Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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As leis que regem a sociedade devem passar longe dos altares e templos

“As leis que regem a sociedade não são escritas nos altares” A frase acima poderia ter partido de qualquer intelectual de esquerda, ou mesmo de um político pertencente a um partido de ideais progressistas (Continue lendo…)

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O MACHISMO NOSSO DE CADA DIA

El machismo mata

El machismo mata

Ensaio sobre o machismo

Por Luiz Guilherme Boneto

Imaginemos uma situação. Numa festa à noite, um grupo de jovens rapazes caminha entre garotas da mesma idade, dentre as quais, uma está disposta a fazer sexo com um deles. Os rapazes, em grupo, incitam-no. Ele, porém, saiu unicamente para se divertir, e naquela noite em especial, excluíra o ato sexual do seu conceito de diversão. O garoto queria dançar, beber alguma coisa, jogar conversa fora. Vê-se, porém, numa encruzilhada: o que os outros rapazes diriam caso ele se negasse a fazer sexo com a moça?

Não é preciso ter mestrado em antropologia para saber: viriam olhares, risos e gracejos, talvez enquanto durasse a “amizade” daqueles caras. O garoto, automaticamente, seria rotulado como alguém que “nega fogo”, e muito provavelmente, taxado de homossexual, ainda que em tom de brincadeira, mesmo que seus “amigos” soubessem claramente que sua orientação sexual não era inclinada a práticas com pessoas do mesmo sexo. Um momento sem vontade de transar é mais do que suficiente para etiquetar a vida inteira de um homem.

Com esse breve exercício de imaginação, quero apenas lembrar o quanto o machismo está presente na sociedade brasileira, do sertão mais afastado às grandes cidades do país. E também é minha intenção recordar o quanto as atitudes machistas prejudicam não só as mulheres, mas também os homens em larga escala.

O machismo não é uma maneira masculina de pensar. Ele é, pois sim, uma forma de ver o mundo fixada na sociedade patriarcal que dá as cartas no Brasil. Imagina-se que os machistas seriam homens heterossexuais, que veem mulheres e homossexuais como cidadãos de segunda categoria, e que poriam a si próprios num plano social superior. Engana-se, porém, quem resume o machismo a isso – Não faltam mulheres a endossar o movimento, e gays também.

O machismo passa pela ideia do homem como macho-alfa, que sustenta a família, não tira sequer o prato da mesa quando termina uma refeição, e que cria os filhos [homens] à sua imagem e semelhança. Ele tem todos esses direitos adquiridos do nascimento, pelo simples fato de ser homem. Já a mulher, segundo a concepção machista, é relegada às tarefas domésticas. Pode até trabalhar fora, porém deve manter a casa sempre em ordem, estar linda, arrumada, perfumada, vestir-se bem, ser amorosa com o marido e os filhos, não erguer o tom de voz, maquiar-se, e encarar toda essa situação com a graça feminina. Não deve jamais engordar nem permitir que seus cabelos embranqueçam. Ainda assim, as mulheres são vistas como más-motoristas, frívolas e fúteis. Tem-se a ideia clara de que a mulher desenvolve desde cedo o desejo de ser mãe e de casar: como pode uma mulher não querer isso?

Além de tudo isso, a mulher não pode manifestar desejo sexual: tal ato é, numa mulher, imoral e indigno. Ela deve estar sempre recatada e usar roupas que cubram o corpo todo – mesmo para evitar estupros, como parte das nossas autoridades faz questão de frisar. E nunca, absolutamente nunca transar no primeiro encontro. Se possível, reservar-se para o casamento, para a noite de núpcias, segundo determina a moral cristã. Já para o homem reservou-se a figura do garanhão, conquistador, aquele que deve estar sempre disposto a transar, a “comer”, a satisfazer. A ele cabe separar a “mulher para casar” da “vagabunda”. O homem também nunca deve demonstrar qualquer trejeito de homossexualidade. Não pode jamais usar roupas em tons de rosa, não deve vestir esta ou aquela calça, aqueles sapatos, ou aquele boné. Não deve falar mais alto que o costume, nem dar um tom agudo à voz num momento de nervosismo. Tudo isso é “coisa de viado”. E ai de quem mover-se contra esse horror. Alguém acredita que o machismo favorece os homens?

Mas eis que há esperança. Não faltam ativistas para lutar contra esse tipo de pensamento retrógrado e medieval, que lamentavelmente impera na maioria das pessoas. Com frequência, as maiores cidades do país veem marchas que reforçam não apenas a luta das minorias por direitos, mas também a democracia em si, cujos princípios abarcam a liberdade de pensamento e expressão.

São Paulo, por exemplo, tem a maior parada do orgulho gay do mundo – embora haja controvérsias quanto ao número de participantes, o desfile toma conta da gigantesca Avenida Paulista e de outras vias próximas a ela. Na mesma Paulista, assim como em outras dezenas de cidades, homens e mulheres reúnem-se na Marcha das Vadias, que vai à luta exatamente contra o machismo. As vadias, que caminham sem roupas, pintadas, berrando e munidas de cartazes nos quais estão inscritas boas verdades, não vão à luta para impedir as mulheres de se dedicar à casa, de optar por um casamento, por uma família grande, muitos filhos, por uma vida adaptada às regras convencionais. Não se trata disso. O que essas pessoas pedem, e expõem-se sem medo de represálias, é que a sociedade tome consciência de que as mulheres podem vislumbrar outros horizontes em seu futuro além do convencional.

O que a sociedade precisa, com urgência, é de algum governante ou líder que abra seus olhos. O machismo passa diretamente pela ignorância: as pessoas acreditam, de fato, que as coisas sempre foram assim e não precisam nem devem mudar. Com um mínimo de informação, milhares de pessoas verão que a igualdade de gêneros favorece a todos, e que abrir os horizontes para novas possibilidades não faz mal algum, muito ao contrário. Quando as pessoas começarem a ver que a orientação sexual não é uma escolha, que a mulher não é uma escrava e que o homem não é uma máquina reprodutora, talvez a sociedade melhore minimamente. Basta alguém que tenha a vontade e um projeto, uma campanha competente para tirar as pessoas da ignorância. Há esse alguém?

Creio, acima de tudo, que as pessoas informadas e atuantes na causa contra o machismo devem agir no dia-a-dia. Devemos ingressar no trabalhoso processo de analisar cada uma de nossas atitudes, porque o machismo é um pensamento fixado em cada um de nós, e o combate a ele é realmente diário. Onde nós estamos sendo machistas? Até onde o pensamento sexista e homofóbico nos penetra, em quais pontos das nossas conversas diárias nós permitimos que ele apareça? Mesmo piadas, sempre sob a justificativa do bom humor, precisam ser muito bem dosadas, porque para mentes menos estruturadas, elas reforçam estereótipos terríveis. Como alguns humoristas foram lembrados nos últimos dias pelas redes sociais, nos interessa rir do opressor, e não do oprimido.

Para finalizar esta breve exposição, quero lembrar algo. Às vezes, enquanto caminho pelas ruas, reflito sobre a beleza das pessoas, mas não a beleza que a convenção impõe. Vejo homens e mulheres de todos os tipos – brancos negros, com brincos, tatuagens, piercings, gordos, magros. De certo modo, a diferença entre as pessoas me emociona. Cada uma delas tem objetivos, pensamentos, problemas, cada uma ri de algo diferente e chora por algo diferente. E todas caminham por ali, atarefadas, uma ao lado da outra, às vezes se esbarrando, às vezes se olhando. E por mais atarefado que eu mesmo esteja, nunca deixo de notá-las e pensar que, apesar de todos os defeitos do Brasil, temos a sorte de viver num país no qual a liberdade é princípio da Constituição. O que nos resta é tentar mudar a cara da nossa sociedade, lamentavelmente machista. Creio, porém, que caminhamos nesse sentido, ainda que a passos lentos.

ESPERANÇA NOS BEBÊS PELADOS

Por Luís Fernando Praguinha, especial para o Educação Política

Bebê Um dia eu nasci. Pelado, sem nada, a não ser o amor de minha mãe e minha família, que acreditavam que eu era deles. Eu era um bebê bonitinho, puro e ingênuo. Me bateram e eu chorei pro mundo pela primeira vez. Me colocaram roupas para me proteger do frio e me alimentaram pra que eu crescesse saudável.

Me deram brinquedos pra que me divertisse e parasse de chorar, mas foram tantos que muitos ficavam jogados pelos cantos. Passaram a me dar roupas bonitas e mais caras pra que eu parecesse melhor e mais bonito pra quem me visse. Se eu chorasse me davam comida ou roupa ou brinquedo ou carinho.

O filho da empregada não tinha nada disso e eu passei a entender então que eu era melhor que ele. Ele foi criado na mesma sociedade que eu e a comparação dessas duas realidades não fazia bem a ele. Brincamos juntos por um tempo, depois passei a evitá-lo e ter ciúme dos meus brinquedos.

Meus pais me diziam para respeitar as pessoas, mas não entendiam que era um desrespeito eu ter tantas roupas, tantos brinquedos, desperdiçar tanta comida, enquanto o filho da empregada e muitos outros que foram bebês pelados um dia, passavam fome, frio e precisavam trabalhar ao invés de brincar.

Fui para uma boa escola e tive, mais uma vez, acesso a uma coisa restrita que deveria ser de todos. Tive as portas abertas para prosperar da forma que eu tinha aprendido. Achei que havia entendido o modo como as coisas funcionavam, azar do filho da empregada. Fazer o que?

Entrei para a política e experimentei o poder. Conheci pessoas obcecadas pelo poder, velhos de olhos frios, de caras sérias e tristes, jovens ambiciosos com olhos de águia e um sorriso diferente, que exalavam hipocrisia e mentira. Tive medo deles, mas com o estar-se sempre junto, percebi que era a única forma de sobreviver naquele meio. Deixei pra trás os fracos princípios que adquiri da minha educação consumista. Passei a considerar ridículo e desnecessário demonstrar respeito verdadeiro, mas imprescindível demonstrar respeito de mentirinha.

O filho da empregada conseguiu um emprego modesto e continuou a tradição da sua família de trabalhar sofrivelmente pra me servir. Outros como ele decidiram servir ao crime, matando algumas pessoas para poderem prosperar, mas também não deixavam, em última instância, de me servir.

Enquanto isso eu também matava algumas pessoas, alguns milhares com certeza, de fome, de frio e de privações morais, desviando recursos da saúde, educação e segurança para meu benefício ou dos falsos amigos que me pudessem beneficiar em troca. Para garantir meu nível de vida também me tornei obcecado pelo poder e perdi qualquer senso ético. Fiz conchavos com pessoas que sempre repudiei e enfim me tornei muito poderoso.

