saúde sugere que existam alguns fatores de risco que podem ser associados a um indivíduo que pratica um crime contra a integridade física de uma mulher:

– níveis mais baixos de educação (perpetração da violência sexual e da experiência de violência sexual);
– exposição a maus-tratos (perpetração e experiência);
– testemunho de violência familiar (perpetração e experiência);
– transtorno de personalidade antissocial (perpetração);
– uso nocivo do álcool (perpetração e experiência);
– ter múltiplos parceiros ou suspeita por seus parceiros de infidelidade (perpetração), e atitudes que estão aceitando de desigualdade violência e gênero (perpetração e experiência).

Apesar de todas as campanhas e recomendações das Organizações Mundiais contra a violência feminina, o que se vê (no Brasil) são números que crescem e preocupam a cada dia mais.

O número de estupros no estado de São Paulo, por exemplo, ganhou proporções descomunais. O número de vítimas não para de crescer. Segundo dados da Secretaria de Segurança de São Paulo, o crime de estupro foi o delito que mais aumentou nos últimos anos no nosso Estado. De 2005 a 2012 houve um crescimento médio anual de 19,7%, o que significa uma alarmante evolução de 230%.

Não basta apenas apresentarmos soluções ou agravarmos esse tipo de crime, mais que isso, faz-se necessário que os cidadãos sejam educados à valorização da vida e do ser humano de um modo geral.

Especialmente no que tange às mulheres, que por fazerem parte durante décadas de uma sociedade patriarcal, encontram dificuldades no momento em que percebem estar sendo vítima do abuso ou da violência, de denunciar seus opressores, muitas vezes parceiros e membros da família

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HISTÓRIA DA MÚSICA ILUSTRADA

O CORPO É A PAISAGEM

Por Maura Voltarelli

Pequenos bonecos encostados em um seio que ganha aspectos de montanha, cavaleiros a atravessar as costas que de repente são pequenos planaltos, o cavaleiro alojado na cintura, o carro a percorrer as curvas dos quadris, as nádegas como montanhas, os seios sustentando a corda por onde passa a equilibrista, o buraco da piscina no buraco do umbigo, o umbigo que também é rio onde se pesca, as costas por onde se escorrega, qualquer conjunto de palavras será pouco diante do simples olhar as fotografias de Allan Teger, autor desta série que abaixo mostramos chamada “Bodyscapes”.

O artista, no suporte do preto e branco, transforma o corpo humano em belas paisagens, em inesperados lugares. O resultado é bonito, erótico, inusitado. Uma valorização do corpo e da arte, e talvez uma lembrança de que um está sempre ligado ao outro.

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Link de acesso para mais trabalhos de Allan Teger

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O MUNDO SEGUNDO AS CRIANÇAS: DICIONÁRIO TRAZ UMA PARTICULAR VISÃO DA REALIDADE QUE OS ADULTOS MUITAS VEZES JÁ ESQUECERAM

Universo: casa das estrelas

Universo: casa das estrelas

Da Catraca Livre

Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram
Por Redação

Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais

A Feira do Livro de Bogotá, que aconteceu no final de abril, teve como maior sucesso um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Mais especificamente, uma parte dele: um dicionário feito por crianças que traz cerca de 500 definições para 133 palavras, de A a Z.

Apesar de lançado originalmente em 1999, o livro foi reeditado neste ano. Javier Naranjo, o autor, conta que compilou as informações durante dez anos enquanto trabalhava como professor em diferentes escolas do estado de Antioquía, região rural do leste do país.

A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia das Crianças, ele pediu que seus alunos definissem a palavra “criança”. O resultado encantou o professor – uma das definições era “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo”. A partir daí foram surgindo novas definições, que eram sempre anotadas e guardadas.

Para ele, as crianças têm uma lógica diferente, uma maneira própria de entender o mundo e de revelar muitas coisas que os adultos já esqueceram. É assim que, no peculiar dicionário, o adulto é uma “pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, água é uma “transparência que se pode tomar”, um camponês “não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos” e a Colômbia é “uma partida de futebol”.

Confira no box ao lado alguns dos verbetes encontrados no livro.

Com informações da BBC Mundo.

Veja alguns verbetes:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

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OS REACINHAS PIRAM COM O VÍDEO, MAS A MORTALIDADE INFANTIL CAIU

Vídeo da TV Cidade de São Luiz mostra mulher dizendo que quer comprar calça de R$ 300 para a filha e abaixo uma pesquisa sobre o bolsa família, da Agência Brasil.

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.

Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.

A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.

“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.

Edição: Denise Griesinger

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A GLOBO ESTÁ COM MEDO DA COMISSÃO DA VERDADE E CLAMA POR IMPUNIDADE PARA OS CRIMES DO ESTADO

O Globo teme a Comissão da Verdade

Por Altamiro Borges/Blog do Miro

Medo da verdade

Medo da verdade

Em editorial publicado nesta terça-feira (21), o jornal O Globo confessa que está com medo do desenrolar das investigações da Comissão da Verdade. A famiglia Marinho, que apoiou o golpe militar de 1964 e que foi recompensada pela ditadura na construção do seu império midiático, faz um apelo para que as apurações sejam limitadas: “A anistia foi concedida no Brasil de forma recíproca, mediante ampla negociação entre o regime e a oposição, como parte do processo de redemocratização, realizado sem traumas, e que, por isso mesmo, resultou numa democracia estável… Não cabe à Comissão encaminhar qualquer nome ao Ministério Público e à Justiça para ser processado por supostos crimes cometidos na repressão política, nem propor qualquer inciativa neste sentido. Seria, no mínimo, ilegal”.

