Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos da Categoria: O PLANETA E SEU HOMEM

O sal do Brasil, o Sal da Terra: Qual o caminho do Brasil, o de Sebastião Salgado ou o do ódio?

O documentário O Sal da Terra, sobre a vida do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado parece ter sido feito para os brasileiros e num momento bastante delicado do país. Depois de vários anos pagando salários More…

Ernst Götsch, o brasileiro da agrofloresta que o Brasil desconhece

Quando vi, por acaso, o belíssimo documentário Neste chão tudo dá, ou sua versão reduzida, realizado por Felipe Pasini, Ilana Nina e Monica Soffiatti, fiquei impressionado não só com a simplicidade More

TURBINA EÓLICA DE EIXO VERTICAL É CAPAZ DE APROVEITAR ATÉ DEZ VEZES MAIS A ENERGIA DOS VENTOS

Novo modelo traz maior economia de energia

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Do Ciclo Vivo

Brasileiro cria turbina eólica de eixo vertical altamente eficiente

O inventor brasileiro Antonio Bossolan é o responsável pela criação da “Turbina eólica de eixo vertical”, que é capaz de aproveitar até dez vezes mais a energia dos ventos que passam por ela. A inspiração surgiu pela necessidade de tornar os sistemas eólicos mais eficientes.

De acordo com Bossolan, as turbinas eólicas convencionais desperdiçam muita energia. Estas turbinas são capazes de captar a força dos ventos que correm apenas entre as pás, sendo que toda a parte da base, que também é ventilada, não retém a energia que passa por ela.

O modelo idealizado pelo brasileiro possui um grande número de pás móveis, instaladas por quase toda a sua estrutura e que se posicionam sempre com a face no sentido vertical na direção dos ventos e horizontal no sentido contrário dos ventos.

Os conjuntos de quatro pás, em formato de cruz, podem ser empilhadas, ficando com a aparência de uma árvore, e tendo a finalidade de ocupar toda a base para, desta forma, captar ainda mais a energia dos ventos. Quanto maior as proporções da turbina, bem como o número de conjuntos de pás empilhadas, maior será o aproveitamento da energia eólica.

Antonio Bossolan, já possui patente nacional e internacional, mas ainda está em busca de parceiros e investidores para transformar o conceito em uma estrutura real. (Texto original)

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O NINHO

EM POUCO MAIS DE CINCO MINUTOS, UMA MENINA DISCURSA NA ONU E DIZ AOS ADULTOS: “SE VOCÊS NÃO PODEM FAZER NADA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE, ENTÃO, PAREM DE DESTRUÍ-LO”

MILIONÁRIOS DESTROEM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL PARA CONSTRUIR MANSÕES EM ILHAS DO LITORAL CARIOCA

Ilhas do litoral carioca são as preferidas dos milionários

Quem viaja vez ou outra para o litoral, percebe que as paisagens naturais já não são mais as mesmas. Tomado pelas construções humanas, o verde das montanhas e encostas aparece cada vez menos dando lugar, na maioria dos casos, à ostentação material do homem. O problema se agrava mais, no entanto, quando ricos e milionários decidem construir suas mansões em áreas protegidas pela legislação ambiental e aí, a ostentação se soma à ilegalidade.

É o que vem acontecendo no litoral do Rio de Janeiro. O perfil dos megaempreendimentos destes brasileiros é o tema de uma reportagem da revista americana Bloomberg  e assunto de notícia publicada pela Carta Capital.

“A reportagem cita a propriedade de Antonio Claudio Resende, fundador de uma grande empresa de aluguel de automóveis, que desde 2006 derruba vegetação nativa na Ilha da Cavala, em Angra dos Reis, para abrir espaço a uma mansão de 1,7 mil metros quadrados”, diz a notícia da Carta Capital.

Os milionários, como mostra a reportagem, fazem de tudo para manter seus grandiosos empreendimentos de pé e não têm receio em para isso incorrer em um crime atrás do outro. É incrível perceber até onde chega o ridículo da sociedade burguesa atual, para não utilizar de outros termos.

É um jogo de vaidade absurdo onde a prepotência é tão grande a ponto de esses milionários acharem que podem comprar a própria beleza da natureza, apropriando-se de paisagens naturais que eles parecem acreditar terem sido feitas só para eles, por isso, não veem problema algum em estarem desmatando essas áreas preservadas, com fauna e flora raras.  O que eles querem é estar aonde os outros não estão, quanto mais exclusividade melhor!

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões
Por Redação Carta Capital

Eles são multimilionários e querem exclusividade nas praias de conhecidos paraísos tropicais no litoral do estado do Rio Janeiro. Para isso, violam leis ambientais e constroem mansões em áreas ecologicamente sensíveis de mata atlântica, protegidas por lei. O perfil dos megaempreendimentos destes brasileiros é o tema de uma reportagem da revista americana Bloomberg.

A reportagem cita a propriedade de Antonio Claudio Resende, fundador de uma grande empresa de aluguel de automóveis, que desde 2006 derruba vegetação nativa na Ilha da Cavala, em Angra dos Reis, para abrir espaço a uma mansão de 1,7 mil metros quadrados.

A casa está parcialmente abaixo do nível das árvores para se disfarçar em meio à mata, podendo ser identificada apenas de avião, segundo o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro. O empresário luta na Justiça há quatro anos para não derrubar a construção.

Resende é acusado de usar documentos falsos a fim de conseguir permissão para levantar o imóvel e, por isso, foi indiciado por fraude e crime ambiental em 2007. O empresário pagou, de acordo com a revista, 4,8 milhões de reais em 2005 a uma empresa de engenharia em Angra dos Reis (RJ) que tinha o direito de ocupar a área.

