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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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CRESCIMENTO COM POLUIÇÃO É VANTAGEM PARA ALGUNS E PREJUÍZO PARA TODOS; BRASIL DEVE LIDERAR ECONOMIA VERDE

“Precisamos de um projeto nacional que nos leve para a liderança da economia verde”

Economia verde evita o prejuízo futuro

Do ClickCiência

Cláudio Marettim, Superintendente de Conservação para os programas regionais do WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza) desde 2006 e membro do Conselho da União Mundial pela Conservação, defende necessidade de inserir as considerações ambientais nas discussões estratégias sobre o desenvolvimento do País e apresenta como um dos maiores desafios a inclusão do valor dos ecossistemas nas atividades econômicas e, até mesmo, no cálculo do PIB.

CC – Quais os grandes desafios a serem superados para que possamos nos tornar uma sociedade efetivamente sustentável?
Em 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, nós propusemos uma reflexão sobre como podemos fazer com que a sociedade entenda a importância da biodiversidade e dê a ela o devido valor. Com a questão climática, nós levamos a preocupação ambiental pro nível geral da sociedade. Se nós consideramos o Rio de Janeiro lá em 1992 (reunião das Nações Unidas que criou a Comissão da Diversidade Biológica) e agora Copenhagen em 2009, nós temos dois eventos internacionais de alta relevância, e embora este último tenha resultado em pouca decisão, foi precedido de um debate intenso, de forma que pouca gente hoje não sabe que estamos discutindo o aquecimento global. Não obstante esse novo nível de debate, na hora em que nós vamos discutir a biodiversidade, pouca gente percebe sua importância. E estamos falando de fato da mesma questão. Porque, no caso do Brasil pelo menos, é pelo desmatamento e pela degradação dos ecossistemas que acontece a maior parte das nossas emissões de gases do efeito estufa. E é através da conservação dos ecossistemas, ou mesmo de fragmentos dos ecossistemas, que nós podemos ter uma ocupação do solo a mais adaptada possível para que soframos menos os danos das mudanças climáticas.
Quando nós discutimos o Código Florestal hoje no Brasil, estamos aí pensando em ganhar um metro para a produção de mais gado, ou mais soja, ou mais cana, e não discutindo os custos e benefícios para a sociedade desse um metro. Essa lógica do Código Florestal não tem mais de ser discutida com base em uma visão do passado, e sim com uma visão do futuro. Mas o que eu quero dizer com isso é que a questão das chamadas externalidades econômicas precisa ser superada. Nós não podemos continuar com esse modelo, no qual uma indústria polui um rio, um agricultor desmata até dentro da água, os carros poluem o ar das cidades, todos juntos poluem gerando gases de efeito estufa, mudando o clima do Planeta. Tudo isso é uma apropriação de vantagens de forma privada e uma externalização, deixando os prejuízos para a sociedade como um todo, sem assumir os custos.
Nos anos que precederam Copenhagen, nós tivemos estudos sobre a questão climática e o relatório externo mostrou que se não fizermos nada nós podemos ter um prejuízo da ordem de 20% do PIB mundial, enquanto que o custo da diminuição das emissões de gases de efeito estufa é caro, mas é da ordem de no máximo 5% do PIB mundial; então, estaríamos economizando 15%!
Este ano lançaremos o estudo da economia da biodiversidade e dos ecossistemas. A ideia é provar o valor econômico que a biodiversidade tem, não só com a descoberta de medicamentos, mas através dos serviços que ela presta retendo carbono, promovendo equilíbrio climático, ar purificado, água de qualidade, a própria possibilidade de descobertas de novas espécies, o lazer humano, funções até místicas, pois algumas religiões usam a Natureza para essa relação de fé que é parte da qualidade de vida. Saiba mais

PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS CRESCE NOS PRINCIPAIS PAÍSES DO MUNDO; ENERGIA SOLAR FOTOVOLTÁICA CRESCE 70% EM UM ANO

Os principais países do mundo estão investindo bastante em energias renováveis. O Brasil, mesmo com o pré-sal, não pode deixar de investir em fontes renováveis como solar, eólica e outras.  Veja abaixo trecho de matéria sobre o crescimento da energia renovável no mundo.