Nunca mais chorei, que é sinal de fraqueza. Fui amado, respeitado e temido por todos, como Deus. Envelheci iludindo e envenenando corações, sendo permissivo, cruel, fazendo mau uso do dinheiro do povo, traindo aliados, usando e fazendo leis a meu favor, mas sempre maquiado pela fachada de homem público, cumpridor do dever e ocasionalmente atado às limitações da governabilidade, procurando sempre alguém pra culpar, sem confiar em ninguém, pois nem em mim eu confiava.

Conforme envelhecia mais, sentia que a saúde, o poder e as minhas influências, pouco a pouco iam se afastando de mim. Vi a chegada de outros jovens ainda mais ambiciosos do que eu, lutando sem limites para ocupar posições que já tinham sido minhas. Vi desmandos inimagináveis cometidos para saciar a ganancia e a vaidade que o poder gerava. Vi a mim mesmo naqueles jovens.

O respeito, amor e medo que um dia nutriram por mim foi se convertendo em desprezo, ódio ou indiferença. Passei a ser motivo de chacota entre os políticos mais jovens. Meus aliados me traíram e revelaram meus esquemas. O povo que me elegeu passou a ter vergonha de dizer que um dia havia votado em mim. Meu raciocínio ficou lento e a doença tomou conta do meu corpo.

Morri, como todos os bebês pelados que vieram antes de mim morreram. Morri, como todos os bebês pelados morrerão. Deixei de ser. Todos deixarão de ser um dia. Senti o mundo melhor sem a minha presença, mas foi por pouco tempo. Logo vi que nada havia mudado e eu não havia mudado nada. Eu apenas ajudei a manter a farsa. Passei minha vida matando bebês pelados, desde a minha primeira roupinha bonita. Agora, morto, vejo que fui iludido. No começo, não conseguia enxergar. Quando enxerguei, me pareceu tão natural continuar agindo daquela forma, que não fiz questão de mudar. Quando percebi que matar, prejudicar e me aproveitar de pessoas apenas para mostrar meus brinquedos novos não era assim tão natural, eu estava tão dominado por aquele vício e tão ciente da minha incapacidade de me livrar dele, que preferi continuar agindo como se fosse natural, como faziam meus colegas de ofício.

Morto eu posso entender melhor. Nascer, viver e morrer são naturais. Matar não é natural. Matar é tirar de bebês pelados o privilégio de viver. Viver pode ser melhor que a vida que tive. Morto, me parece que viver como eu vivi é apenas parasitar e pilhar o planeta. Tudo o que tirei dos outros nunca foi verdadeiramente meu. Nunca tive nada, a não ser aquela pureza e ingenuidade de bebê pelado. Morto, vejo que nem isso mais eu tenho.

Torço para que nasça cada vez menos gente como eu. Torço para que nossa organização social e nossos sistemas político e econômico baseados no consumo sejam compreendidos como danosos e viciantes, mas pelas pessoas vivas, porque os mortos já deixaram de ser. Torço por uma forma cooperativa de viver.

Agora que estou morto, não me restou nem sequer uma lembrança boa do tempo em que fui vivo. Fui um péssimo exemplo. Depois de morto, ainda pude sorrir de verdade mais uma vez, ao ver meu neto, bebê pelado, nascer. Reaprendi a chorar ao vê-lo rodeado de brinquedos, evitando o filho da empregada.

OS GOVERNOS DE LULA E DILMA ROUSSEFF E A ORIGEM DO ÓDIO DA CLASSE MÉDIA

SEM BASE

Por Guilherme Boneto
Especial para o Educação Política

A Classe média e Dilma

A Classe média e Dilma

Grande parte da classe média de São Paulo não pensa o Brasil. Trata-se de um fato lamentável, porém real e palpável: a média-elite crê piamente que a política deve beneficiá-la, e tão somente a ela. Vê como bom gestor apenas o governante que maquia, reforma locais públicos, deixa a cidade mais bonita, que afasta os viciados em crack da Estação da Luz e atira bombas de gás lacrimogêneo para liberar a Avenida Paulista à passagem de automóveis. A classe média é terrivelmente classista. Não se importa com a periferia, com os pobres, com a fome, com a exclusão social. Seus membros acreditam que tudo pode ser conquistado à base de muito trabalho, e trava esse diálogo horroroso no intervalo para o cafezinho de todas as manhãs no escritório. De igual modo, ela acha que as universidades públicas devem estar à disposição de quem estuda e se esforça para passar no vestibular, e se posiciona categoricamente contra cotas. Acredita ser a infeliz mantenedora dos programas sociais do governo federal, pagos com seus impostos tão duramente conquistados. E ao final de cada dia, assiste ao programa do Datena e ao Jornal Nacional, para se manter bem informada.

Cansa ser de classe média, paulista, e se posicionar à esquerda. É uma batalha travada a cada dia, e se perde muito. Torna-se necessário lutar contra uma convicção horrível, egoísta, preconceituosa e terrivelmente elitista, contra um pensamento sem base, espelhado numa reflexão sem visão de mundo, sem visão do que é o Brasil. Resumido em fatos, nosso país é uma imensa nação, que hoje, caminha para se tornar majoritariamente de classe média. Ao assumir a presidência, em 2003, Lula enxergou nos pobres a base de um desenvolvimento sólido, a ser construído no longo prazo. Criou programas de inclusão social reconhecidos em todo o mundo, exceto em São Paulo. Tornou lei as cotas para negros, pardos e alunos de escolas públicas, e criou o PROUNI – ambos são, hoje, uma porta de entrada para os pobres na universidade. Lula – e Dilma, em menor escala – tirou da pobreza nada menos que trinta milhões de brasileiros, um bando de vagabundos, sob a concepção da classe média.

São Paulo faz questão de não enxergar o que está diante do nariz. O Brasil não se parece com São Paulo, um Estado rico, onde há oportunidades para todos, salários melhores com qualidade de vida equiparável a determinadas nações europeias. O pensamento médio-classista crê que todos os brasileiros têm as mesmas chances dos paulistas, que graças às excelentes e sucessivas gestões do PSDB, assistem a uma sistemática piora em vários setores sociais, entre eles a educação e a segurança pública. Não há escritórios no sertão da Paraíba. Não há bons colégios nos confins do Maranhão. Nem computadores para distribuir currículos no extremo norte de Minas Gerais. Essas regiões precisam de incentivos. O que Lula fez, e o que Dilma segue fazendo, é alterar toda a estrutura social do Brasil, e isso é o que revolta a classe média em São Paulo. Não será preciso esperar muito mais para ver os resultados dessa política. Hoje, já é difícil encontrar trabalhadores braçais. Não há pedreiros, empregadas domésticas, encanadores, eletricistas, pintores. Quando se encontra um, o valor cobrado é alto e justo, por um trabalho difícil e custoso. Que horror! Onde estão as mocinhas dispostas a limpar a casa e cuidar das crianças por um salário mínimo? Agora querem estudar! Com o nosso dinheiro!

Essa gente odeia o Brasil de Lula e Dilma, porque a proposta dos governos do PT não é maquiar o país ou expulsar os viciados em crack do entorno da Estação da Luz, mas causar mudanças no conteúdo, e não na forma. As conquistas dos governos progressistas que o Brasil teve a felicidade de eleger estão aí, visíveis. A mesma classe média que sofria à época de FHC hoje pode comprar um automóvel próprio, viajar de avião, financiar o primeiro imóvel. Mas a classe média pode fazer isso mais do que os pobres. Porque ela trabalha duro nos escritórios aqui de São Paulo, e mexe o dia todo com papéis entre uma crítica a Lula e outra a Dilma. Críticas são louváveis, porém quando não há base para sustentá-las, elas se transformam nas mais escabrosas manifestações de raiva, como a que ocorreu recentemente em Brasília, na abertura da Copa das Confederaçõs, com as vaias direcionadas à presidente da República. Estão achando lindo. Mais lindo será daqui a dez ou quinze anos, quando a sociedade começar a colher os primeiros frutos do trabalho árduo que o PT vem realizando em nosso país. A ver.

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Educação Política você faz

Investimento em educação vai quebrar o Brasil

Por: Juliocmcardoso

Guido, educação é investimento ou gasto?

A Câmara Federal aprovou, em 26/06/2012, por unanimidade – e agora a matéria está sendo analisada no Senado – o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê, entre outras metas educacionais, investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos. O texto aprovado determina que sejam ampliados os atuais recursos de 5,1% do PIB para 7% no prazo de cinco anos até atingir os 10% ao fim da vigência do plano.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou, dia 4, as medidas aprovadas pelo Congresso. “Isso coloca em risco as contas públicas. Isso vai quebrar o Estado brasileiro”, disse durante o Seminário Econômico Fiesp-Lide, em São Paulo. Explicou o ministro que o país caminha em 2012 para um dos menores déficits fiscais de toda a série histórica, em torno de 1,4% do PIB, bem como que “É com solidez fiscal que se abre espaço para reduzir os juros. Nossa dívida líquida em 35% do PIB é a menor de todos os tempos. Nossa situação fiscal é bastante sólida”.
Causa perplexidade a forma como o ministro Guido Mantega trata a educação no Brasil, quando deveria ser a primeira preocupação dos governos. Investimento em educação não se mede como gastos, senhor ministro. A preocupação com a educação deveria ser um projeto de curto, médio e longo prazo de qualquer governo nacional e a principal prioridade das plataformas governamentais. E o Congresso Nacional está muito certo em aprovar medidas positivas direcionadas ao fortalecimento de nossa educação.
Não se constrói nem se reedifica uma nação sem investimento maciço na educação e cultura de seu povo. O Brasil tem uma dívida com a sua educação que precisa ser purgada não com retóricas ou tergiversações, mas com medidas efetivas que possam responsabilizar qualquer governo.
Ora bolas, que risco poderá comprometer a nossa solidez fiscal com a canalização de recursos para o fortalecimento da escola que irá produzir os alicerces de nossa estrutura social, financeira, econômica etc.? O país poderá quebrar por outras razões, mas não por investimentos educacionais.
Quanto se gasta inutilmente com a manutenção ostentosa dos Três Poderes, em Brasília: salários fabulosos, mordomias, privilégios e tudo o mais? Não se vê do governo federal uma prestação de contas à sociedade do que é arrecadado e onde o dinheiro está sendo aplicado. Por exemplo, não existe no plano federal um índice único de reajuste salarial nos Três Poderes. Por quê? A Constituição Federal no Art.37-X determina uniformidade de índice de reajuste salarial. Agora mesmo os servidores sem concurso dos gabinetes de deputados federais foram reajustados em 30%.
Se o Congresso, acossado pelas críticas sociais, não fizer a sua parte tornando o Plano Nacional de Educação mais consentâneo com as necessidades educacionais, quando o governo tomaria medidas realistas, se ele está mais preocupado em vender a imagem de um Brasil robusto, de solidez fiscal, etc., enquanto graves problemas sociais e educacionais não são combatidos com a competência devida? Não adianta apresentar o doente todo maquiado de cor saudável se o seu organismo não está funcionando bem.

