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PRESIDENTE DILMA NÃO CONCORDA COM NOVO CÓDIGO FLORESTAL E PROMETE MUDANÇAS NO TEXTO APROVADO PELA CÂMARA

Ainda não acabou...

A presidente Dilma Rousseff se irritou com a aprovação do novo código florestal por consequência de uma divisão na base governista, e garante que vetará os trechos do texto que considera equivocados caso a base não consiga promover mudanças no Senado.

A aprovação do novo código representa um retrocesso total em relação às lutas por proteção e preservação ambiental. A presidente tem consciência disso e afirmou, inclusive, que a emenda proposta pelo PMDB, rejeitada pelo governo, é uma vergonha para o Brasil.

Apesar do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei de reforma do Código Florestal, ter chamado a presidente de desinformada e não acreditar no seu poder de veto, é ótimo ver como Dilma encara a questão. Afinal, ao defender seu projeto, o deputado Aldo Rebelo está tapando o sol com a peneira, como se diz, pois está bem claro como o novo código prejudica a preservação ambiental.

Sobre isso Dilma está sim é bem informada, ao contrário do que pensa o deputado e, do mesmo lado que a presidente, estão quatro dos cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), que alertaram para o possível agravamento sobre o clima com a entrada em vigência da atual versão do Código Florestal aprovada pela Câmara. Parece que o desinformado ou aquele que vê, mas finge não ver, nesta história toda é outro.

Veja trechos de algumas matérias sobre o assunto, uma delas publicada pela Rede Brasil Atual e as outras duas pela Agência Brasil:

Dilma irrita-se com Código Florestal e promete veto
Por Leonardo Goy, da Reuters

BRASÍLIA (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff ficou irritada com a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados após um racha da base governista e garantiu a uma fonte do governo que participou das negociações que vetará os trechos do texto que considera equivocados, caso a base não consiga promover mudanças no Senado.

De acordo com essa fonte, que pediu para não ter o nome revelado, Dilma afirmou antes da votação que esperava a derrota do governo mas se disse confiante de que a base governista conseguirá fazer as mudanças na votação no Senado.

De acordo com a fonte do governo, o Planalto vê com bons olhos o nome do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) como relator da matéria no Senado. (Texto completo)

Aldo Rebelo rebate críticas ao Código e diz que Dilma está desinformada
Por Iolando Lourenço

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei de reforma do Código Florestal, rebateu nesta quarta-feira (25) as críticas de que o parecer a Emenda 164, aprovados na terça (24) pela Câmara, permitam novos desmatamentos e anistie produtores que ocuparam áreas de preservação permanente (APPs). Rebelo disse não acreditar em vetos da presidenta Dilma Rousseff ao texto, que agora está no Senado. Para ele, a presidenta Dilma está desinformada sobre o assunto.

“Não acredito em veto. O que acredito é que a presidente Dilma está muito desinformada sobre este assunto”, disse Rebelo. “Acredito que a presidenta não tem as informações suficientes sobre a matéria. Ela pode ter informações só de um dos lados que circularam muito pelo Palácio (do Planalto) nos últimos dias, que foi o dolobby ambientalista.”

Para ele, a votação expressiva do relatório mostra que o projeto foi aceito por integrantes de todos os partidos da Casa. “Se reunimos em torno de um texto 410 votos, com um único destaque, é porque o Congresso conseguiu mediar, com alguma competência, um problema que o Executivo só resolveu por meio de um decreto que anistia e suspende multa de quem desmatou em área de preservação permanente e em reserva legal”. (Texto completo)

Código Florestal como foi aprovado na Câmara poderá agravar mudanças climáticas, alertam cientistas do IPCC
Por Vladimir Platonow

Rio de Janeiro – Quatro dos cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), alertaram para o possível agravamento sobre o clima com a entrada em vigência da atual versão do Código Florestal aprovada pela Câmara. Segundo eles, o aumento da pressão sobre as áreas de florestas comprometerá os compromissos internacionais firmados em 2009 pelo Brasil na Conferência de Copenhague, de diminuir em até 38,9% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020.

Os cientistas, que são ligados à Coordenação de Programas de Pós-Gradução de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), falaram sobre o assunto durante um seminário que abordou as conclusões de um relatório do IPCC sobre energias renováveis, realizado na última quinta-feira (26).

Para a cientista Suzana Kanh, as posições internacionais assumidas pelo país serão prejudicadas, se o Senado não mudar o texto do código aprovado pela Câmara ou se a presidenta da República, Dilma Rousseff, não apresentar vetos. “O impacto do código é muito grande, na medida em que o Brasil tem a maior parte do compromisso de redução de emissão ligada à diminuição do desmatamento. Qualquer ação que fragilize esse combate vai dificultar bastante o cumprimento das metas brasileiras”, afirmou. (Texto completo)

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