Na prática, o editorial tenta enquadrar os membros da Comissão. Um dia antes, alguns deles propuseram explicitamente a revisão da lei da anistia e a punição dos carrascos da ditadura. A notícia foi publicada por Roldão Arruda, no jornal Estadão. “Ganha corpo entre seus integrantes a ideia de que o relatório final da comissão, a ser divulgado no segundo semestre de 2014, deve recomendar a revisão da interpretação legal em vigor e a responsabilização penal de agentes de Estado que cometeram graves violações de direitos humanos no período da ditadura militar. Atualmente, eles não podem ser responsabilizados pelos crimes que estão sendo apurados pela comissão. Integrantes que defendem a recomendação da mudança argumentam que a lei que criou o grupo, em 2011, incluiu entre as suas tarefas sugerir ao Estado brasileiro medidas eficazes para que as violações não se repitam. Uma dessas medidas seria o julgamento de militares e policiais envolvidos em casos de sequestro, tortura, ocultação de cadáveres e outros crimes na ditadura”. (Texto integral)

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Boato sobre o fim do Bolsa Família é criminoso, diz presidenta Dilma

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Dilma batiza petroleiro Zumbi dos Palmares

Dilma batiza petroleiro Zumbi dos Palmares

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (20) o boato que surgiu no último fim de semana de que os benefícios do Bolsa Família seriam suspensos e assegurou o compromisso do seu governo com o programa. Ela fez um apelo aos brasileiros para que não acreditem nos pessimistas e, sobretudo, nos boatos, “porque os boatos no país às vezes ocorrem de forma surpreendente”.

“Queria deixar claro que o compromisso do meu governo com o Bolsa Família é forte, profundo e definitivo”, disse a presidenta durante cerimônia que marcou o início da operação do navio petroleiro Zumbi dos Palmares, no Porto de Suape, em Pernambuco. “É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de ser desumano, ele é criminoso. Por isso colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem do boato, que tinha por objetivo levar a intranquilidade a milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema”.

A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até o último sábado (18), se espalhou pelas redes sociais e levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fez ontem (19) um apelo para que a população siga o calendário do governo para saque do benefício do Programa Bolsa Família e não procure as agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios antes da data.

Edição: Denise Griesinger

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Caixa informa que saque do Bolsa Família está normal

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal informou que o movimento nas agências bancárias e lotéricas credenciadas à instituição está “sob controle” e que os benefícios concedidos por meio do Programa Bolsa Família estão sendo liberados conforme o calendário normal. Durante o último final de semana, boatos de que o governo federal iria extinguir o programa e de que um bônus pelo Dia das Mães estaria sendo pago apenas até ontem (19) levaram centenas de pessoas a procurar um posto credenciado, causando transtornos em 12 estados.  

Segundo a assessoria do banco, em algumas agências de diferentes unidades da Federação foi registrado um movimento maior que o habitual durante a manhã de hoje (20), mas nenhum tumulto. Ainda de acordo com a assessoria, as pessoas continuam buscando informações sobre o benefício, mas a tendência é que o movimento se normalize à medida que as pessoas souberem que houve um mal-entendido.

Ontem (19), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, desmentiu os boatos sobre extinção do programa. Além de pedir que os beneficiários seguissem o calendário do governo para sacar o benefício, a ministra confirmou que o governo solicitou à Polícia Federal (PF) que investigue as origens dos boatos. E garantiu que o programa, que beneficia 13,8 milhões de famílias ou 50 milhões de cidadãos, não será extinto. Para este ano, o orçamento destinado ao programa chega a R$ 24 bilhões.

Além de consultar o calendário de pagamento no site da Caixa, o interessado também pode obter informações pelo telefone 0800 726 0207.

Edição: Carolina Pimentel

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TURBINA EÓLICA DE EIXO VERTICAL É CAPAZ DE APROVEITAR ATÉ DEZ VEZES MAIS A ENERGIA DOS VENTOS

Novo modelo traz maior economia de energia

Novo modelo traz maior economia de energia

Do Ciclo Vivo

Brasileiro cria turbina eólica de eixo vertical altamente eficiente

O inventor brasileiro Antonio Bossolan é o responsável pela criação da “Turbina eólica de eixo vertical”, que é capaz de aproveitar até dez vezes mais a energia dos ventos que passam por ela. A inspiração surgiu pela necessidade de tornar os sistemas eólicos mais eficientes.

De acordo com Bossolan, as turbinas eólicas convencionais desperdiçam muita energia. Estas turbinas são capazes de captar a força dos ventos que correm apenas entre as pás, sendo que toda a parte da base, que também é ventilada, não retém a energia que passa por ela.

O modelo idealizado pelo brasileiro possui um grande número de pás móveis, instaladas por quase toda a sua estrutura e que se posicionam sempre com a face no sentido vertical na direção dos ventos e horizontal no sentido contrário dos ventos.

Os conjuntos de quatro pás, em formato de cruz, podem ser empilhadas, ficando com a aparência de uma árvore, e tendo a finalidade de ocupar toda a base para, desta forma, captar ainda mais a energia dos ventos. Quanto maior as proporções da turbina, bem como o número de conjuntos de pás empilhadas, maior será o aproveitamento da energia eólica.

Antonio Bossolan, já possui patente nacional e internacional, mas ainda está em busca de parceiros e investidores para transformar o conceito em uma estrutura real. (Texto original)

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LASAR SEGALL: O ARTISTA CROMÁTICO E SOCIAL

Lasar e seus colegas em uma sessão de pintura ao ar livre: liberdade e vanguarda

Lasar e seus colegas em uma sessão de pintura ao ar livre: liberdade e vanguarda

Por Maura Voltarelli

Alemão naturalizado brasileiro, Lasar Segall é considerado um dos ícones do modernismo brasileiro, seguindo e solidificando um caminho já aberto por Anita Malfati e pelo movimento modernista de 1922. Pintor de traços inusitados, que rompem com os academicismos e as formas tradicionais da pintura realista, adepto das cores fortes e expressivas, tocado pela crítica social e pela denúncia política do antissemitismo e dos horrores da guerra, Lasar combinou as heranças da tradição e cultura europeia com as cores e as temáticas tropicais, criando uma obra original e sempre atual.

A primeira exposição do artista no Brasil aconteceu em março de 1913, em São Paulo, e nas obras mostradas já se podiam ver as marcas do impressionismo alemão e da pintura holandesa.  Em comemoração ao centenário da exposição, o Museu Lasar Segall programou exposições de 50 obras do artista que pertencem ao acervo do Museu e também de algumas fotografias que faziam parte de seu arquivo pessoal.