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AS MULHERES SÃO FREQUENTEMENTE ESQUECIDAS PELAS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE DECIDEM SOBRE O USO DOS RECURSOS NATURAIS

Políticas públicas ambientais e o lado feminino da questão

Por Regina Di Ciommo

Mulheres têm menos acesso aos recursos do que os homens

Populações pobres sofrem problemas ambientais de forma aguda, por serem diretamente dependentes de recursos naturais. A maioria da população não tem a propriedade e o controle sobre a terra e os recursos de onde retiram sua sobrevivência. Com a crise global que envolve o meio ambiente e o desenvolvimento, podemos observar que há um viés nas políticas públicas de crescimento que tem causado o empobrecimento crescente entre as mulheres, e embora não se possa dizer que as mulheres não tivessem sido pobres anteriormente, sua situação atual mostra sinais de piora.

As mulheres tem assumido o lado mais duro da degradação ambiental, afetando primeiramente sua própria saúde e em seguida, rapidamente, a saúde de seus filhos, assumindo a dimensão de um problema social.

Na nossa sociedade as mulheres tem menos acesso e controle sobre os recursos do que os homens. Mulheres pobres, não importando o quanto sejam inventivas ou habilidosas, são, mais frequentemente que os homens, privadas das possibilidades de usar e administrar recursos naturais de maneira sustentável. Esta desigualdade no acesso e controle leva à frustração da capacidade para prover a sobrevivência diária, ao mesmo tempo em que neutraliza a contribuição que possam trazer para o manejo ambiental sustentável. Suas responsabilidades fazem com que as mulheres sejam as primeiras a protestar e agir contra condições de agravamento da degradação ambiental.

As mulheres são frequentemente esquecidas pelas políticas públicas que decidem o uso dos recursos naturais e sua administração, bem como pelos níveis de direção dos órgãos de desenvolvimento em geral, não somente em nível local, mas em todas as esferas de decisão.

Uma perspectiva mais ampla aplicada ao planejamento das políticas públicas pode levar a alcançar a emancipação e fortalecimento das mulheres através de estratégias que visem superar os papéis desiguais e as relações desiguais entre homens e mulheres, promovendo a eficiência econômica, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades para a melhorar políticas públicas, programas e projetos de desenvolvimento. As mulheres devem participar ativamente do processo de desenvolvimento socioeconômico, ao mesmo tempo que qualquer política que não explicita as mulheres como grupo beneficiário, corre o risco de prejudicá-las.

Regina C. Di Ciommo é socióloga e professora, autora da tese de Doutorado Ecofeminismo e Complexidade, publicou vários trabalhos na área de sociologia e meio ambiente. Escreve para os sites Faculdade, Curso de Inglês e Plano de Saúde.

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O CORPORATIVISMO IGNÓBIL E CRIMINOSO DOS PODERES DA REPÚBLICA

Educação Política Você Faz
Por Ludovicense

Justiça

Nenhum de nós, que tem um mínimo de discernimento acreditaria que um punhado de “homens de bem” confeccionariam no ano de 1988 uma Constituição da República sem reservar ferramentas que pudessem garantir e perpetuar o poder que há muito tempo transita entre eles. Com raríssimas exceções, toda a estrutura político-administrativa deste país foi minuciosamente arquitetada para manter o povo (o qual detém o verdadeiro poder soberano) longe, bem longe das decisões políticas e governamentais, de modo a cristalizar e concentrar ainda mais o poder de uma pequena casta de brasileiros.
Esse corporativismo abjeto, ignóbil e criminoso que temos visto nos Poderes da República, é apenas mais uma prova viva do engendrado, ardiloso e maquiavélico “plano de poder dos homens da república”, com o pérfido intuito e objetivo de perpetuar o comando e o domínio absoluto, das vontades, dos desejos, das vidas dos brasileiros.
O Brasil é estruturado por três pilares mestres. O Poder Executivo, que administra o país; o Poder Legislativo, que inova no mundo jurídico; e o Poder Judiciário, que aplica as leis no caso concreto. E todos os três são harmônicos e independentes entre si, e em tese, nenhum deles deve prevalecer sobre o outro.
É cediço, que os homens públicos deste país são os maiores clientes do Poder Judiciário, quer seja na seara administrativa, penal ou civil.
E pasmem agora. Todos os membros do STF – a mais alta corte deste país (porque acima deles não existe ninguém, nem Deus;se um Ministro do STF disser que Pau é Pedra, não se discute mais, é Pedra mesmo)-, são cuidadosamente escolhidos pelo Poder Executivo e chancelados pelo Poder Legislativo, en passant, também nutre grande apreço e simpatia por decisões judiciais favoráveis.
Esse sistema foi idealizado para sempre dar certo para eles. É a ágil, intrépida e destemida raposa do rabo felpudo cuidando do galinheiro.
Que comprometimento com a República têm esses senhores, que são carinhosamente conduzidos no mais alto cargo do Poder Judiciário apenas por que são amigos da corte, sendo que num futuro muito próximo esse ‘favor’ será cobrado sem misericórdia. Posteriormente deverão julgar com ‘isenção e imparcialidade’ os ‘padrinhos’ que os conduziram ao cargo de julgadores, de toda e qualquer ‘leviana e infundada acusação’ que paire sobre suas imaculadas e íntegras cabeças.
É com pesar que faço essa leitura de nosso país.
Talvez, com alguma sorte, e muitos anos de desenvolvimento sociocultural, esse odioso e aterrador estado de coisas se modifique no futuro.
Mas, infelizmente, por agora, temos que conviver com pessoas inteiramente desprovidas de escrúpulos ou qualquer outro sentimento que se aproxime ou chegue perto da solidariedade ou fraternidade; absolutamente empenhados e exclusivamente preocupados em defender com unhas e dentes os seus pérfidos interesses pessoais e familiares; esse pessoal representa a mais verdadeira e terrível acepção da palavra ‘EGOÍSMO’, exercitam o mais puro e autêntico egoísmo, são praticantes do egoísmo na sua mais alta e intensa dimensão, em detrimento absoluto e indignidade de toda uma nação.
Esse senhor que compõe o STF, é apenas mais um nesta República de Bananas, que está reproduzindo o que vem sendo praticado há anos neste país: O imaculado e angelical egoísmo estatal.
Pessimismo à parte, desejo um excelente ano de 2012, que todos nós consigamos concretizar nossos projetos pessoais e profissionais.

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INDISCIPLINA É PROBLEMA DO ESTADO E NÃO DO PROFESSOR

O comentário abaixo da leitora Andrea mostra bem a situação de isolamento em que está o professor nas escolas do país. Ele tem de enfrentar uma situação de indisciplina gerado pela sociedade (não pela escola). A escola hoje tem de consertar os problemas da sociedade e  está sozinha nessa batalha.

Isso me fez lembrar o caso dos assassinatos de estudantes em Realengo, no Rio de Janeiro. Depois que aconteceu a tragédia, o governo do Rio de janeiro colocou uma equipe de psicólogos, sociólogos, assistentes sociais. Ora, essa equipe já deveria estar na escola há muito tempo.

É preciso pensar a escola como um grande centro de ensino e recuperação dos problemas sociais gerados pela desigualdade, desonestidade, agressividade e outros fatores. No entanto, os professores estão sozinhos e o Estado está omisso.

Os problemas são muitos, mas vale ressaltar que o cargo de diretor de escola deve ser preenchido com eleições diretas, de quatro em quatro anos, de forma que uma escola não fique condenada por décadas diante de um diretor incapaz. Defini-se alguns critérios, mas é preciso dar maior autonomia para as escolas. É hora de repensar a escola. Veja abaixo o depoimento da professora ao blog Educação Política.

Educação Política você faz
Por Andrea Nogueira
Sou professora e tenho uma turma com muitos problemas de indisciplina, devido a vários fatores, tenho dois alunos extremamente difíceis de lidar, são violentos, não têm respeito com o professor, direção e com os colegas, são indiferentes a qualquer tipo de orientação, acham que podem fazer o que quer na hora que eles bem entenderem…
Isso é problema só do professor?
A resposta é sim, para a direção e supervisão dessa escola, que anuncia em alto e bom tom, que o problema de indisciplina na sala de aula é problema do professor…
Diante desse caso, eu pensei claramente, que um desses meus alunos, teriam coragem sim de me dar um tiro…
Muitos de nós professores, estamos sozinhos, infelizmente.
O aluno não responsabilidade só do professor, toda a escola precisa ser uma única celula, em prol do bem do aluno, mas não é isso com que me deparo, lá onde leciono, ainda existe uma cultura de que problema de indisciplina se resolve aplicando atividadades, não importando a qualidade, se o professor tera como corrigir e intervir…
Em respeito aos alunos e pais, não me desliguei desse escola, mas não continuarei lá no proximo ano… Antes achava que o problema da educação, era devido a má formação, salários baixos e desmotivação do professor, mas agora sei, que enquanto houver diretores com cargos indicados por politicos e sem comprometimento com o aluno, esse problema ira persistir e casos como esse, irão se repetir…

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LEITOR PROPÕE DISCUSSÃO A RESPEITO DA LEI MARIA DA PENHA QUE PASSA PELA NECESSIDADE DE UMA REFORMA GERAL NO PODER JUDICIÁRIO

A Lei Maria da Penha é uma alternativa para a atual ineficiência do poder judiciário que só bate o martelo e faz valer a lei quando lhe interessa!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Vou fazer um comentário apenas pra debate caso interesse a alguém, desde já esclarecendo que não sou contra a Lei Maria da Penha, muito pelo contrário, acho que qualquer violência contra a mulher uma covardia inominável que deve ser severamente combatida.

Posto isto, pergunto se é necessário, e porque é necessário, uma lei dedicada que combate a violência contra a mulher.

Não deveria nossa legislação, a interpretação dos juízes, a polícia, enfim todos os responsáveis pelas boas normas de conduta, pela vigilância e pela aplicação das leis, punir com severidade atos de violência contra quaisquer seres humanos, independente de gênero, cor, posição social, preferência sexual ou qualquer outro atributo?

Ou deveria existir então uma lei específica para cada caso de vítimas de violência, essa para mulheres, uma para homossexuais, outra para gordos (brincadeira), outra para homens, outra para negros, amarelos, indígenas, outra para quem mais?

Penso que o que falta é uma sociedade onde a impunidade não predomine de modo vergonhoso, como na nossa, onde um juiz de tribunal supremo é capaz de trabalhar de madrugada para conceder habeas corpus a um réu endinheirado, enquanto um detido pobre fica meses, ou até anos, aguardando julgamento encarcerado em condições desumanas por um pequeno delito de fome.