Mas o caso de Resende, como exemplifica a publicação, não é uma exceção entre milionários brasileiros “apaixonados” pelas belezas naturais fluminenses. (Texto completo)

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CASO LÚCIO FLÁVIO PINTO EXPÕE O CONFLITO DE INTERESSES ENTRE A REAL FUNÇÃO JORNALÍSTICA E O PODER DE GRUPOS ECONÔMICOS
FIM DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS NO COMÉRCIO É PRIMEIRO PASSO PARA REPENSAR SISTEMA DE COLETA DE LIXO NAS CIDADES
NOVO CÓDIGO COMEÇA A SER VOTADO NO SENADO ENQUANTO MANIFESTANTES PROTESTAM NO CONGRESSO NACIONAL
MAIS DE 100 MIL ASSENTADOS IRREGULARES JÁ FORAM EXCLUÍDOS PELO INCRA DO PROGRAMA NACIONAL DE REFORMA AGRÁRIA

EMPRESAS DESENVOLVEM TECNOLOGIA PARA FAZER CASA DE PLÁSTICO PVC

Evanildo Silva/Revista Fapesp

Casa de PVC

Descoberto em 1872, o policloreto de vinila, conhecido como PVC, começou a ser produzido industrialmente na década de 1920 nos Estados Unidos e na de 1930 na Europa. Feito a partir do sal de cozinha (cloreto de sódio) e de derivados de petróleo, hoje é um dos plásticos mais usados no mundo em tubos, conexões e tapetes de banheiro, brinquedos, bolsas de sangue e soro. Mais recentemente ele passou a ser usado para substituir tijolos e outros materiais. É o caso de uma tecnologia para construção de casas com paredes de PVC desenvolvida em parceria pela Braskem, Dupont e Global Housing, empresa brasileira com sede em Santa Catarina.

Batizado de sistema construtivo em concreto PVC, ele emprega perfis ou módulos desse tipo de plástico encaixados uns nos outros e preenchidos com concreto. As vantagens são que a casa pode ficar até 20% mais barata, comparando-se com as de alvenaria, e é construída de forma mais rápida, levando oito dias para ficar pronta ante três meses de uma residência convencional de 40 metros quadrados (m2).

São 10 tipos de perfis, cada um com uma função específica. O mais usado em uma construção é o chamado módulo I, que tem 20 centímetros (cm) de largura e 8 cm de espessura e altura variável de acordo com o pé-direito da casa. Há ainda o módulo multifuncional, de 8 por 8 cm, empregado nos cantos e nas divisórias. O único que fica visível depois da moradia pronta é o perfil de acabamento, que encobre os outros, tanto no interior como no exterior, e tem a mesma função do reboco.

O presidente da Global Housing, Gilberto Fernandes, conta que a ideia de desenvolver o concreto PVC surgiu há seis anos, inspirada numa tecnologia semelhante existente no Canadá, onde há pelo menos duas empresas do ramo. Existem ainda outras similares na Austrália, México e Venezuela. “Num primeiro momento, nós desenvolvemos a ideia, aprimorando e adaptando a tecnologia às condições ambientais e climáticas brasileiras”, explica. “O segundo passo foi criar uma formulação, para fabricar os módulos.” É aí que entram a Braskem e a Dupont. A primeira fornece a resina de PVC e a segunda o dióxido de titânio, que são usados na composição da fórmula que dá origem aos perfis.

De acordo com o responsável pelo desenvolvimento de negócios de PVC da Braskem, Marcello Cavalcanti, a empresa fornece o produto, em forma de pó, que depois é fundido na fábrica da Global Housing com os outros componentes da formulação. São cerca de 300 toneladas por mês. Além do reboco, o PVC dispensa pintura e revestimento. A cor branca é dada pelo PVC e pelo dióxido de titânio, substância que também protege contra os raios ultravioleta do sol, evitando microrrachaduras e escamações do plástico, preservando o desempenho mecânico e aumentando a durabilidade do produto. “Mas se o dono da casa quiser pintá-la de outra cor, pode”, garante Fernandes. “Assim como aplicar ladrilhos, azulejos ou grafiato [revestimento decorativo]. Na verdade, é tudo como numa casa convencional.” (texto integral)

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EM UM ANO, 600 MILHÕES DE SACOLAS PLÁSTICAS DEIXARAM DE SER CONSUMIDAS PELA POPULAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

"Em Portugal, os mercados cobram cerca de 10 centavos de euro por cada sacola plástica. Acho que deveria ser assim aqui também”, sugeriu publicitária carioca adepta das sacolas retornáveis

Da Agência Brasil

Lei que desestimula uso de sacolas plásticas faz um ano e tem bom resultado no Rio
Por Flávia Villela

Rio de Janeiro – Em um ano de vigência da Lei 5.502/09, que desestimula o uso de sacolas plásticas no estado, a população fluminense deixou de consumir 600 milhões de sacolas. O número representa redução de cerca de 25% das 2,4 bilhões de sacolas que eram distribuídas anualmente no estado.

Os dados foram levantados pela Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e divulgados hoje (15) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que ficou satisfeito com o resultado. No entanto, Minc disse que é preciso intensificar a campanha e criar novas ações para estimular o consumo consciente da população fluminense.

“É um resultado expressivo. São menos 600 milhões de sacolas nos rios, lagoas e canais. É menos gasto para o Poder Público em dragagem e menos gente que perde tudo e morre por causa das inundações. Mas nosso objetivo é dobrar essa meta no ano que vem e passar para 50% de redução em relação ao número inicial de 2,4 bilhões de sacolas”, acrescentou.

Entre as propostas para incentivar o consumidor a aderir à campanha para reduzir o consumo de sacolas plásticas, Minc citou a redução do preço das embalagens reutilizáveis, o aumento do desconto dado ao cliente que não usa sacolas plásticas e a veiculação de peças publicitárias sobre o assunto.

