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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SÓ AGRICULTURA FAMILIAR SEGURA A INFLAÇÃO E DILMA ROUSSEFF DEVE CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO E INVESTIR PESADO NO SETOR

Em bilhões de reais

Assim que aponta um suspiro na inflação, os analistas urubólogos e radicais do mercado financeiro aparecem na televisão para dizer que o governo deve aumentar os juros e alimentar a ciranda financeira do cassino mercantil.

Para as empresas que apostam na Bolsa de Valores, o único remédio para a inflação é o aumento dos juros. Somente esses lobistas (ou melhor, analistas) se transformaram nas fontes especializadas em inflação e sempre dizem a mesma coisa: “o Banco Central terá de aumentar os juros”.

Mas existe uma medida muito mais benéfica para o país, que nunca é lembrada. O investimento governamental em agricultura familiar. Esse sim é um santo remédio para a inflação. É a agricultura familiar que coloca a comida nos supermercados e na mesa do brasileiro.

No governo do ex-presidente Lula o que segurou a inflação foi em boa parte o forte investimento na agricultura familiar. Mesmo com o mercado internacional aquecido no período pré-crise bancária de 2008, a inflação ficou sob controle. Entre 2003 e 2008, em apenas cinco anos, o investimento no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), por exemplo, passou de R$ 2,3 bilhões para R$ 9 bilhões.

Mas somente isso não resolve, é preciso uma política nacional agressiva de incentivo à agricultura familiar. Se o governo tomar os produtores de alimentos da cesta básica como prioridade, a inflação fica sob controle. A alimentação é parte importante dos índices de preços e podem ajudar a conter a inflação de outros setores.

O governo Dilma Rousseff parece que acordou para o problema diante dos repiques de inflação, mas precisa ser criativo. O governo poderia, por exemplo, incentivar a produção de um trator popular, garantir produção próximas às cidades, compra municipal e outras medidas que façam com que a produção da agricultura familiar cresça bem acima do PIB.

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DÁ PRÊMIO A PREFEITURAS E AGRICULTORES QUE FORNECEM ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE NAS ESCOLAS

Agricultores familiares recebem prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

A Ação Fome Zero, organização da sociedade civil, entrega nesta quarta-feira (5) o prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar 2012 e, pela primeira vez, a agricultura familiar será agraciada. Quatro empreendimentos do segmento, representados por seis produtores, receberão a comenda das mãos do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, às 11 horas, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília.

Esta é a nona edição do prêmio, que visa reconhecer as prefeituras que ofertam cardápios variados aos seus alunos e, assim, garantem a Segurança Alimentar e Nutricional na rede pública de ensino. Agricultores familiares de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) vão ser premiados por fornecerem alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), apoiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“É um reconhecimento do trabalho feito pelos produtores que fornecem para a alimentação escolar do ponto de vista da qualidade, da quantidade e da temporalidade do produto entregue”, afirma o coordenador das políticas de comercialização de produtos da agricultura familiar do MDA, Pedro Bavaresco.

Bavaresco também comemorou a ação pioneira de incluir agricultores familiares na entrega do prêmio. “Pela primeira vez, entrou na avaliação a questão da aquisição da agricultura familiar. Por isso, optamos por colocar o prêmio às organizações que atenderam as demandas para fornecer para a alimentação escolar”, conta.

Para ser premiado, o município deve fazer um bom trabalho no Pnae. A prefeitura precisa cumprir a Lei 11.947/09, que determina que no mínimo 30% do valor de repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. Este ano, 929 municípios se inscreveram no prêmio de forma voluntária. Destes, 29 serão agraciados.

Dracena: 100% dos produtos são da agricultura familiar
Dracena é uma cidade com pouco mais de 43 mil habitantes. Desses, quase 1,5 mil são produtores rurais. Segundo a coordenadora do Departamento de Alimentação Escolar do Estado, Mariana Rossetto, receber o prêmio é uma honra muito grande para o trabalho desenvolvido pelo município. “As pessoas vão conhecer como é a alimentação aqui. O prêmio vai promover a alimentação que é fornecida nas escolas de Dracena e, quem sabe, inspirar outros municípios”, avalia.

Mariana, que também é nutricionista, assegura que todos os produtos adquiridos pela prefeitura de Dracena provêm da agricultura familiar. “A gente consegue comprar 100% dos produtos da agricultura familiar. É bom pra todo mundo. A criança ganha, pois se alimenta de um produto de qualidade, e o agricultor se sente estimulado por vender para a própria cidade.”

Parte dos produtos adquiridos por Dracena é fornecida pela Associação J. Marques, que conta com 75 agricultores familiares. Para a presidente Edna de Barros, que participa da associação desde o seu início, em 2000, a venda para a merenda escolar é uma grande contribuição para os participantes da associação. “Nós já vendíamos para o Programa de Aquisição de Alimentos, mas tivemos uma ajuda significativa nas vendas para o Pnae”, comemora Edna, que, admite estar honrada com o recebimento do prêmio. “É muito gratificante saber que a cidade está comprando da agricultura familiar. Para nós, é de grande importância receber esse prêmio, até pelo reconhecimento do nosso trabalho”, comemora.

