Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: novembro 2013

COMO SERÁ A RESSACA DO MENSALÃO?

imagemDepois de toda a festa e embriaguês midiática com o processo do mensalão e as prisões de José Dirceu e José Genoino, como será o dia seguinte?

Esse dia seguinte não é hoje, nem semana que vem, mas daqui a um ou dois anos, nas vésperas das eleições?

Imagina se nenhum político for preso no próximo ano. O que se dirá ao eleitor?

Que só os petistas são corruptos? Qual foi o crime de Dirceu para explicar ao eleitor? Comprar corruptos para governar?

Vejam vocês que Roberto Jefferson continua livre. É o delator do mensalão, foi da tropa de choque de Collor de Mello e teria delatado o mensalão porque foi gravada uma corrupção do seu partido.  Ele denunciou porque achou que era Dirceu que tinha armado contra ele, mas testemunha afirmou que foi Carlinhos Cachoeira.

Vejam vocês que Carlinhos Cachoeira está frenquentando colunas sociais, a corrupção no metrô de São Paulo se arrasta desde a época de Mário Covas e nada acontece, o ISS de São Paulo, o mensalão tucano. Alguém irá para a cadeia com show midiático?

cachoeiraDificilmente. Mas vamos supor que sim, que alguém será condenado.

Como será a cobertura da mídia? Com certeza, nada vai se comparar à cobertura midiática do mensalão petista.

Então… para cadeia só foram petistas? Como pensará o eleitor?

Como será a ressaca do mensalão, quando as ilusões se dissiparem?

Como será a ressaca do mensalão em um país que não tem leis para punir o corruptor?

 

 

JOSÉ DIRCEU E JOSÉ GENOINO PAGAM O PREÇO DA COVARDIA PETISTA COM A DEMOCRACIA DA MÍDIA

José Genoino

Os josés do PT pagam o preço de um partido que se acovardou diante dos donos da mídia brasileira.

José Dirceu e José Genoino, assim como o PT, erraram ao achar que poderiam fazer o jogo dos donos do poder econômico.

_Jose Dirceu, former Chief Minister of Brazil, ...
Pensaram pequeno, poderiam fazer mais, mas está cada vez mais difícil.

É um partido que tomou um susto com as manifestações de junho e não entendeu.

Parece já estar enraizado nas estruturas das negociações espúrias e com aliados do tipo de Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Sarneys e tantos outros.

O julgamento do mensalão, independente do mérito, foi um massacre midiático e principalmente por uma mídia comprovadamente associada a gangsters infiltrados no Senado e no achaque a prefeitos.

Até hoje o PT se acovarda com a grande mídia:

Mas sem democracia na mídia  não há a mínima democracia.

Que a prisão dos petistas acorde os petistas para a democratização da comunicação.

EDUARDO FAUZI: VEJA O QUE ESTÁ POR TRÁS DO TAPA EM ALEX COSTA, SECRETÁRIO DE ORDEM PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO

PARA ENTENDER FERNANDO HADDAD E O DISTANCIAMENTO DO PT DAS RUAS

Haddad: um desastre na comunicação

Texto de Rodrigo Vianna/Escrevinhador

Para entender o que se passa com a gestão de Fernando Haddad em São Paulo, peço sua atenção. E alguma paciência. Haddad, em sete atos…

1) Junho de 2012. Festa de aniversário de um bom amigo, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) – a mesma onde estudou o prefeito. À época da festa, Haddad era um candidato que patinava, nos 5% de intenção de voto. Lá pelas duas da manhã, um dos advogados senta no sofá perto de mim, e a conversa é sobre o petista. Quero saber como era o Haddad na época da faculdade. “O Haddad tem duas características fortes: ele não ouve ninguém, quando você fala parece que ele não está ouvindo de verdade; mas, por outro lado, ele é um sortudo sem tamanho, sempre teve muita sorte”, diz meu interlocutor, relembrando as peripécias de Haddad e outros estudantes, nas disputas pelo Centro Acadêmico no começo dos anos 80.

2) Algumas semanas depois (2012 ainda), a campanha de Haddad procura um grupo de blogueiros: o petista queria “conversar” sobre Comunicação, sobre a cidade. Haddad seguia em baixa nas pesquisas (um dos levantamentos chegara a apontá-lo com 3% de intenções de voto). A assessoria do candidato fez o favor de divulgar a conversa, reservada, como se fosse um “ato de apoio dos blogueiros à campanha petista”. Bela assessoria… Além disso, naquela noite, tive a comprovação de que Haddad não é mesmo muito treinado para ouvir – como dissera meu interlocutor na festa. Educado, escutava perguntas e observações, sem preocupação de travar um diálogo. Estava ali pra ser escutado.