Não deveria nossa sociedade punir todos os criminosos, como os que agridem mulheres, com severidade e celeridade, de modo a desincentivar o crime e desencorajar criminosos?

Não seria um ato de prevenção?

E precisamos mesmo de leis como a Lei Maria da Penha, ou nossa necessidade é uma completa reforma no Poder Judiciário?

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PARA LEITOR, NO LUGAR DE FICAR JOGANDO A CULPA EM CIMA DESTE OU DAQUELE GOVERNO, O QUE FALTA NO BRASIL É UM REAL COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO

Qual o real sentido da democracia?

 EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por João Cirino Gomes

Já temos 510 anos de governos coniventes, oportunistas, corruptos, acomodados, ladrões, enganadores, submissos ou bananas; ou então, não seríamos mais um país de terceiro mundo, e tão explorados! Pois o Brasil tem condições de ser o melhor, e mais rico país do planeta em todos os sentidos!
A pretensão é esclarecer a população, e não criticar este ou aquele candidato ou governo, porem, para se exigir comprometimento dos políticos e o cumprimento das leis, precisamos esclarecer a realidade e demonstrar as falcatruas cometidas por todos!
Alguns dizem, que uns e outros fizeram isso ou aquilo!
Então digam, se entre tudo que uns, e outros governos fizeram, não foi mais em benefícios próprios, ou o de suas corruptelas e familiares?
Alguns só embolsaram e mexeram no dinheiro que já estava ganho!
Mas nada fizeram, para aumentar a produção, à renda, e melhorar o nível de vida do cidadão!
Muitos prometeram empregos, mas nunca cumpriram a meta prometida!
Muitos roubaram os direitos dos aposentados; e outros que criticaram os ladrões anteriores, continuam roubando os velhinhos!
Milhões de moradias sempre foram promessas!
Sempre ouvimos reportagens a respeito de melhora na Educação, na Saúde, e na Segurança, mas o tempo passa, e nos mostra que na realidade, só existe regressão em todos os sentidos!
Muitos falam em pagar a divida externa, e outros até vivem se vangloriando por tê-la pago; mas na realidade, as dividas só aumentam!
Mas as conversas, as promessas e os papos furados continuam a todo vapor!
E o preço do combustível, que dizem pertencer ao povo, tornou-se um absurdo!
Para o povo, também tem aumento, de despesas e de impostos!
E com a maior cara de pau, ainda tem descarado usando o dinheiro dos trabalhadores, “FGTS” para financiar a copa do mundo!
Qual é a vantagem para o trabalhador?
Se o trabalhador precisa emprestar, tem que pagar altos juros, mas quando usam seu dinheiro do FGTS, ele não tem lucro! Isso é justiça?
E os políticos descarados e hipócritas continuam pregando, igualdade social e uma justa distribuição de renda, mas a realidade, o que estamos vendo é só injustiça!
E o governo federal segue perdoando as dividas dos países que devem ao Brasil!
Fazer cortesia com o que não lhe pertence, e não suou para ganhar é fácil!
Quais os benefícios, que este procedimento pode gerar ao país e a população?
Isso é patriotismo?
E as palavras incertas sobre democracia continuam, pois no Brasil, os políticos sempre se colocaram acima da mesma lei, que criaram e cidadão é obrigado a respeitar!
Este procedimento nada tem de Democrático, e definitivamente é injusto!

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Um programa que valoriza o jovem e promove conhecimento

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Caio Fernandes

Olha eu sou bolsista do PROUNI e sinto muito orgulho de ser um estudante de Direito pelo programa, onde a uns tempos atrás esse nível de educação era para poucos e hoje esse quadro vem se modificando graças as medidas bem planejadas do governo federal para dar oportunidades e crescimento para as pessoas que demonstrem interesse de progredir na vida, são medidas como essas que o governo tem que tomar para desenvolver o nosso país.

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Ao atacar o WikiLeaks, ataca-se a própria democracia

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Breve comentário do Blog Educação Política

*Quando se trata de WikiLeaks, trata-se de defender os direitos dos meios em revelar a verdade, em fiscalizar os governos, em zelar pela liberdade de informação, em outras palavras, ao atacar o WikiLeaks ataca-se a própria essência da democracia! É de crucial importância que existam plataformas de informação como essa, afinal, Julian Assange pode até continuar preso, mas as informações por ele reveladas já estão soltas e vão continuar aparecendo! Quanto aos EUA ou demais países que se sentem ameaçados e respondem com o velho autoritarismo de sempre, vale dizer que a “ameaça” não é gratuita, ou, em bom português, eles fizeram por merecer!

Tradução mal feita por mim, com o uso do terrível mas necessário (para um quase monoglota como eu) tradutor do Google, do artigo do fundador do Wikileaks, no jornal The Australian, desta data:
Não atire no mensageiro por revelar verdades desconfortáveis
Julian Assange
The Australian
8 de dezembro de 2010

Wikileaks merece proteção, não ameaças e ataques.
Em 1958, um jovem Rupert Murdoch, em seguida, proprietário e editor do Adelaide Notícias, escreveu: “Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a verdade sempre vença”.
Sua observação, talvez, reflexo de seu pai Keith Murdoch ter exposto que as tropas australianas estavam sendo desnecessariamente sacrificadas por incompetentes comandantes britânicos nas margens do Gallipoli. Os britânicos tentaram calá-lo, mas Keith Murdoch não silenciou e seus esforços levaram ao encerramento da desastrosa campanha de Gallipoli.

Quase um século mais tarde, também sem medo, o WikiLeaks publica fatos que precisam ser tornados públicos.
Eu cresci em uma cidade do interior de Queensland, onde as pessoas falavam sem rodeios as suas idéias. Eles desconfiavam do seu governo como algo que pode ser corrompido, se não for observado cuidadosamente. Os dias escuros da corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald são testemunho do que acontece quando os políticos amordaçam a imprensa de relatar a verdade.

Essas coisas ficaram comigo. WikiLeaks foi criada em torno desses valores fundamentais. A idéia, concebida na Austrália, foi a utilização das tecnologias de internet em novas maneiras de relatar a verdade.
WikiLeaks inventou um novo tipo de jornalismo: jornalismo científico. Trabalhamos com outros meios de comunicação para levar as pessoas até a notícia, mas também para provar sua veracidade. Jornalismo científico permite a leitura de uma notícia, em seguida, clicar em linha para ver o documento original que se baseia. Dessa forma você pode julgar por si mesmo: é a história verdadeira? Será que o jornalista reportou os fatos com precisão?
As sociedades democráticas precisam de uma mídia forte e WikiLeaks faz parte dessa mídia. A mídia ajuda a manter um governo honesto. WikiLeaks revelou algumas duras verdades sobre o Iraque e no Afeganistão, e sobre histórias de corrupção corporativa.

As pessoas têm dito que eu sou anti-guerra: para que conste, eu não sou. Às vezes, as nações precisam de ir à guerra, e existem guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo sobre essas guerras, em seguida, pedir a esses mesmos cidadãos para colocar as suas vidas e seus impostos para dar suporte a essas mentiras. Se uma guerra se justifica, então, diga a verdade e as pessoas vão decidir se desejam apoiá-lo.
Se você já leu algum relatório dos afegãos ou sobre a guerra do Iraque, os informes da embaixada dos EUA ou de qualquer das histórias sobre as coisas que o WikiLeaks relatou, considere o quão importante é para todos, ter os meios para ser capaz de relatar essas coisas livremente.
WikiLeaks não é a única editora dos informes de embaixada dos EUA. Outros meios de comunicação, incluindo o Britânicoa The Guardian, o The New York Times, o El Pais na Espanha e o Der Spiegel, na Alemanha, publicou os mesmos informes relatados.

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LEITOR MOSTRA A IMPORTÂNCIA DE COBRAR DO PODER PÚBLICO MEDIDAS EFETIVAS DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO E INFANTIL

Ainda há muito o que fazer!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Alberto Souza

Os Direitos Humanos dos trabalhadores que se encontram em condições degradantes ou análogas às de escravo precisam de ajuda, o mínimo patamar civilizatório alcançado pelo ocidente, representado pelo trabalho livre e digno, precisam de ajuda, a infância e a adolescência precisam de ajuda.

No Brasil uma das principais instituições de combate a tal desrespeito aos Direitos Humanos é a Fiscalização do Trabalho que, infelizmente, encontra-se hoje com um número de auditores-fiscais absolutamente insuficiente para cumprir sua missão, o que fere, inclusive, importante convenção da OIT (81) da qual o Brasil é signatário.

Infelizmente, a nomeação de novos Auditores-Fiscais do Trabalho, cuja verba orçamentária já estava prevista para 2010, está sendo protelada por questões que fogem à compreensão de qualquer cidadão ciente do flagelo que representa o trabalho escravo, o trabalho infantil, a falta de segurança no trabalho e o custo que isso representa aos cofres públicos. O processo de nomeação de novos AFTs, todos aprovados no último concurso, encontra-se parado no Ministério do Planejamento.

Se os recursos previstos para nomeação dos mesmos não forem utilizados esse ano o governo terá que utilizar os de 2011, que poderiam ter outra finalidade (mais fiscalização, mais efetividade na luta contra o trabalho infantil…).

Não se trata de assunto que interesse aos meios de comunicação. Seu blog é um poderoso veículo de informação, as crianças exploradas, os trabalhadores escravos, as pessoas cuja dignidade foi roubada não têm como se defender sozinhas no Brasil.

Ou a sociedade civil organizada cobra explicações da equipe de transição de governo sobre qual será sua postura diante do Trabalho Infantil e Escravo ou todas as cartas e compromissos assumidos durante a campanha serão como palavras ao vento.