A avaliação para o prêmio é feita sobre o ano fechado, ou seja, em 2012 a Ação Fome Zero homenageia gestões de 2011. A premiação é regional: municípios do norte concorrem com outros da mesma região e, assim, sucessivamente. (MDA)

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AGRICULTURA FAMILIAR FAZ UMA REVOLUÇÃO NO CAMPO E GARANTE INFLAÇÃO BAIXA DOS ALIMENTOS

Agricultura familiar combate inflação e reduz pagamento de juros

A agricultura familiar, responsável por cerca de 70% de todos os alimentos que o brasileiro consome, é um dos grandes sucessos do governo do presidente Lula no combate à inflação.

A inflação dos alimentos é um dos principais itens que consomem a renda das camadas mais pobres da população. Quanto mais tecnologia na mão dos pequenos produtores rurais, mais alimentos serão produzidos, gerando mais renda e permitindo melhor qualidade de vida na área rural.

O próximo governo deveria desonerar ainda mais os equipamentos e tratores até 78 cavalos, fazendo com que qualquer pequeno produtor possa se equipar e aumentar sua produtividade.  São esses produtores os responsáveis pelo feijão, arroz, batata, hortifruti, mandioca e outros itens básicos. A desoneração desse setor faria o país economizar milhões de dólares com juros. Veja trecho da matéria sobre o tema publicado no site Brasil Atual em que mostra setor é responsável por 80% do comércio de máquinas e equipamentos de pequeno porte.

Crédito para agricultura familiar garante 80% das compras de pequenos tratores

Fabricantes de equipamentos agrícolas registram crescimento de 25% ao ano e aumentam participação no setor. Agricultores ganham produtividade

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo – Dados do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) demonstram que linhas de crédito para a agricultura familiar foram responsáveis pela aquisição de 80,7% dos equipamentos rurais de pequeno porte em 2009. Com isso, o Mais Alimentos, vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vem sendo decisivo para garantir crescimento de 25% ao ano no segmento da indústria de pequenos tratores e outros equipamentos.

As informações do MDA abrangem apenas os motocultivadores e tratores de 11 a 78 cavalos por meio do Mais Alimentos. Por isso, a participação da agricultura familiar como público dos pequenos equipamentos rurais tende a ser ainda mais significativa.

O aumento da demanda representa um papel de destaque no crescimento do segmento, segundo a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). (Texto Integral)

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PESQUISA CNA/IBOPE SOBRE AGRICULTURA FAMILIAR PROVA QUE GOVERNO PRECISA INVESTIR MAIS EM REFORMA AGRÁRIA

A pesquisa CNA (Confederação Nacional da Agricultura)/Ibope sobre agricultura familiar  mostra o sucesso da perversa política empreendida pela entidade e pela bancada ruralista.

O levantamento CNA/Ibope mostra um efeito inverso ao que os realizadores tentaram mostrar. O problema não é a falta de capacidade de produção dos assentados, mas a falta de assistência governamental para os assentados graças às dificuldades que a própria CNA e a bancada ruralista impõem para dificultar o desenvolvimento da pequena propriedade.

A miséria dos assentamentos agrícolas é a cara da política desenvolvida pela CNA e pela bancada ruralista, isto é, inviabilizar as políticas de assistência ao pequeno agricultor.

É preciso  investir na reforma agrária para tirar essa população, que segundo a pesquisa, não está conseguindo renda suficiente.

É graças aos investimentos em agricultura familiar que a inflação dos alimentos está razoavelmente controlada. São os agricultores familiares, mesmo sendo 80% semianalfabetos,  que produzem a maior parte da comida presente na mesa dos brasileiros.

Se investir mais em agricultura familiar e reforma agrária, o governo resolve três problemas: melhora as condições de vida dos assentados, combate a inflação e diminui a violência nas áreas urbanas ao impedir que migrem para locais violentos das cidades.

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Agricultor na lente de f.farias (CC)

Agricultor na lente de f.arias (CC)

O último Censo Agropecuário do IBGE, com dados de 2006 e recentemente divulgado, mostra que a inflação está sob controle também graças ao investimento em agricultura familiar. Se o governo continuar investindo em pequenas propriedades, o brasileiro vai continuar comendo e pagando menos para se alimentar. O censo também revela que 80% dos produtores que alimentam o Brasil são analfabetos ou não terminaram o ensino fundamental, como se pode ver no site do IBGE.

Segundo o último Censo do IBGE, os agricultores familiares são responsáveis por 70% do feijão produzido no Brasil, 87% da mandioca, 46% do milho, 385 do café, 58% do leite, 59% da carne suína e 50% das aves, segundo reportagem da Carta Capital.

É impressionante, mas veja que os grandes produtores do agronegócio abandonaram o investimento em produtos agrícolas que alimentam os brasileiros e visaram o mercado internacional de comódites (produtos comercializados em bolsas e para exportação) como soja, laranja, cana etc. Quem segura a inflação e alimenta os brasileiros é a agricultura familiar.

Moral da história: mesmo com baixa educação, o agricultor familiar combate a inflação e mata a fome do brasileiro. Se o governo investir em tecnologia e educação no campo, os pequenos produtores poderão ter boas condições de vida e ajudarão a desenvolver o país.

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