Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: administração pública

AO CONTRÁRIO DO BRASIL, CAMPINAS TEVE UM AUMENTO DE POBRES E MISERÁVEIS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, DIZ MARCIO POCHMANN

Prefeitura virou obstáculo ao desenvolvimento, diz Pochmann

Nesta segunda parte da entrevista com Marcio Pochmann, ele fala sobre a necessidade de informatização da prefeitura para poder dar conta dos problemas econômicos, sociais e ambientais.

A informatização poderá ajudar a ultrapassar o obstáculo que se tornou a própria prefeitura de Campinas, que tem impedido o desenvolvimento da cidade.

Diferente do Brasil, a cidade piorou seus índices sociais nos últimos dez anos. “Regiões de Campinas estão virando áreas dormitórios de outras cidades”, diz.

Veja vídeo:

Veja a Parte 1 da entrevista com Marcio Pochmann sobre educação

Veja mais em Educação Política:

MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

Pochmann: educação se tornou necessária a vida toda

A TV Educação Política estreia hoje com uma entrevista com o candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann (PT), que fala sobre educação e informatização.

A TV  Educação Política aproveita a campanha eleitoral municipal para discutir alguns temas importantes para as cidades com os candidatos. Em breve teremos entrevistas com outros candidatos

A entrevista com Marcio Pochmann está dividida em duas partes. Na primeira, ele fala sobre educação em três pequenos vídeos que estão abaixo.
 Veja também a segunda parte da entrevista, sobre informatização

Modelo da educação está superado

***

Brasil levou 100 anos para tornar republicana sua escola

***

Os prédios públicos estão nos piores lugares da cidade

Veja mais em Educação Política:

SEM PALAVRAS: O METRÔ DE SÃO PAULO COM 20 ANOS DO PSDB NO GOVERNO DO ESTADO E OUTRAS CIDADES DO MUNDO

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: MINISTÉRIO PÚBLICO PRECISA APURAR GASTO DE DINHEIRO PÚBLICO COM A REVISTA VEJA

Falta tudo: de ética à criatividade

O Ministério Público precisa investigar o gasto de dinheiro público dos governos municipais, estaduais e federal com a revista Veja.  A última tentativa de invasão em hotel de Brasília para investigar o ex-ministro José Dirceu, segundo o próprio ex-ministro, demonstra que a revista não pode receber dinheiro público, principalmente sendo acusada de crime e com o histórico que tem de péssimo jornalismo.

Aplicar dinheiro público na Veja deveria ser improbridade administrativa.

Não é possível que o governo, incluindo as estatais, não tenha o mínimo de critério jornalístico para a aplicação do dinheiro do povo.  Nenhum governo pode investir em empresas acusadas de ações criminosas, por uma questão de ética pública. O governo deve evitar o gasto público com empresas nessa situação até que as questões sejam esclarecidas. É uma precaução com o dinheiro público.

A revista Veja pode fazer a bobagem que quiser, pode cometer crimes em busca de reportagem como o magnata Murdoch e se entenderá com a Justiça.  Mas há o problema das finanças públicas. O governo não pode aplicar dinheiro do povo em publicidade numa revista já com um histórico de manipulação.

É preciso se estabelecer critérios jornalísticos para a aplicação do dinheiro público e não apenas publicitários e de circulação.  Imagine o governo sendo sócio de uma usina de etanol que emprega trabalho escravo. Ninguém aceitaria. Então também não deve fazer publicidade em veículos com graves problemas éticos e legais. Veja a dinheirama do povo que vai para o bolso dos donos da Veja.

Leia mais em Educação Política:

FURO DA VEJA E O CRIME DE JOSÉ DIRCEU: DEPUTADO É FLAGRADO POR CÂMERA ESCONDIDA COM AS MÃOS NA BOCA DA GARRAFA
NO SUBMUNDO DO JORNALISMO: REVISTA VEJA TENTA INVADIR APARTAMENTO DO EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU
CONSCIÊNCIA DE CLASSE DEVE DAR LUGAR À CONSCIÊNCIA DE RENDA (ECONÔMICA) PARA SE ENTENDER OS CONFLITOS SOCIAIS DE HOJE
DIA 9 DE DEZEMBRO CONTRA A CORRUPÇÃO E SEM MORALISMO: NO BRASIL TEM MOBILIZAÇÃO CONTRA TUDO, MENOS CONTRA A CORRUPÇÃO

DIA 9 DE DEZEMBRO CONTRA A CORRUPÇÃO E SEM MORALISMO: NO BRASIL TEM MOBILIZAÇÃO CONTRA TUDO, MENOS CONTRA A CORRUPÇÃO

Já chegou a hora da sociedade brasileira se mobilizar contra a corrupção, mas não em uma mobilização moralista e partidarizada como foi aquela coisa horrorosa do movimento Cansei. É preciso construir uma mobilização apartidária, calcada em mudança da legislação e em procedimentos técnicos de administração. (mas essa o pessoal do Cansei não quer).