Nesta manhã, o secretário visitou alguns supermercados na capital, para ver se os estabelecimentos estão cumprindo a lei e dando o desconto de 3 centavos por sacola não utilizada, viabilizando alternativas e informando com cartazes sobre o desconto e os males ao meio ambiente que esse tipo de embalagem traz. Durante a operação foram entregues também folhetos para incentivar a sociedade a mudar de comportamento. (Texto completo)

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PRESIDENTE DILMA NÃO CONCORDA COM NOVO CÓDIGO FLORESTAL E PROMETE MUDANÇAS NO TEXTO APROVADO PELA CÂMARA

Ainda não acabou...

A presidente Dilma Rousseff se irritou com a aprovação do novo código florestal por consequência de uma divisão na base governista, e garante que vetará os trechos do texto que considera equivocados caso a base não consiga promover mudanças no Senado.

A aprovação do novo código representa um retrocesso total em relação às lutas por proteção e preservação ambiental. A presidente tem consciência disso e afirmou, inclusive, que a emenda proposta pelo PMDB, rejeitada pelo governo, é uma vergonha para o Brasil.

Apesar do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei de reforma do Código Florestal, ter chamado a presidente de desinformada e não acreditar no seu poder de veto, é ótimo ver como Dilma encara a questão. Afinal, ao defender seu projeto, o deputado Aldo Rebelo está tapando o sol com a peneira, como se diz, pois está bem claro como o novo código prejudica a preservação ambiental.

Sobre isso Dilma está sim é bem informada, ao contrário do que pensa o deputado e, do mesmo lado que a presidente, estão quatro dos cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), que alertaram para o possível agravamento sobre o clima com a entrada em vigência da atual versão do Código Florestal aprovada pela Câmara. Parece que o desinformado ou aquele que vê, mas finge não ver, nesta história toda é outro.

Veja trechos de algumas matérias sobre o assunto, uma delas publicada pela Rede Brasil Atual e as outras duas pela Agência Brasil:

Dilma irrita-se com Código Florestal e promete veto
Por Leonardo Goy, da Reuters

BRASÍLIA (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff ficou irritada com a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados após um racha da base governista e garantiu a uma fonte do governo que participou das negociações que vetará os trechos do texto que considera equivocados, caso a base não consiga promover mudanças no Senado.

De acordo com essa fonte, que pediu para não ter o nome revelado, Dilma afirmou antes da votação que esperava a derrota do governo mas se disse confiante de que a base governista conseguirá fazer as mudanças na votação no Senado.

De acordo com a fonte do governo, o Planalto vê com bons olhos o nome do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) como relator da matéria no Senado. (Texto completo)

Aldo Rebelo rebate críticas ao Código e diz que Dilma está desinformada
Por Iolando Lourenço

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei de reforma do Código Florestal, rebateu nesta quarta-feira (25) as críticas de que o parecer a Emenda 164, aprovados na terça (24) pela Câmara, permitam novos desmatamentos e anistie produtores que ocuparam áreas de preservação permanente (APPs). Rebelo disse não acreditar em vetos da presidenta Dilma Rousseff ao texto, que agora está no Senado. Para ele, a presidenta Dilma está desinformada sobre o assunto.

“Não acredito em veto. O que acredito é que a presidente Dilma está muito desinformada sobre este assunto”, disse Rebelo. “Acredito que a presidenta não tem as informações suficientes sobre a matéria. Ela pode ter informações só de um dos lados que circularam muito pelo Palácio (do Planalto) nos últimos dias, que foi o dolobby ambientalista.”

Para ele, a votação expressiva do relatório mostra que o projeto foi aceito por integrantes de todos os partidos da Casa. “Se reunimos em torno de um texto 410 votos, com um único destaque, é porque o Congresso conseguiu mediar, com alguma competência, um problema que o Executivo só resolveu por meio de um decreto que anistia e suspende multa de quem desmatou em área de preservação permanente e em reserva legal”. (Texto completo)

Código Florestal como foi aprovado na Câmara poderá agravar mudanças climáticas, alertam cientistas do IPCC
Por Vladimir Platonow

Rio de Janeiro – Quatro dos cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), alertaram para o possível agravamento sobre o clima com a entrada em vigência da atual versão do Código Florestal aprovada pela Câmara. Segundo eles, o aumento da pressão sobre as áreas de florestas comprometerá os compromissos internacionais firmados em 2009 pelo Brasil na Conferência de Copenhague, de diminuir em até 38,9% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020.

Os cientistas, que são ligados à Coordenação de Programas de Pós-Gradução de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), falaram sobre o assunto durante um seminário que abordou as conclusões de um relatório do IPCC sobre energias renováveis, realizado na última quinta-feira (26).

Para a cientista Suzana Kanh, as posições internacionais assumidas pelo país serão prejudicadas, se o Senado não mudar o texto do código aprovado pela Câmara ou se a presidenta da República, Dilma Rousseff, não apresentar vetos. “O impacto do código é muito grande, na medida em que o Brasil tem a maior parte do compromisso de redução de emissão ligada à diminuição do desmatamento. Qualquer ação que fragilize esse combate vai dificultar bastante o cumprimento das metas brasileiras”, afirmou. (Texto completo)

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AUMENTA O NÚMERO DE DESASTRES NATURAIS E A POPULAÇÃO POBRE CONTINUA NO EPICENTRO DA QUESTÃO

Cenas que se tornam cada vez mais frequentes ao redor do mundo

Um estudo da organização humanitária britânica Oxfam revelou que o número de desastres naturais registrado anualmente nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil. Fenômenos como terremotos, furacões e erupções vulcânicas praticamente permanceram constantes, o aumento se deu mais em relação ao número de enchentes e tempestades.

Sem dúvida, uma das razões apontadas para o aumento das tempestades foi as mudanças climáticas, por isso, a previsão é de que a situação se agrave no futuro. Em todo esse processo, a população mais atingida é a de baixa renda, isso porque os países mais pobres se tornam mais vulneráveis devido à falta de investimentos na prevenção de desastres, à má administração, dentre outras peculiaridades que fazem com que as tempestades causem ostensivos desastres nestes locais do mundo.