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PARA LEITOR, OS EUA, LIBERTADORES DEMOCRÁTICOS DO MUNDO, TEMEM REVELAÇÃO DO QUE VAI POR DEBAIXO DO PANO

O espírito libertário norte-americano

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Os E$tado$ Unido$ da América estão sempre vigilantes para levar a “democracia” e o “bom capitalismo” a todos os lugares do mundo, exercendo seu papel policial, para o qual nem precisaram de nomeação, tão altaneira sua grandeza, e para garantir “os direitos dos cidadãos norte americanos residentes em outros países”, bem como a civilização judaico-cristã, que chamam de ocidental, embora ambas as religiões, junto com o islamismo, sejam orientais, por sinal da mesma micro-região, o oriente médio.
Uma pequena lista de países “agraciados” com a visita dos bravos e indomáveis “marines” e suas belas napalm, após a segunda guerra mundial:
China: 1945 ,1946, 1950 e 1953,
Coreia: 1950 e 1953.
Guatemala: 1954 ,1960, 1967 e 1969.
Cuba: 1959 e 1960.
Congo: 1964.
Peru: 1965.
Vietname: 1961 e 1973.
Camboja: 1969 e 1970
Granada: 1983.
Líbia: 1986.
Panamá: 1989.
Iraque: 1991 , 2003, 2004.
Sudão: 1998.
Afeganistão: 1998 e 2001.
Iugoslávia: 1999.
República Dominicana: 1965.
Nesta última nação os EUA mantiveram por décadas o ditador Trujillo, que segundo palavras do Secretário de Estado americano da época, Cordell Hull, “ele pode ser um filho da puta, mas é nosso filho da puta”. Depois que Trujillo foi assassinado e de alguns anos de tumulto, ventos democráticos começaram a contrariar os interesses do capital americano, derrubando um triunvirato apoiado pelos EUA, e ameaçar uma aproximação com Cuba, então Lindon Jonhson, o deles, ordenou a invasão da ilha.
Foi mais um país “libertado” pelos EUA, que se tornou quase tão “próspero” quanto seu companheiro da mesma ilha, o Haiti.
Qual será o próximo país a ser premiado com a “libertação” pelos bravos “irmãos do norte”?
Esses nossos policiais do mundo são sempre muito zelosos de seus “valores”, daí não poderem suportar que seus bastidores, o por baixo do pano, seja exposto publicamente, senão o que vão pensar e fazer os que não têm o sonho do American Way of Life?

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LEITOR DESMONTA MITOS RELACIONADOS AO PETRÓLEO E MOSTRA QUE PRÉ-SAL E AUTO-SUFICIÊNCIA SÃO AVANÇOS DO GOVERNO LULA

Lula iniciou o movimento de valorização das riquezas nacionais!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

*Em resposta ao comentário postado pelo leitor Antonio a respeito do post Lei do petróleo precisa ser mudada para beneficiar o Brasil

Não procede a afirmação que pagamos o maior preço pelos derivados de petróleo do mundo.
A população da grande maioria dos países da Europa paga mais, por exemplo, pela gasolina, que o povo brasileiro, tais como, Inglaterra, França, Alemanha ou Itália. E vários países da Ásia.
No gráfico abaixo, preços em dólar por galão:

http://www.irintech.com/x1/images/jean/gasprices.jpg

Alguns neo-liberais sensibilizados com a derrota por mais de 10 milhões de votos nas urnas e inconformados pela não entrega da exploração do pré-sal para as multinacionais, tem até esquecimentos de que no governo passado, aquele que promoveu os maiores e os mais frequentes aumentos nos combustíveis, ante qualquer variação cambial ou de preços do petróleo no mercado internacional, existia uma corrida aos postos de combustíveis, formando aquelas filas de automóveis de que parecem estar saudosos.

Tanto aumento até comentado em publicações especializadas da época:

“A base ideológica para a implementação do processo de abertura e desregulamentação do
setor está intimamente ligada à adoção no Brasil das orientações internacionais sobre a necessidade de que a economia seja regulada pelos mecanismos de mercado, e não mais através da ação do Estado.”
(…)
“A liberação de preços e sua correspondência com os preços praticados internacionalmente fazem com que o mercado possa se movimentar mais livremente, apesar do setor petróleo conter especificidades tais que não o caracterizam como um mercado de bens comuns.
Todavia, a despeito desse cenário positivo, o que a prática de liberação de preços já realizada
no país, efetivamente a partir da promulgação da Portaria Interministerial nº 3 em 1998, tem mostrado é que inúmeros problemas emergiram no setor, fruto de uma abertura acelerada e de o país não contar com um estrutura de planejamento eficaz que pudesse contemplar os possíveis impactos negativos advindos com a nova sistemática de preços.
O impacto da desvalorização cambial ocorrida em 1999, aliado ao aumento expressivo do preço
do petróleo no mercado internacional, ainda perdurando até finais do ano 2000, de certa forma, têm sido os grandes responsáveis pela elevação significativa dos preços no mercado interno.”*

* fonte: Revista Brasileira de Energia, Vol. 8 | N o 1, da SBPE

A auto-suficiência do petróleo, alcançada recentemente é mais uma vitória da Petrobrás e do Brasil.

O pré-sal foi descoberto exclusivamente pela Petrobrás, com investimentos próprios, por seu mérito, e por sua incontestável experiência e tecnologia em exploração de petróleo off-shore, não pela concorrência, muito menos pelos que queriam desmembrá-la osso por osso, como o ex- primeiro genro e ex-presidente da ANP em dias infelizes ao país ou por outras viúvas do neo-liberalismo.

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EM POUCAS PALAVRAS, LEITORA MOSTRA QUE ARROGÂNCIA DA VELHA MÍDIA PREJUDICA O AMADURECIMENTO DO PAÍS E DA SOCIEDADE

Velha mídia: aos gritos!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Marilê

Triste fim da velha mídia! Cheguei até a acreditar que depois das chacotas pelas quais passaram durante a campanha, fossem fazer uma longa e profunda reflexão e recomeçar num nível mais elevado (é para isso que servem os erros; aprender, crescer, evoluir), mas a arrogância, a ignorância e a burrice não permitiram a transformação. E todos perdem com isso, pois a diversidade de opinião, a denúncia e a oposição são importantes, necessárias para o amadurecimento da sociedade e conseqüentemente para o crescimento do país!

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No Brasil, o direito de escolha esbarra na falta de escolha...

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

em resposta ao post em que vem publicado o comentário do leitor Rodrigo RP sobre a regulação dos meios de comunicação:

LEITOR ANALISA O TEXTO CONSTITUCIONAL E DEFENDE O CONTROLE REMOTO E AUTONOMIA COMO A MELHOR REGULAÇÃO

Sou obrigado a manifestar minha discordância total, por vários motivos, elenco alguns abaixo:

1. Não se pode falar de controle remoto como garantia do direito de escolha quando praticamente toda comunicação e informação no país é controlada por 10 ou 11 empresários, com um festival de propriedades cruzadas, coisa por sinal proibida ou restringida nas democracias ocidentais que se arvoram como as de maior liberdade de expressão como EUA, a maioria de países da Europa Ocidental ou na Argentina. Propriedade cruzada, fato corrente no Brasil e restrito lá fora, é quando um mesmo grupo empresarial controla (aqui dezenas!) de empresas de comunicação e informação de áreas diversas tais como rádios AM e FM, TV abertas e por assinatura, serviços de internet, revistas, jornais, editoras, provedores de comunicação eletrônica, etc., ou seja um mesmo grupo apresenta a sua versão da verdade, por todos os meios, o tempo todo.

2. O que se quer é simplesmente regular serviços, não se trata de nenhuma censura de conteúdo, é a obediência à constituição, vide artigo 220 da mesma:
“Art. 220 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art.
5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.”

Ou seja é vedado o monopólio ou o oligopólio dos meios de comunicação como hoje existente.

3. Muitos dos canais de informação e comunicação, como rádios e TV de qualquer espécie, são meras concessões de serviço público e portanto devem ser licitadas ao critério do atendimento ao interesse público e não distribuídas de modo espúrio para satisfazer interesses privados e apetites políticos.
Não se tratam esses serviços, como alguns concessionários querem fingir, de propriedades deles, muito pelo contrário, são serviços públicos sob concessão por tempo limitado.

4. A regulação dos serviços de comunicação e da informação é fato corrente em todo mundo civilizado, é como disse Venício Lima, “Regular a mídia é ampliar a liberdade de expressão, a liberdade da imprensa, a pluralidade e a diversidade. Regular a mídia é garantir mais – e não menos – democracia. É caminhar no sentido do pleno reconhecimento do direito à comunicação como um direito fundamental da cidadania.” Ou como disse Wijayananda Jayaweera, Diretor da Divisão de Desenvolvimento da Comunicação da UNESCO, “Regular o setor como um todo é importante para evitar a concentração da propriedade e evitar a dominância de mercado. A liberdade da expressão não pode ser usada para abusar da liberdade de outras pessoas. Incitar a violência contra outras pessoas, por exemplo, é algo que não pode existir nos meios de comunicação”.

5. Além de todo o acima exposto existem várias outras questões de interesse da sociedade brasileira no assunto que merecem regulação, tais como a garantia de exposição equivalente da pluralidade e diversidade de ideias e opiniões, o conteúdo de origem nacional na mídia, a proteção e divulgação da cultura brasileira, etc.

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PARA LEITOR, BRASIL É PAÍS DE UMA JUSTIÇA CARTORIAL QUE PRIVILEGIA A FORMA EM DETRIMENTO DO CONTEÚDO

A cartorial e cega justiça brasileira age em prejuízo do suposto beneficiário

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

É o país da justiça cartorial, feita para isolar marginais pobres em depósitos imundos e superlotados que chamam de penitenciárias, e para deixar qualquer um que tenha mais que três tostões no bolso e possa pagar um advogado razoável, em liberdade, cometa o crime que cometer.

A justiça é extremamente formal, apega-se demasiadamente a forma em detrimento do conteúdo, é uma justiça de procedimentos burocráticos, utiliza esse arcabouço atrasado e uma legislação inadequada a um país tão heterogêneo com instituições pouco desenvolvidas, como o Brasil, para apenas fazer uma alegoria de justiça, que nem simbólica pode-se afirmar.

Se numa ação qualquer, o advogado de A citar, instruir ou basear-se no artigo equivocado de um determinado código, mesmo que notoriamente seu pleito tenha toda e absoluta razão, a justiça dará o ganho de causa a B, ou seja o conteúdo, que em última análise é a noção de justiça, fica em segundo plano, derrotado.

Até em crimes de morte se a autoridade policial instruir equivocada ou inadequadamente a denúncia, por falta de treinamento ou incompetência, o que é o padrão no país, o assassino (que se for confesso alegará, instruído por algum advogado sem caráter, que a confissão foi obtida sob constrangimento ilegal, mesmo que a tenha feito espontaneamente) provavelmente nem será levado a julgamento, será posto em liberdade imediata.

A justiça brasileira tem artifícios legais em demasia, é engessada, é burocrática, qualquer juiz de primeira ou até de segunda instância vive abarrotado de processos, incapaz de dar vazão à enorme burocracia.
Fora isso tem instâncias demais a recorrer, tem tribunais superiores demais, TSE, TST, STM, STF, STJ, por aí vão palácios e mais palácios de justiça país a fora, burocracia paralisante, milhares e milhares de funcionários, os mais bem pagos da nação, com pouca serventia ao efetivo interesse público.

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LEITOR ANALISA O TEXTO CONSTITUCIONAL E DEFENDE O CONTROLE REMOTO E AUTONOMIA COMO A MELHOR REGULAÇÃO

A ele a última palavra?

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rodrigo RP.