Uma mobilização assim deve defender procedimentos para minimizar os danos da corrupção, sem vinculá-la a partidos políticos

Por exemplo, uma lei de Ficha Limpa para servidores públicos. Todo servidor público, seja concursado ou comissionado (principalmente este) deve ter ficha limpa, ou seja, nunca ter sido condenado em primeira instância. Isso não resolve, mas ajuda.

Outra medida simples:

Prefeituras não têm motivo algum para ter suas contas, gastos e movimentação financeira escondidos. Não há ministério da Defesa, Relações Internacionais e outros como o governo federal. Então, uma legislação poderia obrigar prefeituras de todo o país a manter salas informatizada com todas as contas expostas, em tempo real, de forma que qualquer cidadão ou mesmo os vereadores tivessem acesso imediatamente, sem intermediação, e não precisassem mais fazer requerimentos para obter informações.

Outra medida é obrigar prefeituras a publicar todos os convênios com o governo federal com local e hora de realização.

Dia 9 de dezembro é o Dia Internacional contra a corrupção. É hora de agir sem falso moralismo. Veja informação sobre o Dia no site da CGU.

O Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ocorrida na cidade mexicana de Mérida. Por sugestão da Transparência Internacional, a proposta de definição da data foi apresentada pela delegação brasileira. Em 9/12/2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, entre eles o Brasil.

Leia mais em Educação Política:
SIMPLES ASSIM: LEI DAS LICITAÇÕES DEVERIA BANIR ADITIVOS EM CONTRATOS E EXIGIR SEGURO NAS CONCORRÊNCIAS PÚBLICAS
CONDENAR A CORRUPÇÃO PELA QUESTÃO MORAL É UMA GRANDE ILUSÃO E ESSE ENGANO POUCO AJUDA A COMBATÊ-LA
NUNCA FOI TÃO FÁCIL METER A MÃO NO DINHEIRO DO POVO E, INFELIZMENTE, SÓ O CORRUPTO TRAÍDO NOS SALVA
CASTELO DE AREIA: A JUSTIÇA NÃO É CEGA, É CÍNICA

OS MÉDICOS E OS POLÍTICOS ESTÃO RICOS, OS HOSPITAIS E OS SERVIÇOS DE SAÚDE, FALIDOS; É A DEMOCRACIA DOS INDIGNADOS

A situação do atendimento médico no Brasil é calamitosa.  Há na saúde a mesma promiscuidade entre público e privado presente no âmbito da administração pública. E isso se reflete no bolso dos médicos e dos políticos, assim como na administração dos serviços de saúde públicos. Os médicos e os políticos estão ricos, o sistema de saúde, falido. Claro que faço aqui uma generalização, mas serve para ilustrar um problema que parece ser sem solução.

O escândalo dos médicos de São Paulo que ganham sem trabalhar é só um dos problemas que infestam a administração pública no Brasil. Enquanto não houver um plano nacional de transparência dos recursos públicos, de controle por parte da população, não haverá solução para os problemas. Não é só o Estado que tem de fiscalizar, mas toda a população. Os custos e gastos do dinheiro público tem de estar disponível para o cidadão que paga o imposto.

A mesma relação médico/sistema público  acontece com o SUS (Sistema Único de Saúde). A onde está o problema do SUS? Na relação com o médico e com os planos de saúde. A onde está a excelência do SUS? Quando não precisa do atendimento do médico, mas dos milhares de funcionários que trabalham nas campanhas de vacinação.  Como resolver isso, separando definitivamente o público do privado.

Não há controle sobre um paciente de um convênio particular que é atendido pelo SUS. O Estado paga pelo atendimento e o convênio não reembolsa o poder público.  É preciso separar completamente o sistema público do sistema privado e pagar muito bem para os médicos que querem exercer a medicina. O médico no sistema público deve ganhar pela saúde do paciente e não pela doença, como no sistema privado. Hoje, quanto mais pessoas doentes, mais os médicos ganham, mas deveria ser o contrário. Quanto mais pessoas saudáveis, mais dinheiro deveria ir para o bolso do médico. É isso que parece que a Inglaterra, capitalista, tenta fazer, como se pode ver em Sicko.

No Brasil, o dinheiro público vai para hospitais e convênios sem a contrapartida de transparência na administração. Precisamos de um novo sistema de controle da Saúde, com completa transparência na administração hospitalar. É preciso gestar uma nova democracia, uma democracia da transparência.