Planta solar fotovoltáica de Sevilha (Afloresm/cc)

Planta solar fotovoltáica de Sevilha (Afloresm/cc)

Fonte renovável cresce mais depressa do que convencional

BiasArrudão/Inovação Unicamp

O Relatório do Estado Global das Energias Renováveis de 2009 da Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século 21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century), a REN21, uma rede mundial, com sede na França, para a promoção de energias renováveis formada por governos (inclusive o do Brasil), organismos internacionais como a ONU e a Comissão Europeia, e ONGs, registra a evolução nessa área. De acordo com o relatório, a potência disponível para geração de energias renováveis ― se incluída a potência de grandes hidrelétricas ― chegou em 2008 a 1.140 GW. Sem as grandes hidrelétricas, o numero cai bastante, para 280 GW, mas é saudado pelo relatório: segundo ele, um aumento de 75% desde 2004, quando a potência era de 160 GW. Para comparação, a potência da usina de Itaipu é de 14 GW.

O Brasil não aparece entre os cinco países com maior potência instalada renovável porque o relatório não contabiliza a energia gerada pelas grandes hidrelétricas, de importância capital para o País. São eles: China (76 GW), EUA (40 GW), Alemanha (34 GW), Espanha (22 GW) e Índia (13 GW). Os cinco também foram aqueles que, em 2008, mais adicionaram energia eólica à base instalada. No ano, o maior crescimento nominal em potência renovável veio da captação dos ventos. Atualmente, entre as fontes analisadas no relatório, a energia eólica é a rainha das renováveis, e responde por 43% da potência instalada.

O relatório constata que 2008 foi o primeiro ano em que União Europeia e Estados Unidos agregaram ao parque instalado de geração um percentual mais elevado de energias de fontes renováveis que de convencionais. Segundo o documento, naquele ano, a capacidade global de geração de novas fontes renováveis aumentou 16% em relação a 2007. O relatório não fornece o dado correspondente relativo às formas convencionais de geração de energia. Os investimentos para o aumento da capacidade instalada atingiram US$ 120 bilhões, quase o dobro dos US$ 63 bilhões de 2006.

Energia solar

Embora os ventos tenham gerado a maior parte da potência em energias renováveis em 2008, a geração de energia solar fotovoltaica conectada à rede elétrica continuou a ser, no ano, a tecnologia de geração que mais cresce no mundo: a capacidade global instalada saltou de 7,5 GW em 2007 para 13 GW, um aumento de 70% em relação a 2007 ― a partir de uma base pequena. No ano, a Espanha ampliou sua capacidade instalada de energia solar em 2,6 GW e assim se tornou o maior gerador do mundo dessa modalidade de energia. Ainda segundo o documento, a capacidade anual global de fabricação de equipamentos fotovoltaicos chegou no ano passado a 6,9 GW.

O relatório destaca o avanço da Alemanha, onde foram instalados 200 mil sistemas de aquecimento de água com energia solar durante 2008. No mundo, o aquecimento por energia solar cresceu 15% ― e atingiu 145 gigawatts térmicos (GWte). Nisto, a Espanha também sobressai ― há atualmente em desenvolvimento no país 22 projetos de geração térmica por energia solar, com capacidade instalada total de 1.037 MW, todos previstos para entrarem operação até o final de 2010.

Nos Estados Unidos, o preço dos equipamentos de energia solar para uso doméstico caiu em cerca de 40% desde a metade de 2008, noticiou o New York Times em 26 de agosto. O jornal aponta como causa a entrada da China na fabricação de painéis solares e de seus componentes. O governo Obama também oferece incentivos em dinheiro para quem investir em aquecimento solar. Glenn Harris, CEO do grupo de consultoria sobre energia solar SunCentric, apresenta seus cálculos na reportagem: nos lugares em que o preço da energia é maior, ambos os fatores farão o equipamento se pagar em 16 anos, ao invés dos anteriores 22. (Texto Integral/Inovação)

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A COMUNICAÇÃO DIGITAL VERDE: UM ESTUDO DE SITES AMBIENTALISTAS A PARTIR DO CONCEITO DE ESPAÇO MEDIADOR CULTURAL É PUBLICADO EM REVISTA CIENTÍFICA

Revista Comunicação e Espaço Público

Revista Comunicação e Espaço Público

Um novo artigo científico, intitulado A comunicação digital verde: um estudo de sites ambientalistas a partir do conceito de espaço mediador cultural,  foi publicado na Revista Comunicação e Espaço Público, do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB).

Para ter acesso ao linque do artigo, em arquivo pdf, basta ir à página Artigos Científicos deste Blog.


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