3) Em setembro, reta final da campanha, o petista comprovou que também era sortudo. Ficaria de fora do segundo turno, se não fosse uma declaração desastrada de Russomano sobre Transporte. Haddad aproveitou o delize do adversário para ir ao segundo turno contra Serra. Virou prefeito – graças também a mobilizações que reuniram milhares de pessoas em atos na praça Roosevelt (centro de São Paulo), convocados pelas redes sociais.

4) Na semana seguinte à eleição, alguns daqueles blogueiros (que Haddad buscara quando estava com 3%) procuraram o prefeito eleito: queríamos conversar, sugerir políticas de comunicação inovadoras para o homem que ganhara o pleito com o discurso de “homem novo”. Haddad não recebeu ninguém, mandou dizer que a política e os nomes para a área de comunicação já estavam decididos. E avisou que essa área de inovação digital, e de incentivo à diversidade informativa, ficaria sob os cuidados de uma subsecretaria na área de Cultura.

Esse é o Nunzio…

Logo entendemos o jogo. Haddad nomeou para a secretaria de Comunicação Nunzio Briguglio Filho… Quem? A função dele, basicamente, seria manter boas relações com a mídia convencional. Ou seja, o “homem novo” achava que política de comunicação para São Paulo seria dar uns telefonemas para a “Folha”, a “Globo” e a “Abril”. Ah, eu já ia esquecendo: cabe à secretaria do Nunzio, também, a distribuição das verbas públicas de publicidade. Hum…

5) Os meses passam. Haddad mostra-se um desastre de comunicação durante as manifestações de junho. Perde a chance de reduzir as tarifas diante do Conselho municipal, mostra ali certa arrogância professoral (“não sabe ouvir”). Depois, vai a reboque de Alckmin e anuncia a redução da tarifa de forma tão atrapalhada que, ao final da coletiva no Palácio dos Bandeirantes, um repórter até pergunta: “mas então voltou pra 3 reais ou não?”.

6) Os meses avançam. Haddad toma então duas medidas que me parecem corretas: muda a tabela do IPTU, com aumentos substanciais nos bairros mais ricos (ok, nem todo mundo que mora nessas regiões é “rico”, e alguns nem remediados são) e redução nas áreas mais pobres da cidade; cria dezenas de quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

A imprensa (rádios, jornais, TVs) parte para um jogo de desinformação. Haddad não consegue explicar que o IPTU vai subir para alguns, mas baixar para outros. Sofre um massacre. Contava com as “boas relações” com a velha imprensa. Hum…

No caso dos corredores, o mesmo: motoristas de carros, irritados, vêem o espaço para os automóveis cair nas avenidas. E as faixas de ônibus, por princípio corretas, parecem ficar vazias a maior parte do tempo. A Prefeitura não fala, não se explica. Conta com a “Folha” e a “Globo”. Hum…

7) Agora, vem o escândalo dos auditores. Está claro que Haddad foi no caminho correto. Enfrentou a máfia, que parece ter-se instalado em gestões anteriores. Na sexta passada (8/11), a “Folha” saiu-se com manchete histórica: “Prefeito sabia, diz auditor investigado…” Quem passava pelas bancas e lia só a manchete logo entendia que Haddad sabia de tudo, participava do esquema. Só que, na gravação, estava claro que o auditor investigado e grampeado se referia ao prefeito anterior – Kassab.

Nas redes sociais e nos blogs deu-se gritaria contra a “Folha”, o jornal de colunistas (e manchetes) rotweiller. O que fez Haddad? Finalmente gritou também contra a manipulação midiática. Ah, percebeu ali que poderia se reaproximar das redes, dos ativistas digitais… Uma virada na comunicação, certo?

Nada disso. A virada não durou 48 horas. Domingo (10/11), Haddad já estava na “Folha” a bater em Kassab… Erro duplo: chamou Kassab diretamente para a briga e, de quebra, legitimou a “Folha” como foro onde se dá o debate político em São Paulo.

Quem conhece a imprensa, sabe o que deve ter acontecido depois da manchete absurda de sexta. O tal Nunzio passa a mão no telefone e liga pra redação da Folha: “poxa, assim vocês me arrebentam, que manchete foi aquela”. Do outro lado, o editor matreiro: “que é isso, estamos à disposição pro prefeito falar; abrimos espaço pra uma exclusiva, ele explica tudo”.