A regulamentação de um direito fundamental traz à baila a colisão de direitos e a necessidade de, bem pesando-os, equilibrá-los ou ainda elevar um, sem que em detrimento do outro; tal qual disse Rui Barbosa, igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, a fim de que estejam em equilíbrio.

Hoje temos a liberdade de expressão consagrada enquanto direito fundamental, na Constituição da República. Do mesmo modo, temos o respeito aos direitos humanos como um todo; aqui, atentando para a evolução natural do direito e necessidades humanas, que por vezes contrapõem-se ao texto estático (cláusulas pétreas) da Constituição, o legislador previu, nos §§ 1º a 3º do art. 5º, que:

§ 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Assim, qual direito fundamental há de ser valorado de modo mais contundente?
Vale o entendimento proclamado pela OAB/SP (não há limite para a criação de obras, mas há de se ter para a exposição pública, a fim de não ser comprometida a paz social?), quando esta buscou a censura das obras de Gil Vicente, na Bienal de São Paulo?

O pensamento tem seu surgimento livre, mas não a sua manifestação? Em verdade, diz a Constituição: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

E, ao tratar da comunicação social, estatui:

A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”., posto

Decerto, pois, que a comunicação tem seus limites. Mas, postos de modo abstrato, o que passa a ser algo perigoso, ficando ao gosto do rei então posto; morto o monarca, o rei então posto terá à sua disposição os meios para que seja divulgado apenas o que lhe seja conveniente, não se podendo olvidar o velho adágio “a história é escrita pelos vencedores”.

Hoje temos veículos de imprensa que, voluntariamente ou não colocam-se a serviço das mais diversas ideologias: Veja, Isto É (que, frente a determinada notícia, houve quem lhe impusesse a pecha de Quanto É), Carta Capital, Caros Amigos, dentre outras e jornais. Todos, em determinados momentos de sua infame explosão política, me causam repulsa, ao mesmo tempo em que trazem notícias úteis; informam e deformam, a depender da conveniência.

Tais veículos representam a pluralidade política, sócio-cultural etc., a exemplo do encontrado em muitas nações. Cada um com seus profissionais, atuando, dentro de sua particular lógica, de modo livre.

Aqui, então, cumpre salientar, com todos os destaques e grifos, que a criação de conselhos ditos reguladores, se dá de forma exógena. Não são os profissionais da imprensa que buscam a criação de um conselho próprio, regulamentador, mas grupos políticos e pessoas singularmente consideradas, movidas pelas suas particulares intenções, boas ou más.

Havia a Lei de Imprensa, com a possibilidade de responsabilização de jornalista, em decorrência de publicação em desconformidade para com as normas. A classe soube se unir (bem como grupos de comunicação) contra ela, tida por inconstitucional e fruto de regime autoritário.

E agora busca-se a criação de algo, no mínimo, paralelo? Vale lembrar, ainda, a opnião de De Sanctis, quando este disse ser, o problema das normas pátrias, a busca pelo paralelo com países sérios, quando este não o é.

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PARA LEITOR, DECLARAÇÃO DE PRATES SÓ DEMONSTRA UM JORNALISMO CADA VEZ MAIS ELITISTA E PRECONCEITUOSO

A serviço do anti-jornalismo, do preconceito, da desigualdade!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Bruno Nigro

A opinião dele, embora carregada de um claro preconceito de classes, é válida em alguns pontos sim. Concordo que o sujeito não tem motivo algum para largar seu carro no acostamando, atravessar a via e ir meter o bedelho aonde não foi chamado. Atrasa o trânsito onde não devia e ainda corre o risco de provocar outro acidente. Ok, até aí, ele só foi grosseiro na maneira de se expressar.

E sim, as auto-escolas não estão formando condutores e sim ‘pilotos’. Gente sem o menor preparo mental para assumir o comando de um veículo. Mas não é a condição social que diz isso e sim um histórico médico. O mesmo psicopata que usa o carro como arma pode ser morador de um condomínio na Barra da Tijuca ou morar dentro de um cafofo em Belford Roxo. Ok, até aí, eu vejo esse senhor destilar seu preconceito com a ‘capa’ de denúncia-crime contra imprudência no trânsito.

Porém, me admira um senhor que tenha tido acesso a leitura (como ele faz questão de destacar a falta dessa caraterística da ‘massa de miseráveis beneficiada pelo governo do crédito fácil’) não tenha aprendido o básico sobre respeito aos direitos do cidadão. Pouco importa se o cara vai demorar a vida pra pagar seu Fiat Uno 95, ou se ele mal completou o ensino fundamental. Cabe a pessoas com formação, assim como esse senhor, propor soluções e não destratar e desmerecer o esforço do cidadão de baixa renda.

Ele fala como se pobre não tivesse direito a bens de consumo. Foi infeliz e preconceituoso em seu comentário. Assim como foi Boris Casoy no episódio dos garis. Depois ele veio se retratar, mas aí já era tarde pois todo mundo sabia o que ele tinha em mente. Infelizmente, o jornalismo está cada vez mais elitista e descompromissado com o bem-estar público. De um lado, os tablóides de 0,50 centavos, vendendo notícias de fundo de quintal. Do outro, uma elite formada pela nata do que restou do coronéis, dos barões que não querem perder o luxo para um ex-desdentado.

Lamentável.

* este comentário foi postado em resposta ao seguinte post publicado pelo blog Educação Política:FALA SÉRIO OU É PIADA? VEJA MARCELO ADNET COMO UM TUCANO DE MIAMI E O MEDONHO COMENTÁRIO NA RETRANSMISSORA DA GLOBO. O post trouxe dois vídeos que se distanciam e ao mesmo tempo se aproximam. Distanciam-se, pois enquanto o primeiro faz rir por meio de uma sátira feita à elite brasileira, o segundo choca por meio de um preconceito absurdo e desenfreado, disfarçado de preocupação com a impunidade e segurança no trânsito. E aproximam-se, pois ambos trazem estereótipos construídos, o primeiro do rico, o segundo do pobre e mostram a mesma visão elitista e regada de um perverso preconceito. O que assusta é ver que a ponte entre ficção e realidade é tão próxima que em instantes o que parecia apenas uma mera representação, invade os olhos com toda a força da realidade. Incrível!

Leia mais em Educação Política:

PMDB CAIU NA LÁBIA DA OPOSIÇÃO (DIGO VELHA MÍDIA) QUE DEFENDE O ACHINCALHE DO GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF
ESPECIALISTAS AFIRMAM QUE A INTERNET E NÃO A IMPRENSA FOI A RESPONSÁVEL PELO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES
MILÍCIA E DIREITOS HUMANOS SÃO ALGUNS DOS INGREDIENTES DE UM TROPA DE ELITE QUE INTERROGA: QUEM SUSTENTA O SISTEMA?
REGULAÇÃO DA MÍDIA FAZ PARTE DA REALIDADE DE MUITOS PAÍSES DEMOCRÁTICOS E É FORMA DE GARANTIR A PLURALIDADE

LEITOR MOSTRA COMO A VELHA MÍDIA FAZ UMA CAMPANHA CONTRA TUDO QUE VENHA DO GOVERNO LULA

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

não importa que lá cheguemos à custa de muita bolinha de papel...

Como desde sempre, esse oligopólio midiático espúrio da direita excludente, representante de uma elite perversa que governou o país por 500 anos, continua com sua campanha contra tudo, independente do que for, que tenha sido originado no governo com maior aprovação (queiram eles ou não) da história do Brasil.

São contra tudo, do bolsa família ao ENEM, da Farmácia Popular ao reaparelhamento das forças armadas, da distribuição de renda a uma política internacional independente, da construção inédita de novas escolas técnicas federais a ampliação do ensino universitário público, odeiam tudo que é público, palavras como povo e popular são sempre associadas por eles com conotação negativa.

São uns moralistas de ocasião, uns udenistas de oportunidade, autênticos donos de casagrande.

A respeito da atuação desse cartel distorcedor de informações durante as eleições foi publicada hoje no Jornal do Brasil um artigo interessante:

“Tremem os “democratas”
Migliaccio

“Depois de tentar toda a sorte de manipulação na última eleição (assim como na penúltima, na antepenúltima…) algumas empresas de mídia, derrotadas nas urnas, agora estão tremendo de medo que o novo governo estabeleça um marco regulatório nas área da difusão de informação.

É bom lembrar que informação é um direito fundamental do ser humano, como saúde, educação, moradia, saneamento etc. E, como todos os outros, vem sendo vilipendiado há décadas. Primeiro, a censura dos governos autoritários e agora essa partidarização escancarada de alguns órgãos de imprensa.

Enquanto ela está só nos impressos, a gente até tampa o nariz e atura. Até mesmo quando uma revista dá uma capa preto e branco para um candidato e outra colorida para o outro.

Mas quando essa tomada de posição por uns e contra outros resvala para a TV, concessão pública, aí a coisa fica mais pesada. Pesa porque a TV está em 97% dos lares (fora butecos e restaurantes). E quando um telejornal desce ao ponto de tentar transformar uma bolinha de papel numa bomba de Hidrogênio, muita gente fica chocada com a parcialidade.

Quem sabe o novo marco regulatório, se sair mesmo, obrigue ….(…)”

Artigo completo:
http://www.jblog.com.br/rioacima.php

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IMPRESSIONANTE: MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, CONVIDA REDE GLOBO A FAZER JORNALISMO SÉRIO
LIBERDADE DE IMPRENSA DEVE EXISTIR ALIADA À DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO PARA QUE O DIREITO DE ESCOLHA SE EXERÇA DE FATO
NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS: BRASIL ELEGE UM PROJETO POLÍTICO E NÃO UM LÍDER
BLOGOSFERA DEMOCRÁTICA E DIFUSORA DA VERDADE X VELHA MÍDIA PANFLETÁRIA E ANTI-JORNALÍSTICA

LIBERDADE DE IMPRENSA DEVE EXISTIR ALIADA À DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO PARA QUE O DIREITO DE ESCOLHA SE EXERÇA DE FATO

Quando o time do oligopólio midiático entra em campo a liberdade de imprensa sai perdendo!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Para dar suporte as palavras da presidente eleita, a favor de ampla liberdade de opinião e imprensa, contra qualquer controle de conteúdo, é necessária uma nova legislação e regulação para o setor das comunicações, que garanta essa liberdade, de modo abrangente, permanente e para todos.

Com a abolição da Lei de Imprensa, um resquício implantado em tempos de autoritarismo, jogada no lixo pelo STF, foi no entanto abolido também o direito de resposta que fazia parte desse instrumento legal, um direito básico do cidadão, que ficou a mercê dos órgãos de informação e sujeito a obter resposta ou compensação apenas em longos, lentos, caros e ineficientes processos judiciais, como é praxe da nossa justiça.