Encontro

Encontro

Lasar tinha uma relação muito próxima com a fotografia, tanto que muitos de seus quadros, como Encontro, por exemplo, remetem diretamente a uma imagem fotográfica de seu casamento, apenas modificando alguns detalhes. Fotografias marcantes que traduzem um pouco do que foi a trajetória do artista, bem como movimentos decisivos para construir a proposta e o perfil estético de seu trabalho, como a fotografia que registra uma sessão de pintura ao ar livre com colegas da Academia de Dresden, em 1911, também fazem parte da exposição.

Nesta fotografia os colegas da academia carregam a modelo nua, em um manifesto que já ditava o movimento libertário e de vanguarda que se formava no momento.

Os demais registros fotográficos e as obras, algumas recentemente recuperadas pelo Museu, como Eternos Caminhantes, revelam o artista histórico e ousado. Eternos Caminhantes traz um grupo de andantes, tema recorrente na obra do mestre expressionista, que faz referência ao êxodo e à perseguição aos judeus. Sintética e geometrizada, a obra se instala em um tempo específico e, pela qualidade de sua construção, projeta-se na eternidade conquistada pelos grandes artistas.

Outras obras, como Bananal, trazem a temática tropical, sempre presente em Sagall principalmente na sua fase mais marcadamente expressionista. Parecem sinais do quanto o artista de terras frias ia se misturando com os costumes, as cores, a gente, das terras quentes tropicais, refletindo e ajudando a construir o modernismo de nossa arte.

Eternos caminhantes

Eternos caminhantes

Mesmo adepto do expressionismo, da (re)criação da realidade, e dono de um estilo próprio, Lasar também mantinha o diálogo com algumas tradições da pintura, revisitando gêneros como natureza-morta, retrato e paisagem. Os rostos, as frutas, os lugares ganham, no entanto, sempre o seu tom, a sua ousadia. Em cada obra respira certa sensualidade bruta original e uma denúncia visceral dos movimentos históricos, e, para os que querem encarar as trevas no coração da história, voltar ao seu Navio de emigrantes é sempre uma forma de voltar a nós mesmos.

Página do Museu Lasar Segall, onde podem ser vistas obras e fotografias do artista.

Algumas informações retiradas da revista da FAPESP, que traz reportagem com mais informações sobre o Museu Lasar Segall e sobre a exposição comemorativa.

Navio de emigrantes

Navio de emigrantes

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“ENGENHARIA SEM FRONTEIRAS”: PROFESSOR BRASILEIRO QUE TRABALHA NOS EUA APONTA AS FALHAS E O VIÉS CAPITALISTA DO PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL

A presidenta Dilma no lançamento do programa "Ciências sem fronteiras"

A presidenta Dilma no lançamento do programa “Ciências sem fronteiras”

Do Facebook de Idelber Avelar, professor na Tulane University (New Orleans, Louisiana).

Por Idelber Avelar

Aqui vão algumas observações, fruto de uns meses de reflexão e apuração sobre o Ciência sem Fronteiras. Esclareço aos amigos beneficiados pelo programa que se trata de observações sobre o CSF do ponto de vista de política pública, é óbvio. Quem competiu dentro de um edital legalmente constituído e conquistou a bolsa merece só os parabéns e os votos de que aproveite.

Sei que o CSF inclui a pós-graduação, mas os comentários que seguem se limitam à graduação.

1. O Ciência sem Fronteiras, assim como Belo Monte, é obsessão pessoal da Presidenta. Ele foi instituído da seguinte forma: Dilma convocou os Presidentes da Capes e do CNPq e comunicou-lhes que o Brasil enviaria 100 mil estudantes ao exterior. Assim, desse jeito. Não surpreende, então, para quem conhece o cotidiano autocrático do Palácio do Planalto, que a Capes tenha maquiado dados (http://bit.ly/17AZuOq) e incluído bolsas regulares como parte do CSF.

2. A qualidade do sistema universitário dos EUA, para onde está vindo um enorme naco dos alunos brasileiros, é fruto da relativa abundância de recursos, sua autonomia, a excelência de sua pós-graduação, os mecanismos impessoais de avaliação, promoção e contratação etc. MAS, se há uma coisa que NÃO diferencia as boas universidades dos EUA das boas universidades brasileiras é a qualidade das aulas de graduação. Há diferenças no acesso a material de pesquisa, por exemplo, mas não há significativa diferença na qualidade e aprofundamento nas aulas de graduação.

3. É sabido que o ensino superior nos EUA é extremamente caro. Quando nasce um moleque aqui, as famílias começam a poupar para mandá-lo à universidade. Em Tulane, onde leciono, a matrícula para o ano 2012-2013 custa US $45.240,00. Ou seja, quase cem mil reais pelo ano letivo. O que pouca gente sabe é que praticamente ninguém paga esse valor. Há uma série de programas de bolsas, ajuda de custo por mérito etc, sem contar os empréstimos. Qual é a diferença, então, entre os alunos que vêm do Brasil pelo CSF e os alunos regulares que recebemos aqui? O governo brasileiro paga a matrícula dos seus na íntegra, em dinheiro vivo. Para que – no caso dos alunos de graduação – eles tenham aulas de nível básico que não diferem significativamente das aulas às que teriam acesso nas melhores universidades brasileiras. Continuem acompanhando.

4. Como se sabe, o programa Ciência sem Fronteiras tem um nome bem sinedóquico. Não é “ciência” sem fronteiras. Nele não estão incluídas as ciências humanas. Não estão incluídas as ciências sociais. Não estão incluídas as artes, Letras, nada. Um nome muito mais honesto seria “engenharia sem fronteiras”, apesar de que uma ou outra área contemplada escapa da engenharia (sem jamais escapar da técnica). Dilma Rousseff, um belo dia, descobre que há bolsas de teatro e decreta que não se enviarão mais de alunos de ciências humanas ao exterior. Sim, foi dessa forma que aconteceu. O recado a estas áreas é óbvio: vocês não têm importância, quem importa são os técnicos. Na mesma levada, ela elimina as bolsas para países de língua portuguesa e espanhola. Ou seja, transforma uma ideia já ruim num Yázigi feito através aulas básicas de ciências exatas no exterior, pagas com enormes quantidades de dinheiro público brasileiro.