E lá se foi o Haddad. Mordeu a isca da “Folha”, o que significa morder a isca do Serra.

Agora, Haddad demitiu o secretário de governo, Antônio Donato. Pautado pela Globo! Um investigado, membro da máfia, disse que pagou propina a Donato quando ele era vereador (ou seja, ainda na gestão Kassab). Só que Donato está (ou estava) no centro do governo petista.

A mídia paulista transformou um escândalo investigado por Haddad num escândalo que ameaça se voltar contra o governo petista. Onde está Mauro Ricardo, o secretário da gestão Serra? Sumiu das manchetes. Mas o petista Donato foi para o olho do furacão.

Ok, o petista Donato tem que se explicar. Ok, o escândalo dos auditores é um escândalo do Serra e do Kassab. Mas outro escândalo é Haddad – o “homem novo” – achar que pode governar São Paulo sem mexer na comunicação. Os sinais que surgem da Prefeitura são péssimos. Há quem diga que as denúncias contra Donato teriam chegado às redações pelas mãos de gente ligada à Comunicação da Prefeitura. Fogo amigo?

Lula está preocupado. Fez chegar a Haddad a seguinte avaliação: “mexa na sua comunicação, troque. Você está perdendo o jogo.”

Mais que isso: monitoramento nas redes sociais aponta que o governo Haddad tem, a essa altura, 73% de avaliação negativa, 17% de positiva e só 10% de avaliação neutra. Desastre.

Haddad agora vai ter que mostrar se é um “sortudo”, como dizia o ex-colega da faculdade de Direito. E ter sorte, a essa altura, significa enfrentar aquela outra característica forte: não ouvir ninguém.

O prefeito é um homem inteligente, e parece bem intencionado. Mas resolveu jogar no campo dos adversários: seguiu a tradição petista de não confrontar com a mídia. E ainda enveredou pelo discurso moralista dos escândalos. Esqueceu que escândalo e moralismo seletivo são a especialidade do outro lado.

Na mão de Nunzios e outros gênios, Haddad seguirá dando verbas e entrevistas exclusivas para a velha mídia. Sem perceber que o objetivo é transformá-lo num Pitta. Dá tempo de mudar. Tomara que Haddad seja mesmo um homem de sorte, porque do outro lado está a turma que conhecemos tão bem…

 

SENSACIONAL: TESTE DE DNA MOSTRA QUE BRANCO RACISTA É UM POUCO NEGRO

O MACHISMO NOSSO DE CADA DIA

El machismo mata

El machismo mata

Ensaio sobre o machismo

Por Luiz Guilherme Boneto

Imaginemos uma situação. Numa festa à noite, um grupo de jovens rapazes caminha entre garotas da mesma idade, dentre as quais, uma está disposta a fazer sexo com um deles. Os rapazes, em grupo, incitam-no. Ele, porém, saiu unicamente para se divertir, e naquela noite em especial, excluíra o ato sexual do seu conceito de diversão. O garoto queria dançar, beber alguma coisa, jogar conversa fora. Vê-se, porém, numa encruzilhada: o que os outros rapazes diriam caso ele se negasse a fazer sexo com a moça?

Não é preciso ter mestrado em antropologia para saber: viriam olhares, risos e gracejos, talvez enquanto durasse a “amizade” daqueles caras. O garoto, automaticamente, seria rotulado como alguém que “nega fogo”, e muito provavelmente, taxado de homossexual, ainda que em tom de brincadeira, mesmo que seus “amigos” soubessem claramente que sua orientação sexual não era inclinada a práticas com pessoas do mesmo sexo. Um momento sem vontade de transar é mais do que suficiente para etiquetar a vida inteira de um homem.

Com esse breve exercício de imaginação, quero apenas lembrar o quanto o machismo está presente na sociedade brasileira, do sertão mais afastado às grandes cidades do país. E também é minha intenção recordar o quanto as atitudes machistas prejudicam não só as mulheres, mas também os homens em larga escala.

O machismo não é uma maneira masculina de pensar. Ele é, pois sim, uma forma de ver o mundo fixada na sociedade patriarcal que dá as cartas no Brasil. Imagina-se que os machistas seriam homens heterossexuais, que veem mulheres e homossexuais como cidadãos de segunda categoria, e que poriam a si próprios num plano social superior. Engana-se, porém, quem resume o machismo a isso – Não faltam mulheres a endossar o movimento, e gays também.