Em várias situações não existe legislação ou regulação a respeito da informação e dos meios de transmissão, fato cada vez mais aguçado pelo rápido e constante desenvolvimento da tecnologia do setor, tais como mídias e meios de comunicação eletrônicos e de telecomunicações, além dos meios tradicionais em papel, estes aparentemente em contração sistêmica.

Um assunto que precisa ser regulamentado é o da participação do capital e do conteúdo estrangeiro em todos os níveis da comunicação, participação que é hoje totalmente permitida em parte do setor – vide telefônicas cujo capital é predominantemente externo ou o audiovisual hoje invadido pelo conteúdo estrangeiro em detrimento da produção cultural nacional – participação permitida apenas até certo ponto em outra parte, ou com a legislação omissa em relação ao assunto, em outra parte.

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O MINISTRO GILMAR E SEUS CAPANGAS NO MATO GROSSO, COMO DISSE JOAQUIM BARBOSA

Coronel à moda antiga

Da Agência Educação Política

Esta matéria que segue abaixo foi dica de uma das leitoras do Educação Política, Maria Clara Rodrigues, e mostra de forma clara e surpreendente os desmandos de Gilmar Mendes na cidade de Diamantino, no estado do Mato Grosso, sua cidade natal, transformada em reduto político da sua família. O irmão de Gilmar foi prefeito da cidade por oito anos e deixou como saldo um incrível rombo nas contas públicas, uma amostra de como a família Mendes exerce na região o poder à moda antiga.

Os fatos relatados na matéria revelam a desmedida intromissão do ministro em esferas da justiça que deveriam funcionar como órgãos públicos independentes e mais, deixam claro o seu total desrespeito pela democracia e pela constituição, sua falta de ética e a forma oligárquica e medieval por meio da qual ele encara a concepção de justiça, enquanto valor e bem social.

Na matéria, evidencia sua interferência para destituir um prefeito de seu cargo, ocupado de forma legítima, apenas porque o prefeito não está entre os seus aliados. Mil e uma coisas já foram feitas e criadas para tirar o atual prefeito do cargo e colocar em seu lugar um nome ligado à família de Gilmar Mendes. Agora, a última foi decidir pelo afastamento do atual prefeito da cidade justo neste fim de semana prolongado em que o excelentíssimo ministro Gilmar Mendes estava na cidade, seu domicílio eleitoral. Coincidência ou cara de pau? Creio que os fatos dispensam tal resposta.

O que pode ser extraído desta crônica que traduz o que há de mais mesquinho e autoritário na cena pública brasileira é o fato de que o Mato Grosso transformou-se em um feudo onde o senhor Gilmar manda e desmanda, faz e desfaz, como bem entende. Para isso ele conta com seus milhares de serviçais que estão tanto dentro das instituições de justiça do estado, como parasitando pelos corredores da administração pública. São exemplos como esse que sufocam a democracia, que fragilizam as instituições, que desintegram o espírito da justiça e que perpetuam uma realidade onde a lei é tão manipulável quanto capanga de ministro.

Veja detalhes do caso na matéria abaixo:

Juiz aproveita visita do ministro Mendes e manda afastar prefeito

Flávia Borges
Rede Diamantino News

O juiz da 7ª Zona Eleitoral de Diamantino, Luiz Fernando Voto Kirche, determinou o afastamento do prefeito Erival Capistrano (PDT), que será notificado sobre a decisão somente na quarta (3), após o feriado prolongado. O curioso é que a sentença do magistrado foi dada neste final de semana, justamente no período em que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, estava na cidade, que é seu domicílio eleitoral.

A família de Mendes tentou emplacar o nome de Juviano Lincoln na Prefeitura de Diamantino em 2008, mas Capistrano saiu vencedor no embate. Depois disso, não faltaram manobras para que o pedetista perdesse o cargo. Ele teve o mandato cassado pela primeira vez em março de 2009, apenas dois meses após ser empossado, sob a acusação de irregularidades em doações na campanha. O grupo de Lincoln, que conta com o apoio do ex-prefeito Chico Mendes, irmão de Gilmar Mendes, ingressou com uma representação contra o pedetista, que culminou em sua cassação.

Capistrano reverteu a decisão e voltou ao cargo em 23 de junho, quando o TRE acatou, por unanimidade, um recurso impetrado pelo PDT. O então presidente Evandro Stábile suspendeu, em 18 de agosto, por meio de uma medida cautelar, os efeitos da decisão do Pleno. Assim, Lincoln reassumiu o cargo. Stábile foi afastado do comando do TRE sob a acusação de encabeçar um esquema de venda de sentenças no Estado. O desembargador Rui Ramos assumiu o posto e, numa decisão polêmica, derrubou a liminar do antecessor e reconduziu Capistrano ao cargo. (Página original)

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JUIZ QUE SOLTOU O SERIAL KILLER DE LUZIÂNIA AGIU DE ACORDO COM O QUE SEMPRE PRECONIZOU O MINISTRO GILMAR MENDES
PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, MINISTRO GILMAR MENDES FALA DE TUDO, MENOS DO MONSTRUOSO E INJUSTO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO

LEITOR DIZ QUE NÃO VOTARIA EM DILMA, MAS DESEJA QUE ELA TENHA SUCESSO E GOVERNE PARA O BRASIL

A candidata que a oposição subestimou. E já diria Maquiavel "nunca subestime um inimigo, assegure-se contra ele".

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rodrigo RP

Não sejamos ingênuos. Houve baixaria de ambos os lados, o grande problema sendo a típica arrogância tucana; Serra perdeu uma eleição por conta da arrogância e da incompetência de seu publicitário, do que não sofreu o PT – alguém consegue explicar o que foi a última propaganda de Serra, com dançarinos?

Mas a eleição passou e torço pelo melhor. Não votei e nem votaria em Dilma, ao mesmo tempo em que teria profundo pesar em ter de votar em Serra, o que, para uns não seria, mas para mim, espero, seria o menos pior – meu título ainda é de SP e optei por justificar -, mas espero que ela saiba usar bem essa hegemonia que detém no Congresso; que a use para a tão sonhada reforma política.

Que saiba reformular o bolsa família, pois, aqui no NE, a cada dia, muitos optam pelo ócio – a babá contratada por minha amiga, já optou por ficar em casa, em vez de precisar acordar cedo. Que não queira criar currais eleitorais, mediante pagamento.
Que não se envolva com o pior da América Latina e de outros continentes, nem faça doação do patrimônio nacional.

Que saiba conversar com os demais partidos, respeitando-os, ao mesmo tempo que exija respeito.
Que abandone figuras em nada emblemáticas, que trouxe para junto de si, durante a eleição.
Que não continue a negar a origem do avanço da economia nacional. Que seja crítica, mas coerente.
Que reveja esse modelo de exploração do pré-sal, para não “privatizar” a riqueza nacional – o que criticou durante a campanha.

Que resgate o que o PT um dia quis ser, ou ao menos se propôs a sê-lo – à época, eu acreditei.
E, por fim, que invista pesadamente na educação, o que nenhum governo, verdadeiramente, fez até hoje.
Sucesso a Dilma e, consequentemente, ao Brasil.

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LEITOR MOSTRA POR QUE DOMINGO SERÁ UM BOMDILMA PARA COLOCAR A BAIXARIA TUCANA NO SEU DEVIDO LUGAR

Domingo será um BomDilma!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Esses entreguistas, estão agora ainda mais desesperados com a derrota iminente nas urnas, estão vendo seus sonhos de poder e de entregar as reservas do pré-sal ao multicapital mercador do óleo se desfazerem, e as novas e imensas descobertas de jazidas pela Petrobrás só os deixam ainda mais insanos.

A sanha de poder os faz agirem como hoje, quando mais uma das inúmeras baixarias foi perpetrada, segundo o noticiário:
“A distribuição de um panfleto apócrifo, intitulado “Lula chora derrota de Dilma – soldado nazista protege palácio”, virou caso de polícia ontem em São Paulo. Indignada com o que considerou uma ofensa ao presidente Lula, a advogada Tânia Machado Candia, de 51 anos, ligou para o 190.

“O que me chamou a atenção foi a palavra nazista”, anotou Tânia, que diz não ter filiação partidária. “Me senti agredida, desprotegida como cidadã.”

Um criminalista, ferrenho defensor da candidatura de José Serra, promete retomar hoje a distribuição dos panfletos.”

Mas Domingo será com certeza um BomDilma para darmos o troco a essa gente, pois quem compara ponto por ponto, vota Dilma:

É Dilma X Serra.

É avanço X retrocesso.

É Lula X FHC.

É Petrobras X PetrobraX.

É Luz para todos X Apagão.

É emprego X desemprego.

É Reuni e ProUni X Universidade só para os ricos.

É SAMU-192 X Sanguessugas do Serra.

É rede de escolas técnicas X nada.

É Brasil soberano x dependência ao FMI.

É aumento salarial dos professores X pauladas do Serra.

É pedágio de R$ 1,00 X pedágios de quase R$ 20,00.

É aposentadoria em meia-hora X FHC chamando aposentados de vagabundos.

É a CGU X a Dª Anadir que achava nada.

É a Polícia Federal Republicana X a que não investigava aliados no governo passado.

É o Procurador Geral da República independente X o engavetador-mór.

É a 8ª economia do mundo (recuperada no governo Lula) x 13ª (no governo FHC).

É o amor ao próximo X abandono dos mais carentes.

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DE DENTRO DO TEATRO MACABRO: LEITOR CONTA SUAS EXPERIÊNCIAS NO BANCO DO BRASIL E TRAÇA UM PANORAMA REALISTA DO BRASIL PRÉ E PÓS-LULA

Em que canoa embarcar?

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

DE BANCO DO BRASIL EU ENTENDO UM POUCO

Por Raimundo Wilson S. D. Morais(*)

Abram aspas. Antes da chuva de pedras, que fique bem claro: nunca pertenci à classe rica, e pobre não fui. Consegui cursar duas excelentes faculdades (públicas, é claro!), onde só entravam os bafejados pela sorte: ou tiveram formação escolar em ótimas escolas públicas (garanto a vocês que existia); ou vieram de famílias que podiam sustentar boas escolas particulares e dois ou três anos nos famigerados cursinhos pré-vestibular; ou, ainda, trabalhavam em regime de seis horas diárias (também não é piada, eu juro que isso existiu!). Os cursos preferidos pela elite exigiam horário integral: Medicina e Engenharia, nem pensar! Havia, como sempre houve, um limite entre o ideal do sonho e o real do pesadelo. Alguns “sortudos” transpunham esse limite.