5. O Brasil deve enviar estudantes ao exterior? É evidente que sim. Mas esse envio só tem sentido no momento em que esses alunos já são pesquisadores, ou seja, quando são mestrandos ou doutorandos. Para a graduação, a política que faria sentido seria usar esse dinheiro para remunerar melhor os professores brasileiros, investir em infra-estrutura, equipar as bibliotecas brasileiras. Em vez disso, Dilma consegue: 1) enviar às ciências humanas e sociais o recado de que elas não importam; 2) estabelecer de forma autocrática uma meta irreal, que faz a Capes e o CNPq ficarem como loucos tentando atingi-la, chegando inclusive à maquiagem de estatísticas; 3) despejar gigantescas quantidades de dinheiro público para que alunos de graduação façam, no exterior, cursos básicos, não muito diferentes dos que existem por aí; 4) privilegiar, no processo, “convênios” com a iniciativa privada, que são nada mais que mercantilização capitalista do conhecimento. Que não vai reverter para benefício público coisa nenhuma, é óbvio.

Resumindo a ópera: graças à obsessão tecnocrática de Dilma Rousseff, vocês estão subsidiando o meu salário, que não precisa de subsídio brasileiro. E estão fazendo isso para que alunos de graduação tenham, aqui, aulas não muito diferentes das que teriam aí no Brasil. Não faz o menor sentido, a não ser para a iniciativa privada, brasileira e estrangeira, que lucrará com isso.

É a concepção mais capitalista de conhecimento que já vi no Brasil desde a ditadura militar.

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PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA ‘ESQUECE’ DE RECORRER CONTRA DANIEL DANTAS, OPERADOR DO PORTO DE SANTOS

Ministério Público perde prazo da Satiagraha e Dantas se livra da cadeia

Do Acerto de Contas
Daniel Dantas, o “Dono do Brasil”

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal.

Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia.

O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado.

Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo.

 


Gurgel, tome vergonha na cara  e peça pra sair

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão.

Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil.

E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca?

Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”.

Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono…Eu sou o Dono do Brasil”.

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EFEITO NEOLIBERAL: IMPOSTO DO QUARTO VAZIO PROVOCA A MORTE DE UMA SENHORA DE 53 ANOS NA INGLATERRA

Ingleses protestam contra o "imposto do dormitório"

Ingleses protestam contra o “imposto do dormitório”

Esses são os resultados da política de austeridade neoliberal que vem sendo implantada na Europa.

Cobranças absurdas, como a do imposto do quarto vazio na Inglaterra, e cortes em serviços públicos essenciais, como saúde e educação, têm levado pessoas à morte.

Como mostra Cynara Menezes neste texto, os pobres são quem sempre acaba pagando a conta pela ambição de concentração de renda e enriquecimento irresponsável de poucos, baseado no desmantelamento do público em benefício do privado.

Horrores do neoliberalismo: avó inglesa se mata por não poder pagar “imposto do dormitório”

Por Cynara Menezes

(protesto contra o imposto do dormitório na Inglaterra)

Quem paga a conta da crise na Europa? Os pobres, claro. Assim como vem acontecendo na Espanha, onde tem gente se matando por conta dos despejos promovidos pelos bancos, agora é na Inglaterra que começam a aparecer suicidas por questões econômicas. No último dia 4 de maio, Stephanie Botrill, de 53 anos, deu fim à própria vida porque não podia pagar uma nova taxa instituída pelo governo conservador de David Cameron: o “imposto do dormitório” (bedroom tax). Trata-se de um imposto bizarro que vai atingir sobretudo os mais carentes, porque é direcionado às casas e apartamentos administrados pelas prefeituras, onde moram as famílias de baixa renda, pagando aluguel.

Com o novo imposto, as pessoas que vivem nestas casas terão de pagar uma taxa extra de 10 libras semanais por quarto desocupado. Ou seja, se seu filho saiu de casa, você precisa dar uma grana ao governo por isso. Estima-se que mais de 220 mil famílias serão atingidas pelos cortes impostos por Cameron nos benefícios sociais. O primeiro-ministro já passou o facão na educação, saúde e segurança e agora chega à moradia. Obviamente as novas regras têm provocado protestos no país. Sindicatos, oposição e até líderes religiosos se uniram sobretudo contra o malfadado imposto do dormitório, que começou a vigorar no dia 1 de abril.

Stephanie Botrill, que criou os dois filhos como mãe solteira, estava triste por ter que deixar a casa onde viveu durante 18 anos porque não tinha como pagar o imposto. Como os filhos cresceram e foram morar sozinhos, ela teria que pagar, pelos dois quartos vazios, 80 libras a mais por mês (cerca de 245 reais), algo impensável em seu apertado orçamento. Já tinha até empacotado as coisas para ir embora quando tomou a decisão de se matar. Em um bilhete ao filho, Steven, de 27 anos, Stephanie deixa muito claras as razões para o ato desesperado: “Não se culpe porque terminei com a minha vida. Os únicos responsáveis estão no governo”.

Como no Brasil, os jornais ingleses também têm a tradição de não noticiar suicídios, mas, neste caso, como envolvia políticas públicas, abriram uma exceção. Integrantes do gabinete de Cameron tentaram minimizar o caso. Um ministro lamentou a morte “trágica”, mas disse ser “errado” conectá-la às políticas do governo, como se a própria Stephanie não tivesse feito isso em sua carta suicida.

