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MAIS MÉDICOS FEZ O BRASIL DESCOBRIR QUE MÉDICOS BRASILEIROS SÃO ESCRAVIZADOS E CUBANOS, PRIVILEGIADOS

médico cubano
Médico Juan Delgado, símbolo do Mais Médicos

Toda a confusão e embate criado com o programa Mais Médicos do governo federal nos fez descobrir que os médicos brasileiros são escravizados e os cubanos são privilegiados. Parece absurdo, mas veja…

Semanalmente se tem notícias na internet, na TV e nas redes sociais de médicos brasileiros que trabalham mais do que 44 horas semanais. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) existem médicos brasileiros que trabalham 120, 128, 144, 150 horas semanais. Isso em várias cidades distantes dezenas e até centenas de quilômetros. Veja o caso relatado no jornal GGN:

a medica “tem 150 horas semanais de trabalho para cumprir, com atendimento em vários municípios não tão próximos. Tomando por base a cidade de São Paulo, a médica Miriam Gameiro de Carvalho tem uma vida dura: até Franca são 401 quilometros; até Ribeirão Preto outros 319 quilometros; até Pedregulho são 507 quilometros; Sertãozinho fica a 349 quilometros; e Promissão, 466 quilometros. Sertãozinho e Ribeirão Preto ficam próximas, ela pode começar em São Paulo e ir fazendo o giro de cidades até voltar para a cidade, ou então, não, já que para cumprir as jornadas pelas quais recebe deveria trabalhar sete dias por semana e 22 horas por dia. Difícil jornada” (GGN)

Enquanto isso, os privilegiados médicos cubanos só vão trabalhar 40 HORAS SEMANAIS. Que absurdo!! E o deputado Ronaldo Caiado (DEM) foi a tribuna recentemente dizer que os médicos cubanos vêm ao Brasil num sistema de escravidão ganhando cerca de R$ 4 mil por 40 horas. Engraçado é que o deputado Caiado nunca subiu à tribuna para defender os brasileiros que trabalham como escravos em fazendas pelo Brasil, como bem revela o Ministério do Trabalho. Há inclusive uma lista suja de empresas e fazendeiros que se utilizam de trabalho análogo à escravidão. Será que o Caiado passou agora a defender os patrícios de Fidel Castro e não se preocupa com os brasileiros?

Assim como o deputado se preocupa com médicos cubanos mais do que com trabalhadores rurais brasileiros, os Conselhos de Medicina agem da mesma forma. Nunca se incomodaram por a população ser atendida por um médico que trabalha 150 horas semanais (E olha que uma semana só tem 168 horas!!!).

Quem sabe um dia os Conselhos de Medicina processem os governos federal, estaduais e municipais por permitirem que médicos brasileiros trabalhem mais do que 40 horas semanais. Não é mesmo? Assim, pelo menos evitamos que os médicos brasileiros sejam “escravizados” e os cubanos, privilegiados.

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Por glaucocortez

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