No entanto, cada vez mais pessoas estão na mira dos desastres naturais e, se as coisas continuarem como estão, a tendência é que poucos escapem das tempestades que ainda vêm por aí. Por isso, o mais importante é rever as posições diante das mudanças climáticas e, principalmente, trabalhar no sentido de reduzir a pobreza, caso contrário, as consequências serão de fato trágicas.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Número de desastres naturais triplicou desde 1980, diz ONG britânica
Da BBC Brasil

Brasília – O número de desastres naturais registrado anualmente nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam. Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 para 350, nas últimos três décadas, com base em dados de 140 países.

A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.

O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central. Steve Jennings, autor do estudo, afirmou que uma das razões do crescimento foi o impacto das mudanças climáticas.

“Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais”, afirmou Jennings. “Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.” (Texto completo)

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No vídeo que segue abaixo, a natureza das mudanças que estão sendo propostas no atual código florestal, bem como os seus reais efeitos, estão expostos de maneira clara e didática.

O novo código florestal prevê medidas absurdas que vão na contra-mão da luta mundial pela preservação ambiental e diminuição do aquecimento global. Dentre elas está a ocupação das chamadas APP (Área de Proteção Permanente) que, de acordo com o que prevê o atual código florestal, não podem ser ocupadas por constituírem áreas de risco, passíveis de sofrer erosão e deslizamentos. A mata nessas regiões protege o solo e evita justamente as erosões e os delizamentos.

De forma geral, as propostas do novo código se forem aprovadas prejudicarão a biodiversidade, a qualidade do ar, o equilíbrio térmico e a vida da sociedade. O novo código é anacrônico, totalmente incompatível com as lutas e necessidades atuais. Por isso, ver esse vídeo já é uma forma de começar a se conscientizar a respeito do problema.

No site da entidade SOS Florestas, você pode ter acesso a mais informações sobre o assunto e assinar o manifesto que será enviado aos parlamentares.

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TRAGÉDIA NO JAPÃO: CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA NÃO TEM FRONTEIRA, JÁ FAZ PARTE DO PLANETA

A tragédia no Japão tem a trilha apocalíptica.

Paz e Amor, ser humano!

Pior que o terremoto, o maremoto, é o inimigo invisível produzido pelo próprio homem.

A contaminação radioativa não tem fronteira, não respeita o mapa, a geografia, a geopolítica.

Quem vai dizer para os predadores do mar e aves migratórias não comerem os peixinhos da costa japonesa?

Um mundo cada vez mais radioativo, um mundo cada vez mais inabitável.

Agora se vê que a energia limpa é muito barata. Talvez saia até de graça.

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Veja como acaba se desenvolvendo o conhecimento tradicional de um especialista, o doutor ou o filósofo doutor (PhD)

O que exatamente é um doutorado?

Você já pensou exatamente no que significa um doutorado? Matt Might, professor de Ciências da Computação na Universidade de Utah, explica perfeitamente nesta apresentação gráfica que começa com um simples círculo.

Sempre que as aulas começam, eu explico para uma nova fornada de estudantes atrás de um título de doutorado o que isso realmente significa.

É difícil de explicar em palavras, então eu uso desenhos para me ajudar.

Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:

Quando você completa o ensino básico, você sabe um pouco:

Quando você completa o ensino médio, sabe um pouquinho mais:

Com uma graduação no ensino superior, você sabe um pouco mais e ganha uma especialização: Saiba mais

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Cidades jogam dinheiro público no lixo

Atualmente, um dos principais gastos dos municípios  brasileiros é com a coleta e armazenamento de lixo. São milhões e milhões de reais gastos com algo que poderia gerar lucro para as administrações públicas e preservar o meio ambiente ao aumentar a vida útil de aterros sanitários.

Há 20 anos, a legislação que impede lixões está tramitando no Congresso Nacional. Apesar de boa, a lei poderia ser mais avançada e obrigar o município a fazer a coleta seletiva por meio de cooperativas de catadores. Atualmente existem milhares de catadores de recliclados que não recebem qualquer ajuda do poder público, que prefere gastar milhões de reais com grandes contratos de coleta, mesmo de coleta seletiva. Os catadores trabalham de graça para o município e são sustentáveis.

O custo social e ambiental dessa aposta é enorme. Mas atualmente já é possível reciclar praticamente tudo que se produz de lixo nas cidades. Mesmo o lixo orgânico poderia ser transformado em adubo.

Uma legislação avançada deveria acabar com os gastos públicos com o lixo e obrigar municípios a financiar catadores e a indústria de reciclagem durante alguns anos até que se tornem sustentáveis.

Veja trecho da matéria do Terra Magazine sobre a lei que propõe o fim dos lixões:

Proposto há mais de vinte anos, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que proíbe os lixões no país, teve sua votação adiada mais uma vez nesta quarta (09). Aprovado por unanimidade na Câmara no dia 10 de março, o projeto de lei chegou ao Senado, mas não foi votado por falta de quórum.

– Quem perde é a sociedade, somos nós todos que estamos na esperança de ter a política aprovada hoje – diz, entristecido o líder ambientalista Vitor Bicca, presidente do presidente do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) e membro da Frente Parlamentar Ambientalista. (Texto integral)

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“Precisamos de um projeto nacional que nos leve para a liderança da economia verde”

Economia verde evita o prejuízo futuro

Do ClickCiência

Cláudio Marettim, Superintendente de Conservação para os programas regionais do WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza) desde 2006 e membro do Conselho da União Mundial pela Conservação, defende necessidade de inserir as considerações ambientais nas discussões estratégias sobre o desenvolvimento do País e apresenta como um dos maiores desafios a inclusão do valor dos ecossistemas nas atividades econômicas e, até mesmo, no cálculo do PIB.