Continuem entre aspas. Estudei em bons colégios (particulares e públicos), podia pagar cursinho e trabalhava no Banco do Brasil, uma empresa que só admitia funcionários por concurso público e respeitava o expediente legal de 6 horas diárias de trabalho (perdoem-me, leitores incrédulos, no século XX ainda sobrevivia esse respeito). Consegui cursar a Universidade de São Paulo, em uma época de intensa resistência à repressão dos militares. Ao mesmo tempo, eu fazia parte de uma empresa com um quadro funcional de grande competência, onde a regra (com as exceções, é claro!) era trabalhar para o Brasil e não para um governo.

Prossigam entre aspas. Tudo o que aprendi de importante em minha vida partiu de duas fontes: à Universidade de São Paulo eu devo a teoria e ao Banco do Brasil eu devo a prática. Na USP e no BB foram recrutadas “cabeças pensantes” que ajudaram a sustentar tanto a ditadura militar de ontem quanto a democracia que temos hoje. Que ninguém se iluda: dessas duas instituições foram convocados tanto os cérebros do mal (qualquer que seja a posição ideológica adotada) quanto os do bem! Basta olhar a História e seus atores nos últimos 50 anos. Por causa dessas condições que emolduravam minha formação num meio elitista, Lula nunca seria o presidente de meus sonhos. Sempre acreditei que o cargo mais alto do País jamais deveria ser exercido por militar da ativa ou por civil sem formação universitária. Que soubesse pelo menos se expressar com elegância na língua pátria! Tive que jogar fora meu sonho, é claro!

Preparem-se para fechar aspas. No ano de 1989, Lula não era o ideal sonhado, mas o pesadelo real emergia de modo truculento, no cérebro de um tal de Dom Fernando I, o Caçador. Dele se afirmava ser um colorido pavão, espécime rara que surgiu do nada, ou melhor, foi criado num cinescópio que soltava um som irritante: plim-plim!. Não havia tempo a perder: filiei-me ao Partido dos Trabalhadores. Deposto Fernando I, veio o reinado de Fernando II, o Vaidoso. Dele diziam ser mais um pavão, criado com boa alimentação importada; aparecia em preto e branco, pregava a favor da amnésia (para os outros), e foi feito de encomenda para que o Brasil esquecesse todas as suas cores, doadas para estrangeiros. Ah, sim, esqueçam o que escrevi: no ano de 2010, Dilma não era a candidatura que eu queria no PT. Mas foi a escolhida pelo Partido. É o que basta para ter meu apoio. Aprendemos muito nesses anos, diria o poeta. E tenho horror a pesadelos, caçadores, esquecimentos, estradas com pedágio, corrupção, subidas e descidas de serra. Fechem comas.

Tomei posse no Banco do Brasil em plena ditadura, numa cidade do interior do Piauí, para onde foram transferidos alguns funcionários punidos pelo regime militar. Era tradição do BB dar posse a novos funcionários (salvo algumas exceções de bom apadrinhamento) em lugares distantes, antecipando uma política que os militares apelidariam de “Integrar para não entregar” e que foi lema do Projeto Rondon. Se a intenção de alguns militares era fazer do Projeto Rondon uma espécie de lavagem cerebral na juventude, o resultado foi exatamente o contrário. Havia um ponto muito positivo naquela política: criava-se um quadro de soldados que conheciam muito bem as áreas de combate. Só que esses soldados não estavam nos quartéis, mas nas escolas.

Como se sabe, generais são poucos, e dificilmente morrem em combate. Já os soldados rasos são milhares, e só por sucessivos golpes da sorte (e outros golpes) chegam ao generalato. Os recrutas vivem e aprendem no teatro da guerra, pela simples razão de estarem em pé, na frente, enquanto os generais estão atrás, deitados em berço esplêndido. Ao alocar funcionários recém-empossados e funcionários “subversivos” na mesma cidade do interior do Piauí (e de outros estados), o BB aproximou a gasolina da fagulha. Num repente, começaram a nascer sindicatos em lugares “nunca dantes imaginados na História deste país”.

Os leitores já devem ter percebido que, entre comas e mais comas, prestei uma homenagem. A região em que trabalhei, no Piauí, seria a escolhida por Lula, muitos anos depois, para dar início ao combate à miséria. O quadro funcional do Banco do Brasil do meu tempo não existe mais, mas o BB está de volta ao cenário, abarrotado de recursos, como parceiro importante de um governo que tirou da fome e da miséria cerca de 30 milhões de irmãos nossos, cujo defeito maior era a pobreza que não lhes permitiu dar sequer um passo à frente. Em 2010, o perigo está de volta: a privatização do BB, da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal não significa apenas o sonho tucano de “fazer caixa” rapidamente: é o pesadelo real da volta da miséria e da exclusão dos “azarados”. Saiba mais

SEGUNDO LEITORA, PARA SUPORTAR O NÍVEL DA CAMPANHA DOS TUCANOS É PRECISO ESFORÇO E DIETA LEVE

"Mentira é feito pena de tucano. Depois que espalha fica difícil juntar!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Alessandra Luiza de Almeida Pinho

Engraçado que eu me lembrei deste caso (PREDESTINADO: PRESIDENTE DO PSDB, SÉRGIO GUERRA, QUER TRANSFORMAR A ELEIÇÃO NUMA GUERRA CIVIL) hoje, antes do Educação Política postar esta matéria. Até procurei o vídeo do Arthur Virgílio “Micky Tyson” no youtube. Achei, mas não abriu. Foi ótimo o blog comentar aqui no seu espaço, do qual sou leitora assídua.

Uma vergonha completa essa campanha dos Tucanos. Um show de palhaçada e deboche com o povo brasileiro.
Quero logo que isso tudo acabe. Eu queria dormir agora e acordar no dia 1/11 ouvindo as comemorações em vitória da Dilma. Mas até lá vamos ter que fazer muito esforço e dieta leve para suportarmos as “náuseas” e aguentarmos o que ainda veremos até o final do dia 31 de outubro, término das apurações.
Aguenta coração!

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FADO TROPICAL, CHICO BUARQUE E RUY GUERRA
QUEM VAI QUESTIONAR A CONCESSÃO DA REDE GLOBO? EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL FOI IRRESPONSÁVEL E FICCIONAL
BOLINHA DE PAPEL: DÁ PARA CONFIAR EM UM CANDIDATO QUE FAZ TOMOGRAFIA DEPOIS DE UMA BOLINHA DE PAPEL?
REALIDADE DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA DESMENTE SERRA

LEITOR DEMONSTRA PARTIDARISMO DA REVISTA VEJA QUE TOMA SEUS LEITORES POR IGNORANTES E FAZ DO JORNALISMO MERA MANIPULAÇÃO

De Collor à Serra as imagens se sucedem feito quadros de conversavadorismo e anti-jornalismo

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Frederico

Observando as últimas capas da Veja, fica claro a preferência de Veja por Serra. Sendo que, diferentemente do jornal Estadão, que tornou explícito seu apoio a Serra, Veja apoia o tucano de forma oblíqua.

Veja as capas da revista de apoio implícito a José Serra: http://veja.abril.com.br/arquivo.shtml

O que me deixa chateado é a revista pensar que todos os leitores são ignorantes e incapazes de perceberem a manipulação. O que me deixa chateado é os repórteres da revista exigirem liberdade de expressão para poderem manipular os (e)leitores e na maior cara-dura dizerem que são isentos, que estão trabalhando em pró da democracia e outras balelas.

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FOLHA: SHEILA RIBEIRO, QUE É FILHA DE MILITANTE DO PSDB, DIZ QUE SUA EX-PROFESSORA, MÔNICA SERRA, FEZ ABORTO NO CHILE
ARMADILHA DO ABORTO É IDEAL PARA A VELHA MÍDIA E MUITO RUIM PARA O BRASIL
DUAS HISTÓRIAS SOBRE O VOTO CONSCIENTE EM JOSÉ SERRA, DO PSDB
MÁRIO COVAS E BRIZOLA NÃO VACILARAM; APOIARAM LULA E O PT CONTRA O CANDIDATO CONSERVADOR; E AGORA MARINA?

DE COMO A GRANDE IMPRENSA SE TORNOU O QUE ELA É: REDUTO IDEOLÓGICO, OLIGOPÓLIO MANIPULADOR E VOZ ANTI-DEMOCRÁTICA

A mão de ferro da grande imprensa assinala o controle, afasta a liberdade!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Lamentável o uso que se faz da imprensa no Brasil.
Um instrumento nobre que deveria ser usado, com toda ética e cuidado, para informar a realidade à população, para narrar o cotidiano, para análises que espelhassem a diversidade de idéias e opiniões, para fomento da cultura, da arte, da educação e para a discussão de temas importantes, vem sendo usado sistematicamente para manipulação política eleitoral para perpetuação de um estado de profunda injustiça social, para exacerbação desenfreada do consumo dos bens de anunciantes da mídia lucrativa, muitas vezes produtos sem qualidade e até mesmo nefastos a saúde.

E quem faz isto e a quem interessa esse modo de ação?
Ao oligopólio midiático que prega o mercado inteiramente livre, apenas fraca e meramente regulado, mas não admite qualquer concorrência em seu quintal, nem sequer regulação.
Este mesmo oligopólio, de meia dúzia de famílias, possuidoras de dezenas de propriedades cruzadas, entre jornais, revistas, canais de televisão abertas e por assinatura, rádios AM e FM, provedores de internet,canais de telecomunicações etc, fato inadmissível em países democráticos.

Esse cartel perverso ao povo brasileiro, que desinforma, deforma, reduz a qualidade ao impensável de maneira a maximizar seus lucros de oligopólio também publicitário.
Os empregados desse oligopólio, de formação e cultura cada vez mais baixo, hoje quase focas amestradas ou pessoas sem moral, escrevem para agradar seus patrões, nem podem ser chamadas de jornalistas, restam poucos jornalistas de alto nível atuantes nessa mídia corporativa patronal.
E agora querem a qualquer preço, retornar ao poder, voltar a concentrar renda, ceder ao mercado internacional o Pré-sal em troco de algumas migalhas, evitando que seus lucros sejam aplicados em educação, ciência e tecnologia, saneamento, saúde. Saiba mais

ELEIÇÕES 2010: DOWN, DOWN, DOWN O HIGH SOCIETY

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rubens Costa

Alô alô Gilmar Dantas
Aqui quem fala é o Zé Serra.
Pra variar, estamos em queda
Você não imagina a loucura
O povão tá nas alturas
E tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society

Alô, alô, Gilmar Dantas,
faça o Supremo virar zona
pra tirar a gente da lona
Pois já se foi a mordomia
Tem muito tucano pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society

Alô, alô, Gilmar Dantas,
A coisa tá ficando russa
Só você pode nos salvar
O povão já começou a gritar
“Depois do Lula, é Dilma lá”
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society

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TÁ COM PROBLEMA NA JUSTIÇA? TÁ COM PROBLEMA NO STF? DISQUE GILMAR MENDES
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