O que mais me impressiona, além da crueldade destas leis supostamente para “resolver” a crise (eu duvido), é a possibilidade de se instaurar no país uma sociedade policialesca a la 1984 de George Orwell –ou à moda do regime stalinista que o livro criticava. Quem vai denunciar os moradores que têm quartos sobrando? Haverá dedos-duros oficiais? Eles serão premiados? Se for feita pelo governo, como será esta vigilância? Todo mês irá um fiscal às casas para verificar quantas pessoas estão lá morando? E o que é pior: para onde irão as pessoas que não podem pagar o imposto do dormitório, como Stephanie? Tristes tempos. (Texto original)

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JOSÉ DE ABREU: O SUPREMO TRIBUNAL FEFERAL DÁ MEDO COMO OS GENERAIS DA DITADURA MILITAR

José de Abreu: ‘Estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura’

Por Gisele Brito, RBA

José de Abreu: o Supremo dá medo

José de Abreu: o Supremo dá medo

São Paulo – Ator, petista e militante político, José de Abreu se tornou um dos mais influentes tuiteiros do Brasil em função de sua defesa contínua de políticos, como José Dirceu e José Genoíno em meio ao julgamento do caso do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saiu da rede de microblogs no final da última semana.

A motivação foi o mesmo STF a que criticou durante todo o segundo semestre do ano passado. Seguido por mais de 75 mil pessoas, Zé de Abreu ganhou um problema quando suas declarações contra o ministro do Supremo Gilmar Mendes, em dezembro, renderam uma queixa-crime por injúria e difamação movida pelo magistrado. Na ocasião, o ator escreveu “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”. A mensagem aludia a Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião contratado por Carlinhos Cachoeira.

Certo da derrota na disputa judicial, o ator desistiu de usar o processo para discutir a liberdade de expressão no país e fechou um acordo com Mendes em que se compromete a não mais proferir expressões ofensivas contra o ministro e a doar R$ 10 mil ao Hospital São João Batista, em Diamantino (MT), cidade natal de Mendes.

Na entrevista a seguir, Zé de Abreu diz se sentir inseguro para continuar a se manifestar e compara o medo que sente do Supremo com o que sentia de generais no período da ditadura. E afirma que pretende processar sete pessoas que usam o microblog para ofendê-lo. “Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então eu também não quero escutar tudo que eu não quero.”

Leia trechos da entrevista realizada por telefone na tarde de hoje (13). 

Você chegou a dizer que não iria se retratar e iria até o fim do processo para discutir liberdade de expressão. Por que resolveu selar um acordo agora?

O Código Penal não é o lugar para discutir liberdade. A partir do momento que ele vira um processo, é o Estado e o Gilmar Mendes, porque é um crime contra a honra, contra mim. Eu, obviamente, seria condenado, o juiz vai dar uma pena. O lugar para discutir isso era o Código Civil. As duas vezes que ele me processou foi por uma palavra, uma coisinha. Um twitter. Não um conjunto. Se eu for pegar todo mundo que me xinga de ladrão, de petralha, mensaleiro, sócio do José Dirceu ou coisas mais pesadas. Se for pegar esse tipo de coisa, tem centenas de milhares. Mas isso não dá para considerar. O que a gente está escolhendo é gente que fala coisas sérias. Mas é difícil, tem sete que tem pelo menos dez mensagens bem pesadas.

Então você pretende processar essas pessoas?

Pois é, acho que sim. Porque aí é a maneira de discutir se pode escrever tudo ou não. Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então também não quero escutar tudo que não quero. Tem que ver até onde isso vai. Porque ser processado pelo Gilmar Mendes, que na semana passada era o homem mais poderoso do Brasil, pelo menos para a mídia… Você vê aquele monte de senadores, de todos os partidos, Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a Marina Silva (Rede) foi lá na casa dele pedir (senadores foram ao Supremo para declarar apoio à liminar do ministro que impediu a tramitação do PL 14, de 2013, que restringe o acesso dos novos partidos ao tempo de rádio e TV no horário eleitoral e também aos recursos do fundo partidário). Quer dizer, todo mundo virou o baba-ovo dele e eu vou brigar sozinho?

Você se sentiu abandonado pelas pessoas que defende, por isso saiu do twitter?

Não. Abandonado, não. O Twitter você pode acompanhar mesmo sem estar nele. Não estou lendo com a mesma assiduidade. Entro para saber o que estão falando de mim.

Mas por que você fechou sua conta?

Sou muito compulsivo. Vejo uma injustiça escrita e vou para cima. Não consigo ficar pensando dez vezes antes de apertar o botão. Eu não sei mais o que eu posso dizer. Fiquei inseguro.

Essa judicialização acaba provocando o medo de falar?

Claro. Eu estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura. O mesmo medo. Todo mundo vai lá puxar o saco dele, até o Randolfe e a Marina. Me dá medo, me dá medo. É o mesmo pessoal que fez do mensalão esse espetáculo. (Texto Integral)

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INCRÍVEL: GOLFINHO PEDE AJUDA E MERGULHADOR CORTA A LINHA DE PESCA ENROSCADA NA BARBATANA

Golfinho surge do nada e ‘pede’ ajuda a mergulhador

Sem dúvidas, a melhor história que você verá hoje. O mergulhador Keller Laros observava o comportamento das arraias-mantas em uma praia no Havaí quando um golfinho começou a nadar próximo a ele. Keller percebeu que o golfinho estava enroscado com uma linha de pesca e que havia um anzol preso em uma de suas barbatanas. Para surpresa do mergulhador, o golfinho encostou ao lado dele e ficou de barriga para cima como quem diz “amigão, faz um favor, tira esse anzol da minha barbatana e desenrola desse fio de nylon de mim?” .
E assim Keller ganhou o título máximo que um mergulhador poderia ganhar, a confiança e a vida de um golfinho, nessa ordem.
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BESSINHA SENSACIONAL: FELIZ DIA DAS MÃES!

VAN GOGH NA BELEZA DO PRETO E BRANCO, POR ALAIN RESNAIS

Vincent van Gogh, Prisoners Exercising, 1890

Vincent van Gogh, Prisoners Exercising, 1890

Por Maura Voltarelli

Vincent van Gogh é hoje um dos maiores pintores modernos. Difícil quem não o conheça, quem não tenha ouvido falar sobre ele alguma vez. Mais difícil ainda não se impactar com suas pinturas, com suas formas delirantes, com suas cores colossais que, de certa forma, refletem a trajetória complexa e densa de um dos maiores nomes do impressionismo mundial.