CC – Quais os grandes desafios a serem superados para que possamos nos tornar uma sociedade efetivamente sustentável?
Em 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, nós propusemos uma reflexão sobre como podemos fazer com que a sociedade entenda a importância da biodiversidade e dê a ela o devido valor. Com a questão climática, nós levamos a preocupação ambiental pro nível geral da sociedade. Se nós consideramos o Rio de Janeiro lá em 1992 (reunião das Nações Unidas que criou a Comissão da Diversidade Biológica) e agora Copenhagen em 2009, nós temos dois eventos internacionais de alta relevância, e embora este último tenha resultado em pouca decisão, foi precedido de um debate intenso, de forma que pouca gente hoje não sabe que estamos discutindo o aquecimento global. Não obstante esse novo nível de debate, na hora em que nós vamos discutir a biodiversidade, pouca gente percebe sua importância. E estamos falando de fato da mesma questão. Porque, no caso do Brasil pelo menos, é pelo desmatamento e pela degradação dos ecossistemas que acontece a maior parte das nossas emissões de gases do efeito estufa. E é através da conservação dos ecossistemas, ou mesmo de fragmentos dos ecossistemas, que nós podemos ter uma ocupação do solo a mais adaptada possível para que soframos menos os danos das mudanças climáticas.
Quando nós discutimos o Código Florestal hoje no Brasil, estamos aí pensando em ganhar um metro para a produção de mais gado, ou mais soja, ou mais cana, e não discutindo os custos e benefícios para a sociedade desse um metro. Essa lógica do Código Florestal não tem mais de ser discutida com base em uma visão do passado, e sim com uma visão do futuro. Mas o que eu quero dizer com isso é que a questão das chamadas externalidades econômicas precisa ser superada. Nós não podemos continuar com esse modelo, no qual uma indústria polui um rio, um agricultor desmata até dentro da água, os carros poluem o ar das cidades, todos juntos poluem gerando gases de efeito estufa, mudando o clima do Planeta. Tudo isso é uma apropriação de vantagens de forma privada e uma externalização, deixando os prejuízos para a sociedade como um todo, sem assumir os custos.
Nos anos que precederam Copenhagen, nós tivemos estudos sobre a questão climática e o relatório externo mostrou que se não fizermos nada nós podemos ter um prejuízo da ordem de 20% do PIB mundial, enquanto que o custo da diminuição das emissões de gases de efeito estufa é caro, mas é da ordem de no máximo 5% do PIB mundial; então, estaríamos economizando 15%!
Este ano lançaremos o estudo da economia da biodiversidade e dos ecossistemas. A ideia é provar o valor econômico que a biodiversidade tem, não só com a descoberta de medicamentos, mas através dos serviços que ela presta retendo carbono, promovendo equilíbrio climático, ar purificado, água de qualidade, a própria possibilidade de descobertas de novas espécies, o lazer humano, funções até místicas, pois algumas religiões usam a Natureza para essa relação de fé que é parte da qualidade de vida. Saiba mais

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Etanol brasileiro emite 61% menos gases estufa que gasolina, diz
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Bias Arrudão/Inovação

Etanol brasileiro é menos poluente

A Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency, EPA) dos Estados Unidos, em documento divulgado no dia 3 de fevereiro, anunciou que o uso de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 61% em relação ao uso de gasolina e, portanto, qualifica-se como “combustível avançado”. O documento é a versão final do National Renewable Fuel Standard (Norma de Combustíveis Renováveis), chamada de RFS2. Em maio de 2009, a agência havia apresentado a minuta do documento, em que já destacava as qualidades do etanol de cana frente ao etanol de milho. Os EUA e o Brasil são os maiores produtores do mundo de etanol.

A análise final da EPA abre caminho para o Brasil exportar, até 2020, entre 15 e 40 bilhões de litros de etanol para o maior mercado consumidor de combustíveis do mundo. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que reúne o setor sucroalcooleiro nacional, influiu no resultado que consta do RFS2 por meio de documento enviado à agência durante a fase de consultas. Com a decisão da EPA, o esforço do setor deve agora se concentrar na remoção da tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,25 por litro) que o etanol exportado pelo Brasil paga para entrar nos EUA.

Até 2022

A classificação do etanol está contida nas revisões finais do RFS2, que definiu a produção e o uso de biocombustíveis nos Estados Unidos e estabeleceu metas de consumo de 2010 até 2022 para o país. O vasto e exaustivo documento ― só a Análise Final do Impacto Regulatório tem 1.120 páginas ― estudou detalhadamente biocombustíveis celulósicos, diesel produzido a partir de biomassa e os chamados combustíveis avançados. (Texto integral no Inovação Unicamp)

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Congresso quer reduzir área de proteção ambiental. É uma boa idéia, não é? (foto:Abr)

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Se depender do Congresso Nacional e da bancada ruralista, o Brasil vai pagar um preço muito caro pela destruição ambiental. Santa Catarina é hoje um exemplo a não ser seguido pelo Brasil. A intensidade das chuvas novamente não consegue passar sem um lastro de destruição.

Lembro de cenas de parlamentares catarinenses felizes aprovando a redução da área de preservação ambiental. É um tiro no pé.  Ganhamos rapidamente e perdemos exageradamente num futuro próximo.

Segundo o site Congresso em Foco, o Congresso Nacional caminha a “passos largos” para reduzir os limites obrigatórios de áreas ambientais protegidas no país.

De acordo com a matéria, de Renata Camargo, “dos 17 projetos em tramitação no Legislativo que alteram diretamente o limite das áreas de proteção permanece (APP) e reserva legal, 14 preveem a redução de áreas ambientais ao longo dos cursos d’água ou a diminuição de áreas de uso sustentável de recursos naturais em propriedades rurais. Apenas três sugerem o aumento desses limites.  O movimento para afrouxar a legislação ambiental é suprapartidário, envolve parlamentares de sete legendas. Metade das sugestões foi apresentada por congressistas do PSDB (4) e do PMDB (3). As outras foram propostas por deputados e senadores do DEM (2), do PT (2), do PSB (1), do PDT (1) e até do PV (1)” (texto integral).

