Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

BLACK BLOC OU MAHATMA GANDHI: A REALIDADE PARECE MAIS COMPLICADA DO QUE SER A FAVOR OU CONTRA

black blocLonge do discurso da ordem da mídia brasileira e dos governantes que classificam os black blocs simplesmente como vândalos, “minoria que estraga a manifestação” etc, há uma certa dialética que impede de se pensar simplesmente em ser contra ou a favor.

Ora, governos e grande mídia satanizam os black blocs porque o discurso jornalístico e o discurso político de Estado são discursos de poder, que necessitam manter a ordem vigente. Vândalos, nos termos usados são definições para violência gratuita, sem sentido, estúpida. Na verdade, há muitas razões para a violência dos black blocs, diferente de muitas outras atitudes violentas como, por exemplo, brigas em campos de futebol.

Também é difícil ser a favor de black blocs quando as imagens os mostram destruindo pontos de ônibus, lixeiras e outros espaços que servem a população.

Mas os black blocs, inevitavelmente, falam a língua do sistema, a língua do poder. Uma manifestação pacífica, no limite, é uma manifestação de carneirinhos. E isso não traz resultado algum de imediato, talvez não traga nenhum resultado a longo prazo. Seria preciso ter milhares de pessoas com a tenacidade de Mahatma Gandhi. Parece impossível.

Já as manifestações com certa dose de violência, principalmente o exemplo daquela quinta-feira de junho, quando fez acender uma luz de emergência na sonolenta burocracia de poder, dão resultado. Ainda que pequenos, os resultados podem ser vistos:  votações de projetos parados na Câmara e Senado, redução do preço das passagens e urgência no programa Mais Médicos são alguns exemplos.

Isso não significa apoiar ou não apoiar os black blocs, mas qual a saída diante do país mais desigual do mundo? Como votar em eleições compradas por corporações privadas por meio do financiamento de campanha? Como reagir diante da informação de que uma empresa que explora uma concessão pública sonega R$ 1 bilhão? Afinal, onde estão os vândalos?

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4 Respostas para “BLACK BLOC OU MAHATMA GANDHI: A REALIDADE PARECE MAIS COMPLICADA DO QUE SER A FAVOR OU CONTRA

  1. Lucia 25 outubro, 2013 às 7:35 pm

    Concordo totalmente com você, e ainda sem esquecer que os black bocs estão portando apenas pedras e fogos de artifício, ao contrário da nossa presidente terrorista e seus “cumpanhero”, que armados até os dentes, roubaram, sequestraram e mataram.

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  2. Francisco Leal 29 outubro, 2013 às 5:35 pm

    Sinto muito Lucia, discordo de você. Nada tenho contra suas convicções políticas ou se está mal satisfeita com a presidente Dilma a quem, goste você ou não, deve respeito. Ela é a presidente da República, democraticamente eleita. Quanto aos baderneiros quero dizer o seguinte:
    Esta é uma afirmação digna da revista VEJA e da TV GLOBO. Puro descaramento. Ao início das manifestações, quando acharam que a multidão investia contra o governo federal apoiaram e fizeram ruidosas reportagens. Quando os “vândalos” se voltaram contra eles, jogando até cocô nas portas da sede daquela emissora e incendiaram viaturas da imprensa mudaram o tom. Perceberam que também eram alvos da fúria desse pessoal. Agora esses arruaceiros se infiltraram e estão fazendo grande anarquia e depredações. Vamos até quando os governos, especialmente do Rio e São Paulo, irão demorar para agir e por esses moleques na cadeia. Agora contam com a ajuda de marginais mascarados e vestidos de preto que incendeiam ônibus, automóveis, saqueiam lojas, etc. O que particulares ou lojistas têm a ver com tudo isto para serem vítimas desses “protestos”. Isto já ultrapassou todos os limites e a polícia precisa agir com firmeza além de usar balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, jatos d’água. Jogar coquetéis molotov na polícia pode, podendo até matar policiais como consequência desses atos …. Revidar é brutalidade policial, ou como diz cinicamente a imprensa, é usar força em excesso. Ora, vamos ter paciência.

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  3. Francisco Eliciano 20 novembro, 2013 às 8:40 pm

    Particularmente, a conclusão do post, arremata a situação. Simples assim:
    *”Como votar em eleições compradas por corporações privadas por meio do financiamento de campanha? Como reagir diante da informação de que uma empresa que explora uma concessão pública sonega R$ 1 bilhão? Afinal, onde estão os vândalos?”*

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