Para contar um pouco da história de Van Gogh o diretor francês Alain Resnais foi convidado, em 1948, para fazer um filme curto sobre ele, que coincidia justamente com uma exposição do artista que então estava sendo montada em Paris. O filme, intitulado Van Gogh, recebeu diversos prêmios e foi o primeiro de muitos outros filmes feitos pelo diretor sobre o universo da arte moderna, como Gauguin (1950) e Guernica (1950).

Reproduzimos aqui uma versão com legendas em espanhol, mas, para além dos diferentes códigos linguísticos, o arte/documentário de Resnais fala em uma linguagem universalmente conhecida pelo público: a linguagem da arte. E mais ainda, essa linguagem é transmitida pela pureza essencial do preto e branco, o que deixa os quadros de Van Gogh ainda mais sublimes.

A tentativa foi de reconstituir a vida do pintor por meio de seus quadros, tornando-o mais conhecido do grande público. Tarefa nem sempre fácil, pois Van Gogh foi um daqueles artistas que teve sua existência atravessada pela miséria, pela loucura, e por todas as regiões de sombra que possam se abrir diante da existência humana. Nele, no entanto, as experiências do limite só fizeram aumentar a genialidade do seu trabalho.

Assim como Hölderlin e Nietzsche, Van Gogh vivenciou em vida a experiência da morte, rompeu a barreira entre os domínios e, por isso, conseguiu na sua obra a maturidade do estilo e o frescor de uma atualidade sempre potente, sempre renovada.

França, 1948.
Direção e edição: Alain Resnais.
Narrador: Claude Dauphin. Diretor: Gaston Diehl e Robert Hessens. Producão: Pierre Braunberger, Gaston Diehl e Robert Hessens. Música original: Jacques Besse. Fotografia: Henry Ferrand. Versão original em francês com legendas em espanhol. Duração: 18 min.

Vale a pena também ver este vídeo, uma bela experiência estética que traz o quadro De sterrennacht EM MOVIMENTO.

Van Gogh não morreu devido a uma condição delirante, e sim por haver chegado a ser corporalmente o campo de ação de um problema em cujo redor se debate, desde suas origens, o espírito iníquo desta humanidade, o predomínio da carne sobre o espírito, o do corpo sobre a carne, do espírito sobre um ou sobre outra. Onde está, neste delírio, o lugar do eu humano?

Antonin Artaud

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CUBA É O MELHOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA PARA SER MÃE E 33º DO MUNDO, ARGENTINA FICOU EM 36º E BRASIL FICOU EM 78º

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe, diz estudo

No topo da lista, elaborada entre 176 países, está a Finlândia, enquanto a República Democrática do Congo está em último

michael vincent millerCuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children. No topo está a Finlândia e a República Democrática do Congo em último. Os Estados Unidos estão em 30º lugar e o Brasil em 78º.

A ONG, cuja sede fica em Londres, leva em conta fatores como bem-estar, saúde, educação e situação econômica das mães, assim como a taxa de mortalidade infantil e materna, para definir a tabela.

Levando em conta somente a América Latina e Caribe, Cuba está à frente da Argentina (36), Costa Rica (41), México (49) e Chile (51). O Haiti está no 164º lugar. Também em postos relativamente baixos estão Honduras (111), Paraguai (114) e Guatemala (128). A Venezuela está em 66º.

“Apesar de a América Latina ter conseguido enormes avanços, podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhões de mães e bebês recém-nascidos que se encontram na maior situação de pobreza”, afirmou o diretor da Save the Children para a América Latina, Beat Rohr. Ele disse que os maiores avanços foram registrados no Brasil, Peru, México e Nicarágua.

O Índice de Risco do Dia do Parto, elaborado pela primeira vez, revela que 18 % de todas as mortes de crianças menores de 5 anos na América Latina ocorrem durante o dia de nascimento. As principais causas são nascimentos prematuros, infecções graves e complicações durante o parto.

Contudo, a mortalidade neonatal na região diminuiu 58 % nas últimas duas décadas, apesar de ainda existir uma grande diferença na atenção dada às pessoas ricas e às com menos recursos, ressalta o estudo. A Save the Children estima que, a nível mundial, mais de um milhão de recém-nascidos poderiam ser salvos todos os anos caso o acesso à saúde fosse universal.

“Quando as mulheres têm educação, representação política e uma atenção materna e infantil de qualidade, elas e seus bebês têm muito mais probabilidades de sibreviver e prosperar, assim como a sociedade na qual vivem”, sublinhou Rohr.

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VEJA OS LOTES DE LEITE CONTAMINADO NO RIO GRANDE DO SUL COM FORMALDEÍDO E APREENDIDOS NA OPERAÇÃO LEITE COMPEN$ADO

Lotes retirados do mercado pela presença de formaldeído:

Bom Gosto (razão social) –

Marca Líder – Tapejara (RS) – SIF 4182
Leite UHT integral
Lote: TAP 1 MB

Goiasminas – Passo Fundo (RS) – SIF 1369
Leite UHT integral
Marca Italac

Lote: L 05 KM3

Leite UHT semidesnatado
Marca Italac
Lote: L 12 KM1

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 13 KM3

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 18 KM3

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 22 KM4

Leite UHT integral
Marca Italac

Lote: L 23 KM1

Vonpar – Viamão (RS) – SIF 1792

Leite UHT integral
Marca Mumu
Lote: 3 ARC

Fraude do leite será investigada em outros estados, diz ministério

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Além do Rio Grande do Sul, outros estados serão investigados para saber se também houve adulteração no leite, informou hoje (8) o Ministério da Agricultura. O foco inicial da operação foi na Região Sul, onde existe a figura do transportador de leite.

A Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em parceria com o Ministério da Agricultura, descobriu a adição de substância semlehante à ureia para aumentar o volume de água no leite, considerada fraude inédita no país. Com o aumento do volume de água, o objetivo era tentar manter as características do leite, neste caso a proteína.

Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos para utilização na prática criminosa.