Santa Catarina é um aprendizado com o erro e poderemos implantar esse modelo de destruição ambiental em todo o país.

Na verdade, o Brasil precisa ser mais rigoroso com a preservação ambiental. Sabemos que é possível conciliar produção agrícola e preservação e isso precisa ser feito.

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Paraty: na terra da Flip quem tem grana manda

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A história parece que não muda, nem a ganância humana. Depois de 500 anos de história, os moradores da praia do Sono e Vila Oratória em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, divisa com São Paulo, sofrem com a intolerância e com a face mais tosca da elite brasileira.

Moradores da praia do sono e da Vila Oratória se dizem oprimidos pelo condomínio e impedidos de ter acesso ao mar. A terra da feira de livros Flip esquece seus habitantes.

Em visita que fiz ao local há uma semana, moradores relataram que há poucos dias houve brigas entre seguranças do condomínio Laranjeiras e moradores que tentavam ter acesso ao mar. Moradores feridos foram parar no hospital.

A praia do Sono é uma das coisas mais belas que a natureza já esculpiu e o homem ainda não destruiu. No local, que é uma área de proteção ambiental,  apenas moradores nativos e caiçaras que oferecem comida e pouso para trilheiros.  A beleza da natureza atiça a cobiça humana para empreendimentos imobiliários, desde que se expulse os moradores tradicionais e mude a legislação do local.

Para chegar à praia do Sono e a vila Oratória, o visitante tem de passar por uma guarita do Condomínio Laranjeiras, instalada no meio da estrada. Os seguranças exigem que se pare o carro e  interrogam os turistas. Não há lei em Paraty. O coronelismo do Sudeste continua vivo.

Ora, como pode seguranças privados podem questionar o destino das pessoas? Em países mais sérios, isso não aconteceria. No Rio de Janeiro (e diga-se também parte do Brasil) não tem saída; as classes baixas são oprimidas por traficantes ou pela elite.

Veja as boas matérias feitas pela Agência Brasil. As grandes empresas de comunicação não deram nada.

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Ministro da Saúde, José Gomes Temporão

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão

Alberto Dines articulou um ótimo programa Observatório da Imprensa (TV Brasil) na última semana com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A função de um ministro é tranquilizar a população. Ele parecia bastante convincente nos argumentos sobre a questão da nova gripe.

Em linhas gerais, o ministro colocou algumas informações importantes.

1. Os sintomas da gripe são semelhantes ao da gripe comum e deve ser nesse sentido o procedimento médico.

2. Os cuidados especiais devem ser dados para as mesmas pessoas que recebem quando estão com a gripe comum: crianças, idosos, pacientes com problemas de saúde crônicos, imunodeficiência, grávidas, obesos, etc.

3. A gripe comum matou no ano passado 4,5 mil pessoas no mês de julho no Brasil. Portanto, não haveria necessidade de alarde com relação ao novo vírus.

4. Para o ministro, 70% dos óbitos da nova gripe foram de pessoas com problemas de saúde, o que demonstra uma semelhança com a gripe comum.

Apesar da fala do ministro, há problemas graves, a começar com a dependência tecnológica na área médica. Na Inglaterra, o índice de mortalidade da gripe é de 0,14%. É preciso de um diagnóstico rápido e testes também ágeis, além da produção de medicamentos.

É certo que temos o Instituto Butantã, mas falta investimento em pesquisa para que o Butantã e outros centros fiquem na linha de frente de vacinas e pesquisas médicas.

Enquanto o Brasil não investir pesado em pesquisa e tecnologia, vai ficar na mão de laboratórios internacionais e com dificuldades na balança comercial.

Além disso, temos alguns problemas que precisam ser enfrentados na saúde pública:

1. Qualidade ruim do atendimento médico.

2. Falta de leitos e sistema já normalmente congestionado.

3. Falta de médicos e demora no atendimento

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Brasil pode ser a primeira potência ambiental

Por Juarez Tosi/SBPC Ecoagência

O Brasil tem condições de se tornar a primeira e, por um longo tempo, a única potência ambiental do mundo, devido a sua grande biodiversidade e por já possuir um sistema de ciência e tecnologia maduro. Para tanto, é preciso aplicar esse conhecimento científico adquirido para utilizar os recursos naturais do País com vistas à geração de trabalho e riqueza, na intensidade correta e sem permitir que eles se esgotem. A avaliação foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, na abertura da 61ª Reunião Anual da Sociedade, ontem (12/07), em Manaus (AM).

“Com essa condição de potência ambiental, resolveríamos, ao mesmo tempo, duas importantes questões. A primeira diz respeito às populações da Amazônia, que é sua independência econômica. E também poderíamos responder ao mundo que conhecemos, convivemos e cuidamos da Amazônia”, indicou Raupp.

Raupp afirmou que a SBPC propõe a conservação da Amazônia, possibilitando uma interação dinâmica e sustentada com os diversos biomas da floresta. “No nosso entendimento e da comunidade científica brasileira, o modelo de desenvolvimento para a Amazônia terá de ser construído com base no conhecimento científico e tecnológico, de preferência, produzido na região”, ressaltou.
Há três semanas, Raupp entregou ao ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, um documento elaborado com a participação de 25 sociedades científicas associadas à SBPC, com sugestões para desatravancar a ciência no Brasil. Uma delas é permitir o acesso à pesquisa e ao uso da biodiversidade brasileira.