O machismo passa pela ideia do homem como macho-alfa, que sustenta a família, não tira sequer o prato da mesa quando termina uma refeição, e que cria os filhos [homens] à sua imagem e semelhança. Ele tem todos esses direitos adquiridos do nascimento, pelo simples fato de ser homem. Já a mulher, segundo a concepção machista, é relegada às tarefas domésticas. Pode até trabalhar fora, porém deve manter a casa sempre em ordem, estar linda, arrumada, perfumada, vestir-se bem, ser amorosa com o marido e os filhos, não erguer o tom de voz, maquiar-se, e encarar toda essa situação com a graça feminina. Não deve jamais engordar nem permitir que seus cabelos embranqueçam. Ainda assim, as mulheres são vistas como más-motoristas, frívolas e fúteis. Tem-se a ideia clara de que a mulher desenvolve desde cedo o desejo de ser mãe e de casar: como pode uma mulher não querer isso?

Além de tudo isso, a mulher não pode manifestar desejo sexual: tal ato é, numa mulher, imoral e indigno. Ela deve estar sempre recatada e usar roupas que cubram o corpo todo – mesmo para evitar estupros, como parte das nossas autoridades faz questão de frisar. E nunca, absolutamente nunca transar no primeiro encontro. Se possível, reservar-se para o casamento, para a noite de núpcias, segundo determina a moral cristã. Já para o homem reservou-se a figura do garanhão, conquistador, aquele que deve estar sempre disposto a transar, a “comer”, a satisfazer. A ele cabe separar a “mulher para casar” da “vagabunda”. O homem também nunca deve demonstrar qualquer trejeito de homossexualidade. Não pode jamais usar roupas em tons de rosa, não deve vestir esta ou aquela calça, aqueles sapatos, ou aquele boné. Não deve falar mais alto que o costume, nem dar um tom agudo à voz num momento de nervosismo. Tudo isso é “coisa de viado”. E ai de quem mover-se contra esse horror. Alguém acredita que o machismo favorece os homens?

Mas eis que há esperança. Não faltam ativistas para lutar contra esse tipo de pensamento retrógrado e medieval, que lamentavelmente impera na maioria das pessoas. Com frequência, as maiores cidades do país veem marchas que reforçam não apenas a luta das minorias por direitos, mas também a democracia em si, cujos princípios abarcam a liberdade de pensamento e expressão.

São Paulo, por exemplo, tem a maior parada do orgulho gay do mundo – embora haja controvérsias quanto ao número de participantes, o desfile toma conta da gigantesca Avenida Paulista e de outras vias próximas a ela. Na mesma Paulista, assim como em outras dezenas de cidades, homens e mulheres reúnem-se na Marcha das Vadias, que vai à luta exatamente contra o machismo. As vadias, que caminham sem roupas, pintadas, berrando e munidas de cartazes nos quais estão inscritas boas verdades, não vão à luta para impedir as mulheres de se dedicar à casa, de optar por um casamento, por uma família grande, muitos filhos, por uma vida adaptada às regras convencionais. Não se trata disso. O que essas pessoas pedem, e expõem-se sem medo de represálias, é que a sociedade tome consciência de que as mulheres podem vislumbrar outros horizontes em seu futuro além do convencional.

O que a sociedade precisa, com urgência, é de algum governante ou líder que abra seus olhos. O machismo passa diretamente pela ignorância: as pessoas acreditam, de fato, que as coisas sempre foram assim e não precisam nem devem mudar. Com um mínimo de informação, milhares de pessoas verão que a igualdade de gêneros favorece a todos, e que abrir os horizontes para novas possibilidades não faz mal algum, muito ao contrário. Quando as pessoas começarem a ver que a orientação sexual não é uma escolha, que a mulher não é uma escrava e que o homem não é uma máquina reprodutora, talvez a sociedade melhore minimamente. Basta alguém que tenha a vontade e um projeto, uma campanha competente para tirar as pessoas da ignorância. Há esse alguém?

Creio, acima de tudo, que as pessoas informadas e atuantes na causa contra o machismo devem agir no dia-a-dia. Devemos ingressar no trabalhoso processo de analisar cada uma de nossas atitudes, porque o machismo é um pensamento fixado em cada um de nós, e o combate a ele é realmente diário. Onde nós estamos sendo machistas? Até onde o pensamento sexista e homofóbico nos penetra, em quais pontos das nossas conversas diárias nós permitimos que ele apareça? Mesmo piadas, sempre sob a justificativa do bom humor, precisam ser muito bem dosadas, porque para mentes menos estruturadas, elas reforçam estereótipos terríveis. Como alguns humoristas foram lembrados nos últimos dias pelas redes sociais, nos interessa rir do opressor, e não do oprimido.