Leia mais em Educação Política:

SERÁ JEAN WYLLYS A NOVA CARA DO PSOL QUE PODE CONSOLIDAR UM GRANDE PARTIDO DA OPOSIÇÃO?
PALOCCI É UM AMADOR PERTO DE VERÔNICA SERRA, MAS ELE VAI RESISTIR ATÉ COMPLICAR A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
A MEDIOCRIDADE TUCANA: PEDAGOGIA É EMPRESARIAL E ADMINISTRAÇÃO DE OBRAS É A CASA DA MÃE JOANA
O CASAMENTO REAL DE WILLIAM E KATE MIDDLETON MOSTRA QUE A MÍDIA E O BRASIL NÃO PERDERAM O COMPLEXO DE VIRA-LATA

CONDENAR A CORRUPÇÃO PELA QUESTÃO MORAL É UMA GRANDE ILUSÃO E ESSE ENGANO POUCO AJUDA A COMBATÊ-LA

A corrupção, tão presente nas democracias modernas, é muitas vezes vista por nós, seus críticos, como um problema moral, ético. É comum pensarmos que o sujeito, seja político, empresário, trabalhador ou funcionário público, apropria-se do dinheiro alheio ou do dinheiro público porque não tem caráter, ou seja, é um ladrão, corrupto, desonesto, sem vergonha. Quando nos referimos assim aos políticos, por exemplo, estamos colocando a questão da corrupção no âmbito da moralidade.

É dessa forma que muitas vezes somos levados a pensar quando reportagens televisivas mostram um cidadão (gari, taxista etc) que encontra uma grande soma de dinheiro e devolve ao dono. A atitude do cidadão que devolve o dinheiro nos expõe de forma tão evidente que a corrupção é uma questão moral quanto quando olhamos para o sol e imaginamos que ele gira em torno da terra.

Condenar a corrupção no aspecto moral é uma ilusão, um grande engano e que ajuda pouco no combate a esse grave problema das democracias contemporâneas.

A moralidade é uma pequena parte do problema, que muitas vezes tomamos pelo todo. Isso porque a corrupção é mais profunda e se revela mais como um problema humano, inerente ao homem, que com certeza envolve uma infinidade de aspectos além do moral. É por isso, inegavelmente, que desde a bíblia, reproduzimos a expressão: “atire a primeira pedra quem nunca pecou”, ou seja, quem reproduz essa frase acredita que é muito possível que todo mundo, em algum momento, cometeu alguma deslize, alguma atitude desprezível na vida.

E é esta natureza humana que permite aos corruptos dormirem tranquilos, cuidarem dos seus filhos e continuarem a fazer falcatruas. Ele justifica sua consciência com frase do tipo: “se eu não fizer, outro faz” ou “todo mundo tem o rabo preso”, “todo homem tem seu preço”. Ou seja: atire a primeira pedra…

Em um texto intitulado “O que os professores e os lutadores de sumô têm em comum?”, Steven Levitt, economista norte-americano, desvenda estatisticamente a natureza da corrupção e pergunta em certo momento: “Quem trapaceia? Ora, praticamente todo mundo, se a oportunidade for propícia. Você pode dizer a si mesmo: “eu não, seja qual for a situação”. Depois, talvez se lembre de quando trapaceou, digamos, no jogo de damas. (Freakonomics, Editora Elsevier, 2005). Alguém acredita que há um local mais propício para a corrupção que a administração pública? Da mesma forma, Espinoza já alertava que a cidade que depende de um governante honesto está perdida.

Todos estamos sujeitos à corrupção porque ela está inscrita na própria natureza humana. Mas não precisamos ser deterministas como os corruptos praticantes que, para ter paz de consciência, a justificam como inexorável. A habilidade ao esporte também é algo humano, mas nem todos os humanos praticam esporte. A habilidade para o aprendizado é humana, mas nem todos gostam de aprender. A corrupção é algo humano, mas nem todos querem isso como sua prática constante e inelutável.
Há também nos humanos a habilidade da racionalidade, que nos permite criar soluções para, por exemplo, combater a corrupção. A partir do momento que temos conhecimento de que a corrupção não é um problema moral, mas humano, pode-se construir mecanismos mais eficientes de combate a esse problema.

A corrupção se expressa de forma mais evidente nas democracias contemporâneas. Claro, nos estados autoritários ou monárquicos não há a res pública, a coisa pública. Há uma mistura entre o privado e o público e, por isso, o benefício pessoal, de grupos e amigos é algo legal. Nas democracias contemporâneas, essa relação se manifesta na corrupção. Ela é uma espécie de efeito colateral das democracias, mas que pode ser combatido.