Presente na sessão de abertura do evento, o ministro da Ciência e Tecnologia afirmou que o documento já foi apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou que as ações propostas sejam executadas. “Estamos fazendo avanços e vamos mostrar alguns deles nas próximas semanas. Alguns são mais complicados e envolvem até mudanças na Constituição. Mas vamos resolver essa questão do acesso à biodiversidade, que é fundamental para o País como um todo e muito importante para a Amazônia”, antecipou Rezende. (Texto integral na Ecoagência)

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Os investimentos no ano passado foram de US$ 155 bilhões e somente os EUA tiveram um aumento de 50% na produção, ultrapassando a Alemanha como líder mundial no setor

Fabiano Ávila/Carbono Brasil/ GWEC / RenewableEnergyWorld.com

Parque Eólico (Foto de Diiego

Parque Eólico (foto>Diiego Sánches)

As instalações mundiais de energia eólica geram hoje mais de 120,8 GW, sendo que apenas em 2008 foram disponibilizadas mais de 27 GW, um crescimento de 28,8% em relação a 2007. Esses 120,8 GW, equivalentes a 9 vezes a capacidade instalada da Usina de Itaipu, serão responsáveis pela não emissão anual de 158 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). O ano também foi marcado pela ascensão dos EUA como líderes mundiais no setor, com um total de 25,1 GW contra 23,9 GW da Alemanha.

“Os números falam por si só. Existe uma enorme e crescente demanda pela energia eólica. Trata-se de uma fonte que pode ser instalada em praticamente qualquer lugar e que é a única que pode promover os cortes necessários nas emissões”, afirmou o secretário geral da Global Wind Energy Council (GWEC) Steve Sawyer.

EUA

Os projetos em energia eólica completados em 2008 nos Estados Unidos foram equivalentes a 42% de toda a nova energia adicionada ao potencial do país. Também foram responsáveis pela criação de 35 mil novos empregos.

“A indústria eólica dos EUA apresentou um crescimento recorde de 50% em apenas um ano. Porém já percebemos uma queda nos investimentos em virtude da crise. Esperamos que o presidente Obama consiga incentivar a sociedade a não parar de investir nas novas tecnologias de energia”, afirmou a CEO da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA), Denise Bode.

Apesar dessa queda de investimentos, grandes projetos para a energia eólica estão em fase adiantada. Destaque para os três novos parques eólicos de Altona, Chateaugay e Wethersfield
no estado de Nova York. Juntos eles serão responsáveis por mais de 330 MW.

China

De todos os investimentos em energia eólica no mundo, um terço foi aplicado no continente asiático, em particular na China, que em 2008 conseguiu dobrar sua capacidade instalada, passando de 6,3 GW para 12,2 GW.

Para este ano, a previsão é que o setor mantenha o ritmo, tendo novamente um crescimento de 100%. Segundo a secretária geral da Associação Chinesa das Indústrias de Energias Renováveis, Li Junfeng, mais uma vez um terço de tudo o que for construído em energia eólica no mundo, será construído no país.

A esta velocidade, a China deve chegar em 2010 como o segundo maior produtor de energia eólica, com cerca de 30GW produzidos.

Bilhões de toneladas

Cada vez mais a energia dos ventos se torna um importante fator na economia global. Apenas o mercado de turbinas teve seu valor avaliado em US$ 47,5 bilhões em 2008.

“Assim como a energia eólica é útil para o meio ambiente é também para a economia. A indústria dos ventos já criou mais de 400 mil empregos ao redor do mundo. E se a crise não se agravar muito, teremos cada vez mais investimentos, já que os preços dos combustíveis fósseis estão cada vez mais altos e voláteis”, afirma o presidente da GWEC, Arthouros Zervos.

Ainda segundo a GWEC, com o devido apoio, seria possível atingir uma meta de emissões de 1,5 bilhões de toneladas de CO2 no ano de 2020. A estimativa é que o mundo emita mais de 25 bilhões de toneladas por ano.  “Precisamos de um sinal forte dos governos que teremos investimentos contínuos no setor. Também será preciso um acordo global já em Copenhague em dezembro para podermos explorar todo o potencial dos ventos. A indústria, investidores e a sociedade esperam por isso”, conclui o secretário geral da GWEC,  Steve Sawyer.

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Papel de plástico reciclado
Embalagens descartadas servem para rótulos e livros

Novo papel plástico é usado para embalagens

Novo papel plástico pode ser usado até para fabricar dinheiro

Um papel sintético fabricado com plástico descartado pós–consumo foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e testado em uma planta piloto da empresa Vitopel, fabricante de filmes flexíveis com fábrica em Votorantim, no interior paulista. Produzido em forma de filmes, o material produzido a partir de garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza pode ser empregado em rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro. “Ele é indicado para aplicações que necessitam de propriedades como barreira à umidade e água, além de ser bastante resistente”, diz a professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade e coordenadora do projeto que teve financiamento da FAPESP para o desenvolvimento da pesquisa e o depósito de patente. O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. “Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado”, diz Sati.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. “O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado”, diz Giacomazzi. Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. “O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões.” A negociação da patente foi uma permuta entre as duas partes. Como a empresa precisava conhecer a composição do material para permitir o uso do equipamento, foi feita uma parceria. “Não pagamos nada para usar a máquina necessária para o experimento e, em troca, eles ficaram com um terço da propriedade intelectual”, explica Sati. Atualmente a empresa está à procura de fornecedores de material reciclado para continuar os testes em escala ampliada

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Greenpeace pede ações de ministérios contra contaminação radioativa da água de Caetité (BA)

Agência Brasil

Manifestantes do Greenpeace em Brasilia

Manifestantes do Greenpeace em Brasília

Brasília – Um ativista do Greenpeace entregou, hoje (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.

Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.

De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.

Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.

A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou

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Uma reflexão sobre a tragédia em Santa Catarina

Ecoagência

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.

Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.

Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.

A quantidade de chuva de fato impressiona. Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d’água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense.

Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.

Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem
sendo aperfeiçoados.

De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.

É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d´água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas).

A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d’água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.

Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. Mas não é o desmatamento que os causa. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo.

A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou.

A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupar e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não leva-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajai, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário. Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza.

Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar.

A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e intensidade de cultivos em locais impróprios, como mostram as denúncias frequentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região. A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.

Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terrreno é uma conquista da natureza, que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra.

As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que  ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, agricultura, rios e encostas.

Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.

Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio.

Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação.

Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.

É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.

Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)
Prof. Dr. Hector Leis (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. Luiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof. Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular – NESSOP (UFSC)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

Se você também quer uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental e deseja que os parlamentares saibam disso, acesse o site www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado

Fonte: Apremavi/EcoAgência

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Desmatamento facilita o desmoronamento

Desmatamento facilita o desmoronamento

A conta do desmatamento e da total falta de preocupação com o meio ambiente já está chegando. Quem vai pagar é todo mundo.

Alguns, infelizmente, acabam pagando com a própria vida. Geralmente são as pessoas mais pobres, que vivem em situações de risco.

Mas todos perdem. Santa Catarina é um exemplo de que todos perdem, do Brasil inteiro.

Ecossistema, não dá mais para ignorá-lo.

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CATADORES DE LIXO E MATERIAL RECICLÁVEL PRECISAM ILUMINAR A CABEÇA DOS POLÍTICOS

Os catadores de lixo e material reciclável são uma grande solução para as cidades. É absurdo ver uma cidade gastando milhões com a coleta de lixo sendo que poderia ganhar dinheiro com isso ou, pelo menos, não gastar nada.

Os catadores coletam e preservam o meio ambiente sem ganhar nenhum tostão dos governos municipais. Já as grandes empresas, que financiam os políticos, ganham milhões em contratos e poluem o ambiente, seja em lixões e mesmo em aterros.  A situação atual do lixo em quase todo o Brasil é insana: dinheiro público é gasto para poluir. Depois gasta-se novamente milhões para minorar o dano ambiental.

Faz-se urgente um projeto nacional que incentive e financie os catadores de lixo de forma a substituírem o pagamento pela coleta do lixo. Isso poderia ser feito gradualmente e pode-se também promover incentivos e abrir linhas de financiamento para que as grandes empresas de coleta possam sair desse negócio e investir em algo mais limpo. Por exemplo, usinas de reciclagem.

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Veja abaixo notícia sobre o congresso de catadores no rio de Janeiro.

Catadores de lixo promovem primeiro congresso da categoria no Rio

Da Agência Brasil

Brasília – Lixo e Cidadania é o tem do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que começa hoje (14) e vai até domingo no Rio, com patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.

Promovido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro e pelo Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social, o encontro tem o objetivo de exigir o cumprimento das leis destinadas à organização da categoria, a construção de políticas públicas para o fortalecimento do desenvolvimento social e econômico dessa população, além da identificação, documentação e difusão das práticas de coleta seletiva.

O evento deve mobilizar catadores dos 92 municípios fluminenses, além de autoridades, no total de cerca de 900 participantes por dia, para participar de oficinas, painéis, debates e programação cultural, com a apresentação de bem-sucedidos de reciclagem e inclusão social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente no Brasil cerca de 230 mil catadores de lixo, dos quais 17.655 no Rio.

CAATINGA É O BIOMA MENOS ESTUDADO E ESTÁ MAIS AMEAÇADO DO QUE A AMAZÔNIA

Caatinga está sendo destruída mais rápido do que a Amazônia, diz Minc

Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

Governo lança mapa das unidades da Caatinga

Governo lança mapa das unidades da Caatinga

Brasília – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (29), no lançamento do Mapa das Unidades da Caatinga em Terras Indígenas, que o bioma é um dos mais ameaçados, menos estudados e menos protegidos do país.

Na ocasião, foi assinado um plano de ação entre o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Chico Mendes e a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC) para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação na caatinga, a seleção de áreas prioritárias à conservação desse bioma e a elaboração da lista de regiões onde serão feitos estudos até dezembro de 2010.

“O mundo inteiro se preocupa com a Amazônia, nós também nos preocupamos com a Amazônia, mas a caatinga e o cerrado têm pouca proteção. A caatinga está sendo destruída num ritmo mais acelerado que a Amazônia. Eu não quero que daqui a alguns anos o que restou de caatinga vire deserto”, afirmou Minc, referindo-se ao dado de que 62% das áreas com tendência à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas pela caatinga.

O ecossistema, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. Esse bioma é responsável por grande riqueza de ambientes e espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.

ÁRVORES MORREM NO RIO GRANDE DO SUL, POSSIVELMENTE POR AGROTÓXICO

Ibama enviará biólogo a São Borja para investigar mortandade de árvores

Por Ulisses A. Nenê, da EcoAgência

Árvores começam a secar a partir da copa

Árvores começam a secar a partir da copa

A Superintendência do Ibama/RS, em Porto Alegre, confirmou à EcoAgência que um biólogo do órgão vai a São Borja, na próxima semana, investigar a mortandade de árvores que está acontecendo na cidade e em outros municípios, na região da fronteira com a Argentina.

A principal suspeita recai sobre um agrotóxico, o Gamit, que tem por princípio ativo o Chlomazone, usado contra os inços nas lavouras de arroz.

Todas as plantas mortas, muitas de grande porte, apresentam os mesmos sintomas: primeiro embranquecem as folhas, depois os caules, e então secam e morrem, em grande quantidade.

Outra característica é que, nos grandes arvoredos da zona rural, nas regiões onde há aviões fazendo aplicações do produto, morrem primeiro as árvores mais altas, começando pelos galhos do topo (foto).

A denúncia partiu de um agrônomo da cidade, Darci Bergmann, que desde os anos 70 luta na região na defesa do meio ambiente.

Segundo ele, o Chlomazone ou Gamit (nome comercial) é um produto extremamente volátil, que se desloca a grandes distâncias quando pulverizado de avião, principalmente, e também nas aplicações terrestres.

“O problema dos agrotóxicos danosos ao ambiente e à saúde parecia sob controle, mas a questão ressurgiu e a sociedade precisa se alertar para isso”, afirma Bergmann.

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