A operação desarticulou o esquema de adulteração de leite e identificou que cinco empresas de transporte de leite adicionavam ao produto cru, entregue à indústria, a substância que tem formol na composição e é considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (Texto Integral)

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UM COMERCIAL DA COCA-COLA FEITO PELO GREENPEACE DA AUSTRÁLIA OU STOP COCA-COLA TRASHING

Esse comercial, claro, serve para qualquer refrigerante ou embalagem plástica pet. E também mostra porque o fim da sacolinha de plástico, culpada de ser vilã do meio ambiente, foi um fiasco em São Paulo e no Brasil. Supermercados lotados de embalagens plásticas poluentes nas prateleiras decidiram retirar somente a embalagem que ajudava o consumidor. O objetivo, óbvio, era lucrar mais e não proteger o meio ambiente.

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PESQUISA DA UNICAMP REVELA SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS EM BATONS, ESMALTES E LÁPIS DE OLHO

Metodologia detecta riscos à saúde em produtos de beleza

Edimilson Montalti, JU

lojacupcakeNova plataforma de pesquisa da FCM constata falhas na formulação de esmaltes, batons e lápis de olho

Pesquisadores do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, criaram uma nova plataforma de pesquisa que utiliza imagens em duas e três dimensões associadas a dados estatísticos que permitem identificar, em segundos, todos os componentes químicos presentes ou não na formulação de produtos de beleza. Essa nova plataforma, denominada de Cosmetômica, oferece até 99% de acerto, o que pode garantir a fabricantes e consumidores a qualidade e a segurança de produtos.

Para testar o poder da aplicação da plataforma que associa, pela primeira vez na área de cosmética, uma técnica analítica aliada ao tratamento estatístico de dados, os pesquisadores analisaram as principais marcas de esmaltes, batons e lápis de olho à venda em lojas e mercados brasileiros.

As marcas utilizadas pelos pesquisadores não foram reveladas. Por questões éticas, o nome fantasia de cada produto foi substituído por código de números e letras.

Dentre as descobertas feitas pelos pesquisadores, algumas constatações preocupantes: três das nove marcas de esmalte investigadas apresentaram em sua composição taxas elevadas de SUDAM III, uma substância considerada potencialmente cancerígena; cinco amostras de batom foram analisadas (duas novas, duas em uso e uma com prazo de validade vencido), e um dos produtos em uso apresentou mudanças significativas em algumas características sensoriais, como odor rançoso, antes mesmo do vencimento do prazo de validade, enquanto outra marca não tinha um dos componentes hidratantes descritos no rótulo.

Três amostras de lápis de olho foram analisadas (um novo, um usado e outro com uso vencido). O produto vencido mostrou substâncias que, além de irritações e alergias, podem tornar o ambiente ocular propício para proliferação de microrganismos causadores de infecções na região.

Os resultados obtidos foram publicados na edição de março da revista Materials, no artigo “Cosmetic analysis using Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Mass Spectrometry Imaging (MALDI-MSI)”. A pesquisa foi conduzida pelo farmacêutico Diogo Noin de Oliveira, aluno de pós-graduação do programa de ciências médicas da FCM da Unicamp. A orientação do trabalho foi de Rodrigo Ramos Catharino, professor do curso de Farmácia da Unicamp. Este é o primeiro trabalho em que foram usadas as técnicas de Ionização por Dessorção a Laser Assistida por Matriz (da sigla em inglês MALDI) e Espectrometria de Massas por Imagem (também do inglês MSI) na área de cosmética. (Texto Completo)

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VÍDEO: CÂMERAS DE SEGURANÇA TAMBÉM CAPTURAM COISAS BOAS

PARA NOBEL DE MEDICINA, RICHARD J. ROBERTS, INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUER PRODUZIR DOENTES CRÔNICOS, NÃO A CURA DA DOENÇA

infernum samambaiis(Texto em espanhol e tradução do google abaixo)

Nobel de medicina: “Curar enfermedades no es rentable para las farmacéuticas”

El premio nobel de medicina británico, Richard J. Roberts, denunció a las grandes farmacéuticas de anteponer sus beneficios económicos a la salud de las personas, deteniendo el avance científico en la cura de enfermedades porque curar no es rentable.
“Los fármacos que curan no son rentables y por eso no son desarrollados por las farmacéuticas que, en cambio, sí desarrollan medicamentos cronificadores que sean consumidos de forma serializada”, dijo Roberts en una entrevista a la revista digital ‘PijamaSurf’.
“Algunos fármacos que podrían curar del todo una enfermedad no son investigados. Hasta qué punto es válido que la industria de la salud se rija por los mismos valores y principios que el mercado capitalista, los cuales llegan a parecerse mucho a la mafia”, se pregunta el nobel de medicina de 1993.

El científico e investigador acusa a las farmacéuticas de olvidarse de servir a las personas y preocuparse solo de la rentabilidad económica. “He comprobado cómo en algunos casos los investigadores dependientes de fondos privados podrían haber descubierto medicinas muy eficaces que hubieran acabado por completo con una enfermedad”, explicó.

 Las farmacéuticas no están tan interesadas en curarle a usted como en sacarle dinero”

Añade que las empresas dejan de investigar porque “no están tan interesadas en curarle a usted como en sacarle dinero, así que esa investigación, de repente, es desviada hacia el descubrimiento de medicinas que no curan del todo, sino que cronifican la enfermedad y le hacen experimentar una mejoría que desaparece cuando deja de tomar el medicamento”.

Ante esto, señala que es habitual que la industria esté interesada en líneas de investigación, no para buscar curas a ciertas enfermedades, sino que “solo para cronificar dolencias con medicamentos cronificadores muchos más rentables que los que curan del todo y de una vez para siempre”.

Respecto a las razones del porqué los políticos no intervienen, Roberts argumenta que “en nuestro sistema, los políticos son meros empleados de los grandes capitales, que invierten lo necesario para que salgan elegidos sus chicos, y si no salen, compran a los que son elegidos”. (Texto completo)

Texto traduzido pelo google

O médico britânico Prêmio Nobel, Richard J. Roberts, acusado de colocar grandes benefícios econômicos farmacêuticos para a saúde das pessoas, impedindo o progresso científico na cura de doenças que a cura não é rentável
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“Os medicamentos que curam não são rentáveis ​​e, portanto, não são desenvolvidos pelas empresas farmacêuticas, no entanto, fazer desenvolver drogas que são consumidas cronificadores forma serializada”, Roberts disse em uma entrevista para a revista ‘PijamaSurf.
“Alguns dos medicamentos que podem curar todas as doenças não são investigados. Até que ponto é verdade que a indústria da saúde é regida pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que vêm a olhar muito como a máfia “, pede o Nobel da Medicina 1993.

O cientista e pesquisador acusa farmacêutica se esqueça de servir o povo e preocupado apenas com o desempenho econômico. “Eu vi como, em alguns casos, dependente de fundos privados pesquisadores podem ter descoberto medicamentos altamente eficazes, que foram completamente acabado com uma doença”, explicou.

As empresas farmacêuticas não estão tão interessados ​​em você como curá-lo ganhar dinheiro ”
Ele acrescenta que as empresas parar de investigar, porque “eles não são tão interessado em você como na cura de conseguir dinheiro, para que a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não cicatrizam em tudo, mas a doença e chronified fazem experimentar uma melhoria, que desaparece quando você parar de tomar a droga. ”

Diante disso, diz que é comum para a indústria está interessada em áreas de pesquisa, não para curas para doenças, mas “apenas para se tornar doenças crônicas com drogas cronificadores muito mais rentável do que curar completamente e de uma vez por todas “.

Quanto aos motivos por que os políticos não intervêm, Roberts argumenta que “em nosso sistema, os políticos são apenas funcionários de muito dinheiro, investindo garantir que elegeu os seus filhos, e se você não sair para comprar que são eleito “. (Texto completo)

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INACREDITÁVEL: JUIZ QUE PROMOVE JUSTIÇA NO BRASIL É CHAMADO DE LOUCO PELO CNJ (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA)!

Juiz Fernando Cordioli

Juiz Fernando Cordioli

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pediu ao TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) exame de sanidade mental do juiz Fernando Cordioli Garcia, 33, crítico do Judiciário catarinense. A Corregedoria do TJ afastou o juiz da comarca de Otacílio Costa (250 km de Florianópolis) sob acusação de “participação político-partidária” e “instabilidade”, primeiro passo para exonerá-lo da magistratura. O enfrentamento do juiz com o Judiciário começou no ano passado, mas só foi tornado público nesta semana.

(…)

Só processava “PPP”

O Ministério Público Estadual acusou o juiz de desrespeitar seus promotores e usar linguagem ofensiva – num despacho, Cordioli escreveu que um promotor deveria “se olhar no espelho”. Noutro, disse que um promotor engavetava acusações “contra a elite e os coronéis da política da cidade” e só processava “PPP” (pretos, pobres e prostitutas).

Cordioli é juiz desde 2007 e assumiu a comarca de Otacílio Costa em 2010. Ele era citado na imprensa regional como “juiz coragem” porque nos autos dos processos registrava os desvios éticos e profissionais de colegas juízes, promotores, servidores e advogados. Estava prestes a ser promovido, quando foi afastado do cargo.

A Corregedoria do TJ-SC, num ato sem precedentes contra um dos seus juízes, divulgou nessa terça (30) as 12 reclamações contra ele. Nesta quinta (2), Cordioli apresentou sua defesa. 

“Dizem que sou louco, mas não corrupto”

Cordioli disse ao UOL, em Florianópolis, que é “vítima de assédio moral de gente que não aceita um juiz como eu” –ele se define como alguém que trabalhava “com independência dos chefes políticos da cidade e contra um MPE duro só com PPP”.

O juiz disse que se tornou “o inimigo público do MPE ao denunciar que nos processos em que atuava “os ricos e poderosos raramente eram incomodados, quase sempre ficavam engavetados na Promotoria”.

Ele deu um exemplo: “Um empresário poderoso foi processado por crime ambiental quando eu ainda estava na universidade, em 2003. Quando assumi como juiz, descobri tantas fraudes que tive que fazer diligências de surpresa, senão alguém soprava para os réus. O processo foi tirado da minha comarca por vias espúrias e até hoje está parado no Tribunal de Justiça”.

Cordioli é solteiro, nascido em Lages (220 km de Florianópolis). 

Com frequência, ele fez piadas sobre seu estado mental: “Dizem que sou louco, mas pelo menos não me chamam de corrupto. Sou louco por querer fazer a máquina do Judiciário funcionar”.

Ele anda num carro Ford Fiesta, mas tem um BMW na garagem de casa: “É uma pequena concessão que me fiz. Escolhi um carro de luxo para eles pensarem que também roubo, como eles”, diz, sem citar que são “eles”.

Leilão de carro de ex-prefeito em praça pública 

Em 2012, Cordioli leiloou dois carros do prefeito de Palmeira em praça pública. O dinheiro era para pagar condenação por desvio de dinheiro público. Um terceiro carro, no qual o prefeito tentava viajar para Florianópolis, foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal depois que o juiz mandou uma ordem por fax para o posto de patrulha. O prefeito ficou a pé no acostamento.

Quando a polícia pedia a prisão de alguém, o juiz despachava a mão no próprio requerimento, poupando toda burocracia: “É um recurso que está no Código de Processo Penal desde 1940”, afirma.

Depois que o MP se recusou a pagar peritos num processo contra outro ex-prefeito, o juiz pediu auxílio do 10º Batalhão de Engenharia do Exército para avaliar a casa do réu. Um destacamento cercou a casa, fotografou tudo e a avaliou em R$ 500 mil. Em seguida, quando estava prestes a transformar a residência num abrigo municipal para órfãos, Cordioli foi afastado.

Num processo ambiental, ordenou à Fundação de Amparo ao Meio Ambiente derrubar a casa de um vereador erguida em área de preservação. Como a ordem judicial não foi cumprida, Cordioli fez o serviço ele mesmo, com a ajuda de um operário. (Texto Integral no Uol)

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