Para finalizar esta breve exposição, quero lembrar algo. Às vezes, enquanto caminho pelas ruas, reflito sobre a beleza das pessoas, mas não a beleza que a convenção impõe. Vejo homens e mulheres de todos os tipos – brancos negros, com brincos, tatuagens, piercings, gordos, magros. De certo modo, a diferença entre as pessoas me emociona. Cada uma delas tem objetivos, pensamentos, problemas, cada uma ri de algo diferente e chora por algo diferente. E todas caminham por ali, atarefadas, uma ao lado da outra, às vezes se esbarrando, às vezes se olhando. E por mais atarefado que eu mesmo esteja, nunca deixo de notá-las e pensar que, apesar de todos os defeitos do Brasil, temos a sorte de viver num país no qual a liberdade é princípio da Constituição. O que nos resta é tentar mudar a cara da nossa sociedade, lamentavelmente machista. Creio, porém, que caminhamos nesse sentido, ainda que a passos lentos.

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO SE TRANSFORMOU NA TRINCHEIRA DA MANUTENÇÃO DA DESIGUALDADADE

É a barbárie instalada no Ministério Público de São Paulo. É o Ministério Público da manutenção da desigualdade e da estrutura de corrupção.

Em uma semana se descobre que um promotor “esqueceu” na gaveta uma investigação contra um esquema de corrupção de R$ 500 milhões contra o PSDB. O Promotor foi alertado, mas não fez nada.

Agora, outro promotor entra na justiça contra o aumento do IPTU em São Paulo, aumento que faz distribuição de renda porque vai cobrar mais de quem tem mais dinheiro e menos de quem tem menos, e consegue uma liminar na justiça por uma firula técnica. É a estratégia clichê da impunidade, uma vírgula mal colocada.

Ministério Público de São Paulo se transformou na bastilha da desigualdade. Ele não move ação contra a desigualdade, a injustiça na saúde, na educação, na distribuição de renda, mas a favor da desigualdade e da injustiça. É fantástico!

Assim, a lógica da desigualdade se repete desde a época de Erundina como prefeita de São Paulo.

A direita truculenta e conservadora, que sustenta a desigualdade social e econômica, perde nas urnas.

A imprensa age explicitamente como partido político e mesmo assim essa mesma direita é derrotada.

Agora só resta o golpe Paraguaio. É a entrada do Partido Político do Ministério Público .

REDE GLOBO E EMPRESAS DE TELEFONIA QUEREM CONTROLAR A INTERNET

“Globo e teles se unem para censurar a internet no país”, denuncia presidente da comissão do Marco Civil

O presidente da Comissão Especial que analisou na Câmara o projeto de lei do Marco Civil da Internet, deputado João Arruda (PMDB-PR), pelo Twitter, denunciou neste domingo (3) conluio entre as teles e a Rede Globo para censurar a internet no país.

Segundo o parlamentar, que comandou diversas audiências públicas sobre o tema em vários estados, a emissora e tevê carioca e as empresas de telefonia intensificaram lobby no Congresso Nacional visando desfigurar o Marco Civil para atender seus interesses econômicos.

Na próxima terça (5), o projeto deverá ser votado e duas questões entraram na alça da mira dos lobistas da Globo e das teles: 1- contra a neutralidade da rede e 2- direitos autorias na internet.

A neutralidade da rede significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando a mesma velocidade. É esse princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede [que vigora hoje].

 

Logo of Rede Globo since 2008, designed by Han...

Logo of Rede Globo since 2008, designed by Hans Donner (Photo credit: Wikipedia)

 

As teles e a Globo defendem que sejam cobrados pacotes por faixa de consumo de dados e de tempo de uso da internet. Assim, elas ganhariam mais dinheiro e os usuários as deixariam mais ricas.

A segunda questão, explica João Arruda, diz respeito a direitos autorais na rede. “Hoje existe algo chamado “notice and take down” que dá liberdade para qualquer pessoa se intitular dona de conteúdo e pedir a retirada. Só depois que um provedor retira o conteúdo é que o processo tramita na Justiça. Por causa disso, sites e blogs já foram multados absurdamente por não retirar conteúdo de postagens que não conseguem mais controlar”.

“Depois que o Marco Civil for aprovado ninguém será obrigado a retirar conteúdo sem ser notificado pela Justiça”, aponta o presidente da Comissão.

João Arruda afirmou que a Globo e as teles fingem uma disputa com o intuito de criar uma cortina de fumaça para enfraquecer o debate e desmoralizar o projeto do Marco Civil da Internet. (Do PHA)

 

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