Se a corrupção é humana e não um problema moral, então todos os que chegam aos cargos públicos são potencialmente corruptos. E muitos desenvolverão essa potencialidade. Então precisamos de mecanismos muito rigorosos, transparentes e duros com relação ao dinheiro público. Temos de dar total transparência às contas públicas. Ou seja, precisamos de mecanismos de combate a corrupção no poder público que tome como princípio que todos os administradores são corruptos, ainda que tenhamos a sorte de eleger eventualmente um sujeito honesto.

Leia mais em Educação Polítca:

NUNCA FOI TÃO FÁCIL METER A MÃO NO DINHEIRO DO POVO E, INFELIZMENTE, SÓ O CORRUPTO TRAÍDO NOS SALVA
PARABÉNS PROFESSORA AMANDA GURGEL, MAS PARABÉNS NÃO BASTA, É PRECISO INVESTIR EM EDUCAÇÃO E NÃO FICAR NOS PARABÉNS
A MEDIOCRIDADE TUCANA: PEDAGOGIA É EMPRESARIAL E ADMINISTRAÇÃO DE OBRAS É A CASA DA MÃE JOANA
REFORMA POLÍTICA: VOTO PROPORCIONAL HOJE EM VIGOR É O MELHOR SISTEMA DE VOTAÇÃO PARA O BRASIL

A MEDIOCRIDADE TUCANA: PEDAGOGIA É EMPRESARIAL E ADMINISTRAÇÃO DE OBRAS É A CASA DA MÃE JOANA

Teto de escola estadual aos pedaços: visão empresarial

Uma recente reportagem da revista Carta Capital mostra de forma evidente porque a oposição está perdida.

Achava-se que o PSDB tinha algum conteúdo, mas é oco por dentro. Vejam os discursos do Aécio Neves no Senado, relembre a campanha suja de José Serra. É o vazio político.

A educação e a saúde continuam péssimas no Brasil, com o sistema público sendo privatizado, e o PSDB não consegue fazer uma crítica consistente.

Na verdade, a oposição está perdida porque nunca foi oposição, nunca teve utopia. Sempre comandou, ou melhor, mandou. Quando precisou falar em nome da população, ficou perdida. Não tem o que dizer.

Mas voltemos à reportagem da Carta Capital sobre a educação em São Paulo, estado governado há 16 anos pelo PSDB.

A matéria mostra que a prática pedagógica foi privatizada e transformada numa relação empresarial, com bônus para “professores aprovadores”. É como se a escola fosse uma fábrica, uma pequena empresa.

Ao mesmo tempo, as construções e reformas de escolas são uma bandalheira, não há nada de empresarial, a não ser a corrupção. As escolas são construídas ou reformadas e depois de um ou dois anos já estão deploráveis. É incrível: pedagogia empresarial para professor e aluno e capitalismo da mãe Joana para empresários do partido. Esse é o PSDB, o vazio.

Veja trecho da reportagem da Carta Capital:

Especialista em avaliação, Luiz Carlos de Freitas, professor de Educação da Unicamp, contesta a própria existência da bonificação na educação pública. “Os reformadores empresariais acreditam que a educação é uma atividade como qualquer outra, passível de ser administrada pelos critérios da iniciativa privada. Ocorre que, no mercado, há ganhadores e perdedores, e os ganhadores não têm de se preocupar com os perdedores”, afirma. “No sistema de bônus, os testes ganham relevância extraordinária e acabam por corromper o processo social que tentam monitorar. Recentemente, Beverly Hall, superintendente do sistema educacional de Atlanta, na Geórgia (EUA), foi demitida após uma investigação que identificou fraude na avaliação de 58 escolas públicas. Em Nova York, John Klein deixou o cargo de superintendente, em junho de 2010, quando se descobriu que as altas notas que os alunos tiravam nas escolas estavam infladas. A escola não é uma pequena empresa.” (Texto Integral)

Leia mais em Educação Política:

A PRÁTICA DOS 100 DIAS DE AÉCIO NEVES NO SENADO: RECUSA DO BAFÔMETRO E CARTEIRA DE HABILITAÇÃO VENCIDA
ACREDITE SE QUISER: GERALDO ALCKMIN PODERÁ SER O NOVO PRESIDENTE DO BRASIL
PARTIDO DE GILBERTO KASSAB, O PSD É O ANTIGO PDS VESGO
TRAGÉDIA EM REALENGO DEVERIA GERAR UM PLANO NACIONAL DE COMBATE ÀS ARMAS DE FOGO
%d blogueiros gostam disto: