Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA

Paulo Freire: “minha prática exige de mim uma definição”

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê.
Não posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar.” 
(Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, São Paulo, Paz e Terra, 2011)

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MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO MOSTRA DIFICULDADE DE ALCANÇAR METAS IMPORTANTES PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Apenas cinco capitais alcançaram metas em língua portuguesa para alunos da 4ª série

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Das 26 capitais brasileiras, apenas cinco alcançaram, em 2007, as metas em língua portuguesa propostas pelo movimento Todos pela Educação para a 4ª série. Já para os alunos de 8ª série, o cenário se inverte – todas as capitais, exceto Belém (PA), alcançaram o resultado esperado na disciplina.

Os dados, de acordo com o movimento, foram calculados a partir do resultado da Prova Brasil de 2007. A avaliação é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a cada dois anos em todas as escolas da rede pública da zona urbana do país, com mais de 20 alunos em cada série.

Das 21 capitais que não alcançaram as metas em língua portuguesa para a 4ª série, 14 apresentaram queda no percentual de alunos com aprendizado considerado adequado. Outras sete capitais registraram o que o Todos pela Educação classifica como “aumento insuficiente para alcançar as metas”.

Um dos destaques negativos, segundo o movimento, é a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense, em 2005, registrava 33,05% dos alunos da 4ª série com aprendizado adequado mas, em 2007, os números caíram para 29,07%.

Já a avaliação de alunos da 8ª série indica que todas as capitais brasileiras registraram aumento no percentual de aprendizado adequado em língua portuguesa. Mas, os resultados, de acordo com o Educação para Todos, ainda mostram que a maioria dos alunos passa pela escola, porém não aprende o mínimo esperado.

O levantamento alerta que, no Brasil, menos de três em cada dez alunos da 4ª série aprenderam o que é esperado para sua série em língua portuguesa. Apesar de um resultado aparentemente positivo, a avaliação atesta que, na 8ª série, apenas três em cada dez estudantes possuem os conhecimentos adequados em sua série na mesma disciplina.

Os dados de aprendizado fazem parte do acompanhamento da Meta 3 do Todos Pela Educação, na qual o movimento defende que, até 2022, 70% ou mais dos alunos tenham conhecimento adequado às séries que cursam.

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Cerca de 700 mil alunos da educação básica cursam séries incompatíveis com a idade

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um levantamento da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) aponta que mais de 705 mil crianças não estão cursando a série indicada para sua idade. A pesquisa foi feita nos 1.114 municípios que já solicitaram ao ministério tecnologias educacionais para a correção do fluxo escolar nos anos iniciais do ensino fundamental.

Os dados são preliminares e o número pode ser ainda maior. O Brasil possui hoje 46 milhões de alunos da educação básica na escola pública. Em 2009, a correção da chamada distorção idade-série será custeada pelo ministério. A secretaria aguarda a resposta de 193 dos 1.307 municípios prioritários das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação. Eles apresentaram baixos resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007 e por isso recebem apoio técnico e financeiro do ministério.

O MEC oferece aos municípios três opções de tecnologias educacionais. Elas foram pré-qualificadas e compõem o Guia de Tecnologias Educacionais. São elas: correção de fluxo escolar na aprendizagem, desenvolvida pela organização não-governamental Geempa; programa de correção de fluxo escolar, do Instituto Alfa e Beto (IAB); e programa Acelera Brasil, do Instituto Ayrton Senna (IAS).

As tecnologias educacionais são como projetos pedagógicos que possuem estratégias e metodologias específicas para fazer com que o aluno recupere o conteúdo atrasado e avançe para a série correta. Elas trazem instruções desde a gestão educacional até como avaliar o processo de aprendizagem.

De acordo com o MEC, os dados informados pelos municípios apontam que 90% dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental freqüentam série incompatível com a idade. Mas segundo o coordenador-geral de Tecnologias da Educação, Cláudio André, é provável que esse número esteja incorreto. O ministério irá comparar os dados do Censo Escolar de 2008 e discutir esses índices com as secretarias de educação.

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BBC BRASIL: PROFESSOR EGÍPCIO É ACUSADO DE MATAR ALUNO POR NÃO FAZER LIÇÃO DE CASA

Professor egípcio é julgado por matar aluno que não fez dever de casa

Da BBC Brasil

Um professor de matemática egípcio aparece diante de um tribunal neste sábado, acusado de espancar um aluno de 11 anos até a morte porque ele não havia feito o dever de casa.

O caso aconteceu em uma escola nos arredores de Alexandria, há dois meses e causou comoção nacional.

Depois de usar uma régua para punir o aluno, o professor Haitham Nabeel Abdelhamid, de 23 anos, teria levado o menino Islam Amr Badr para fora da sala de aula e dado pancadas violentas em seu estômago.

O aluno desmaiou e foi levado para o hospital. Mais tarde, teve uma queda repentina na pressão sangüínea e morreu de parada cardíaca.

A correspondente da BBC na cidade Yolande Knell diz que para muitos egípcios o caso é um doloroso sinal do fracasso do sistema educacional do país, em que professores jovens, inexperientes e com poucos recursos lutam para controlar turmas com até cem alunos.

O pai do menino Islam, Amr Badr Ibrahim, diz que outros deveriam ser julgados junto com o professor. “O problema está no ensino e nos professores”, diz ele. (mais informações na BBC Brasil)

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COMENTÁRIO DO INTERNAUTA: A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA NA VOZ DO ALUNO

arquimedes da silva

Assim como muitos pelo nosso país, pensei em um dia ser professor, ainda bem que isso não me foi possível, é de uma insensibilidade bestial as declarações desta senhora.

Como posso reclamar do professor se os seus superiores não têm o menor preparo? PSDB que se cuide, o povo brasileiro já está abrindo o olho e é melhor que abra-o logo, antes que o PSDB destrua o ensino de mais uma década. Quem estudou nos últimos dez anos, se não tiver uma mente muito boa , não será capaz de passar em nenhum teste escrito desenvolvido para concursos ou empresas. Este é o legado do PSDB para os jovens que estão tentando seu primeiro emprego. Tenho 42 anos, voltei á estudar depois de 28 anos, e percebo claramente o desânimo de muitos professores, isto se dá em muito por causa do desinteresse do aluno que sabe: não preciso estudar, não preciso de disciplina. É só não faltar muito pra passar de ano.

Tenho notado na escola alunos que não sabem nada e estão bem mais adiantados (em séries) que eu. Sabem a quem isso beneficia? Acho que não é preciso dizer.

TEMOS PÃO E CIRCO E OS “PODEROSOS”ESTÃO CONTENTES.

ARQUIMEDES DA SILVA,42 ANOS ALUNO DA 7-a SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL.

comentário do post: OLHA A DECLARAÇÃO DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO.

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