Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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VÍDEO: CÂMERAS DE SEGURANÇA TAMBÉM CAPTURAM COISAS BOAS

ROBERT RAPPÉ: O SISTEMA ESTÁ CONTRA NÓS PORQUE TODOS BUSCAM LUCRAR UNS COM OS OUTROS E SE ESQUECEM DO AMOR

Entrevista para a revista Ecológico

O holandês Robert Happé nasceu em Amsterdã, em plena Segunda Guerra Mundial. Ainda bebê, perdeu os dois irmãos, o lar e a mãe, que desapareceu depois da tragédia provocada pelos bombardeios alemães.

À época, seu pai já havia sido preso pelos soldados de Hitler. Robert foi adotado por uma família. As dificuldades por que passou talvez expliquem sua busca incansável por respostas sobre o verdadeiro sentido da vida. “ Desde o início, busquei a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo; queria entender também por que as pessoas se matam e qual a causa de tanto sofrimento no mundo”, declara.

A procura começou aos 16 anos, quando, de mochila nas costas, o jovem Robert saiu pelo mundo, visitando diferentes países, culturas e povos. Através do estudo das religiões e da Filosofia, fez muitas descobertas em sua jornada de quase duas décadas. A principal delas é que “todas as religiões, doutrinas e crenças, em sua maioria, estão tão impregnadas de dogmas, que deixam de cumprir o papel que lhes cabe”. E, ainda, que “o sistema no qual vivemos, com suas visões políticas, planos econômicos e educacionais, é o maior dogma do mundo e não tem qualquer consideração pelas pessoas.”

Em todos os lugares pelos quais passou: Europa, Nepal, Índia, Taiwan, Camboja (onde morou numa floresta durante três anos), EUA e América do Sul, Robert diz ter encontrado amor. “Não existe um só povo que não seja capaz de amar”, confessa. Desde 1987, ele compartilha seu aprendizado em seminários pela Europa, África, Argentina e Brasil. Em 1997, escreveu “Consciência é a Resposta”. No parágrafo final do prefácio, faz um alerta: “Ninguém tem a verdade, mas cada um de nós pode sintonizar-se com a própria verdade e conhecimento e expressá-los à sua maneira. Foi o que fiz e espero que cada um faça o mesmo” (Texto Integral)

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NA SOCIEDADE CONSTRUÍDA SOB A ÉGIDE DA VIOLÊNCIA E DA INTOLERÂNCIA, O AMOR E O AFETO PRECISAM SER ESPANCADOS

Policiais no complexo do Alemão: essa é a forma como o dinheiro público chega às camadas mais pobres

Numa noite, pai e filho foram agredidos porque estavam abraçados; em outra, dois irmãos foram espancados, sendo um morto, por estarem também abraçados.

Nos dois casos, eles foram confundidos com homossexuais. Isso não são fatos isolados e nem fruto exclusivo da ignorância dos agressores, que pensaram erroneamente que se tratavam de relações homossexuais.

As agressões são os resultados históricos da sociedade sob o mando da intolerância e da violência para a manutenção da desigualdade. Afinal, que sociedade é essa em que o afeto e o carinho são transformados em ofensa e o amor se torna insuportável?

Quando nos deparamos com tamanha barbaridade, ficamos a pensar como as pessoas não percebem que está tudo errado na sociedade? Como as pessoas não percebem que construímos uma sociedade de ponta cabeça? Como não percebem que outra sociedade é possível?

Ficamos a pensar como as pessoas se convencem de que as coisas são assim mesmo? Como elas se convencem de que não há nada a fazer? O que faz com que as pessoas pensem que não há solução? Como não lhes parece tão evidente que certos grupos sociais se beneficiam da sociedade da violência? Como não lhes parece evidente que os que dificultam avanços são os responsáveis pela situação?

A sociedade da violência é uma sociedade animalizada, onde a razão presente no ser humano está a serviço da violência. A primeira violência é a manutenção da desigualdade social, levando pessoas a viverem em condições sub-humanas, diante de uma estrutura de opulência. As violências continuam com um sistema de saúde péssimo diante de uma sociedade perdulária e luxuosa. A violência persiste numa educação ruim, sem investimento, sem afeto, uma educação instrumental e imbecilizada pela objetividade do sucesso profissional. A violência continua na manutenção e sustentação da desigualdade por empresas de mídia que se beneficiam da associação com políticos conservadores e mantenedores dessa desigualdade.

