Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

JUNHO DE 2013, O MÊS QUE NÃO TERMINOU: POR TODO BRASIL OCUPAÇÕES E LUTAS DA POPULAÇÃO PERSISTEM

brasildefato

O mês de Junho de 2013 pode ter ficado para a história como Maio de 68. E parafraseando o grande jornalista Zuenir Ventura, junho de 13 é o mês que não terminou. Por todo o Brasil há localizados protestos e ocupações, ainda que a cobertura seja centrada no Rio e em São Paulo.

Havia no Brasil, antes de junho, uma vida muito fácil para os políticos. Bastava se eleger, trabalhar nos gabinetes sofrendo pressão apenas dos lobbies econômicos, e tentar se reeleger depois de 4 anos. Mas parece que há uma mudança, uma insistência em protestos com ocupações e paralisações. E isso vai exigir, esperamos, um pouco mais dos políticos.

E isso já está aparecendo quando obriga políticos a tomar posições, sejam mais democráticas (dialogar com os protestos, reformular propostas etc) ou sejam mais autoritárias (mandar a polícia resolver e calar os manifestantes). Antes de junho, todos os políticos eram pardos. Agora, com os protestos, tendem a mostrar o lado.

No cerne dos protestos, há o abismo entre o mundo que controla o dinheiro (seja poder público de todos os níveis ou empresariado) e uma massa da população. Esse abismo é uma desigualdade persistente e perversa. E é essa desigualdade, refletida nos péssimos serviços de saúde, educação e transporte, que parece agora ter emergido desde junho de 13.

Ou retrocedemos com a pancadaria e repressão policial ou avançamos com distribuição de renda e investimentos que façam da educação, saúde e transporte serviços públicos de qualidade.

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7 Respostas para “JUNHO DE 2013, O MÊS QUE NÃO TERMINOU: POR TODO BRASIL OCUPAÇÕES E LUTAS DA POPULAÇÃO PERSISTEM

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  2. Francisco Lel 3 outubro, 2013 às 7:17 am

    Protestos de rua. No início foi uma surpresa, agradável por sinal. Depois virou moda e todas as cidades entraram na onda sem ao menos saberem o que os pioneiros da novidade intentavam. Todo mundo protestava contra alguma coisa, o que quer que lhes causasse descontentamento. Houve até uma garota que desfilou com uma placa com os dizeres: “Minha vagina não é camomila”, e que deveria ter suas razões. Algum namorado insistia em investir mesmo quando ela não estava com disposição. Está nervosinho, compre Valium. Garota não é remédio para os nervos. Entende-se. Depois infiltraram-se os baderneiros, caras escondidas atrás do anonimato, quebrando e depredando tudo, o que quer que fosse e também buscando confusão. Quando a polícia reprimiu os abusos com spray de pimenta e balas de borracha, a imprensa protestou. Jornalista mostraram seus “ferimentos de batalha” (embora se enfiassem no meio mais íntimo do conflito para conseguir boas imagens) às câmeras ávidas por críticas aos “excessos” da polícia, Mas como jornalistas, desejam imunidade e a polícia que tome seus cuidados para não atingir a privilegiada classe. Os vândalos (desculpem-me a comparação, Vândalos, mas está na moda) incendiaram viaturas de emissoras televisivas, investiram contra a sede da Globo com pedras e, dias depois, com cocô. Aí a ficha caiu e a imprensa percebeu que também era alvo das críticas. Nada de monopólio, especialmente de quem foi solidário com a Ditadura, deve ter sido a mensagem… Agora já perdeu a graça e o sentido. Queriam até derrubar o prefeito, o governador, etc., legitimamente eleitos, não importava o partido… Se a turba exaltada fugisse ao controle teríamos que chamar Napoleão que, durante a Revolução Francesa, precisou disparar tiros de canhão em cima da turba, porque os rifles não estavam dando conta. Como eu disse, perdeu a graça. Que tal se o brasileiro procurasse conhecer seus candidatos antes de votar? Nossas mazelas, apontadas como de hoje ou pelo menos recentes, remontam ao Brasil colônia, ao primeiro e segundo reinados. A corrupção, o compadrio, o “jeitinho”, o tráfico de influências (lembram-se da marquesa de Santos?) Não, não são problemas recentes para que sejam mudados com uma simples “passeata”, como foi a proclamação da República.