A sociedade brasileira foi construída sob a égide da violência. A violência é legitimada em todos os sentidos, nas delegacias, na justiça, na legislação, na mídia. Isso fica explícito quando os crimes contra a vida são muito menos esclarecidos do que os crimes contra o patrimônio, quando não se investe em educação e saúde ou quando não se pune os drogados pelo dinheiro.

A sociedade é violenta porque a violência é a única maneira de sustentar a desigualdade social, econômica e cultural. É por isso que as pessoas não se indignam, porque sabem que podem sofrer com isso, serem agredidas, violentadas. O que foi a ditadura militar brasileira, tão festejada pelos meios de comunicação na época? Nada mais do que uma forma violenta de impedir que a desigualdade fosse diminuída e isso prejudicasse o interesse de setores da sociedade, setores que precisam da violência como padrão social de sustentação de privilégios.

É dito popular afirmar que agredir fisicamente outra pessoa é “partir para a ignorância”. Da mesma forma, o político que prioriza a ação policial é o político que prefere partir para a ignorância. É fácil notar quando o político é um ignorante e representante da violência para manter a desigualdade. O foco é sempre a necessidade de mais policiamento, de mais investimento em segurança pública, de mais armas para a polícia, é preciso pulso firme, etc etc etc…  Quanto menos investe em educação, saúde e no combate à desigualdade econômica e social, mais ignorante é o político. Ou seja, é um reprodutor da violência.

A violência contra o amor, o afeto e o carinho é uma construção social que, para alguns setores privilegiados da sociedade, vale a pena manter.

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EM “O AMOR NATURAL”, DRUMMOND CONSTRÓI POEMAS DE CUNHO ERÓTICO QUE NÃO FALAM DE OUTRA COISA SENÃO DA RARA MÁGICA ENTRE CORPO E ALMA

Neste vídeo, Sérgio Viotti lê Amor-pois que é palavra essencial, poema de Drummond presente no livro O Amor Natural. Considerado pornográfico, o livro só foi publicado depois da morte do poeta. Os versos deste poema e de outros do livro preservam uma beleza sutil própria de experiências sexuais verdadeiras, regadas pelo prazer do corpo e pelo diálogo fértil das almas.

Amor — pois que é palavra essencial

Amor — pois que é palavra essencial
comece esta canção e tudo a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
Reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma a expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
Fundido, dissolvido, volta à origem
Dos seres, que Platão viu contemplados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

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Sbt faz a novela que a Globo esqueçeu de fazer ao som de Chico Buarque de Holanda

Quem diria, o Sbt do Silvio Santos lança hoje uma novela, Amor e Revolução, que deve mostrar que ditadura foi ditadura. É isso que prometeu o making of apresentado ontem à noite, com frases como: “ditadura nunca mais!”

Veja bem como o mundo gira. Roda moinho, roda-gigante, Sbt é mais democrata que a Folha que se vangloriava da cobertura das Diretas já.

Para o Sbt, ditadura não é ditabranda como pensa a Folha de S. Paulo.

O Sbt  parece ter acordado para a democracia brasileira e para um ambiente de competição criativa.  Se temos democracia e liberdade, vamos fazer novelas. A emissora de Silvio Santos pode fazer a novela que a Globo não fez.

A novela pode se tornar um marco na dramaturgia brasileira, assim como foi Pantanal (da antiga Manchete) e outras novelas da Globo que abocanharam temas que dialogavam diretamente com dramas e angústias da sociedade.

No Sbt de Sílvio Santos tudo é imprevisível, mas é ver para crer.

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LOVING YOU, COM MINNIE RIPERTON, EM 1975, É REALMENTE INUSITADO

Há algo fora do comum nessa interpretação original.

Lovin’ You

Loving you is easy ‘cause you’re beautifull,
and making love with you is all I wanna do.
Loving you is more then just a dream come true,
and everything that I do,is out of loving you.
la la la la la, la la la la la….
No-one else can make me feel the colors that you bring.
Stay with me while we grow old and we will live each day in springtime.
‘Cause loving you has made my life so beautifull,
and everyday of my life is filled with loving you.
Loving you,I see your soul come shining through,
and everytime that we, oohh..
I’m more in love with you.
la la la la la, la la la la la…
No-one else can make me feel the colors that you bring,
Stay with me while we grow old and we will live each day in springtime.
‘Cause loving you is easy ‘cause you’re beautifull,
and every day of my life is filled with loving you.
Loving you, I see your soul come shining through,
and everytime that we, oohh..

I’m more in love with you

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