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  3. Francisco Leal 3 outubro, 2013 às 7:20 am

    Protestos de rua. No início foi uma surpresa, agradável por sinal. Depois virou moda e todas as cidades entraram na onda sem ao menos saberem o que os pioneiros da novidade intentavam. Todo mundo protestava contra alguma coisa, o que quer que lhes causasse descontentamento. Houve até uma garota que desfilou com uma placa com os dizeres: “Minha vagina não é camomila”, e que deveria ter suas razões. Algum namorado insistia em investir mesmo quando ela não estava com disposição. Está nervosinho, compre Valium. Garota não é remédio para os nervos. Entende-se. Depois infiltraram-se os baderneiros, caras escondidas atrás do anonimato, quebrando e depredando tudo, o que quer que fosse e também buscando confusão. Quando a polícia reprimiu os abusos com spray de pimenta e balas de borracha, a imprensa protestou. Jornalista mostraram seus “ferimentos de batalha” (embora se enfiassem no meio mais íntimo do conflito para conseguir boas imagens) às câmeras ávidas por críticas aos “excessos” da polícia, Mas como jornalistas, desejam imunidade e a polícia que tome seus cuidados para não atingir a privilegiada classe. Os vândalos (desculpem-me a comparação, Vândalos, mas está na moda) incendiaram viaturas de emissoras televisivas, investiram contra a sede da Globo com pedras e, dias depois, com cocô. Aí a ficha caiu e a imprensa percebeu que também era alvo das críticas. Nada de monopólio, especialmente de quem foi solidário com a Ditadura, deve ter sido a mensagem… Agora já perdeu a graça e o sentido. Queriam até derrubar o prefeito, o governador, etc., legitimamente eleitos, não importava o partido… Se a turba exaltada fugisse ao controle teríamos que chamar Napoleão que, durante a Revolução Francesa, precisou disparar tiros de canhão em cima da turba, porque os rifles não estavam dando conta. Como eu disse, perdeu a graça. Que tal se o brasileiro procurasse conhecer seus candidatos antes de votar? Nossas mazelas, apontadas como de hoje ou pelo menos recentes, remontam ao Brasil colônia, ao primeiro e segundo reinados. A corrupção, o compadrio, o “jeitinho”, o tráfico de influências (lembram-se da marquesa de Santos?) Não, não são problemas recentes para que sejam mudados com uma simples “passeata”, como foi a proclamação da República. Se não mudarmos nossa classe política não mudaremos o país. Quem viver, verá.

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  4. Olimpia Pacheco Pacheco 3 outubro, 2013 às 11:52 am

    Por que parou! parou por que?. O povo tem que entender que não adianta reclamar, reclamar por que?. Os políticos, só senta nas cadeiras, se o povo colocar ele lá. O povo tem força de tirar eles de lá, é só querer, então por que tanto bla bla bla, Esta chegando as novas eleições e ai vamos ver! Olha é tanta(HIPOCRISIA ) QUE DA NOJO.

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    • Francisco Leal 4 outubro, 2013 às 8:28 am

      Concordo com você. A propaganda eleitoral gratuita já começou e os cínicos e descarados já se apresentam como salvadores da Pátria, como a opção única para conter “os males que aí estão”. Até o Aécio Neves já pôs as mangas de fora e começou a falar asneiras. Ele tem a pretensão (e a presunção) de ser presidente da República embora seja um completo desconhecido para a maioria da população fora de MG. Você tem razão. Tanta hipocrisia dá nojo. Tudo o que querem é uma mamata qualquer para se beneficiarem. Patriotismo, desejo de servir à população, ao país? Isto não existe com essa canalha que aí está (com raríssimas e honrosas exceções).

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